Aku no Okoku (Reino do Mal)
3 Capítulo 3-A Princesa Corrupta e o Servo Apaixonad
Notas iniciais
Espero que gostem 0/
~~Len~~
Faziam quase sete anos desde que eu tinha visto o rosto de minha bela irmã pela última vez.
Kasane Teto, que me treinou para ser seu servo pessoal e me "adotou", estava arrumando uma grande mala de couro, molhando algumas peças com suas lágrimas passando pelo rosto moreno. Abracei-a, diante daquela situação.
–Está tudo bem, eu estarei com minha irmã e os serventes dela, que foram os meus há anos. Desde que nossa princesa esteja feliz, eu estarei. Nem que eu tenha que virar um ser maligno para protegê-la.
Ela sorriu e segurou meus braços, em prantos ainda.
–Você poderia não chorar? Não quero ver meus entes queridos assim. — Limpei seu rosto e beijei sua testa, agora ao meu alcance.
–Mas, Len querido... Não faça besteiras, por favor... Não quero que a Princesa lhe mande à forca...
–Eu estarei bem. — Sentei-me dentro de uma carruagem escarlate, puxada por lindos cavalos negros, me dirigindo ao Reino das Rosas Douradas, meu lar.
De longe eu via as grandes torres de meu antigo lar. Onde antes eu era um jovem príncipe, agora voltarei como um humilde e leal servo. Será que minha irmã também estaria feliz com tudo?
Algumas horas depois, cheguei no Castelo, fui recebido com abraços de Luka-chan e Gakupo-san apenas deu um sorriso.
–Que bom ter você conosco de novo, Len -sama... — Luka segurou meus ombros.
–Arigatou, Luka-chan... Mas não precisa me chamar por "sama"... Afinal, sou somente um servo agora, não mereço tal respeito.
Rimos a beça por alguns minutos. Gakupo se retirou do quarto e me disse para acompanhá-lo. Paramos em frente à um grande salão, onde dali brotava um portal enorme.
Ele entrou naquele quarto por alguns segundos e chamou-me para entrar. Quando cheguei, ali estava ela... Kagamine Rin, a princesa do Reino das Rosas Douradas, minha amada irmã, minha senhora...
Ela não estava virada para mim, mas pude ver um coque loiro se desfazendo em sua cabeça, um vestido da mesma cor de nossos cabelos, com detalhes tão negros quanto os cavalos que me trouxeram. Ela tinha um leque em mãos e pôs sobre o rosto, dizendo:
–Konichiwa, Rin-sama. É bom vê-la.
–Silêncio! Quero saber sobre você, humilde servo. Quero sua idade, de onde veio e o porquê de estar aqui.
–Sim, Vossa Majestade. Tenho 14 anos, assim como a senhora, venho de uma humilde vila vizinha. E vim para servi-la apropriadamente aos seus gostos... Rin-chan.
–NINGUÉM me chama de Rin, plebeu. Sou conhecida como a Flor Dourada do Reino. E não tolerarei tal atitude.
–Pensei que lembraria de mim, bobinha. — Ri um pouco. — Geralmente, gêmeos são conectados, sabia? Por que não se vira para falar com seu irmãozão de novo?
Ela se virou, tinha lágrimas esvoaçando em seu rosto rosado, então, correu para meus braços estendidos. Pulou sobre mim e caímos, rindo um pouco. Colamos nossas testas e sequei seus olhos cor-de-céu.
Levantei-a e tirei de minhas mãos um presente antig, porém, com uma npva aparência.
–Creio que isto é seu. — Mostrei-lhe uma tiara feita de lindas flores brancas, com os botões brotando das pontas, parecida com a qie eu havia lhe dado de aniversário... O melhor, tentei...
–Essa é a...
Assenti, antes que ela terminasse. Ela me agarrou em um abraço forte e eu retribuí. Peguei a tiara e pus sobre seus lindos cabelos.
–Senti sua falta, irmã... — Sorri e mexi em seus cabelos dourados e deixei-os esvoaçando. — Prefiro assim... Como éramos antigamente. — Mostrei mais um sorriso reluzente e acabei deixando-a sem graça.
Ela tentou reagir e puxou a fita laranja que prendia meus fios longos e dourados, semelhante ao dela, se não fosse por uma franja que caía em meu rosto.
