Aku no Okoku (Reino do Mal)
2 Capítulo 2 - Crise
Notas iniciais
Esse capitulo ta bem maior kkk
E não é exatamente como no album, pq senao seria plagio, então eu modifiquei algumas coisas e viajei em outras no 3 hahahaha
Esperando reviews otakus/otomes/Vocaloiders/UTAUloves
–Rin-sama, o café já está pronto! — Luka-san grita na porta do meu quarto.
–Já vou. — Gritei de volta, limpando meu olhos recém-acordados. Virei-me para a grande janela em meu quarto, abri e fui à varanda.
Olhei além do horizonte e fiquei pensativa. Voltei ao meu quarto, pus meu belo vestido amarelo com detalhes negros. Ao terminar de me arrumar, esbarrei em um pequenino quadro de meu irmão quando criança. Tomei-a nos braços e disse:
–Já se passaram sete anos, né, Len-kun? — Abracei-a.
–Ohime-sama! — Luka chamou-me novamente.
–Estou indo, Luka-san!
Abri a porta e pus-me a seguir em direção da cozinha, sem ao menos olhar para os quadros que apareciam me encarar no corredor. Todas tinham pinturas de meus pais segurando eu ou meu irmão. Eu já havia ordenado para retirarem várias e colocarem pinturas minhas no lugar. Afinal, eu não gosto de lembranças.
Chegando no grande salão, sentei-me na ponta, onde agora só sentavam-se quatro pessoas: Eu, Luka-san, Gakupo-san e o Príncipe Kaito, o rapaz o qual fui prometida noiva, para melhorar as questões econômicas tanto do meu quanto de seu reino.
–Bem, aqui está, Hime-chan. — Gakupo levantou uma tampa de uma bandeja oval gigante. De lá saiu alguns waffles, uma taça com suco de laranja e umas frutas cortadas.
–Obrigada, Gakupo-san. Está de seu agrado, Hime-chan? — Ele deu um sorriso.
–Está sim. Pode se retirar.
O rapaz apenas sorriu e retirou-se da sala. Faziam anos desde que aquele lugar não era preenchido com as risadas do meu irmão e suas brincadeiras para me animar. Propus um brinde solitária e comecei a comer. Mal havia terminado, alguns trabalhadores entraram no salão de jantar e levaram tudo.
–Rin-sama! Venha aqui! — Luka-san gritou meu nome no salão onde havíamos recebido nossa notícia, há sete anos.
Corri para o cômodo, segurando os babados de meu longo vestido. Ao me aproximar da grande janela, me deparo com uma carruagem escarlate, com detalhes em dourado, entrando pelos portões do meu castelo.
–Quem vem lá?
–Seu novo servo, minha senhora. — Ela deu um lindo sorriso sob seus cabelos rosados.
–Outro servo, Luka-san? Já é o sexto esse ano! Nenhum consegue me agradar! Eles não obedecem certas ordens minhas, são mal educados... E isso sem contar que não sabem mandar recados! Recorda-se do recado que mandei para o Kaito-ouji-sama? Eu fiquei seriamente constrangida depois que aquele ridículo disse-lhe tudo errado...
–Me disseram que esse é especial, Hime-chan... — Ela disse novamente, segurando meus ombros.
–NÃO TOQUE EM MIM! — Desde que havíamos nos separado, não deixava que Luka ou Gakupo tocassem em mim... Eu tenho recesso da confiança deles, por nunca pensarem em mim como Kagamine Rin, mas como uma princesa somente...
Bateram à porta. Eu sabia que aquele momento seria de mais um servo inútil, desse povo inútil que tenta ir contra mim. Eu havia me tornado uma pessoa corrupta, não me importava mais com o povo, e sim comigo mesmo. Para que eu não começasse já com tamanha inutilidade, retirei-me do quarto e fui ao salão de dança.
–Não quer vê-lo, Rin-sama? Este é especial. Acho que é de seu agrado.
–Não quero saber. Você e o Gakupo-san sempre falam que ele é de meu agrado, mas nunca são!
Saí do salão de entrada batendo os saltos que usava. Peguei meu precioso leque com plumas e pêlos de raposa e segui para o outro cômodo e me sentei em um grande sofá que havia ali. Comecei a voar em meus pensamentos.
–-Ainda faltam três anos... Não sei se vou aguentar mais ficar sem você irmão...--
–Rin-sama? Ele está aqui. — Gakupo bateu e entrou no cômodo, curvando-se de leve.
