Akuma No Mai

9 At Morning: Esse mordomo, surpreso!


Notas iniciais
Boa leitura! Muito Obrigada à Lady Faustus que favoritou a fic!

Gray acabara de pedir Lilian em casamento. Era esse seu objetivo ao convidar algumas famílias a passar a noite em sua mansão. A menina ficou completamente incrédula e surpresa, enquanto Ciel fuzilava o homem com os olhos. Não pode ser... Não vou deixar levá-la justo quando dei uma brecha para que meu coração batesse.

— N-não pode fazer isso! Eu não permitirei! – o garoto gritou inconsequentemente, sem se dar conta de que estva diante de muitas pessoas. Assim que notou o erro, ele remendou a frase – Quero dizer, o senhor não pode pedir tal coisa à própria pretendente, mas sim a meu pai e a mim – ele sentou em seu lugar à mesa, corado.

— Isto é verdade senhor Gray. É necessário que eu avalie vosso pedido e responda à proposta – Sebastian olhou sério para o barão, mas atirou um olhar de soslaio para Ciel.

— Oh, perdão pela grosseria. Estou tão apressado que sequer me dei conta da falta de educação. Mas peço que avaliem logo meu pedido, pois retorno à minha cidade natal dentro de três dias – o barão voltou a seu lugar também.

O café da manhã transcorreu sem demais problemas, e depois todos retornaram a suas residências. Já na mansão, Ciel andava de um lado a outro na sala de estar, pensativo. Sebastian chegou com uma bandeja de prata, onde estavam um bule de porcelana e uma xícara. O mordomo serviu um pouco de chá e ofereceu ao garoto, que parecia visivelmente atordoado.

— O que o incomoda tanto, My Lorde?

— Eu... Não posso deixar que isso aconteça. Pela primeira vez nosso disfarce deu errado, e agora Lilian terá de se casar com aquele... Aquele maldito – o menino deixou escapar.

— Mas qual é vossa certeza de que ela irá aceitar tal proposta? – o maior se aprumou perto da janela – Ela sequer reagiu ao pedido.

— E se ela aceitar? Mesmo com um marido comum, ela pode continuar com seu trabalho... – e assim, Ciel seguiu divagando tarde a dentro.

— Senhorita, vai mesmo aceitar o pedido do barão? – Louise perguntou enquanto arrumava as bagagens para deixarem a mansão Phantomhive.

— Acho que sim. Um casamento comum fortalecerá minha imagem perante a sociedade.

— Mas, e quanto ao que ocorrera entre a senhorita e o conde? – a akuma parecia pertinentemente curiosa.

— Não devo me deixar levar por sentimentos como o amor. Ele cega e inutiliza as pessoas. Agora, peça para o mordomo de Ciel escrever uma carta aceitando a proposta do barão, pois logo quero deixar todos em paz.

— Mas é muito cedo para a senhorita aceitar um compromisso como este, não?

— Não. Quanto antes me livrar deste fardo, melhor. Além do mais, como você mesma de disse, o barão não passa dos 18 anos. E mês que vem, eu completo 14. Tudo ficará bem. Agora ande logo, quero deixar esta casa ainda hoje – a menina ordenou, começando também a arrumar as malas.

Louise foi então até o quarto de Ciel, onde Sebastian também se encontrava, e em voz alta, pediu para que o mordomo escrevesse a carta. O conde quase explodiu em fúria na frente da mulher, mas depois fitou calado a pena que escrevia a carta que Lilian levaria ao barão.

Assim, no início da tarde, a condessa de Brook e sua mordomo deixaram a mansão, rumando para a casa do barão, onde foram muito bem recebidas, ou quase isso...

— Ah, vejo que aceitou meu pedido! – o jovem exclamou alegremente, saindo pela porta e recebendo sua futura noiva – Senhora Goldriver, por que não está acompanhada de seu marido?

— Meu esposo saiu da cidade a negócios hoje pela tarde, mas deixou uma carta aceitando sua proposta – Louise explicou com toda a pompa de uma dondoca vitoriana, entregando o envelope.

Ao terminar a leitura, o barão afirmou que sim com a cabeça.

— Minha pequena, para quando desejas a cerimônia de casamento? – o albino perguntou gentilmente, tomando as mãos da menina nas suas.

— O mais cedo possível.

— Ora, mas quanta pressa! Hoje mesmo irei até a igreja para marcar a data. Agora entremos. Enquanto não lhe desposo, pode ficar em minha mansão.

— Mas isso vai contra nossos princípios – Louise se aproximou da ama em uma ação quase maternal.

— Está tudo bem, Lo... M-mamãe. Tudo bem, eu prefiro assim. Pode voltar para casa, espero que esteja sempre olhando por mim – Lilian deu uma piscadela para a loura, entrando na casa do barão em seguida.