–Prefiro assim, como éramos antigamente. — Ela riu para mim. Em seguida ajoelhei-me, tomei suas mãos e beijei-as, dizendo:
–Quais suas ordens, my lady?
–Faz quanto tempo que não escuto alguém me chamar assim?
–Acho que desde que nossos pais morreram... Okaa-san que chamava você assim.
–Sim. Mas desde que partiu, fiquei só com Hime-sama e Rin-sama... Ninguém mais me chama de "chan", só você...
–E também sentia falta de sua risada. De todas as meninas que conheci, a sua silhueta era a mais bela, seu sorriso era o melhor e...
–Não precisa me bajular, sabia? — Ela me deu um leve empurrão, já um tanto envergonhada.
–Haha, não posso evitar, nee-chan.
Rimos daquela situação e nos olhamos nos olhos. Os meus olhos cor-de-mar refletindo nos cor-de-céu dela. Nossa alegria durou poucos minutos, pois Gakupo-san entrou na sala e disse, ofegante:
–Rin-sama! Ela está aqui de novo!
–O que? Aquela negligente ainda insiste em voltar?
Gakupo, apesar de ter um rosto calmo, parecia assustado e cansado, com seus longos fios roxos voando ao vento completamente embaraçados.
–Ela quem, Rin-sama? — Intrometi-me na discussão.
–Sakine Meiko... A cavaleira escarlate do reino vizinho. Ela insiste em vir aqui quase todo dia para exigir diminuição das taxas vizinhas, pois ela pertence ao mesmo reino que Kaito-ouji-sama. Ele não liga muito para isso, mas ela já está me enchendo.
–Esse Príncipe Kaito não seria o "Senhor dos Cabelos de Mar"?
–Esse mesmo, por quê?
–N-Nada...
–Kagamine Len, o que está escondendo?
–Prefiria não comentar, me desculpe, Hime-sama.
Ela bufou e virou-se. Com medo de tê-la ofendido, curvei-me.
Ela permaneceu quieta até sentar-se em seu trono gigantesco e dar a ordem para que Meiko entrasse. A cavaleira entrou, segurando seu capacete em uma das mãos e na outra sua espada. Seu rosto era jovem, aparentava ter por volta de 20 anos.
–Hime-sama, mais uma vez venho pedir pelo meu povo. Quero uma diminuição dos impostos de meu povo. O Príncipe Kaito quer sua aprovação.
–Tens o pedido dele, camponesa?
–Não, ele não quis mandar por escrito.
–Então creio que só é uma de suas histórias baratas! — Apontou o leque mínimo em sua direção.
–BLASFÊMIA! O Nosso Senhor dos Cabelos Cor de Mar pediste para que eu viesse!
–Somente aceitarei seu pedido com uma questão por escrito de meu noivo!
Ao ouvir aquela palavra, meu coração se quebrou... Aquela havia sido a flecha que acabou com meus semtimentos... Eu estava apaixonado,por minha própria irmã. Mas não quis demonstrar. E essa palavra quebrou tudo. "Noivo"? Ela... Estava comprometida...?
–O desjejum da tarde fica pronto em cinco minutos. Não se atrase. — Fingi que nada acontecera e fui avisá-la.
Ela assentiu, e poucos minutos depois, chegou à estufa que não existia quando éramos pequenos. Ela se ofereceu para que eu comesse com ela, mas recusei, com medo de que ela fizesse má cena.
Os dias se passaram, fui aprendendo e ensinando novas coisas junto dela. Conheci novas pessoas, tanto dentro, quanto fora do castelo, uma nova servente, bem agradável chegou... Mas um pedido de minha rainha fez arrepender-me de tudo... Ela me chamou em seu jardim. Seu rosto estava tenso, mas com seu tom natural, me fez um pedido:
–Preciso que vá ao Reino das Rosas Verdes, entregar este recado para Kaito-ouji-sama, que partiu há algumas horas.
–Claro, minha senhora. — Curvei-me diante dela e fui para o estábulo tomar um bom cavalo.
–ABRAM O PORTÃO! — Gritei ao me aproximar da saída do grande Castelo Rústico de minha querida senhora.
Parti de meu país. Pessoas acenavam pelo lugar, eu sempre, sendo educado, correspondia com um sorriso ou acenando de volta. Todos naquele reino eram gentis. Algumas pessoas vindas do Reino das Rosas Verdes. Algumas vinham a trabalho, enquanto outras visitavam e criavam suas famílias ali.
