Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

57 Capítulo 57 – A caçada por Nanami


Notas iniciais
Hannah Kisa: Deixo um beijo carinhoso para todos os leitores, seguidores e comentaristas da estória. Obrigada pelo carinho, dica e por torcerem pelo desfecho da estória. Boa leitura e curtam bastante o capítulo.

Capítulo 57 – A caçada por Nanami

A tensão era grande ao redor da sala. Todos haviam recebido a notícia do sequestro de Nanami, e a tristeza era geral.

Misaki com lágrimas manchando sua face, foi até o marido e bateu em seu peito com os punhos fechados. — É tudo culpa sua... Devia tê-lo protegido! Agora aquela... Aquele ser nojento... Levou meu bebê embora.

Naoki segurou seus pulsos gentilmente. — Se acalme...

— Calma nada! Eu acabei de me lembrar dele... Fiquei anos sem poder abraçá-lo devidamente, e agora essa maldita o leva! Eu quero meu Nanami de volta! — Gritou enfurecido. Porém deixou ser embalado pelos fortes braços de Naoki, que acariciou seus fios loiros.

— Shii! Nós vamos trazê-lo de volta. Eu juro! — Naoki prometeu, e ele estava confiante que iria cumprir essa promessa, mesmo que tivesse de matar um exército inteiro de ogros para isso.

Misaki afundou a face no peitoral de Naoki, e chorou de soluçar como uma criança. Ele estava muito abalado com a situação. Ter seu filho longe dele e em perigo, era como se quisessem a sua morte. O clima ao redor não era diferente. Sayuri estava embalado por Ryo e chorava baixinho, assim como Chizuru que estava amuado em um canto segurando Minky em seus braços.

Furioso, Kensuke bateu com força contra uma parede da casa, fazendo toda a estrutura estremecer, sem se importar com a ferida que ficou em sua mão.

Yamato tinha um duro olhar e se manteve atrás de Shou, segurando seus ombros. O antigo assassino estava pronto para ação a qualquer momento. Iria farejar seu sobrinho em todo lugar, mas iria achá-lo.

Seiji desceu as escadas com dificuldade, trajando uma yutaka azul índigo. Se apoiando na parede, olhou ao redor. — Eu irei com vocês! — Anunciou.

— Mas está ferido... — Chizuru reclamou na direção de Seiji.

Seiji negou com a cabeça. — Eu estou bem. Mas temos que encontrar Nanami rápido, antes que a bruxa tente algo. — Se ela já não havia feito.

Kensuke olhou ao redor, ao que sorriu minimamente grato a todos pela ajuda e por saber que eles se importavam com Nanami.

Suspirando fundo, deixou a raiva no fundo de sua alma, e entrou em seu modo guerreiro. — Naoki… Quero que leve Minky, e os nishins para a caverna rapidamente.

— Eu vou ficar. — Sayuri se dispôs saindo dos braços de Ryo. Mesmo sem ter qualquer tipo de poder ou força o suficiente para lutar, ele daria o seu melhor para ajudar a encontrar seu melhor amigo.

— Não! — Ryo o contrariou, em consequencia ganhando um beicinho irritado de Sayuri. — Precisam estar em segurança, para que possamos agir adequadamente para encontrar o Cadela Alfa. Nossas mentes ficarão distraídas se ficarem aqui.

Sayuri conteve a sua reclamação. Assim como Chizuru queria poder ajudar, mas sabia que somente atrapalhariam.

Misaki saiu dos braços de Naoki. — Eu ficarei!

— Mi-chan… Por favor, nós já conversamos sobre isso. — Naoki murmurou, e recebeu um duro olhar do gatinho. Embora mesmo Misaki estando injuriado, não poderia discutir mais este assunto com Naoki.

— Eu preciso do meu filho... Posso até ir para a tal caverna sagrada, mas devem me prometer que trarão Nanami de volta para mim. — Pediu firmemente, e Naoki não foi capaz de contrariar isso, prometendo-lhe com um beijo.

— Melhor já levá-los para a caverna. Com a proteção divina daquele lugar, nem mesmo Isamu disfarçado, poderá entrar ou tentar qualquer ataque. — Seiji sugeriu apressando os demais sabiam que Kensuke não podia esperar, pois eles tinham apenas aquela noite para conseguir o gatinho branco de volta.

O Alfa deixou a casa para anunciar aos outros sentinelas que iriam partir em questão de minutos, e os ninshins se despediram de seus companheiros, além de Minky ter se despedido de seus pais, antes de Naoki os levarem para a caverna abençoada.

Não demorou em que Yamato, Shou, Ryo e Seiji se juntassem a Kensuke na borda de Akai com a floresta. No total, eram cerca de quinze lobos negros para iniciarem as buscas.