–Mande-o entrar... — Disse, virando a cara.
Ouvi passos entrando no quarto e virei-me de costas. Geralmente conheço o rapaz antes de mostrar meu rosto a ele. Ele entrou, fechou a porta e disse, calmamente e com uma voz que me pareceu familiar:
–Konichiwa, Rin-sama. É bom vê-la.
–Silêncio! Quero saber sobre você, humilde servo. Quero sua idade, de onde veio e o porquê de estar aqui.
–Sim, Vossa Majestade. Tenho 14 anos, assim como a senhora, venho de uma humilde vila vizinha. E vim para servi-la apropriadamente aos seus gostos... Rin-chan.
–NINGUÉM me chama de Rin, plebeu. Sou conhecida como a Flor Dourada do Reino. E não tolerarei tal atitude.
–Pensei que lembraria de mim, bobinha. — Ele deu uma risada. — Geralmente, gêmeos são conectados, sabia? Por que não se vira para falar com seu irmãozão de novo?
Arregalei meus olhos e virei-me. Lá estava ele, Len, meu irmão mais velho, sorrindo e curvando-se na minha frente. Sorri de orelha à orelha e corri em sua direção. Pulei em seus braços, já estendidos e caímos, rindo. Eu tinha poucas lágrimas caindo de meus olhos. Encarei-o nos olhos. Era o mesmo rapaz que eu havia me separado sete anos atrás... Colamos nossas testas e sorrimos. Ele secou minhas lágrimas e me levantou.
–Creio que isto é seu. — Ele me mostrou uma tiara feita de lindas flores brancas, muito parecida com a que ele tentou me dar.
–Essa é a...
Antes que eu pudesse terminar a frase, ele assentiu e comecei a lacrimejar de novo. Peguei a pequena tiara de suas mãos e o abracei, bem forte. Ele retribuiu meu afeto, tomou o presente de minhas mãos e pôs sobre minha cabeça. Ele passou a mão em minha bochecha e disse, com um tom bem calmo.
–Senti sua falta, irmã... — Ele sorriu novamente e mexeu em meus cabelos dourados que havia agora, um coque desmontado e deixou-os esvoaçando. — Prefiro assim... Como éramos antigamente. — Ele deu outro sorriso reluzente e me deixou levemente envergonhada.
Reagi e puxei a fita que prendia seus leves e longos dourados cabelos.
–Prefiro assim, como éramos antigamente. — Ele deu uma leve risada.
Em seguida ajoelhou-se, tomou minha mão e beijou-a, dizendo:
–Quais suas ordens, my lady?
–Faz quanto tempo que não escuto alguém me chamar assim?
–Acho que desde que nossos pais morreram... Okaa-san que chamava você assim.
–Sim. Mas desde que partiu, fiquei só com Hime-sama e Rin-sama... Ninguém mais me chama de "chan", só você...
–E também sentia falta de sua risada. De todas as meninas que conheci, a sua silhueta era a mais bela, seu sorriso era o melhor e...
–Não precisa me bajular, sabia? — Retruquei-o, já constrangida.
–Haha, não posso evitar, nee-chan.
Os dias se passaram, estávamos mais próximos que antes. Ele me ensinava várias coisas, era dedicado, não recusava quase nenhum serviço, mesmo que ele fosse de execução.
Tudo estava pacífico neste dia, até Gakupo chegar ofegante ao jardim ao lado da sala do Trono, onde eu lanchava com Len.
–Rin-sama! Ela está aqui de novo!
–O que? Aquela negligente ainda insiste em voltar?
Gakupo assentiu, com o rosto suado e seus longos fios roxos bagunçados.
–Ela quem, Rin-sama? — Len me perguntou.
–Sakine Meiko... A cavaleira escarlate do reino vizinho. Ela insiste em vir aqui quase todo dia para exigir diminuição das taxas vizinhas, pois ela pertence ao mesmo reino que Kaito-ouji-sama. Ele não liga muito para isso, mas ela já está me enchendo.
–Esse Príncipe Kaito não seria o "Senhor dos Cabelos de Mar"?
–Esse mesmo, por quê?
–N-Nada...
–Kagamine Len, o que está escondendo?
–Prefiria não comentar, me desculpe, Hime-sama.
Bufei e virei-me para o outro lado. Ele permaneceu quieto e curvou-se. A calaveira de cabelos cor de tronco esvoaçantes entrou, segurando seu capacete em uma das mãos e na outra sua espada.
