Notas iniciais
Hannah: Olá leitores lindos. Nesse dia friozinho (aqui) um capítulo para esquenta as coisas. Finalmente, Ken e Nanami... Esperamos que gostem do que escrevemos com muito carinho. Uma boa semana e até próximo Boa leitura!

Nanami se manteve afastado alguns metros de seu companheiro apenas o admirando. Kensuke era naturalmente lindo e sensual. Com sua altura majestosa, os músculos bem definidos que eram cobertos pela pele alva em contraste com os negros cabelos. Sua mandíbula forte e o olhar penetrante eram capazes de intimidar qualquer valente guerreiro, e certamente seu lobo e sua voracidade fazia jus ao seu poder. Nanami realmente tinha tirado a sorte grande ao se casar com o mais bonito, bondoso e valente lobo de Akai.

Nanami sorriu, balançando o corpo para frente e para trás. Oh! Hoje certamente prometia. O cio dos gatos tinha sido quente e surreal... Mas a lua de sangue dos lobos prometia ainda mais, se fosse metade do que Kensuke falou como seria.

“Ohhh... Quero ver você se conter!” Nanami pensou com uma risadinha. Sabia que da forma superprotetora que Kensuke era, o alfa iria contra sua própria natureza para se segurar e pegar leve com Nanami. Contudo, Nanami não tinha consciência do perigo que corria, então queria tentar o máximo.

O gatinho olhou para trás e viu seu tio Yamato sair da festa de braços dados com Shou. Oh, esses dois realmente mereciam ser felizes.

Seus olhos voltaram para o seu marido que estava rindo de algo que Ryo tinha falado. Viu que as crianças, os ninshins solteiros e viúvos se retiravam da festa aos poucos a fim de irem para o acampamento. Claro, faltava pelo menos uma hora para a lua ficar em todo o seu resplendor. Então era o momento exato para Nanami se preparar.

Aproveitando da distração de Kensuke, Nanami rapidamente fugiu da festa em sentido sua casa. Ele abriu a porta ofegante e correu pelos degraus que o levaria ao andar de cima do casarão. Ele e Sayuri haviam deixado tudo planejado e preparado, já que era a primeira vez de ambos na famosa ‘lua de sangue’.

Chegando ao quarto e trancando a porta, de forma desajeitada, Nanami se desfez do laço de seu kimono rosa bebê, e foi largando cada peça de roupa pelo caminho. Quando finalmente retirou tudo, ficando da forma que veio ao mundo, entrou no banheiro que fazia junção ao quarto.

Ansioso, pegou o tubo branco e a ‘engenhoca’ que Shou tinha dado a eles. Sim, uma para Sayuri e outra para Nanami. O curandeiro os ajudou muito lhes dando um óleo especial e explicando como usar aquilo.

Nervoso, Nanami entrou na banheira de mármore branca vazia e se sentou. Esticou suas pernas afastadas, apoiando-as na borda de cada lado. — Isso é tão vergonhoso... — Se queixou, corando profundamente. — Tudo por Ken-chan! — Afirmou para si mesmo, se encorajando.

Nanami abriu a tampa do óleo cheiroso e com essências curativas, despejando uma boa quantidade em seus dedos da mão direita. Largou o tubo de lado e então direcionou seus dedos pegajosos ao seu lugar especial. Ao tocá-lo, gemeu quando se arrepiou com o frescor gelado do óleo, mas insistiu acariciando seu buraquinho com os dedos – da forma que lembrava como Kensuke sempre fazia – e foi se acostumando.

Sentindo-se mais confiante, se atreveu a forçar um dos dedos, quebrando a resistência do anel e entrando em si. — Uhh... Isso é estranho... — Nanami choramingou. — Ainda bem que não tem ninguém aqui. — Murmurou. Certamente, morreria de vergonha se fosse pego no flagra.

O dedinho entrava e saia gentilmente, alargando seu casulo. Poucos a pouco sentiu seu corpo aquecer e sua entrada se contorcer querendo ser mais bem preenchida. Nanami lentamente inseriu o segundo e não demorou em que o terceiro dedo se juntasse aos outros. Eles se moviam em vai e vem, tesourando e afrouxando, tudo para relaxar o melhor possível.

