Notas iniciais
Aqui termina o conto dos gêmeos malditos. O que acontecerá nessa "Revolução" que Kaito planejara?
ATENÇÃO: Neste capítulo tem uma pequena parte que aparecem Sonika e Akaito 0/

–Como assim, Len?

–Haverá uma revolução... Planejada pelo Reino dos Mares....

Afaguei seus cabelos bagunçados, ele devia estar assustado e imaginando coisas. Acompanhei-o até seu quarto, sentando-o na cama e limpando seu rosto com um pano que molhei na pia.

–Fique calmo... Sei o quão difícil foi fazer aquilo.

Ele afundou seu rosto em meu pescoço e tornou a chorar. Dei um sorriso entristecido e abracei-o.

–Gomenasai, Len... Eu devia ter pensado em seus sentimentos...

Levantei, soltando seus braços aos poucos e deixei cômodo.

Quando abri a porta de meu quarto, ouvi o relógio soar meia-noite. Ia me arrumando para dormir, quando vi luzes vermelhas reluzindo na grande janela.

–Mas o que... — Quando me aproximei, nada mais que um tumulto se aproximando do castelo. Fiquei imóvel, cobrindo minha boca e sacudindo a cabeça negativamente, dizendo para mim mesma. — Não, isso não pode estar acontecendo novamente... Não quero isso!


~~Len~~

Rin novamente não me escutou... Mas ela fez de tudo para me acalmar... Já era suficiente.

Quando me levantei, vi luzes vermelhas e laranjas aparecerem de longe. Cheguei perto de minha janela. Já estava na hora... Todo o povo já estava atrás de Rin pelos atos que cometeu ao Reino... Corri para seu quarto, desesperado. Quando entrei, ela estava cobrindo sua boca, assustada.

–L-Len... O q-q-que está acontecendo?

–Acho melhor você fugir daqui, nee-chan...

–Por quê? Posso segurar mais uma revolta deste povo! Este é meu reino e eu sou a rainha! Não posso deixá-lo!

Abaixei minha cabeça, dizendo em seguida:

–Rin... Não é uma revolta...

–C-C-Como assim?

–Nee-chan... Isso é uma Revolução. Eles vão te matar...

Ela se assustou ainda mais com aquilo. Quando nos calamos, ouvimos algo forte batendo.

Quando me aproximei da janela, alguns camponeses jogavam um grande tora contra o portão colossal, ameaçando cair.

–Rin! Temos que sair daqui imediatamente! — Peguei-a pelo pulso e a puxei pelo castelo, até um canto refugiado em uma parte do castelo não muito frequentada por nós.

–O que vamos fazer aqui, Len?

~~Rin~~

Eu me assustei com o jeito que ele estava antes, mas percebi que ele não falava nada mais que a verdade.

–Len... Você está me assustando... O que vai fazer? Onde estão Luka e Gakupo?

–Eles foram embora...

–M-Mas... POR QUÊ?!

–Quero que faça algo para mim agora... — Ele estava de costas para mim.

–O que?

Ele se voltou para mim, com um embrulho em mãos. Deu um sorriso entristecido, com algumas poucas lágrimas caindo de seus olhos. Me abraçou e recitou:

Hora no boku no fuku kashite ageru (Aqui, lhe emprestarei minhas roupas)
Kore o kite sugu o-nige nasai (Vista-as e saia imediatamente)
Daijobu, bokura wa futago dayo (Está tudo bem, somos gêmeos afinal)
Kitto dare mi no wakaranai sa (Eles não poderão dizer a diferença).

Antes que ele pudesse recitar o último verso, joguei o embrulho no chão e disse:

–N-Não! Não pode fazer isso!

Ele continuou falando, initerrupto. Me abraçou forte e beijou minha testa novamente.

Ele arrancou seu terno e de lá veio um vestido que não usei fazia um tempo. Ele era um tomara-que-caia amarelo, com detalhes em linhas negras e uma saia rodada. Na parte frontal havia um grande laço roxo, que escondia o pescoço (Vestido encontrado na versão de Servant Of Evil -Classical / Daughter of Evil — Project Diva).