— Atenção todos! — Kensuke os chamou perto. — Quero que se concentrem e fiquem atentos a qualquer ameaça. Estamos lidando com uma feiticeira traiçoeira, seu comparsa que tem o poder de sumir a forma de qualquer um de nós, além de sabe se lá quem mais ela controla. Nossa prioridade é encontrar o Cadela Alfa. — Anunciou o comando.

— Sim, alfa! — A voz de todos veio como um coro ao responder o líder dos lobos.

Não demorou para que os sentinelas, o curandeiro, os betas e o Alfa se transformassem em suas formas animais. Seus ossos estalando, os músculos se moldando perfeitamente. E os corpos humanos, pele e membros, dando espaço para quatro patas grossas, cauda felpuda, caninos afiados e a pelagem negra e acizentada.

Logo se formou uma matilha inteira de grandes lobos fortes e perigosos, alem de uma pantera cinzenta, que seguiram a liderança do Alfa, saindo correndo em sentido a floresta.

Usufruindo de seu faro aguçado, Kensuke buscou pelo cheiro de seu amado gatinho.

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Após deixar Sayuri, Chizuru, Misaki e Minky na caverna, Naoki beijou rapidamente seu esposo, e se teletransportou de novo, pois não ficaria de fora da busca por seu filho.

Sayuri e Chizuru se abraçaram e choraram calados, já Minky abraçou as pernas de Megume. Shou havia ido contra sua vontade com Kensuke e os outros, nas buscas, com o intuito de tratar Nanami caso estivesse ferido ou qualquer um dos outros, portanto ele estaria presente, mas não lutaria.

Maiko que ajudava alguns idosos se afastou educadamente e se aproximou do grupo recém-chegado.

— Onde está Nanami? O que aconteceu com os outros? — Maiko perguntou cauteloso, enquanto segurava a mão de Megume.

Sayuri desatou a chorar e foi amparado por Chizuru, que se dignou a responder. — Isamu atacou novamente... E enquanto nos distraímos, a bruxa levou Nanami.

— Não! — Megume soltou um grito de horror e depois tapou a boca com as mãos. Isso foi suficiente para chamar a atenção de todos que vieram saber do ocorrido, e a tristeza abateu sobre cada um deles. Mesmo que no começo não aceitavam bem aquele gatinho, aos poucos Nanami conquistou o coração deles, e eram cientes que ele trouxe somente alegria a vida do Alfa, além de torná-lo um líder melhor.

Enquanto todos conversavam sobre o ocorrido, se dispuseram a rezar de joelhos ao deus dos lobos para salvar Nanami e proteger os demais. Porém Misaki permaneceu à borda da entrada da grande caverna observando a floresta densa.

Seu coração estava inquieto. Ferido por levarem seu bebê dele, mas ainda mais angustiado porque sentia a alma de Nanami clamar por ele. Sentia que deveria sair dali e ir atrás de seu menino – que somente ele poderia resgatá-lo.

Ele olhou para trás e percebeu que todos estavam distraídos na oração, sendo assim retornou a atenção à floresta. Fechando as mãos em punhos e suspirando de indignação, resolveu sair da caverna sem fazer qualquer som e mergulhou entre as árvores e arbustos.

Levaria mais algumas horas para o amanhecer, mas isso não importava para ele, seu desejo maior era encontrar o seu menino.

Sem olhar para trás ou murmurar qualquer coisa, ele andou apressadamente pela clareira até que se aprofundou melhor na floresta. Ignorou os sons de animais, a dança da copa das árvores ou os galhos no caminho. Sem saber ao certo por onde ele seguia, caminhou rumo ao norte. Onde seu coração o mandava ir. Sabia que tinha que se apressar, pois quando o sol nascesse à vida de seu filho estaria para sempre perdida.

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A matilha de lobos ferozes seguiu velozmente através da floresta. Inicialmente para o norte, mas de repente o cheiro mudou para leste, e então eles mudaram o curso.

Kensuke e Yamato possuíam o melhor olfato, e guiavam na busca. Mas dado o momento, quando o perfume mudou-se para o sul, todos pararam abruptamente.

O Alfa grunhiu de raiva.

O tempo estava passando, e não pareciam nem perto do rastro de Nanami. Então ele subiu sobre uma grande pedra triangular e fechou os olhos, buscando se concentrar. Sentia como se seu coração estivesse sendo partido ao meio, com a possibilidade de perder Nanami.

De repente, Naoki surgiu na área, e Kensuke retornou sua atenção ao sogro. Ele pulou da rocha e aproximou-se do mago.

— Os levou para a caverna? — Indagou com sua voz gutural, ainda em sua forma lupina.

— Sim! Todos estão seguros. — Naoki respondeu firmemente.

— Há possibilidade de usar magia para encontrá-lo? — Perguntou o Alfa, sério. Não estava para brincadeiras.