Sabia que não tinha muito tempo, então retirou os dedos e despejou mais óleo em sua entradinha, para então pegar o estranho objeto. Segundo Shou era um ‘plug’, mas ainda fazia Nanami corar. O objeto de cor vermelho sangue simbolizava um verdadeiro pênis de mentira. Tinha as salientes veias, a glande marcada... Não chegava ao tamanho de Kensuke, mas que o ajudaria a prepará-lo.

Nanami despejou praticamente o restante do óleo no plug e então direcionou ao seu ânus. Entrou lentamente, alargando sua entrada. E quando tinha a metade dentro de si, parou para puxar uma golfada de ar e se acostumar com a queimadura. Às vezes se perguntava como podia caber a dureza de Kensuke dentro dele.

Levou mais um pouco de coragem e determinação, para finalmente conseguir o plug dentro dele. Nanami respirou fundo. Não poderia desistir, não agora, embora estivesse nervoso e incomodado.

O loirinho acenou determinado, levantou-se da banheira e saiu. Demorou alguns passos difíceis para se acostumar com aquilo dentro dele, mas finalmente conseguiu pegar o jeito e retornou ao quarto.

Indo até o closet, pegou o kimono que havia separado. Este ia até o meio das suas coxas, era branco e o que tornava mais perfeito para o momento, era por ser feito de renda transparente. Com flores bordadas, o material deixava à mostra a pele pálida, as curvas acentuadas e a beleza do corpo do loirinho.

Nanami tomou a cueca branca e vestiu desajeitadamento devido ao brinquedo em sua bunda. Ajeitou o elástico no quadril e então fechou o kimono passando a faixa rosa em torno de sua cintura. Satisfeito, o pequeno penteou seus cabelos e os prendeu com fitas rosas, para por fim ajeitar o sininho em sua orelha felina.

Ah! Certamente estava vestido de forma que Kensuke pudesse desembrulha seu presente e ser incapaz de conter-se.

Feliz, o gatinho deixou o quarto e seguiu para a cozinha da casa. Sorrindo, ele saiu pela porta dos fundos da casa, beirando à borda da floresta. Pelo que se informou com Chizuru, o olfato dos lobos ficava ainda mais aguçado na noite de lua de sangue, sendo assim, Kensuke não teria nenhuma dificuldade de encontrar seu esposo.

Nanami sabia o quanto os predadores amavam a caçada. Procurar e conquistar sua presa, por isso, havia planejado algo especial para aquela noite. Emocionado, ele correu cauteloso para dentro da floresta que cercava a Vila Akai. Seguiu pela trilha mais segura, tendo cuidado para não ferir seus pés descalços.

Com sua visão aprimorada, ele seguiu pela floresta escura em sentido ao ponto que planejou esperar por seu feroz lobo. Quando entrou em uma clareira e os raios lunares tocaram sua pele, Nanami olhou para cima e se deparou com o majestoso astro. A lua estava cheia e esplendorosa. E como ditava a tradição, vermelho sangue. Não sabia exatamente porque estava daquela cor, porém Chizuru lhe explicou que tinha a ver com o alinhamento dos planetas, que para Nanami era completamente incrível.

Quando um uivo dominador ecoou a distância, mas foi ouvido de forma alta o suficiente para fazer o loirinho estremecer. Ninguém precisava dizer de quem se tratava, pois somente pelo tom, Nanami estava bem ciente que se tratava de seu Alfa.

Com um misto de nervosismo e expectativa, Nanami apressou seus passos em sentido a clareira que tinha selecionado. Precisava ser rápido, antes que Ken-chan o alcançasse. Andando esquisito devido o plug, Nanami apressou-se, chegando no local exato. Era uma abertura em meio a floresta que ficava às margens de uma mediana cachoeira, cercado por flores e um gramado alto e fofinho.

Ansioso, Nanami se sentou sobre o tapete verde florido de forma que suas pernas ficassem dobradas debaixo de seu corpo. Apoiou suas mãos sobre seu colo e suspirou nervoso. Agora era esperar.

Mais uivos vieram... Porém dessa vez denunciando que se tratava de mais de um lobo. Possivelmente os outros lobos procurando por seus companheiros.

De repente veio o silêncio, fazendo o medo crescer em Nanami. Começou a ponderar se a floresta realmente fora sua melhor escolha. Os perigos poderiam ser reais.

Entrando em pânico, o loiro olhava ao redor, mas quando captou o som de um galho quebrando, seu corpo estremeceu totalmente.