Horas se passaram, e a entrada do Reino finalmente me apareceu. Todos realmente tinham cabeleiras verdes, alguns mais claros, outros mais escuros. Deixei o alazão repousando sob uma árvore, enquanto eu adentrava o lugar, procurando pelo príncipe Kaito.
De repente, esbarrei com uma jovem. Ela aparentava ter uns 19 anos e tinha os cabelos mais verdes e o rosto mais inocente que eu já tinha visto. Mas o que era essa sensação? Meu coração começou a palpitar cada vez mais rápido, meu sangue corria cada vez mais... Eu suava muito, mão conseguia falar... Será que é isso que chamam de paixão à primeira vista?
–Oh, Gomenne! Eu não queria esbarrar em você. — Ela disse com uma voz doce, limpando meu terno laranja-amarronzado.
–N-Não tem nada... Er... Você por acaso viu um jovem homem de cabelos azuis por aqui? Trago um recado de minha rainha, Kagamine Rin-sama.
Então uma voz familiar veio em seguida, de trás dela.
–Você me chamaste, jovem Len? — Kaito-sama veio ao meu encontro, de trás da linda menina, dando um leve sorriso.
–Sim, Kaito-ouji-sama. Minha senhora mandou este recado ao senhor.
–Ah sim, obrigado, jovem servo. — Ele tomou o papel de minhas mãos gentilmente.
–Espera, você é servo da Flor Dourada?
Assenti, um pouco impressionado. Não pensei que ela fosse conhecida por um vilarejo tão pequeno e calmo.
–Então foi para lá que ela foi... Ah! Vocês conhecem alguém chamada Yowane Haku?
–Sim, ela é a lavadeira de nosso castelo... Por que o interesse, jovem?
–Ela e eu éramos grande amigas. Ela me ajudou uma vez que desmaiei no meio do bosque. Há uns dois anos trabalhávamos para uma senhora deste reino, mas fui coroada a princesa, por eu ser filha de uma das amantes do falecido rei. Até lhe ofereci trabalho quando a encontrei, mas disse que não queria fazer algo errado e eu não gostar mais dela.
–Nossa, que história, Miku-chan. — Kaito-sama disse, enquanto a tomava o braço.
–Hihi, mas nem é tanto. Bem, tenho de mostrar-lhe o castelo. Sayonara, Len-kun. — Ela deu um adeus e pousou seu antebraço no do Príncipe.
Eu percebi o que aquilo diria... Eles estavam apaixonados.
Ao anoitecer, eu já estava de volta ao castelo. Pus o cavalo novamente no estábulo e fui recebido por Luka-chan e Haku-san.
–Okaerinasai, Len-kun. — Haku disse com sua voz tímida.
–Tadaima...
–Aconteceu alguma coisa por lá, Len-sama? — Luka percebeu minha expressão entristecida.
Contei para elas o que vi ao visitar o reino vizinho. Ao final de tudo, Haku-san se espantou um pouco.
–Isso é ruim... Miku-chan, apesar de gentil, quando consegue um rapaz, ele nunca a deixa... Eu já havia visto... Temos de separá-los, ou a Rainha poderá...
–O que eu poderia fazer, senhorita Haku? — Rin chegou do nada no quarto.
~~Rin~~
Quando enjoei do lazer, pus Josefine em seu canto especial e entrei para banhar-me. Estava indo ao salão de jantar, mas ouvi a voz de Len. Será que ele havia chegado e não me avisou? Mas no instante que me aproximei da porta ouvi Haku falar "Ou a Rainha irá..."
–O que eu poderia fazer, senhorita Haku?
Todos se espantaram com minha chegada repentina. Parecia que se tratava de um assunto o qual eu não deveria ouvir.
–Então? Quero respostas, serventes!
–Rin-sama... Preciso falar com você... — Len se levantou do grande sofá, de cabeça baixa.
Ele me pegou pelo braço e me puxou até seu quarto. Ele me sentou em sua cama, puxou um banco, sentou sobre ele, segurou minhas mãos e disse, com voz rouca:
–Rin... Quando fui ao Reino das Rosas Verdes... Eu...