Naoki deu um passo para trás – algo que passou pela percepção do Alfa, mas que o mesmo ignorou. — Sim, senhor. Eu usei minha magia e rapidamente encontrei o esconderijo da bruxa que está situado ao leste. Mas há um bloqueio e não posso levá-los para lá por teletransporte… Portanto teremos que ir andando.

— Quão longe? — Seiji indagou preocupado. Por ter mudado para a forma animal, suas feridas estavam curando mais rapidamente.

— Cerca de trinta milhas...

— É muito para o tempo que temos... Precisamos chegar antes do amanhecer. Mexam suas bundas magras! — Kensuke grunhiu, e então os lobos negros moveram em sentido ao leste. Naoki usou sua magia para flutuar no ar – como se tivesse o poder de voar – e os seguiu.

Eles seguiram correndo sobre as quatro patas pelo que pareceu horas, o que na verdade valeu por uns quarenta minutos, e levados pelo cansaço, tiveram que parar. Mesmo sendo guerreiros acostumados a exaustão, eles estavam cansados, como se tivessem corrido dobro.

Kensuke deixou a transformação ocorrer, então retornou a forma humana. Olhou para todos e depois ao redor de onde estavam. Até hoje, a magia de seu sogro sempre se mostrou útil e precisa, mas começava a duvidar. Correram na direção dita por ele, mas em seu coração sentia cada vez mais longe de seu amado.

Enviando um alerta para seus betas mentalmente, Kensuke se aproximou de Naoki, enquanto os outros se afastaram.

— Tem certeza que era por aqui? — Kensuke perguntou desconfiado. Seus olhos estreitaram e suas garras cresceram afiadas.

Um sorriso obscuro surgiu na face de Naoki, e esse pulou alto para trás. Quando seus pés tocaram no chão novamente, sua feição já não era mais a mesma. Logo veio um sorriso sarcástico.

— Maldito! — Kensuke gritou se colocando em posição de ataque, assim como os outros. Sentia-se idiota por novamente por cair nas artimanhas daquele verme. Sabia que deveria ter seguido seus instintos. — Vou arrancar cada membro de seu corpo lentamente… — Ameaçou.

Isamu gargalhou. — Acha mesmo que poderá me tocar? Seu fraco imundo... Jamais verá aquele gatinho de novo, porque depois que a velha tomar o Oni dele, ele será inteiramente meu. Vou estuprá-lo e rasgar seu cuzinho… — Kensuke viu vermelho.

Isamu não pôde continuar a se vangloriar, pois a pantera cinzenta pulou sobre ele, imobilizando-o no chão.

Os dois lutaram, com Isamu ainda na forma humana. Isso porque no último ataque, em que lutou com Nanami possuído pelo Oni, Isamu havia perdido seu lado animal, destruído seu lobo.

Ele chutou Yamato, mas este mordeu seu braço com força.

Os demais lobos rodearam prontos para agir, e Kensuke aproximou-se da luta, porém antes que pudesse chegar a Isamu, este sacou uma adaga de suas roupas e empunhou contra a omoplata da pantera cinzenta, fazendo-a uivar de dor. Shou, de onde estava, gritou por ver Yamato ser apunhalado.

Isamu afastou-se a fim de fugir, mas no processo, sentiu uma imensa dor rasgá-lo, pois Yamato, mesmo apunhalado, não largou seu braço e o arrancou fora. Isamu segurou com horror o resto do braço decepado — vendo a parte inferior abaixo do cotovelo presa na mandíbula da pantera.

Yamato levantou firmando em seus pés e jogou o braço asqueroso fora. Kensuke na forma humana aproximou-se dele e arrancou a adaga fora, para que a magia animal pudesse lhe curar.

Isamu mais uma vez fora rodeado pelos lobos ferozes, e Kensuke manteve os olhos fixos nele.

— Onde está Nanami? — Perguntou firme, sua mandíbula rígida pelo ódio em que segurava.

Mesmo com um braço amputado, Isamu ainda sim gargalhou. — Jamais o encontrará. Tenham uma boa festa! — Disse acenando com o braço intacto, para então mudar sua forma para um corvo negro que prontamente saiu voando dali.

Kensuke gritou de raiva, mas um estrondo e em seguida o tremer da terra ganhou a atenção de todos. Eles olharam em direção ao norte da floresta, para se depararem com árvores sendo derrubadas uma após a outra. O que dentro de segundos, surgiu um exército de ogros malditos.

— Oh merda! Isso poderia ficar melhor? — Seiji zombou da situação ainda em sua forma de lobo.

Todos tomaram seus postos prontos para guerrear. Precisavam ser rápidos na batalha, pois tinham o Cadela Alfa para salvar.

Uivando e com garras afiadas, os lobos partiram sem medo para cima dos ogros. Eles tinham sorte por serem lobos monstruosamente grandes, o que contavam com uma força extraordinária,pois do contrário, não poderiam lidar com aquelas criaturas abomináveis.