Seus olhos fixaram naquele ponto, arregalados. Os pelos de seu corpo eriçaram e estava pronto para correr, até que contornando um arbusto seu amado surgiu. Mas... Kensuke estava tão diferente e bem mais feroz do que normalmente era.

Inteiramente nu, os seus músculos definidos estavam à mostra para a admiração dos olhos azuis celestes. Os cabelos negros se achavam soltos e dançando juntamente com a brisa, porém havia um ar completamente selvagem no Alfa.

O corpo de Kensuke parecia ter crescido consideravelmente e ficado ainda mais forte. A pele pálida estava totalmente coberta por uma camada de pelos negros e acizentados, se concentrando melhor em seu pescoço como uma juba fofinha. Os pés simulavam uma mistura de humano e animal, e as mãos eram grandes garras negras bem afiadas. Em seu íntimo, o pênis de Kensuke se projetava ereto, grosso e aparentando alguns centimetros maior do que costumava ser. Fez Nanami salivar.

A cauda negra balançava no ar e as orelhas felpudas pareciam alerta para qualquer som. Os olhos âmbar brilhavam em um dourado sedutor e seu rosto havia se tornado exatamente como um lobisomem devia ser, um focinho longo, nariz gelado, longos dentes ponte agudos, muito afiados.

Ao mesmo tempo em que Kensuke denunciava certos traços humanos, como estar de pé sobre duas pernas, havia uma predominância animal.

Nanami tinha ficado na dúvida em como se depararia com Kensuke. Ele totalmente na forma de lobo ou meia-lua aprimorado, como diziam, mas pelo visto seu marido era forte para permanecer na meia-lua – possivelmente com receio de machucar seu gatinho. Pois seu animal dificilmente teria total controle.

— O-Oi... — Nanami disse desconcertado. Estava confiante quando planejou tudo, mas agora parecia incerto, medroso.

Kensuke caminhou lentamente em sentido ao gatinho, com passos medidos, como o grande predador que estava à espreita. Seus olhos sempre fixos em Nanami. — Por que fugiu?

O corpo gracioso de Nanami estremeceu quando a voz rouca e animalesca de Kensuke ecoou. Ainda era seu amado, mas havia um ar dominador e autoritário, que fez o gatinho desejar se espalhar no chão e mostrar a barriga para seu lobo.

— E-Eu... Queria... Eu achei... — Nanami atrapalhou-se em suas palavras. Com receio, acabou se levantando e recuando a mesma quantidade de passos que Kensuke avançava. Sinceramente, não sabia ao certo o que estava fazendo ou o que queria. — Talvez nós... Devíamos...

— Não... Eu o quero... Preciso... — Kensuke ditou firme e ofegante. Não havia mais volta. Ele rosnou e então rugiu como a fera que era, o que foi o sinal que fez Nanami dar as costas e correr, mas o lobo ansiava pela caçada, assim Kensuke correu em velocidade descomunal e de repente colocou-se na frente de seu gatinho. As mãos com garras afiadas seguraram Nanami pela cintura – sem nunca feri-lo – e rapidamente o levou ao chão, pairando sobre seu corpo. — Eis meu... Somente meu...

O medo e desejo duelavam dentro de Nanami, o que o fez se contorcer. Sua respiração falhou e seu coração disparou. Incapaz de contrariar seu amado, ele relaxou as costas contra o chão e as abriu suas pernas, o que era como um buffet para o lobo faminto. Os olhos de Kensuke brilharam pela fome.

Kensuke moveu-se de forma que se achava alojado e sentado entre as pernas abertas de Nanami. Sua respiração aprofundou e seus olhos estreitaram quando captou o objeto vermelho entre as nádegas fofinhas. Esticou seu braço e deixou que o dedo indicador e polegar acariciasse o plug pecaminoso.

— Oh, vejo que alguém andou aprontando... — Kensuke falou sensualmente demais para sua própria segurança.

— É... Para você Ken-chan... — Nanami murmurou. Sua face parecia pegar fogo, tamanha a sua vergonha. Ele rebolou os quadris, erótico demais para os olhos de Kensuke, e com o movimento, os dedos de Kensuke moveram o plug, acertando seu ponto certo. — Ahhh... Isso...

Os olhos de Nanami fecharam e sua boca abriu suplicante. Animado, Kensuke continuou movendo o plug dentro do canal apertado de Nanami, fazendo o gatinho suplicar e gemer diante do prazer.

