Akai Tsuki

11 Uma Dolorosa Decisão


Notas iniciais
Hoje vou ser um pouco arrogante kkk Por favor, se você está gostando da fic comente, favorite. Ser leitor fantasma tem um preço... Olha que tudo o que vai volta e quando você for escrever histórias não vai ter comentários (jogando praga ~hehe tô de brinks). Eu só quero saber se a história está boa, o que precisa ser melhorado, o que vocês querem na fic. Então poderiam fazer o favor de deixar uma escritora fracassada feliz?

–Nee-san! – grita Tatsuya incrédulo.

Ele passa por mim voando rápido como a luz e derruba Dely no chão.

–Sua maldita! Seu demônio! – ele a sacode praguejando.

Porém ela só ri provocando.

–Quer ir para o lado dela? Posso te conceder este desejo.

Dely o atira na parede, voa rapidamente até ele e soca seu estômago, ele se curva de dor e ela lhe dá um soco no rosto fazendo-o sangrar e bater com a cabeça na parede. Então o apunhala.

–Pare Dely! – a agarro por trás, tentando não me importar com a dor dos cortes em meu peito.

Ela pisa em meu pé, se vira e me joga na parede também. Puxa meus cabelos fazendo-me olhar pra ela.

–Olhe pra esse rosto Kori! Olhe para o sorriso sádico da pessoa que você quer de volta! – ordena – Você quer este demônio! Que coisa idiota! Seu coração é mesmo confuso.

–Você não é assim Dely! – digo.

–Tem razão – concorda ela – Sou pior.

–Eu sei que essa não é você! Volte a ser a Dely! – imploro – Volte pra mim!

–Eu nunca estive com você – ela agarra minha camisa rasgada arranhando-me com suas unhas, as feridas doem – Mas vou ficar uma vez para te dar um pouco dessa felicidade.

Então Dely me beija, não posso rejeitar esse ato mesmo que não haja amor algum. Prendo-me a ela, não quero soltá-la nunca mais, não quero voltar a ver aquela expressão demoníaca em seu rosto. Desejo ficar beijando-a pra sempre, imaginar que este beijo verdadeiro e que ela ainda é a Dely.

Porém ela se solta e me da uma joelhada, depois me derruba e está prestes a me esfaquear quando Tatsuya a faz cair. Ele está sangrando bastante e ofegando, mas ainda parece forte.

–Acho que as coisas serão melhores amanhã – comenta Dely olhando para o céu amanhecendo – Espero ansiosamente por seus espíritos deliciosos no Akai Tsuki.

Ela me dá um último beijo, escapa do um ataque de Tatsuya e se desintegra. Só o que restam são suas roupas no chão, mas sei que ela está viva.

Estou totalmente confuso, não sei mais quem ela é e tenho receio de descobrir.

Tatsuya cai de joelhos no chão, está fraco e pode morrer. Riki corre até nós e começa a curá-lo.

–Não! Pare! Não quero! – Tatsuya o empurra.

–Mas cara, você vai morrer! Não posso aguentar a ideia de perder um amigo como você! – Riki o segura – Vou curá-lo, por bem ou por mal!

–Então cure minha irmã! – resmunga ela.

–Foi mal, mas ela não pode voltar dos mortos – Riki lamenta.

–Pode sim – Tatsuya corre e se atira nos abraços de Fukawa – Vamos nee-chan! Acorde! Por favor, volte!

Ele chora e a abraça, me sinto novamente um espírito, como se ninguém me visse.

–Eu vou fazer você voltar! – decide Tatsuya e a beija.

É meio estranho ver dois irmãos se beijando.

Riki corre, mas não consegue impedi-lo de cortar seu próprio pulso com uma adaga que ele pega do chão.

–Não cara! Não faz isso! – pede Riki.

Porém Tatsuya já o fez, ele cai ao lado da irmã e ficar inerte.

–Desculpa Riki. Até mais – ouço-o se despedir.

–Não! Não, você não fez isso! – Riki o sacode – Não, cara! Por quê?!

Levanta estupefato com todos aqueles acontecimentos, estou chocado Dely, ela era... Bem, não sei quem ela era. Então ela matou Fukawa, quase matou Tatsuya e quer me matar amanhã no Akai Tsuki. Estou decidido, não quero ver mais ninguém morrer.

–Riki! – chamo.

Ele me olha com os olhos cheios de lágrimas.