Yamato mesmo ferido lutou com bravura, derrubando vários dos inimigos. Ryo e Seiji formaram uma dupla implacável, destruindo todos que entravam em seu caminho,e Kensuke era uma fera incontrolável.Seguindo seu desejo de encontrar seu gatinho, ele agiu como um assassino insano, e dilacerou cada monstro sem piedade.

Mesmo lutando tão arduamente, o número de ogros ao invés de diminuir, parecia aumentar. Foi então que aconteceu de eles serem rodeados pelas feras nojentas, porém considerando o fim determinado, uma luz brilhou intensamente, quase os cegando, e tomou cada monstro os fazendo desaparecer.

Os lobos olharam uns para os outros sem entender a situação, somente para então perceberem a presença do feiticeiro. Os betas se moveram para atacá-lo – considerando que era Isamu novamente – contanto Yamato os deteve.

— É o meu irmão! — Disse com sua respiração sôfrega. Então tomou a forma humana, e caiu de joelhos.

— Yamato! — Naoki se ajoelhou em frente ao irmão. Tocou a ferida em sua omoplata, percebendo que estava escura. Identificando como veneno, ele colocou a mão sobre o ferimento sangrando e conjurou um feitiço para desentoxicá-lo. — Demorará um pouco, mas você ficará bem. Como terminou assim?

— Foi Isamu de novo! Ele se disfarçou de você e nos trouxe para essa armadilha. Yamato lutou contra ele e ganhou uma punhalada. — Seiji contou resumidamente, agora em sua forma humana. Na verdade, todos haviam trocado para suas formas humanas. De certo, eles poderiam se transformar mesmo vestindo roupas, porém o corpo não se sentia tão livremente, um pouco mais pesado talvez, mas com a pressa em que estavam para encontrar Nanami, isso realmente não era de importância.

— Maldito Isamu! — Naoki grunhiu entre os dentes. — Aos menos o mataram? — Perguntou, ajudando seu irmão a levantar.

— Yamato somente conseguiu arrancar o braço dele fora. — Ryo respondeu.

— Bem merecido, pelo menos isso. Temos que nos apressar! Os poderes de uma bruxa que pratica magia negra ficam mais fortes durante a noite, o que explica o fato de ela conseguir sequestrar meu filho. Provavelmente fará a extração do Oni em breve. Se não for feita corretamente, matará meu Nanami! E duvido que ela tomará o devido cuidado. — Naoki os alertou seriamente. Ele usufruía todas as suas forças para achar seu filho.

— Precisamos encontrá-lo! — Falou Kensuke em ondas de preocupação.

— Não sei exatamente onde... Mas sei como chegar perto de onde eles estão... Ela usará artimanhas para nos distrair... Porém se conseguimos nos aproximar, sei que o encontraremos.

— Pode nos levar perto? Em breve amanhecerá. — O Alfa pediu apressado.

Naoki afirmou com a cabeça, ao que fechou os olhos. Fazer magia assim, demandava muita energia, só rezava para que ainda tivesse o suficiente dele para proteger seu filho e acabar de vez com aquela megera que causou tanto mal.

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Nanami se encolheu enquanto tinha seus pulsos e tornozelos amarrados com tiras de couro que se moveram sozinhas em torno dele até fazer nó. O aperto era forte e prendia o seu sangue. Ele estava profundamente medroso de toda aquela situação, assustado e apavorado... Mas não era tão assim que ele reagia.

— Sua bruxa nojenta… O que diabos quer comigo?! — Nanami se sacudiu para um lado, o que o fez bater na quina de uma das estantes e grunhir pela dor.

— Não quero você. — Ela ditou, mas nem se virou para ele. Procurava com rapidez em meio as suas poções por alguma coisa. — Eu quero o que tem em você. Um gato não me serviria para nada mais do que alimentar meus escravos. Agora o Oni, sim, esse nasceu para ser parte de mim.

Nanami não pegou tudo o que ela disse, porque a palavra “escravos” fez eco em sua mente. Ele olhou ao redor procurando se via algum deles, mas nada.

— Você tem escravos? — Perguntou cauteloso. — Onde eles estão?

A bruxa olhou para ele de soslaio e então voltou a procurar. — Atrás daquela tapeçaria. — Apontou para um enorme tapete velho bordado que estava separando um comodo do outro no mesmo barracão. — Você poderia ser parte deles… Mas Isamu tem planos para te ter. E eu não vou privá-lo disso, desde que ele é meu filho. Um bastardo idiota, mas ainda assim, ele merece alguma recompensa por ter destruído Akai Ito.

O rosto de Nanami ficou vermelho quando seus nervos queimaram de ódio. Não podia acreditar que aquela maldita descarada era mãe de Isamu. O mesmo sempre enganou a todos, mas nunca deu muito satisfação de sua própria vida a ninguém. Era o que Maiko havia lhe contado. Mas Nanami não queria ser de Isamu, melhor se tornar um escravo, do que ser daquele ser maldito que trouxe o caos à vida de todos.