— Ke-Ken... Pare... Eu vou... — Nanami murmurou. Ele moveu a mão para tocar sua dureza, mas a mão livre do Alfa estapeou sua mão, o fazendo choramingar em protesto. Mas o gatinho não ficou no desejo por muito tempo, ele gritou quando a língua grande e áspera lambeu seu pênis em cima do tecido delicado de sua cueca branca. — Ahhh... Céus!

Ainda brincando com o plug, Kensuke lambeu a pulsação de seu gatinho sobre a peça íntima, contornando os traços e mergulhado no cheiro único do gatinho. Ansioso para sentir o sabor e calor de Nanami, ele puxou com os caninos afiados o tecido branco, rasgando a peça sem piedade.

— Ohhh... Tão bom... Delicioso... — Kensuke murmurou. Tomando cuidado com os caninos, ele lambeu a ereção de seu amado sem impedimento, para então chupar a cabecinha vermelha e inchada.

— Ken... Meu corpo está tão quente... Acho que vou derreter... — Nanami murmurou. Ele levou à mão a boca e a mordeu tentando abafar seus gemidos que estavam cada vez mais altos, no que sua outra mão livre mergulhou na cabeleira negra do lobo.

Ele gritou as alturas quando em um movimento rápido o plug acertou forte seu ponto doce, e então deixou seu buraquinho.

Kensuke admirou aquele casulo desejoso. Se achava vermelho e esticado... E aparentava bem ansioso por ele. Querendo um gosto de Nanami, Kensuke colocou-se de joelhos e segurou a bunda de Nanami, para então erguer a parte inferior de seu corpo para cima.

— Ohhh... Espere... — Nanami gritou de surpresa, e logo sua bunda estava no ar, às pernas para cima e as costas ainda contra o chão. A posição era estranha e constrangedora demais. — Não... Isso é vergonhoso... Pare...

Mas Kensuke ignorou. Com a boca salivando e os olhos brilhando de desejo, Kensuke colocou a língua longa para fora e deslizou pelo anel de pregas. Traçou cada preguinha e brincou com o períneo. Levando seu gatinho a loucura.

Nanami agarrou a grama abaixo de si, buscando amparo, mas não encontrou na mesma e acabou apenas arrancando a plantinha verde. Ele jogou a cabeça para trás e gemeu longamente.

A habilidosa língua de Kensuke explorou aquele casulo delicioso, e aproveitando que estava estirado, chegou a atrever-se em enfiar a língua na abertura de Nanami.

— Ken... Sua língua... Pa-Parece diferente... Mais áspera... — Nanami gaguejou.

— É efeito da lua... — Kensuke murmurou ainda se deliciando no lugarzinho que logo arrombaria, o que fez o eco de suas palavras aumentar o prazer de Nanami. Não podendo segurar por muito mais tempo, ele colocou os quadris de Nanami de volta ao chão e cobriu o corpo menor com o seu. Devido as presas, não poderiam compartilhar um beijo profundo, e tudo que foram capazes de fazer foi o encontro de suas línguas fora da boca, fazendo a saliva escorrer pelas bochechas de Nanami.

Ao quebrar o sensual ósculo, Kensuke lambeu as bochechas de Nanami, e desceu pela mandíbula, pescoço, até que pairou sobre os frutos vermelhinhos. — Ah... Tens mamilos tão lindos. — O Alfa murmurou soprando o ar quente contra os seixos que eriçaram.

— Ande logo Kensuke... Eu preciso... — Nanami suplicou. Mesmo que a lua de sangue influenciava mais os lobos, Nanami estava sobre o efeito da paixão de seu marido. Querendo agilizar o processo, o pequeno empurrou o lobo sutilmente apenas o suficiente para se virar de costas, e subir em suas mãos e joelhos. Nanami colocou-se de quatro no gramado e lindamente rebolou seus quadris, que para o lobo foi como uma dança sensual e luxuosa, que Kensuke não era capaz de resistir.

Grunhindo em desejo, o lobo aproximou-se novamente de seu pequeno, inclinou-se sobre Nanami e lambeu a partir de seu pescoço, descendo até as costas, até que se atreveu a ceder uma leve mordida no bumbum lindo e branquinho.

— Você pediu por isso! — O Alfa Lobo ditou. Ele colocou-se de joelhos atrás do esposinho e abriu a bunda de Nanami com as mãos, tomando cuidado com as garras. Regido pela necessidade suprema, não pode ir devagar, e com apenas uma estocada firme e rápida, ele aprofundou sua dureza no ânus guloso de Nanami.

