Além Da Imaginação
25 A chuva
Notas iniciais
Como amo as gotas,
Que marcam as vidraças das janelas,
Que me causam perguntas,
Que me lembram as estrelas.
Como o ar fica refrescante,
Sinto-me bem de repente,
Com a chuva a pingar,
Fazendo uma música tocar.
Prefiro que a água,
Caia sem exagero,
Para não deixar mágoa,
E não causar danos, eu espero.
Mas, as pessoas também detonam,
Não é mesmo?
Então por que da chuva reclamam?
A culpa é do urbanismo!
A culpa é nossa! Não vá julgar!
Se casas caem,
É porque não estão em seu devido lugar!
As pessoas sabem!
O som da chuva me inspira,
Então se vai a ira,
A mentira,
Não é bom o cheiro da molhada madeira?
O cair,
Dos pingos,
Ajudam-me a dormir,
Principalmente nos domingos.
Dizem que água não tem cheiro,
Mas sinta primeiro,
As folhas, flores e frutas molhadas,
Vai dizer que as águas não podem ser cheiradas?
Ó chuva que cai,
Contigo o silêncio se vai,
O sol sai,
E a vida se sobressai.
Sim certas coisas caem do céu,
Não chá, nem mel,
Estamos sempre com sede,
Quando a chuva vem forte, você se arrepende?
Já viste as crianças pulando as poças?
O jeito engraçado que gritam as moças?
Vendo as gotas que trazem lembranças?
E que causam mudanças?
Não me venha reclamar da chuva!
Ficar triste, com cara de viúva!
Enxergue o lado bom das coisas!
Elas também podem ser maravilhosas!
Não, os sons dos pingos não me irritam,
Eles me fazem dançar,
Algumas pessoas não gostam,
Mas eles adoram me alegrar!
Ó chuva bela,
Que encaro da janela,
Sabes ai importância que tens para mim?
Só você deixa as plantas bonitas assim!
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