–Hime-sama, mais uma vez venho pedir pelo meu povo. Quero uma diminuição dos impostos de meu povo. O Príncipe Kaito quer sua aprovação.
–Tens o pedido dele, camponesa?
–Não, ele não quis mandar por escrito.
–Então creio que só é uma de suas histórias baratas! — Apontei meu leque em sua direção.
–BLASFÊMIA! O Nosso Senhor dos Cabelos Cor de Mar pediste para que eu viesse!
–Somente aceitarei seu pedido com uma questão por escrito de meu noivo!
Então vi Len arregalar os olhos e esconder a expressão que agora parecia entristecida. Ele se retirou do quarto, sussurrando em meu ouvido:
–O desjejum da tarde fica pronto em cinco minutos. Não se atrase.
Assenti e tornei a falar com a fidalga que estava curvada à minha frente.
–Não aceitarei tal proposta! Pode se retirar, Cavaleira Escarlate. GUARDAS!!
Dois soldados com uniformes prateados reluzentes apareceram e puseram suas lanças na frente de seu rosto. Dei um sorriso maléfico e disse:
–Saa, hizakamuki nasai! (Agora ajoelhe-se).
Ela me encarou assustada e fora empurrada para fora da sala do trono. Segui para o jardim que havia atrás do castelo, onde brincava quando pequena. Agora havia uma estufa cheia de lindas flores.
Algumas douradas que me faziam pensar nos cabelos de meu irmão, outras vermelhas do mais escarlate possível, que recordam a Cavaleira, algumas azuis que me lembravam os cabelos do Kaito-ouji-sama e algumas flores e plantas verdes que me lembravam a jovem Gumi, quem eu não via fazia anos.
Poucos minutos depois, Len chegou com uma bandeja de prata com um bule e xícaras de porcelana. Na minha mesa tinha um pequena bandeja coberta. Ele pôs os objetos na minha frente e então levantou a tampa, saindo de lá um grande brioche.
–Hoje teremos brioche para o lanche. Está de seu agrado, Ohime-sama?
Assenti, mas não pude deixar de rir, afinal, fazia anos desde que não comíamos brioche juntos.
–Bem, vou retirar-me então. Quando necessitar de mim, só precisa chamar meu nome. — Se curvou e pôs-se a ir embora.
Eu não sei se foi porque gosto de meu irmão ou se é porque ele foi o primeiro servo que me atendeu exatamene aos meus gostos.
–Por favor, insisto que fique aqui... Com... igo... — Abaixei a cabeça, envergonhada. Ele apenas segurou meus ombros e beijou minha testa, falando:
–Não é necessário, eu tenho outras coisas para fazer, minha senhora.
–E-E-Entã-o tudo bem...
Ele se retirou do jardim e fechou a porta de vidro conectada ao mesmo. Eu dei um longo suspiro e comecei a comer sozinha, vendo a imagem de meu irmão mais jovem sujando a boca com o pão e dando uma risada que me encantava antigamente.
Após alguns minutos, ele veio a bater na porta. Eu fui abri-la:
–O que aconteceu?
–Há uma pessoa querendo falar com você...
Peguei meu leque e segui Len até o salão. Lá havia uma jovem de cabelos grisalhos, que aparentava ser bem tímida. Ela se levantou, curou as costas e disse, bastante nervosa:
–O-O-lá, Rin-sama... Ettoo... Eu sou... Yowane Haku... Mas pode me... Cha-chamar de Haku, somente...
Mantive minha expressão séria, olhando feio para a jovem.
–Por que está aqui, Yowane Haku?
–Eu... Preciso de um lugar para ficar e um emprego. Eu estava no Reino das Rosas Verdes, mas não me forneceu empregos que me sustentassem. Como Vossa Majestade é dona das Rosas Douradas, pensei que aqui eu teria um lugar para ficar...
–E porque estava no Reino das Rosas verdes?
–Fui para lá quando jovem. Meus pais pertenciam a um reino que fica aproximadamente uns três meses, a cavalo. Eu tinha 17 anos quando mudei-me para lá, mas eu era a única jovem que não tinha cabelos verdes. Me sentia discriminada, mesmo que ninguém comentasse nada contra.
–Então esta é sua história... Bom, posso pensar em como te por como nossa lavadeira.
Ela sorriu alegremente e pulou nos braços, ressentindo no mesmo instante.. Ela realmente estava desamparada. Mas eu não podia fazer feio, então empurrei-a e disse à ela.