Seu pênis naturalmente grande aparentava ter ganhado mais alguns centímetros de comprimento e largura, levando Nanami ao máximo.

— Ahhhh... Iss... — Nanami gritou. Mesmo com todo prazer que cobria seu corpo, não pode impedir o grito de dor diante da violação.

Kensuke usou o máximo de seu controle que ainda detinha, para ficar parado e permitir que Nanami se acostumasse. Mesmo com toda preparação, era ainda maior na forma meia-lua para o seu pequeno.

— Eu não posso... Preciso tanto... Lamento gatinho. — Kensuke pediu quando começou a mover. Seus movimentos começaram lentos, aumentando gradativamente, entrando e saindo do corpo delicioso.

Nanami respirava pesadamente. Suas mãos agarraram o gramado e a terra debaixo dele, seus cabelos loiros caíram sobre sua face rubra e suada, enquanto seu rabo branco serpenteava pelo ar.

Seu corpo ganhou balanço segundo os movimentos de seu marido, e cada célula de seu corpo vibrava diante do prazer que o percorria por completo.

— Ken-chan... Isso é tão... Gostoso... — Nanami choramingou. Mesmo sendo animalesco, o prazer que sentia era maior que tudo que já tinha experimentado... Era duplicado...

Kensuke ansiando ver a face linda de seu pequeno, saiu do corpo apertado, apenas tempo suficiente para trazer Nanami deitado de costas contra o gramado, ao que seus braços rodearam as pernas roliças as levantando no ar e dobrando o corpo pequeno, para então sua masculinidade aconchegar novamente dentro do corpo quente e acolhedor.

— Eu estou tão perto. — Nanami grunhiu, sua voz doce. Ele embrenhou seu rosto no pescoço fofo de Kensuke, sentindo o seu cheiro inigualável e selvagem.

Kensuke sobre o efeito das palavras de Nanami aumentou as estocadas, no que deslizou sua língua pelo pescoço e ombro do loirinho, ansiando devorá-lo completamente.

— Calma... — Kensuke pediu. Ele sabia que apenas uma vez não seria suficiente, e por isso queria prolongar ao máximo, assim ficariam gastos e daria tempo para Nanami se recuperar até a segunda rodada. Ah, a noite seria realmente longa.

— E-Eu não posso... — Nanami falou com um gemido.

Kensuke segurou as nádegas de seu esposo e em seguida, inclinou para trás apenas o suficiente para que ele pudesse mover um pouco mais rápido. Foi o suficiente para empurrar Nanami sobre a borda. Quando ele chegou ao clímax, ele fechou seu canal com tanta força ao redor da ereção de Kensuke, que esse não pode mover-se. Parecendo sugar tudo do lobo, Kensuke acabou encontrando sua liberação, despejando a abundância do líquido perolado dentro do buraquinho de Nanami.

Os dois gemeram alto e longo, enquanto seus corpos eram lavados pelo fogo e o prazer que seus orgasmos derramavam. O sêmen de Nanami espirrou em seus abdomens e peitorais, e Kensuke dentro de Nanami, mas foi tanto que chegou transbordar pelo confinamento das pregas de seu ânus, manchando suas coxas.

Cansado, Kensuke desabou sobre Nanami, ao que largou suas pernas que caíram flexionadas de cada lado do corpo forte de Kensuke.

Ambos estavam com dificuldade para respirar, além de estarem cobertos por uma fina camada de suor. Sabendo que pesava, Kensuke saiu de dentro de Nanami e se deitou ao seu lado. Os peitos subindo e descendo, eles se encararam com doces sorrisos de satisfação.

— Isso foi... Realmente bom Ken-chan... — Nanami murmurou tímido. Ele ainda se envergonhava as vezes quando se referia ao sexo, mas igualmente ganhava confiança em termos de relação com seu marido.

— Você foi maravilhoso e gostoso. — Kensuke disse com orgulho. O Alfa estava um pouco mais na forma humana, apesar de ainda deter pelos em excesso, os olhos e caninos lobos. Porém em breve iria retornar ao modo de antes. — Que tal um banho na cachoeira?

— Terá mais? — Nanami perguntou sapequinha, com uma risadinha engraçada. Ansiava por mais, mesmo que não podia mover um dedo do pé.

— Logo... Meu corpo descansará, e assim que a energia estiver recuperada, mostrarei todas as posições possíveis para fazer amor. — Kensuke ameaçou com um rosnado brincalhão, para a alegria de Nanami.

