Aku no Okoku (Reino do Mal)
7 Capítulo 7 - Renascer
Notas iniciais
Espero que gostem do finalzinho hehehehe vcs irão entender :P
A última coisa que vi foi o sorriso de Rin pouco antes de ser executado... Mas foi engraçado... Eu não senti morrer...
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Quem sou eu? Não me recordo do passado. Apenas sei que acordei em um extenso quarto escuro, onde somente eu estava lá. Tentei me mover, mas minhas mãos e pés estavam presos... Forcei minha vista até perceber que ali estavam algemas do mais puro vermelho nas mãos e nos meus pés algemas azuis.
–O que aconteceu? Não me lembro...
Ajoelhei-me naquele quarto, usando um pequeno vestido amarelo com um grande laço e meu cabelo estava preso em um coque, já desmontando.
–O que diabos...?
Olhei para cima e lá havia ainda uma pequena chave, que estava parada. Tentei ouvir algo, mas foi em vão. Devido a escuridão também não via nada à minha frente. De repente a chave girou, achei normal até aí. Mas então uma doce voz, que me pareceu muito familiar começou a falar.
–Ora, ora, ora. Jovem Len... Não esperaria vê-lo do outro lado.
–Q-Quem é você?
–Hihi. Acho que vou ter que explicar-lhe tudo:
Então ela começou a recitar para mim.
–Tsumibukaki shounen yo (Os crimes deste garoto estão piores)
Omae wa kono saki eien ni (Ficarás longe de mim para sempre)
Kono heya kara wa derarenu (A partir deste quarto).
Pisquei algumas vezes e alguns flashes de memória apareceram em minha mente. Neles estavam uma jovem loira e eu também me encontrava por lá.
–Q-Quem é esta menina?
–Sua irmã, jovem Len: Kagamine Rin. Você era o servo da moça e massacrou meu Reino para satisfazê-la. Não se recorda?
Mais lembranças vieram. Eu via a jovem que estava na chave. Vi claramente seus longos cabelos verdes e uma hora que perfurei seu coração com uma adaga dourada. Também vi uma mulher com marias-chiquinhas em forma de furacão. Ela me olhava assustada enquanto falava com ela.
A jovem loira de nome Rin chorava junto comigo enquanto me abraçava fortemente. E mais uma lembrança, provavelmente minha última vivida me veio à cabeça:
Eu andava acompanhado de uma morena que vestia uma grande armadura escarlate. Eu caminhava amarrado com o mesmo vestido que usava no momento. Ia em direção à uma guilhotina extensa, dizendo uma frase que me deu um pouco de dor de cabeça, pois não saia de minha mente:
–"Ara, oyatsu no jikan dama... (oh, é hora do lanche...)". — E uma emorme lâmina percorreu meu fino pescoço, enquanto aquela mesma loira estava tapando os olhos, assustada.
Eu havia partido com um sorriso no rosto.
–Eu... Eu... Eu era esse rapaz...?
–Sim, jovem Len. Você fez isso por amor e apesar de tudo não posso perdoá-lo, mesmo que eu tenha dito que valia.
Encarei novamente as algemas vermelhas.
–Sore wa kitto dare ka no nagashita chi no iro (Provavelmente alguém derramava seu sangue... )- A mulher morena apareceu em minha cabeça de novo.
Então olhei as azuis.
–Sore wa kitto dare ka no namida no iro (Provavelmente alguém derramava suas lágrimas...) — Um rapaz de cabelos azuis apareceu desta vez.
Olhei para cima novamente, dei um passo e perguntei:
–M-Mas... E aquela loira, Rin? O que aconteceu com ela?
–Sua irmã está caída em meio à uma praia. Ela caminhou por três dias sem comer, beber algo ou dormir, arrumando um jeito de se arrepender.
–Mas ela está viva?
–Sim. Minha amiga se aproxima dela. Como ela é hospitaleira e gentil, deve cuidar dela.
–Então ela estará bem?