A carruagem dos Brook retornou para sua residência, e logo a mordomo estava devidamente uniformizada. Ela pôs em ordem os pertences de maior importância para levar à casa do barão. Roupas, sapatos e alguns acessórios, inclusive o anel que a menina costumava usar no dedo indicador, mostrando seu vículo coma Rainha. A mulher arrumou também toda a mansão sozinha, pois segunda-feira era o dia de folga que Lily decretara aos empregados comuns.

Já perto do anoitecer, Louise retornou à mansão Gray com duas malas não muito grandes, e batendo à porta, foi recebida por uma criada de cabelos azulados.

— Pois não?

— Sou a mãe da senhorita Lilian. Vim trazer-lhe seus pertences. Posso entrar? – a jovem perguntou, sendo rapidamente reprimida.

— Não é necessário. Deixe as coisas dela aqui mesmo e nosso mordomo logo virá pegar. Até mais! – e assim, a criada fechou a porta na cara de Louise, que mais uma vez entrou na carruagem e retornou à mansão.

Durante a noite, Lou decidiu sondar a mansão do barão. Cuidadosamente, ela observou cada cômodo do lugar. Tudo parecia perfeitamente normal. Gray e Lilian se encontravam na sala estar, aos risos, cada um com uma caneca grande em mãos.

Agora tudo ficará mais complicado. Eu não poderei mais aparecer ao lado da senhorita, pois todos pensam que sou sua mãe. Terei de ficar como um pêndulo: de uma lado a outro com a senhorita. Começo a pensar que vossa idéia não foi das melhores. A loura pensava enquanto seguia fitando o futuro casal aparentemente se divertindo.

Na mansão Phantomhive, Ciel continuava com seu humor espinhoso e cabeça a toda para pensar em algum plano contra o barão.

— Isto está errado. Aquela cabeça-dura jamais aceitaria o pedido daquele decrépito. Jamais! Ela é mesquinha, metida e mimada, e pensa que tudo se resolve só com um olhar dela para aquela, aquela... Mordomo! Tem que ter algo de errado nisso, tem que ter! – o garoto andava de um lado para outro pensando em voz alta, deixando suas palavras serem ouvidas por qualquer um à sua volta.

— Senhor, creio que esteja pensando muito alto. Finnian, Mey Rin e Bard não necessitam ficar a par de sua vida pessoal. Mas como já ouvi tudo, quero perguntar-lhe uma coisa: O que houve noite passada para que se importe tanto assim com a senhorita Brook? – Sebastian estava parado na porta do quarto, olhando para o garoto que parecia furioso.

— E o que isso te interessa, seu demônio dos infernos? Eu não lhe devo satisfações de minha vida pessoal, tampouco tenho que lhe dizer que eu e Lily nos beijamos na noite da festa! Glup – o garoto deixou escapar a verdade em um belo e terrível ato falho, tapando a boca, em seguida e ficando vermelho – Droga! Você deve ter usado alguma de suas artimanhas pra me fazer falar, não é?

— Senhor, eu não seria capaz de tal coisa. Contudo... Parece-me que o senhor está apaixonado pela senhoria Lilian, já que até um carinhoso apelido o senhor lhe deu não é mesmo? – o maior queria rolar no chão de tanto rir com a faha do jovem humano, mas se conteve

— D-de forma alguma! O que houve foi um grande mal-entendido aquela noite! E-eu só... – ele gaguejou — Só percebi que nós somos muito iguais para não sermos um do outro... – Ciel se deixou cair sentado na cama – Ela passou por coisas tão terríveis quanto eu.

— Então, o que pretende fazer? – Sebastian sentiu um cheiro do lado de fora da mansão, e se desviou levemente de seu amo.

— Nada. Não vou fazer nada. Se ela decidiu assim, assim será. Agora troque-me logo, pois quero dormir.

— Tão cedo? Não passam ainda das sete e meia da noite

— Me obedeça!

O mordomo então mudou as roupas de seu amo, pedido licença e o deixando sozinho no quarto. Em seguida foi até o telhado da mansão, onde Louise o estava esperando, sentada entre as telhas.

— Como está a senhorita Brook...? – ele sentou-se ao lado da loura.

—Muito bem. Até demais por sinal. Agora há pouco fui checar a mansão do barão, e tudo parece normal. Minha ama estava aos risos com Gray, e eles pareciam felizes – ela respondeu um pouco triste.

— E por que então está fazendo essa cara de quem não apreciou a refeição? – ele segurou o rosto da menor perto do seu.

— Tudo ficará mais complicado agora. Não vai ser fácil conseguirmos álibis para realizarmos as tarefas que Ela nos pede.

— Tenha paciência, tudo ficará bem. Agora venha cá. Quero um pouco do seu veneno... – o maior beijou a loura.

Notas finais
Próóximo!