Nanami fechou suas mãos em punhos, mesmo com as amarras. Ele tentou forçar seus pés e seus pulsos, mas era impossível sair daquele aperto. A bruxa nem mesmo olhava para ele. Mas ainda assim, não conseguia encontrar uma escapatória.

Congelou quando Korina gritou de alívio por ter encontrado o que procurava. Ela detinha um saco transparente com um pó branco. Nanami torceu o nariz com medo do que aquilo fosse.

Korina se virou para ele e rapidamente veio até Nanami com seu sorriso diabólico. O gatinho se encolheu mais ao vê-la se aproximar. Seu coração trovejou de medo, mas pânico ainda pior fez parte dele quando a bruxa lhe segurou pelos cabelos, arrastando Nanami para fora da tenda. O gatinho gritou no topo de seus pulmões, sentindo a dor queimar em seu couro cabeludo e sua orelha ferida e caída, doer ainda pior com o puxão.

Korina levou Nanami para fora do barracão, em uma área do acampamento coberta por folhas de outono. Ela o jogou próximo a uma pedra, que por pouco não o fez bater a cabeça. Iniciando uma canção medonha, ela furou o saco com uma garra e passou a desenhar círculos com o pó branco sobre o chão coberto de folhas. Nanami estava ofegante pelo pânico, mas assistiu em pavor a bruxa se preparar para o ritual.

“Você pode me usar…” Aquela voz estranha brotou em sua mente. “Deve me usar… Podemos destruí-la…”.

Nanami ficou em dúvida. Ele tinha medo toda vez que ouvia aquela voz sussurrar no fundo de sua mente. Mas o medo maior agora não era do Oni, e sim daquela velha senhora com o coração tão negro como um demônio das trevas prestes a levar todas as almas para o inferno.

Ele não queria ir para o inferno! Nanami não queria mais participar de toda aquela merda. Só queria sua paz e tranquilidade de volta. Sua amada vila reerguida.

Então as lágrimas brotaram em seus olhos e gatinho fez beicinho por pensar nos destroços em que seu vilarejo se encontrava. No perigo que todos os seus amigos estavam correndo. Em seu Kensuke que estava em algum lugar à procura dele, provavelmente desesperado, ou quem sabe lá o que Isamu tentou contra eles. Poderia ter ferido Kensuke… Ou talvez tê-lo matado!

— Me solte! — Nanami gritou se contorcendo nas amarras, contudo um dedo apontado para ele o fez paralisar, seu corpo perdeu todo o movimento e seu cérebro perdeu o controle de tudo. Ele passou a respirar com dificuldade, sua voz não querendo sair, mesmo que ele tentasse gritar por socorro.

Korina soltou uma gargalhada assustadora, porém Nanami nem conseguiu tremer em resposta. A única coisa que ele podia fazer era ofegar e ter seus olhos esbugalhados.

— Agora nós vamos para círculo mágico… — Ela puxou Nanami, dessa vez por um braço e o arrastou como um brinquedo de pelúcia todo o caminho até o centro do desenho simbólico que ela fez. O altar mágico era formado por alguns círculos, estrelas e o grande desenho de uma lua minguante ao centro.

Nanami foi posto ao centro, exatamente sobre o desenho da lua. Korina chutou-o bem no peito, e Nanami, que se estivesse com seu controle e voz, teria gritado de dor. Não tinha quebrado qualquer costela, mas certamente iria doer muito depois.

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— Pai, será que eles estão bem? — Chizuru perguntou ao seu amado pai quando se aproximou dele na caverna. O Ancião Chao não havia sido recrutado para as buscas, ele havia ficado com os demais para acalmá-los e aconselhá-los enquanto seu filho — o atual Alfa — e os demais betas e sentinelas faziam o trabalho.

— Sim, querido. — Chao suspirou, mas se permitiu sorrir fracamente para Chizuru. — Eles são homens fortes e mais inteligentes do que imagina. Eles irão voltar bem e trazer o Cadela Alfa de volta. Não se preocupe.

A questão era que Chao realmente era aquele mais preocupado. Seu peito estava cheio com um sentimento de culpa e dor. Porque se todos soubessem da verdade atrás de todos os acontecimentos, provavelmente iriam se decepcionar tanto.

Ele se arrependia, já há muitos anos por tudo o que havia feito. Chao não fora exatamente um homem verdadeiramente justo. Ele não foi um Alfa bom o suficiente como Kensuke era. Ele não tinha feito prosperar Akai como Kensuke fez. Ele foi aquele que trouxe Akai a dias de maldição, levando o inverno por tanto tempo que nem se lembrava.