O Alfa levantou e tomou Nanami em seus braços como uma donzela, no que seguiu para o lago da cachoeira. Um banho refrescaria ambos e os ajudaria em recuperar as energias muito mais rápidas. A noite prometia ser longa e bem aproveitada.

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Shuichi tomou o pequeno Yuuri em seus braços, fazendo-o se acalmar de imediato por estar nos braços quentes do pai.

— Você é muito carente, neném. — Shuichi murmurou com um sorriso cansado, balançando suavemente o pequeno bebê em seus braços. — Acho melhor eu conseguir algo para comer ou vou definhar neste quarto.

Shuichi já se sentia bem o suficiente para sair e caminhar, talvez até para correr, porém Yunsuke teimava de que deveria continuar no quarto de cama e cuidar da criança.

— Vamos dar um passeio com o papai? — Shuichi acariciou uma bochecha fofinha de seu filho com os dedos, encarando aqueles grandes olhos verdes brilhantes de seu bebê. Ele era um menino tão adorável. Parecia uma versão de Sayuri com alguns traços de Shuichi e Yunsuke. Provavelmente isso viria a refletir em sua personalidade no futuro.

Shuichi caminhou pelos corredores, se preocupando em ter seu pequeno Yuuri bem embalado na cobertinha azul. Quando chegou à cozinha, vozes lhe chamaram a atenção, fazendo hesitar para entrar.

— O príncipe Yunsuke? — Uma das jovens empregadas, perguntou. — Acha mesmo que ele casou para valer? Com o próprio irmão?

— Gêmeo ainda por cima. — Outra comentou com uma risadinha de deboche. — O nosso príncipe herdeiro não é assim, certo como faz parecer agora. Ele já dormiu com mais da metade de nós. Estou contando os dias em que ele voltará a fazer pedidos. Bem que uma de nós poderia sair grávida. Provavelmente tornaria uma rainha e o príncipe Shuichi seria rebaixado.

O sangue de Shuichi ferveu ao ouvir aquilo. Ele conhecia Yunsuke, sabia que ele o amava. Seu marido provou isso a ele, mas… Porque essas malditas concubinas ainda estavam no palácio?

— Ele é um ninshin. Nem acreditei quando ficou grávido. Isso é tão nojento. Somente as fêmeas deveriam ter esse direito. — Uma outra resmungou, ela era a mais feia, nariguda. — O deus dos gatos não foi justo ao criar os ninshins.

— Ele tem um bebê. — Outra mulher falou indignada. — Aposto que o príncipe Yunsuke somente o engravidou por acidente. Deve ter bebido e o confundido com uma de nós. — Em seguida ela riu. — Se não fosse pelo bebê, eles nunca teriam se casado.

— Nós devíamos tirar esse maldito do caminho. — A mais alta delas falou. Estavam em cerca de cinco mulheres, todas vestidas com kimonos bonitos, trabalhando em preparar o banquete real. — Ele não merece a posição em que está. É um pecaminoso.

— E o que acha que podemos fazer para tirá-lo fora? — A nariguda simplesmente cuspiu sua pergunta.

— Nem vamos precisar fazer nada. — A mais quieta de repente falou. Todas voltaram suas atenções para ela. — Vai ser natural, vocês verão. Yunsuke não vai resistir em pedir a nós para ir para cama com ele. E é óbvio que ele não ama Shuichi como faz parecer. Isso se chama manter as imagens. Em toda realeza há isso. Aposto que mesmo o Imperador passou por isso. Ele nunca amou sua esposa quando ela era viva, era o que contava as vovós do palácio. Acham que ele não tinha amante?

Todas concordaram com sorrisos.

Shuichi estava chocado, triste e seus olhos querendo derramar lágrimas, porém isso ele não iria fazer, não aqui.

Seu bebê percebendo a tensão choramingou em seu colo. As outras perceberam algum som, se perguntando de onde vinha, mas ao procurar a fonte, esta já não encontrou. Shuichi havia corrido para fora.

Preocupado com seu bebê choramingando, Shuichi beijou sua testa e o fez acalmar.

— Hei… Hei Shu-chan! — Se deparou com Roan. O mesmo estava suado e parecia ter acabado de sair de um treino. — Está fugindo do que?