Ela assentiu, séria. Dei um suspiro, aliviado... Apesar de não me lembrar daquela menina, eu de certa forma me preocupei com ela. Será que eu a amava mesmo?
–Eu... Não me lembro de nada... O que aconteceu exatamente?
–Bom, tudo que está em sua cabeça, as lembranças boas e ruins, eram tudo que você viveu.
–Então essa menina realmente era minha irmã?
–Sim.
–M-Mas... Se ela era minha irmã, por que fiz isso por amor?
–Vocês foram separados, pelo que vi nos seus flashes. Como ficaram muito tempo sem se encontrarem, acho que deixaram de desenvolver amor fraternal e passou a ser amor verdadeiro.
De repente ouvi alguém cantar:
–Ru... Ri... Ra... Ru... Ri... Ra... — Aquela voz cantava em minha cabeça.
–Dara ga utau komoriuta darouka? (Quem está a canta esta canção de ninar?)
Pus a mão sobre meu peito, meu coração já não batia, mas sentia uma pulsação forte...
Como não tenho escapatória, deitei-me no chão do lugar e fiquei pensando naquela voz que cantara para mim. Ali adormeci e acordei no mesmo lugar.
–Quanto tempo será que já passou? — Perguntei à voz, que nada respondeu.
Todo o salão ficou silencioso novamente, quer dizer, parcialmente... Aquela voz cantou a mesma canção de ninar.
–Quem está cantando isso?
–Sua irmã, Len-san. Quando vocês eram crianças, sua dama cantava para você. Ela tinha uma bela e doce voz, tanto antes quanto agora...
Encarei o teto, onde a jovem de cabelos verdes me olhava, com um leve sorriso.
–Então... Realmente você é bem intrometida... Sabe tudo sobre mim somente olhando minhas memórias.
–Hihi, mas não faço de propósito. Afinal, tenho que conhecer aquele que me matou.
Ela sorriu e desapareceu no negro. Assim que fiquei sozinho novamente, ouvi mais daquela linda música. Então meus olhos começaram a lacrimejar e disse para mim mesmo:
–Então este é o significado... — Chorava enquanto adicionava novas palavras àquela música.
Não me lembrava do que eu fizera depois disso. Somente recordo de acordar novamente e ver uma pequena luz aparecer. Sentei e comecei a cantar sozinho:
–Zenma no sukima kara (Pela abertura do teto vi)
Ochite kita chiisana hikari (Uma pequena luz cair)
Sore wa kitto (Certamente)
Kimi ga kureta messeji (Você está recebendo uma mensagem).
Aquela garrafa tocou minhas palmas e brilhou como nunca vi na vida. Então todo o quarto brilhou junto.
A chave girou novamente e lá eu vi meu perfil e o de Rin. A de cabelos verdes apareceu sorrindo e veio em minha direção. Tanto sua expressão quanto suas roupas mudaram.
Agora ela vestia uma saia negra com a ponta verde-aguado, uma blusa sem mangas e uma pequena gravata estava ali, usava botas que iam até suas coxas e seu cabelo estava presos em maria-chiquinhas que lhe alcançavam o joelho. Ela segurou meu ombro e não mudou sua expressão alegre. Assustado, encarei-a e perguntei:
–O que se passa aqui? O que está acontecendo?
Ela apenas sorriu e recitou novamente:
–Tsumi ga keshite yurusareru koto wa nai (Não é que seus pecados foram perdoados)
Dakedo mizu toiu kotoba, aku toiu kotoba (Mas aquela água falou e falou mal)
Bokura wa sorera wo uta he to kae you (Nós mudaremos esses fatos).
Então as algemas vermelhas desapareceram em um brilho de mesma cor.
Elas formaram aquela morena novamente, mas ela usava uma roupa conteporânea: um top e saia rodada vermelhos, seu cabelo curto esvoaçava feliz... Ela sorriu e cantou para mim:
-Kore kara anata wa umare kawaruno yo (Depois disto, você renascerá).