–Caham, agora, vá trabalhar, minha jovem (Eu chamava as pessoas de jovem, sendo que elas eram mais velhas...). Quem trabalha neste castelo geralmente tende a trabalhar duro por muito tempo.
–Hai, só preciso retirar minha...
–NESTE INSTANTE, PLEBÉIA!! — Perdi a paciência.
Ela saiu da sala correndo, com os olhos assustados e chorosos. Bufei para o nada e me retirei da sala, acompanhada de Len. Ele fechou a porta e me segurou o ombro. Quando me virei, ele tinha uma expressão entristecida.
–O que houve, Len-kun?
–Por que foi tão rude? Devia tratá-la como convidada, não como os escravos do reino.
–ISSO NÃO É DA SUA CONTA! — Tentei acertá-lo um tapa no rosto, mas ele segurou meu pulso.
–Doushite, Rin-chan? Você não era assim antes... — Abaixei a cabeça e evitei falar algo, mas fui impedida pela verdade.
–E-Eu não sou mais como pensa... Eu tive que ser severa, pois a economia deste reino está caindo e a população não me respeitava. Tive que noivar com o Príncipe Kaito para que isso fosse resolvido. Mas tive de subir as dívidas de seu reino... Mas com o tempo passei a amá-lo, e sua Cavaleira nunca foi a favor de nosso casamento, pois ela acha que isso interfere nas dívidas. Todo dia ela vem dizendo que ele exige diminuir. Ele nunca ligou para sua economia.
–Mas precisava descontar nela?
–Você não entende como é comandar um reino se passando por uma corrupta que ninguém gosta e é obrigado a respeitar.
De repente bateram novamente na porta do salão. Corri sobre meus saltos, por achar que era a maldita da Cavaleira novamente. Então uma voz masculina veio à porta.
–Rin-Hime-Sama? Estás em teu castelo? — Era a voz do príncipe Kaito.
Eu conhecia a voz de meu amado. Abri a porta, sendo recebida com um abraço. Ele era realmente muito carinhoso.
–Err... Olá, Kaito-sama... O que te traz aqui?
–Soubeste? Minha Cavaleira me disse que veio ao seu encontro.
–Sim... Ela disse que desta vez você havia dado liberdade a tal ação...
Ele se calou por uns segundos, abriu a boca para balbuciar algo, mas ressentiu.
–Algo errado, Kaito-sama? — Len perguntou. O rapaz apenas negou, sacudindo a cabeça, me fazendo confusa.
–E-Eu preciso me sentar um pouco... — Len conduziu-o até o grande sofá. Ele pousou a mão em sua testa e expressou-se, penstativo. — Rin-sama... Realmente, suas dívidas estão acabando com meu reino... Precisamos resolver isso logo.
–Entendo... Demo... Não posso fazer isso... Se quiser, posso ver com uma outra mulher. Ela é do Reino das Rosas Verdes, um vilarejo próspero aqui perto.
–E posso vê-la?
Para ser sincera, ela não está aqui, e sim uma amiga que ela mandou. — Levei Kaito-sama até o quarto onde ela se encontrava, já pondo algumas roupas no cesto. Haku se espantou com Kaito-ouji-sama. Acho que ela não esperava que o Príncipe dos Cabelos Cor de Mar surgisse em meu domínio.
–Rin-chan... Este é o...? — Haku perguntou, incomodada por me chamar de "chan".
–Sim, Haku-san. — Assenti e sorri para ela, agarrada ao braço de meu amado.
–É um prazer, Haku-san. A Rainha das Rosas Douradas me disse que você veio do Reino das Midori.
Ela assentiu, segurando o pulso fechado contra o peito, tremendo freneticamente.
–Bom, ela também disseste que sua condições econômicas podem nos ajudar. É verdade?
–S-Sim, Kaito-sama...
O príncipe sorriu para a grisalha.
–Yokatta... Se não for pedir demais, poderia me levar, para que eu possa conhecer a Princesa de lá?
–C-Claro...
Nós quatro sorrimos. Era a resposta para nossa crise! Arrumei minha elegante égua, Josefine e parti para um passeio, mas antes, chamei meu precioso servo na estufa.
–O que houve, minha rainha?
–Preciso que vá ao Reino das Rosas Verdes, entregar este recado para Kaito-ouji-sama, que partiu há algumas horas.
–Claro, minha senhora. — Ele se curvou e saiu.
Tomei minhas rédeas, e com Haku ao lado, subi em Josefine e andei pelo grande campo que havia por trás dos muros do castelo. Tudo era perfeito, até um certo acontecimento...
Fale com o autor