— Elas… — Ele soluçou. Não aguentando mais a pressão. Segurou firme seu bebê contra o peito e as lágrimas vieram de repente, abundantes, revelando sua tristeza.

— Shuichi… O que aconteceu?! — Roan preocupado, puxou Shuichi gentilmente para um lugar mais afastado no jardim, o fazendo se sentar em um banco de madeira à sombra de uma árvore. Shuichi enxugava suas lágrimas com as costas das mãos, mas ainda sim não cessava o choro e os soluços. Sentindo como o pai, o bebê passou a choramingar pequenos miados se remexendo no colo de Shuichi.

Roan não quis dizer nada até que Shuichi se acalmasse. Mesmo suado, ele abraçou o ninshin de lado e brincou com as mãozinhas de Yuuri, acalmando a criança.

— Foi Yunsuke? O que ele fez dessa vez? — Roan perguntou preocupado, oferecendo um lencinho de seu bolso para ele enxugar suas lágrimas. — Pensei que estivessem muito bem.

— Não foi Yun-chan… — Shuichi respondeu um pouco mais calmo. — Na verdade, eu não sei se é verdade, mas… Ouvi as mulheres do castelo falarem mal sobre mim e meu bebê. Elas diziam coisas tão… Repugnantes! Coisas que eu nunca diria sobre alguém…

Roan ficou sério, parecendo entender a situação.

— Eu não sei o que elas disseram sobre você e sua criança. Mas acho que está na hora de você ter uma conversa com Yunsuke sobre isso. — Disse seriamente. — Porque… Eu sei que essas mulheres precisam do emprego. Que, embora acho que você não saiba, mas elas passaram de concubinas para se tornarem empregadas do palácio, porém, não acho que seja certo que elas continuem sendo mantidas no palácio.

Shuichi olhou para seu melhor amigo, pensando sobre o que ele disse. Yunsuke devia ter pensado nisso antes mesmo do casamento. Não era justo com Shuichi, mesmo que essas mulheres precisassem do emprego.

Elas eram más. Provavelmente desejavam a morte dele e de seu filho. Elas praticamente doavam seus corpos como prostitutas. Isso era inaceitável, Shuichi nunca iria perdoar.

— Eu vou conversar com Yunsuke. — O jovem príncipe se levantou.

— Não vá de cabeça quente. Vocês são um casal agora e não apenas irmãos que brigam o tempo inteiro. — Roan aconselhou. — Tente fazer Yunsuke entender a situação de forma pacífica.

Shuichi sorriu para seu amigo, ainda que tristemente. Roan era um bom homem, certamente Amano tinha muita sorte por tê-lo como namorado. Ele iria fazer um ótimo pai de família. Seus conselhos sempre o ajudaram muito.

— Obrigado. — Deu lhe um tapinha leve em seu braço musculoso.

— Eu… Bem, antes que você vá… — Roan chamou antes que Shuichi saísse. — Será que eu poderia ter Yuuri um pouco?

Shuichi arregalou os olhos, meio incerto. — P-Por que?

Roan riu. — Eu não vou fazer nada ruim. Apenas queria fazer um passeio com Amano e levar Yuuri junto. Amano adora crianças, ele me disse da última vez que ficou todo apaixonado por seu filho.

Shuichi sorriu, entregando Yuuri com cuidado para seu melhor amigo. Doía se separar apenas um pouco da criança, mas poderia aproveitar a ajuda dele para um pouco de descanso e mais liberdade para conversar sério com Yunsuke.

Depois de liberado, Shuichi subiu as escadas do salão principal do castelo. Como ele havia ficado tanto tempo de cama por conta das complicações na gravidez e depois por ter ganhado a criança, até mesmo parecia estranho estar caminhando pelo castelo em que viveu desde sempre.

Os olhares sobre ele pareciam queimar e o fazia desconfortável. Shuichi ponderou sobre as palavras maldosas que havia ouvido momentos atrás. Ele não podia viver em uma casa, onde muitos o queriam fora do caminho. Ele não podia viver pensando que sua criança corria perigo pelo ódio dos outros.

Quando chegou ao escritório, Shuichi já estava no topor de seu nervosismo, sentindo-se trêmulo e com o choro preso na garganta. Ele nunca tinha sido assim antes… Por que tudo parecia amendrontá-lo? E ele era agora como uma criança chorona, sempre derramando lágrimas por qualquer coisa. Onde estava o Shuichi forte e destemido de antes?