Olhei para minhas pernas. As algemas desfizeram-se da mesma maneira que as vermelhas.
De lá, o rapaz de cabelos azuis apareceu, com uma blusa branca e azui comprida, um cachecol da cor de seus cabelos que chegavam ao pescoço. Ele usava uma calça diferente, de cor preta ou azul marinho (não deu pra ver, afinal, era como se fosse um "fantasma" e.e). Sorrindo ele cantou, enquanto abraçava a de cabelos longos:
–Kyou ga kimi no atarashii BIRTHDAY (Hoje será seu novo aniversário).
Então eles desapareceram e minhas roupas mudaram. Eu usava shorts pretos com um cinto com marcas laranjas e amarelas.
Meu cabelo estava preso por um pequeno laço branco, eu usava um objeto estranho que percorria toda minha cabeça, minha blusa era branca e havia na gola uma clave de Sol.
Eu não sabia o porquê daquilo, mas resolvi não falar nada... Tudo ficou branco em minha volta, eu não disse nada, só parti dali...
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–Leeeen-kuun! A Miku-chan e a Meiko-chan estão te procurando! — Ouvi minha irmã me chamar.
–O quê? — Eu olhei para minhas pernas, enquanto eu estava parcialmente deitado em minha cama. Lá estava um livro: "A Lenda da Princesa Maldita". — Mas o que aconteceu aqui? — Afaguei meus cabelos e olhei em volta.
–Kagamine Len! — Rin bateu a porta ao abrir. — Eu e as meninas te procuramos por todo lado! Onde estava?
–Ara... Ettoo...... Não faço ideia... Só que adormeci com esse livro em mãos. — Mostrei o grande artefato para ela.
–Onde achou isso? — Ela tomou de minhas mãos.
–Não lembro... Eu não sei ao certo o que aconteceu... Só que acordei com isso em cima de mim...
–Puxa, a história é bem legal! — Ela folheava o objeto.
–VOCÊ TÁ ME OUVINDO, MULHER??? — Gritei, ainda ignorado...
–Olha! Irmão, a gente podia colocar essa história no nosso álbum! Kaito-kun disse que a gente teria de fazer uma sessão Evil para o próximo CD da CV02! Por que não mostramos a história e perguntamos o que acham?
–Ué, a escolha é sua... Se quiser por essa coisa velha no Evil Saga, não é comigo... — Suspirei e me retirei do cômodo.
–Okey!!! — Ela disparou para a sala da grande casa Vocaloid.
Gumi, Meiko, Kaito, Sonika, Akaito, Gakupo, Teto e Ted (não sei o que eles dois faziam ali), Rin gritava pelo salão, Miku dando pirepaques ao ouvir o que a pequena loira dizia, Lily, Kyioteru e Leon e Lola saindo da casa, de malas prontas.
–Hey! Onde vocês dois vão? — Chamei-os, descendo a escadaria.
–Pros Estados Unidos, fomos aceitos no mercado americano de música. — Leon tirava os fones de ouvido de iPod.
–Ah e a propósito: Recomendo vocês usarem esse livro na Evil Saga, Len-kun. — Lola acenou para mim, do lado de fora.
A porta fechou, enquanto acenávamos para nossos sempais da janela.
–Realmente, a história é legal.. Deveríamos usar! — Meiko dava tapinhas em minha cabeça. — Maaaas.... Quem vai entrar nessa história?
–Bom... Há gêmeos, então eu e Len teríamos de ficar... — Rin levantou a mão.
–E por que eu e Ted não podemos? — Teto protestou.
–Primeiro: vocês não são Vocaloid's; Segundo: "Era uma moça que usava maria chiquinha levemente ruivas, que davam espirais, formando um 'furacão' ruivo-rosado." OUUU SEJA... Bye Bye "Teto-Okaa-san". — Rin mostrou a língua para a ruiva.
–HUNF! Vamos Ted! — Ela puxou o irmão.