–Por que está com meu vestido? Len! O que fará?

–Vista a roupa.

–O que?

–Vista! AGORA! — Ele esbravejou, o que nunca havia feito comigo, nem quando criança.

Tive de fazer, ele realmente se preocupava comigo...

Vesti um capuz de veludo, de cor amarronzada. Ele me mostrou um caminho por entre arbustos que mostrava uma saída do castelo e da área do reino.

–Vá! Não volte aqui. Você corre risco de ser descoberta...

–Unn... Por favor Len... Quero que você sobreviva... Quero voltar a crescer junto de você... — Virei-me para ele, com meus olhos azuis brilhando de tristeza.

Ele sorriu e beijou-me, misturando nossas lágrimas.

–Vou entrar... Por favor, Rin... Sobreviva... Não deixe ninguém te pegar. Fuja para o mais longe possível! — E então entrou, correndo com seus pés descalços.

Assenti, vendo-o tomar meu lugar e tudo de ruim que já fiz, sendo que não o escutei, nunca liguei para seus sentimentos...

(Meiko-chan: Pessoas que estão lendo!! Esta cena que Len e Rin se beijam não acontece! Essa é Servant Of Evil e só vai ate a parte que ela foge, ele fica e é preso na hora que ela some da tela!)


~~Len~~

Era minha irmã, minha amada... Minha senhora... Eu não a deixaria partir, por isso tomei seu lugar e serei julgado pelos atos contra o povo que ela cometeu.

Quando entrei no palácio, no mesmo instante o portão fora derrubado e a cavaleira escarlate entrou.

–Kagamine Rin... Rosa Dourada do Reino... Corrupta Dourada... A Cachinhos Dourados da Perdição (este último inventei pra dar um medinho... SO QUE NÃO XD).

–O que desejas, Sakine Meiko? -Permaneci parado, encarando-a nos olhos.

–Nada demais. Mas... — Ela pôs a espada em meu pescoço. — Kagamine Rin, você foi condenada à guilhotina por todos os atos os quais cometeu contra seu povo e seus vassalos nos últimos 4 anos.

Kono.... Burei mono! (Sua pessoa insolente!)

Ela pegou meus braços e os amarrou com um nó bem forte.

–Agora, iremos te prender. Teu julgamento será amanhã.

–Kukukuku. Não me importo. Desde que meu bem precioso esteja bem, morrerei feliz.

–Você e seus enigmas... Não escapará... Não desta vez.

Quando saímos, algumas pessoas vieram para cima de mim, mas Sakine as afastou.


~~Rin~~

Quando comecei a correr, percorri até uma velha casa perto do castelo. Ali fora o lugar que nascemos... Um velho casebre, onde a gente não estaria mais apto de viver... Passei a noite ali.

Ao amanhecer, enquanto passavam por ali uma jovem de cabelos verdes semelhante à Gumi-chan e um rapaz um pouco mais velho e de cabelos vermelhos, muito parecido com Kaito-sama, ouvi a mais jovem falar:

–Vamos logo, Akaito-kun ! Não quero perder a morte daquela megera!

–Já vou, Sonika-san! Não se apresse tanto, pode se machucar.

–Itaai! — A menina caiu no mesmo instante, tropeçando em um buraco.

–Não falei? Devia ter mais cuidado, Sonika...

–Hai Hai... Vamos! Akaito-kun! — A alegre menina e o rapaz protetor me fizeram lembrar de Len e de mim quando crianças...


#Flashback ON#

–Leeeen-kuuun! Eu quero brincar! Vamos para o Jardim das Rosas!! — Eu pulava na cama.

–Agora? Acabamos de acordar... Nem café tomamos ainda... — Ele esfregava os olhos, levantando-se da grande cama.

–Nhaaaah... Tá bem... — Inchei as bochechas, fazendo malcriação. Ele me abraçou por trás. -O que está fazendo, Len-kun?

–Ohayo, Rin-chan... — Ele sussurrou ao meu lado.

Sorri e retribuí o afeto.

–Ohayo... Oni-chan...



–Rin-chan! Será que poderia não correr? Você pode se machucar e rasgar seu vestido novinho! — Ele me repreendia novamente.