Não entendi de início, eu só quero saber se ele cumpriu sua ordem ou não. Desviei o assunto:
–Você encontrou o Kaito-sama?
–S-Sim, mas...
–Se você o encontrou, nada mais importa.
–D-Demo...!
–SERVO LEN! Este assunto está encerrado. Se cumpriu sua ordem, seu serviço de hoje terminou! — Soltei minhas mãos e me levantei, virando de costas.
–Mas você não entende, nee-chan... Você não sabe o que vi...!!
Virei-me para sua direção.
–E o que foi?
–Quando eu estava a procurar pelo Príncipe, eu encontrei uma bela jovem de cabelos verdes.
–E daí? Na Terra das Rosas Verdes há de ter jovens de cabelos verdes... — Comecei a me retirar do quarto, mas ele me puxou o pulso e disse, já se irritando:
–S-Sim, mas... — Segurou-me os ombros. — Eu vi o Príncipe... Junto dessa menina! Eles estavam juntos, Rin! Eu vi com meus olhos!!
Parei de andar e me espantei. Milhares de lágrimas ameaçavam cair de meu rosto. Voltei-me para Len e desferi um tapa forte em seu rosto, derrubando-o.
–COMO SE ATREVE?!! O PRÍNCIPE KAITO É DE RESPEITO!! ELE NUNCA ME DEIXARIA PARA UMA PRINCESA SIMPLÓRIA!! — Cobri meu rosto e saí chorando pelo castelo, até alcançar meu quarto e deixar meus pensamentos pesados me jogarem na cama.
Ela rangiu fortemente, ameaçava cair. Chorei alto, mas não queria que ninguém me ouvisse...
~~Len~~
Nunca quis ofender minha irmã... Eu só lhe contei a verdade, mas ao invés de acreditar naquele que nunca mentiu para ela, me bateu e foi embora... Pouquíssimo tempo depois, Haku chegou em mim e perguntou:
–Falou com ela?
–Unn... Mas não foi muito bem... — Virei meu rosto em sua direção, deixando a parte ,arcada de meu rosto exposta.
–Len-kun! Seu rosto está...!
–Eu sei, Haku-san... Mas isso não importa. Só quero que ela acredite em mim.
–E-Eu posso fazer um curativo... Se quiser...
Sorri gentilmente, mas discordei.
–Se esta é sua decisão... Vou te deixar sozinho então. — Ela deu seu inocente sorriso e se retirou do meu quarto.
Dois dias se passaram, hoje, o Kaito-ouji-sama viria ao castelo, pois queria falar algo com minha irmã. Bati à porta de seu quarto, ela apenas disse:
–O que foi?
–O Príncipe está a caminho, não vai se arrumar?
–Vou sim... Só... Estou muito cansada...
–Ai ai, Rin... Eu a pus na cama na hora exata! O que ficou fazendo a noite toda?
Ela levantou e pôs-se atrás do trocador, enquanto retirava a camisola rosada e punha seu tradicional vestido amarelo de babados negros. Mas desta vez ela ao invés de por seu laço branco, no lugar havia uma pequena presilha com uma rosa de plástico.
~~Rin~~
Eu mal tinha dormido esta noite... Fiquei pensativa nesses dias com o que Len havia me dito. Eu não deixarei aquilo me abalar tão facilmente, mas... Realmente, o Kaito-ouji-sama é muito galanteador... Se alguma menina fosse flertada por ele, na certa se apaixonaria.
Para meu encontro, pus meu vestido amarelo tradicional de babados pretos. Mas o que Len não havia notado é que neste, havia um detalhe da longa saia rodada com as cores das rosas do nosso reino: douradas como o Sol.
Ao invés de deixar minha cabeleira solta com o meu famoso laço branco, pus no lugar uma presilha em forma de uma rosa vermelha feita de plástico. Ao sair do trocador, pude ver Len corar um pouco e abaixar a cabeça de leve.
–O que houve, meu irmão? Parece angustiado. É por algo particular?
–R-Rin... Há uma coisa que escondi de você por muitos anos... Desde a minha partida.
–E o que seria? Não tem a ver com tal comportamento, certo?
–Não... Lembra quando lhe perguntei do Príncipe dos Cabelos Cor de Mar?
–Claramente. Mas o que insinuas com isso?
–Bom... Lembra do massacre de nossos pais? Há nove anos?