–Er... Sayonara... Konichiwa pra vocês. — Ele saiu arrastado pela gêmea de 31 anos.
–Há um príncipe de cabelos azuis e sua amante de cabelos verdes... Miku e eu estamos dentro... — Kaito saiu do sofá.
–Há uma cavaleira morena. Eu já estou dentro. — Meiko afastou-se de mim e levantou o braço fino.
–E há uma música de um duque fascinado por haréns... Isso é a cara do Gak-chan. Hahahaha. — Akaito caiu de rir enquanto caçoava do de cabelos roxos.
–O que tem eu, ruivinho? — Gakupo comia uma berinjela crua (eca! e.e)
–N-Nada... Pffffft!! — Ele segurava sua risada.
–Bem... Basicamente ele disse que você irá cantar "Venomania"... — Kaito disse, com sua expressão normal.
–Ah, disso eu sei... Mas não tem nada a ver com eu gostar de harém! Depois eu que sou o pervetido, seu ruivo Ero.
–CAGUETE!!!! — Akaito gritou com o irmão mais velho. -Bom, não tenho culpa se você tem a Gumi-chan, Sonika-san, Miku-chan, minha avó, o cachorro do meu vizinho e a Luka-chan nos seus pés, senhor perfeitinho.
–Não tenho culpa de ter sido o primeiro Vocaloid japonês famoso. — Ele jogou os cabelos.
–Na verdade o segundo. O primeira Vocaloid famoso fui eu, Gakupo-kun... — Miku cutucou o jovem samurai moderno.
–Aff... Entonces tá, eu canto essa joça...
–Enfim, gente, vamos fazer logo essa p**** pra minha amiga ler isso e ficar nos meus pés ù.ú -Anonimous-chan invadiu nosso papo e.e — Len, Rin... Arrastem os UTAU pra cá de novo. Eles vão fazer uma versão fanmade!
–O QUEEEE???? Eles não vão (a música é somente NOSSA)!! — Minha irmã revidou novamente.
–São ordens da Yamaha! Agora, mocinha!!
–Tá bom... — Ela volta dois segundos depois com os mais velhos.
–Sonika, Akaito e Kyoteru, vocês preparem os cenários e figurinos dos videoclipes dessa história! Kaito, Meiko e Miku, preparem suas músicas e entrem na personagem. Teto, Ted, Len e Rin, decorem essa letra. Amanhã vamos falar com seus dubladores e gravar! Lily, treine suas músicas com a A2 e se preparem para a turnê da CV03!!
–HAAAII!!! — Todos responderam juntos, animados.
–Ahhh espera aí! Vocês vão dar ouvidos para um ser humano real? — A2 chegou na sala, levantando as mãos. — Peraí!!! Isso aqui é a casa Vocaloid, podemos fazer o que bem quisermos!!
–Na-na-ni-na-não, minha pequena ruiva! Nossos pequenos shota e loli iam ter trabalho demais e eles só tem 14 anos. OU SEJA, eu sou mais velha que eles :3
–Mas o Kaito tem 21!! — Miku protestou. — E eu 16, Meiko-chan 19 e Gakupo-kun 22!
–Mas ele não conhecia a história e só vai aparecer em uma música. Assim como Miku, Meiko e Gakupo. — A2 encarava a morena, que falou orgulhosa.
–Então vocês dois vão comandar tudo? — Kaito apontou para nós dois e para Anonimous-chan.
–Ahaam! — Ela nos abraçou por trás. — Então acho bom isso ficar bom, ouviram??? — Ela encarava todos os Vocaloid's com uma cara sinistra.
–Siiim!! — Concordamos e saímos correndo da casa.
Notas finais
quem veio ler agora, adoraria que lessem "voz da vida" e "virando sua marionte" que também são songfic Len x Rin, sendo uma "SoundLess Voice & Proof of Life" (com final alternativo) e "Karakuri *simbolinho nazista* Burst" arigatoooo
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