–Vamos, Len-kun! Senão a gente não vai ter tempo para brincar!

No momento que virei, tropecei em um pequeno galho das roseiras que brotava ali. Um pequeno espinho entrou em minha mão.

- Aitaaaai!! (Dóóói!)

–Eu te avisei, mas nunca me escuta... — Ele suspirou...

–Calado! Me ajuda! Ta doeendoo!! — Apertei as bochechas dele.

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–Hehe, você é bem desastrada, Rin-chan... — Começamos a rir enquanto ele passava mão na maçã agora avermelhada. -Me dá a mão. — Ele estendeu a sua e me levantou, arrumando minha grande saia e arrancando o pequeno invasor de minha palma.

–Arigato ne, Len-kun...

–Rin... — Ele me olhava, abafando um pequeno riso.

–O que?

–Seu vestido rasgou...

–NANIIII????? — Abaxei a cabeça e meu vestido estava rasgado até minha coxa — Aaahhh, o que vou fazer? Luka-san vai me matar...

–Haha, vamos falar com ela, é mais fácil...

Andamos até meu quarto e tentei entrar escondida. Antes mesmo que pudesse fechar a porta, ouvi uma voz feminina:

–Caham... O que arrumou com seu vestido novinho, Rin-sama?

Travei meu corpo e só virei minha cabeça lentamente. Luka-san estava sentada em uma cadeira, com seu vestido negro comprido, um coque desfazendo-se, de braços e pernas cruzadas, me olhando feio.

–Ettooo... Eu estava brincando no Jardim de Rosas com meu irmão e caí em uma roseira...

–Ai ai... Está bem, vou arrumar para você. Eu na verdade vim fazer mais um, mas faço mais tarde...

Ela me pegou no colo e me pôs sobre um pedestal com espelhos em volta, tirando minhas medidas.

Neste mesmo instante Len entrou no quarto e se assustou me vendo somente com um vestido de tecido fino branco. Dava para ver meu corpo por inteiro. Ele virou-se para o lado e disse:

–G-G-G-GOMENASAI!! EU NÃO SABIA QUE ESTAVA TROCANDO DE ROUPA AGORA! — Ele saiu todo atrapalhado do quarto.

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#Flashback OFF#


–Bom, acho que valerá a pena ir vê-lo, eu não quero que ele parta sem alguém por perto... — Isso foi o que eu disse, mas no fundo, queria que ele nunca tivesse ido.

Quando cheguei na praça de execução, várias pessoas se aglomeravam e gritavam pragas para Len.

–Com licença... Perdão... — Eu tentava passar pelas pessoas.

Ao chegar no ponto mais perto da lâmina, Meiko arrastava meu irmão, puxando-o para o lugar.


~~Len~~

Enquanto eu estava preso, comecei a ter lapsos de nosso passado... Os abraços que ela já havia me dado, das risadas que havíamos dado...

Mas quando comecei a fechar os olhos, aquela maldita chegou e me puxou pelos cabelos e me arrastou para a praça onde eu seria morto...

–Len... Eu te amo, irmão... — Ouvi a voz de Rin falar baixo em minha cabeça.

Ao encaixar meu pescoço no pedaço de madeira, olhei para frente e vi minha preciosa irmã sorrindo para mim e assentindo com a cabeça, dizendo, bem baixo:

–Sabe que horas são?

Evitei olhar para a platéia e apenas encarei o grande relógio da Igreja que nos abençoou ao nascer...

Ara, oyatsu no jikan dama... (oh, é hora do lanche...).


~~Rin~~

Ele havia pronunciado a frase que me marcara nesta história...

Eu não aguentei e comecei a chorar... Ele deu um sorriso confortador, sem tirar os olhos do relógio e depois disso, não olhei mais para o lugar... Fechei meus olhos e saí correndo, tapando minha vista.

Em minhas mão carregava uma pequena garrafa de vidro com uma mensagem dentro. Apertei-a contra minha testa. Molhando o pequeno pote de vidro com meu choro... Era o fim do Reino da Aku no Musume...

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Notas finais
E ai?