–Eu não sei se vou conseguir sozinho – choro também, mas por causa de minha decisão – Você pode me ajudar a matar Dely?

–Olha, eu nunca quis matar – ele se levanta – Mas depois disso... Preciso vingar a morte de Tatsuya, ele era meu melhor amigo!

–É amanhã à noite – lembro e isso me dói – Estou proto, Dely. Sem medo, Kasai.

Vamos à casa de Riki e tentamos dormir, não é muito fácil lembrando de todos aqueles acontecimentos terríveis. No outro dia nos aprontamos, ele me mostra seu arsenal de armas, mas só preciso de uma espada.

Quase não trocamos palavras, a voz do silêncio já diz tudo e é mais agradável do que o choro que eu soltaria se falasse. Devo pensar que aquela garota não é Dely, é um demônio que merece ser morto, e meu dever é exterminá-lo. A morte de Fukawa foi o bastante para eu perceber que o que vi era uma mentira, fui avisado e tapei os ouvidos, me mostraram e fechei os olhos. Agora está na hora de enfrentar a verdade.

Começa a anoitecer e voltamos ao castelo do confronto. A lua está mesmo numa coloração estranhamente avermelhada, quando for meia-noite os Oni se libertarão, devo matar Dely antes disso.

–Já chegaram meus queridos bonequinhos? – a voz dela ecoa junto a um som de violino como antes.

–Apareça Dely! – peço me posicionando pra lutar.

–Já disse que não sou Dely, meu nome é Nozomi – corrige ela – E olha o que eu tenho aqui.

Uma luz exibe a figura de Fukawa acorrentada tocando o tal violino, ela parece estar sendo controlada.

–Fukawa! – grito – Solte-a Dely!

Não sei como ela voltou à vida, talvez Tatsuya tenha mesmo conseguido reencarná-la, agora preciso salvá-la das garras de Dely.

–Você não a ama. Por que salvá-la? Venha e me terá – fala ela.

–Você fez o Tatsuya morrer! Deve pagar por isso! – Riki voa velozmente até ela e tenta feri-la, mas Dely se protege com sua foice.

Os dois ficam se encarando.

–Morra seu demônio! Você não merece viver! – diz Riki.

–Então por que estou viva? – pergunta Dely.

Ela o empurra para a parede e o ataca, Riki defende e os dois lutam.

Foco em salvar Fukawa que está lá em cima, na gaiola de Chiyo.

Riki parece ter controle sobre a situação, ele é tão veloz quanto Dely e agora está lutando sério. Será que ele é capaz de matá-la? Meu coração se aperta com esse pensamento, mas é melhor que Riki faça isso ao invés de mim.

Corro e me lanço até Fukawa, mas algo me impede e me derruba. Ergo a cabeça e tenho outra surpresa desagradável: Tatsuya está vivo e quer lutar comigo. Seus olhos penetrantes, estão raivosos. Será que ele está sendo controlado? Ou quer me matar por que não fiz nada pra salvar Fukawa antes? Nem sequer chorei pela morte dela... Mas agora ela está viva e eu ia salvá-la.

–Tatsuya? – Riki se desconcentra e leva um chute na barriga, Dely quase acerta seu rosto com a foice, mas ele escapa e faz algum poder sobre ela que a atira longe num clarão de luz. Então ele vai à batalha.

Tatsuya quase me fere com sua katana, rolo para o lado e me levanto desviando do próximo ataque. Ele não está se esforçando em me ferir, isso quer dizer que é realmente o Tatsuya, mas alguém o está controlando. Vou tentar não machucá-lo e salvar Fukawa.

Ouço uma risadinha ridícula e familiar, tenebrosa e detestável. Tsumi está num trono de osso distante de nós, ela tem um garoto branco como papel a seus pés. O garoto tem chifres e dentes pontudos, ele é tão branco que parece que vai desaparecer em segundos, esse garoto é Chiyo.

–Tatsuya, já sabe o que pode acontecer se você não matá-lo – fala Tsumi.

Fukawa começa a errar as notas do violino, provocando aquele som horrível, ela geme e parece estar sendo sufocada. Sangue sai de seu nariz.

Tatsuya me ataca, obedecendo Tsumi. Vai ser mais difícil do que pensei.

Notas finais
Será que Tatsuya vai matar Kori? O que eles farão para impedir o Akai Tsuki? E Kori vai mesmo matar Dely?