–S-Sim... Era um acontecimento que eu nunca mais esqueci... Depois que você partiu, óbvio.
Abracei a mim mesma, ressentindo meu passado. Um cavaleiro de um Reino não-informado invadiu nosso castelo, e com isso, matou nossos pais na frente de nossos olhos. Nunca soubemos sua verdadeira intenção ou identidade, mas era algo preocupante.
–Aquele cavaleiro... Era o Príncipe Kaito.. — Ele fez uma expressão séria durante a frase.
–C-Co-mo assim, Len?? Como assim foi o Kaito-sama que os matou?
–Quando eu estava morando com Teto-kaa-chan, havia um álbum de pinturas guardado... Eu estava ajudando-a a arrumar o casebre, quando uma caixa de madeira caiu e revelou algumas pinturas. E uma delas tinha nossos pais, mortos. Eu podia jurar que era o mesmo rapaz que esteve no castelo naquela noite. Ele segurava um elmo semelhante e tinha os mesmos olhos azuis do assassino.
–Agora que mencionou... Há alguns meses, Kaito-ouji-sama mencionou ter sido um caçador de recompensas. Mas que ao assumir o trono do Reino dos Mares teve de deixar o cargo. — Um de meus dedos estava sobre meu lábios, enquanto falei.
–E ele pode estar planejando casar com você...
–... Para tentar me assassinar! — Arregalamos os olhos, assustados com tal conclusão. –Len! O que farei?? — Comecei a puxar seu terno, desesperada.
–Não se preocupe, minha princesa, como seu servo irei lhe proteger. — Ele me abraçou com toda força.
~~Len~~
Ninguém tocaria na Rin. Simplesmente era essa minha decisão. Minha amada irmã nunca seria morta, por ninguém. Então, Gakupo bateu na porta.
–Hime-sama, o Príncipe já chegaste.
–Já irei, Gakupo.
Soltei-a, encarando-a nos olhos e desenhando seu rosto com meus dedos.
–O que faremos?
–Irei me esconder, se algum acaso ele apresentar comportamento inadequado, atacarei-o.
–Está bem...
–Hime-samaa! — Gakupo estava cada vez mais impaciente.
Rin abriu a porta, já impaciente com tal atitude do trabalhador. Pensei que ele iria lhe repreender, mas apenas limpou a garganta e disse à ela:
–O Príncipe Azul já chegou, a sala de janta está pronta.
–Está bem. Vamos, meu servo.
–S-Sim, Rin-sama. — Fomos à entrada do castelo para encontrar Kaito-sama.
Sua expressão era sua pureza de sempre.
–Konmbawa, Rin-sama.
–Konmbawa, Kaito-sama. — Ele tomou a mão de Rin e começou a beijá-la.
Eu sentia um repulso em meu corpo. O que era isso? Era ciúmes? Raiva? Inveja?
–Caham, por aqui, Rin-sama, Kaito-sama. O jantar já está na mesa.
Eles assentiram e me seguiram. Ajudei minha pequena a sentar-se e abri as tampas onde sob elas haviam pratos que eu nunca havia visto antes.
Era enrolados em algas, com arroz e múltiplos recheios: Salmão, Kani, Legumes, Morangos... Como era o nome mesmo?... Teto-okaa-san tinha me dito uma vez...
–Aceita um sushi, Len-kun? — Kaito-sama perguntou, com um sorriso no rosto.
–O quê? Err... N-Não, obrigado.
~~Rin~~
Eu estava com medo... E muito. Mas não poderia expressar, ele poderia suspeitar. Comíamos enquanto conversávamos. Ao final, Kaito-ouji-sama chamou-me para conversar.
–C-Claro... O que gostaria de falar?
–Precisamos falar sozinhos.
Len reagiu àquilo, colocando uma pequena adaga em seu pescoço.
–M-M-Mas o que se passa?? Rin-sama! O que seu servo está fazendo?
–Nós sabemos de seu passado, Shion Kaito-sama. Ou deveria dizer... Cavaleiro Azul do Mar? — Len disse, empurrando a adaga para mais perto.