— Chizuru, eu tenho algo que preciso te dizer. Algo que somente você e Kensuke podem ter conhecimento. — Chao começou, ao que se levantou da beira da caverna e seguiu para fora da mesma com Chizuru em seus calcanhares.

— Onde estão indo? — Maiko perguntou preocupado.

— Não iremos longe, não se preocupe. — O ancião acenou por cima do ombro. Chizuru olhou para trás e sorriu fracamente para Maiko.

— Pai, onde está me levando?

— Pronto. Aqui está bom. — Depois de uma caminhada não muito longa, o homem mais velho se sentou em um tronco e tocou o lado dele para seu filho também se sentar.

— O que precisa me dizer? — Chizuru estranhou que eles tivessem saído da caverna sagrada, mas confiava em seu pai.

— Eu quero que depois que eu te contar, volte diretamente para a caverna, entendeu?

— Eh? Mas…

— Nada demais, meu jovem. — Chao se virou para seu filho, pegando as mãos dele nas suas com carinho. Chizuru olhou para ele curioso, mas se manteve em atenção. — O que eu tenho para te contar… Pode abalar toda a nossa história… Mas eu não posso mais adiar o que eu tenho para te dizer.

Chao contou tudo àquilo que estava preso bem lá em seu interior por tantos e tantos anos. Contou seus verdadeiros pecados ao seu filho mais novo, seus erros, contou sobre a forma como ele conduziu Akai e os seus piores segredos.

— Desde então, eu fui amaldiçoado com visões que me fizeram prever muitas coisas. O que foi o caso de Nanami. Nunca o encontrei antes de ele vir para a vila, mas tive um sonho que ele se casaria com Kensuke. Eu não fiz nada além de decidir por Kensuke o casamento por promessas de paz entre as duas civilizações, porém, não fui eu quem entregou Nanami para vir no lugar de Sayuri. Foi algo predestinado.

Chizuru estava de olhos arregalados. Sua boca levemente aberta. As lágrimas brotaram, mas ele não ousou deixá-las cair.

— Você… Fez tudo isso? — Ele não sabia o que dizer. Seu coração era uma bagunça depois de tudo o que seu pai contou, mas certamente doeu muito pior do que a vez em que o falso Seiji o humilhou. Na verdade, aquele sentimento também foi de humilhação, mas não por si, mas por seu próprio pai.

Pela traição dele.

Chizuru se levantou abruptamente. — Eu não… Não quero ouvir mais. Eu… Não sei se posso te perdoar! — Ele gritou, muito magoado e chateado, e com dor e miséria, Chizuru correu de volta na direção da caverna.

E Chao, mesmo se levantando e estendendo a mão a fim de ir atrás de seu filho, resolveu que não era o que ele deveria fazer. Mas estava na hora de ele acabar com tudo isso e fazer justiça contra si mesmo pelo seu povo que sofreu por causa dele e por seus filhos que não mereciam o pai que tinham.

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Kensuke caiu de joelhos quando foi o último a ser teletransportado por Naoki. Contanto o mago, realmente caiu de bunda, ofegante depois de toda a magia utilizada para trazer todos no suposto esconderijo de Korina.

— Não pode ser aqui. Está muito próximo da caverna! — Kensuke criticou.

Naoki bufou e gesticulou dramaticamente. — Eu apenas sei que é aqui. Quem lida com magia, pode rastrear magia. E eu consigo sentir que há magia negra por essas bandas.

Kensuke suspirou. Isso não parecia suficiente. — Perto da caverna sagrada? Aonde nossos antepassados foram sepultados e é protegida pelo deus dos lobos?

— Eu não sei quanto à caverna… — Naoki coçou a nuca. — Mas se há magia por essas bandas, certamente é trabalho de Korina. Aquela bruxa tem se escondido por anos e planejado de todas as formas encontrar Nanami e tomá-lo por causa do Oni. — Suspirando novamente.

Kensuke se sentiu derrotado, porém não se deixou sentir pior porque sua força interior lhe obrigava a encontrar Nanami. Faria até o impossível para encontrá-lo. Kensuke jamais se perdoaria se perdesse seu gatinho. Não podia sobreviver sem ele.

— Não há sinais do aroma do Cadela Alfa. — Seiji comentou. Ainda estava um pouco encurvado, mas por ter se transformado em lobo, o ajudou a cicatrizar quase por completo. — Mas… Realmente há um clima estranho por essas bandas.

Kensuke sabia disso, ele também se sentia estranho nesse lugar. De repente um som entre os arbustos chamou a atenção deles. Kensuke se preparou, assim como todos os outros se colocaram prontos para o ataque. Apenas Naoki que olhou engraçado naquela direção, e não foi por engano, Misaki apareceu do emaranhado de folhas e galhos, e tropeçou até perceber os demais naquela clareira.