Kaito-sama se espantou quando ouviu aquilo. Mas ao invés de reagir a tal ação, apenas deu uma risadinha e disse, bem calmo:
–Hahahaha, esse era meu pai. Ele era muito semelhante à mim, olhe:
Len afastou a lâmina de Kaito. Ele retirou do fundo de sua roupa uma pintura do tamanho de uma foto 3x4 (Meiko-chan diz:não, isso não existia na época, era só para que tivessem uma ideia de como é rsrs'). Havia um homem muito semelhante ao Prícipe, mas ele estava ao lado do grande homem.
–Meu pai se chamava Shion Hairaito (Anomimous diz: Esse Shion não é pai dele, e sim irmão fanmade. E ele tem é albino de cabelos brancos, não tem NADAVER com nosso Shion). Ele sim era o Cavaleiro de Cabelos azuis.
–Então... Por que desejas falar a sós com minha querida irmã?
–Bem... É que eu preciso terminar o noivado. Suas altas dívidas atrapalham nosso desenvolvimento. Algumas pessoas não tem condições de comprar comida e medicamentos. Minha população está caindo por causa de sua crise.
–E o que isso tens a ver com o término de novo noivado?
–Eu encontrei uma jovem no Reino das Rosas Verdes. Ela tem um lindo sorriso, seu país é próspero, os suditos a respeitam e ela tem as condições para que meu povo seja salvo.
~~Len~~
Eu sabia que ele faria aquilo. O País era rico, as pessoas eram felizes... Haku-san disse que Rin poderia fazer algo. Eu não sabia o que, mas seria terrível.
Tudo que vi depois daquele ponto final foi Rin criar múltiplas lágrimas por baixo de suas pupilas.
–E-Entendo... Se é somente isso que deseja... Sua proposta será aceita... Agradeço por vir, K-Kaito-sama...
O rapaz se curvou, com um rosto sério. Mostrei o caminho a ele até sua carruagem partir. Preocupado, segui para o quarto de Rin. Ela estava com seus olhos completamente chorosos, com o rosto levemente inchados.
–Daijobu, Rin-chan? — Ela não disse nada e apenas negou com a cabeça. Ela virou-se para mim e disse, entre soluços.
–L-Len... kun... Como e-era essa menina?
–Perdão?
–Como aquela menina se chamava?
Com medo de suas ações futuras e pensando no que Haku-san havia me dito sobre Miku, respondi, com voz trêmula:
–E-Eu nã-o sei... Nee-san...
–Então eu tenho uma proposta. E esta você não pode recusar.
–O-O-O que-que dese-seja... Rin-sama?
–Mate-os.
–Como?
–QUERO TODOS DE CABELOS VERDES MORTOS! ME ESCUTOU?! TODOS QUE VIERAM DO PAÍS DAS ROSAS VERDES QUERO MORTOS!!
–P-Por que TODOS? SÓ PORQUE TERMINOU O NOIVADO NÃO DEVERIA FAZER ISSO COM TODOS!
–É UMA ORDEM, LEN! SE NÃO OBEDECÊ-LA IRÁ À FORCA!
Iria falar algo, mas evitei. Era uma coisa que Rin nunca havia me ameaçado com este tom de voz. Eu teria de aceitar.
–S-Sim... Hime-sama...
Ela voltou-se para o grande espelho e retirou sua rosa da cabeça, penteou seus curtos cabelos loiros. Tomei o objeto de suas mãos e disse, com os olhos tristes:
–Deixa que eu faço isso... Afinal, fazem quantos anos desde que nos penteamos da última vez?
Ela deu um sorriso de canto e respondeu, rouca por causa dos gritos e do choro:
–Verdade... Estamos crescendo, não é, Len-kun?
–Sim, Rin-chan...
Ela pôs a longa camisola rosada e sentou-se à cama e eu em um bnco que havia ao lado
Passei meus dedos em seu queixo e em seguida enrolei uns pequenos fios. Ela forçou os olhos, com um pouco de dor.
–Ahh, Gomenasai!
–Não tem nada... — Ela sorriu, com mais lágrimas voando junto com sua bondade que existiu há vários anos.
Levantei-me da mínima cadeira, deitei-a e a cobri, secando seu rosto inchado.
–Não tem problema, eu farei isso. Se for para proteger-te...Tornarei-me mal até pelo seu bem...
Ela sorriu e pegou minha mão, com certo carinho. Sentei-me ao seu lado e segurei sua pequena mão até que ela adormecesse.
–Oyasuminasai... Rin-sama... Amanhã será o dia...
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