— Oh… Vocês estão aqui. — Ele se sentiu envergonhado. Naoki se moveu rápido e puxou Misaki para um abraço apertado. — Naoki!

— Misaki! O que diabos faz aqui?! — Ele se afastou e o sacudiu pelos ombros. — Jurava que estava seguro na caverna. Quem lhe deu permissão para sair?

Misaki fez uma careta e ficou ainda mais vermelho do que estava, sendo repreendido em frente aos demais. Ele empurrou Naoki longe e apontou o dedo para ele.

— Não precisa ninguém me dar permissão para seja lá o que eu quiser fazer! — Retrucou balançando o dedo para ele. Naoki parecia injuriado. — Eu sou um adulto, posso fazer o que eu bem entender. E nesse momento meu filho está em perigo e gritando por socorro! Eu sei exatamente onde ele está! Sou seu progenitor… Posso senti-lo. — Misaki terminou suas falas com os olhos cheios de lágrimas.

Naoki voltou para ele e o abraçou. — Me perdoe… Apenas me preocupo tanto com você. Entende que estamos em uma situação tão difícil… Tenho medo de perder meu filho, perder você…

Misaki assentiu e apenas se recostou no abraço de Naoki. O grupo então seguiu Misaki por onde ele dizia que sentia a aura de Nanami. Mas na verdade, Kensuke estava tendo outro sentimento estranho, porém dessa vez era como se o seu fio vermelho que ligasse a Nanami, estivesse sendo puxado para sua alma gêmea. E assim, não demorou em que eles chegassem ao local em que tanto procuraram.

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Faltava uma hora até que o sol nascesse. Korina esteve trabalhando rapidamente para conseguir sua magia feita naquela noite. Caso a perdesse, ela tinha um sério risco de ser descoberta antes do tempo e não conseguir o Oni para ela.

Embora ela tivesse completa confiança em seus poderes. Ainda sim, não sabia se conseguiria escapar ilesa. Mas se conseguisse o Oni no tempo certo… Então era outra história. Poderiam vir um batalhão para lutar contra ela, que ela iria vaporizar todos.

Finalmente sua vingança e então, o poder. Tudo o que ela sempre desejou. Seu maior sonho estava prestes a se realizar.

Nanami convulsionou quando os círculos de magia negra ao redor dele, começaram a brilhar. Era como se girassem ao redor dele e o brilho ia se tornando mais forte. Korina retirou um frasco da roupa, poções que borbulhavam dentro dos vidrinhos, então simplesmente derramou o conteúdo sobre Nanami que gritou mudo, seu corpo se contorcendo enquanto a magia estava penetrando nele.

— Saia desse corpo a quem não te pertence... — Korina torceu os dedos juntos formando um simbolo após o outro. A brisa em torno deles se transformou em ventania e passou a rodeá-los. — E venha até mim, Oni Tiger... Seu tigre manhoso... Você deve ser meu, serei de hoje em diante sua nova dona, e você fará tudo o que eu quiser! — Korina então gargalhou alto quando o tigre em Nanami passou a se materealizar sobre ele como um espírito. Nanami teve de volta seus sentidos e gritou enquanto perdia o Oni de dentro dele.

Os olhos de Korina se arregalaram quando se assustou por um corvo caindo do céu em seus pés. Isamu se transformou em sua forma humana, sem orelhas e cauda de lobo, e também, sem a metade de um braço.

— O que diabos te ocorreu?! — Ela gritou sem deixar de fazer os símbolos com as mãos. A situação de Nanami continuava a mesma, enquanto o espírito do Oni lutava para voltar para o corpo do garoto, mas parecia sendo sugado para fora pela força da magia daquela bruxa.

— Os lobos... Eles estão pertos... Muito perto... — Isamu alertou ofegante, seu sangue manchando praticamente toda a sua veste e o chão debaixo dele.

— Você não acabou com eles, seu inútil! — Korina chutou o pescoço de Isamu o fazendo rolar. — Os trouxe para meu acampamento, idiota! — Ela estava histérica por sentir seus planos irem por água abaixo. Ah, mas ela não iria deixar isso acontecer.

— Eu juro... — Isamu tossiu tão pálido e a ponto de um desmaio. — Eu juro que não os trouxe... Mas aquele mago, ele é muito poderoso!

— Poderosa sou eu! Ele nunca irá ser melhor do que a mim! Todos estes anos ele nunca superou os meus poderes. — Disse entre os dentes.

— Eu não quero morrer... Não me deixe morrer mamãe! — Isamu gritou, mesmo que tivesse aparentado ser forte depois do ferimento, ele se tocou de que seu lobo estava morto. Ele nunca poderia se curar por si mesmo agora que era um simples humano, apenas sustentado pela magia de sua mãe.

— Não me chame assim, seu porco nojento! — Korina voltou a chutá-lo, e foi quando se deu conta que os lobos já estavam ali, de olhos afiados fitando-a em cada mínimo movimento que ela fazia. — Lobos... — Embora ela fosse tão poderosa como disse, realmente se assustou ao ver os lobos rodeando ela e Nanami em torno do grande símbolo que ela criou. Porém ela voltou a sua expressão de superioridade. — Enfim chegaram para assistir o grande show! Observem bem como faço... Esse Oni, finalmente será meu!

Korina estava fascinada quando Tiger havia sido completamente separado do corpo de Nanami, gigantesco sobre todos eles. Quando suas mãos deram voltas e ela sussurrou palavras de linguagem desconhecida, o ar em torno de Tiger, o gigantesco tigre monstruoso, o mesmo passou a ser sugado para o corpo de Korina contra a vontade do bichano.

Kensuke e os outros lobos forçaram para passar a barreira formada em torno deles, mas a magia era tão forte e queimava como brasa, eles caíam cada vez que seus animais forçavam passagem.

— Naoki! O que faremos?! — Kensuke gritou para o feiticeiro que olhava com as sobrancelhas franzidas e torcia os lábios pensando. — Nanami está lá!

— Eu vou conjurar um feitiço para liberar a passagem. Vocês devem ser ágeis em tomar o corpo de Nanami de lá antes que Korina termine a transferência de Tiger para o corpo dela.

— Certo! — Os lobos gritaram juntos.

Naoki fez como disse, Misaki logo atrás dele sendo abraçado por Shou, ambos de olhos esbugalhados e assustados com toda a situação. Parecia um jogo impossível de vencer.

Depois de ter estudado e praticado feitiços por tantos anos, se esforçado tanto em memorizar cada pequeno refrão dos livros de seus antepassados bruxos, Naoki sabia que sua magia estava a um nível supremo. Ele poderia se dizer que finalmente era um verdadeiro mago. Suas mãos deram uma volta no ar formando um círculo brilhante. Ele fez as mesmas posições que Korina com os dedos, mas fechou os olhos, e quando tornou a abri-los, suas íris outrora azul marinho, havia se tornado de um violeta intenso e suas pupilas invertidas.

Kensuke e os outros aproveitaram a oportunidade perfeita quando o bloqueio de Korina foi quebrado. Eles pularam para dentro do círculo e arrastaram Nanami, puxando-o pelas vestes para longe de onde a magia estava sendo conjurada.

Nanami estava desacordado até Kensuke lamber o rosto dele preocupado.

— Nanami... Volte... Volte para mim gatinho. — Sua voz gutural de lobo pediu, e ele se sentou em suas patas traseiras e uivou para o céu em desgosto. Os outros sentinelas e betas fizeram o mesmo, expressando a tristeza do Alfa pela dor do Cadela Alfa.

Korina estava com os olhos vermelhos, ódio mortal enquanto os dentes ponte agudos dela mordiam o lábio inferior até sangrar. A magia foi forte e poderosa o suficiente para o Oni encorporá-la, finalmente sendo aprisionado dentro do corpo dela. A velha corcunda aos poucos foi se transformando em uma jovem de longos cabelos negros, olhos afiados, seu sorriso branco e amplo, além de ter cada ruga desaparecida de sua face e do resto do corpo. Ela havia recuperado sua total juventude.

Enquanto ria e se vangloriava quando finalmente havia conseguido, um exército inteiro de gatos rodeou o acampamento. Gatos domésticos de todas as cores possíveis que se transformaram em grandes e poderosos guerreiros. Todos comandados pelo novo general Roan, acompanhado no futuro novo Imperador Yunsuke de Masao.

Naoki piscou para Yunsuke. — Até que enfim!

— Vamos resolver esse assunto de uma vez por todas. — Yunsuke falou. — Se ela quer guerra, ela terá.

Korina olhou para todos com os olhos completamente tomados pela cor de sangue. Seu sorriso era maligno. No momento em que ela se virou e levantou as garras rejuvenecidas para atacar os gatos e Naoki, Kensuke correu em velocidade suprema e pulou sobre ela a derrubando ao chão, ao que abocanhou o seu ombro ferozmente, como uma fera descontrolada. Todos os lobos vieram sobre ela, porém Korina derrubou todos eles com suas próprias garras, os jogando longe para onde Nanami estava.

A luta estava apenas començando. Embora ela fosse à única que podia lutar, tendo Isamu a beira da morte, contra aquele mar de gatos e lobos, além do grande feiticeiro pantera. Korina estava confiante que agora com o poder excelentíssimo do Oni Tiger dentro dela, poderia vencê-los sem o menor esforço.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá queridos! Espero que tenham gostado do capítulo *-* Altas emoções, imagine o próximo capítulo! KKKKKK Dessa vez não tive tempo de fazer um desenho, mas tentarei meu máximo para o próximo final de semana :B Obrigada por ler! ♥ Até a próxima!