— Shu-chan? — Yunsuke de repente apareceu atrás dele. — O que está fazendo aqui? Onde está Yuuri? — Ele perguntou prestes a entrar em desespero.

— Deixei Yuuri com Roan. Ele o levou para passeio. — Respondeu calmamente, se lembrando do conselho de Roan. “Seja pacifico.”

Yunsuke suspirou de alívio.

— Acabei de sair de uma reunião… — Yunsuke resmungou cansado. Ele abriu as grandes portas do escritório e empurrou Shuichi gentilmente com ele, até que os trancou na sala. — Será que veio até mim por que… — Começou dizendo com um sorriso malicioso.

Contudo a expressão preocupada e triste de Shuichi logo o fizera se preocupar também.

— Aconteceu algo, bebê? — Aproximou cauteloso e segurou uma mão de Shuichi na sua. Gentilmente acariciando.

— Eu queria conversar com você sobre algo que ouvi hoje. — Shuichi começou e de repente, sem nem mesmo perceber, já estava se debulhando em lágrimas.

Yunsuke como já estava acostumado nos últimos meses, suspirou preocupado e foi abraçar Shuichi, o embalando em seus braços.

Shuichi por si próprio pensava se deveria aceitar aquele carinho, uma parte dele querendo culpar Yunsuke, mas ao mesmo tempo, tendo seu coração se derretendo de amor.

Yunsuke colocou seu amado sentado sobre o sofá do escritório e sentou-se ao seu lado, ouvindo-o contar o mais calmo que ele conseguia, sobre o que tinha ouvido de manhã e como o afetou.

Shuichi explicou que aquelas moças o olhavam com ódio por onde passava, e que pelos comentários, tinha medo de que tentassem algum mal ao seu filho. Que elas pareciam guardar grande rancor por ele e ter ódio dos ninshins como se de alguma forma eles roubassem o lugar feminino da sociedade. O que era uma mentira. Porque ninshins não eram abundantes em Masao, a maioria eram mulheres e homens comuns.

Shuichi terminou, enxugando as lágrimas novamente no lencinho que Roan lhe emprestou. Percebendo então que Yunsuke parecia que iria explodir, Shuichi começou a assoprar seu rosto, esfregar seus ombros.

— Hei, Yun-chan… Fique calmo! — E o único meio foi abraçá-lo para o sentir suspirar um pouco mais aliviado.

— Eu não posso crer… Depois de tudo o que eu fiz, essas malditas mulheres ainda falam de mim pelo castelo… E eu não posso perdoar ter elas falando de você e de nosso filho. Não posso aceitar isso. Eu as dei uma oportunidade de se manterem na cozinha, longe de nossas vistas, onde poderiam trabalhar e se sustentar.

Shuichi o beijou calmamente e então se afastou, segurando firmes as mãos de seu marido.

— Eu sinto muito por tudo isso…

— Você não tem que se desculpar! —- Yunsuke de repente pareceu triste. — Você não duvidou de mim, duvidou?

Shuichi abaixou o olhar, não podendo responder àquela pergunta.

— Eu sei que fiz coisas ruins no passado. Não fui bom para você… Mas eu te contei. Foi frustração minha, porque achava que meu amor era unilateral. Foi uma forma de descontar idiota… Eu acabei o afastando mais do que deveria… Mas eu nunca, nunca iria traí-lo. — Yunsuke abraçou Shuichi forte contra o peito. — Claro que nos casamos por causa do bebê. Nós tínhamos planos de seguir uma vida diferente… Mas sabe o que eu acho? — Perguntou com um sorriso.

— O que? — Shuichi, se sentindo mais calmo, indagou de volta curioso.

— Acho que nosso Yuuri foi um milagre. Era o elo que faltava para nos unir… E mais cedo ou mais tarde ele iria entrar em nossas vidas. Mas de qualquer forma, mesmo que eu me casasse, ou você fizesse o mesmo com outra pessoa… Não ficaria por muito tempo, porque logo eu iria correr atrás de você como louco… Porque você é o amor da minha vida, não há outro que possa substituí-lo. Jamais.

Shuichi estava chorando de novo.

— Seu idiota… Só me faz chorar ultimamente… — Falou todo sentimental, tendo lágrimas derramando sem cessar.

— Me perdoe bebê… — Yunsuke riu, sendo estapeado no ombro. — Eu vou tomar uma providência. Esta tarde pedirei a Roan para espalhar folhetos pela cidade informando a todos sobre a necessidade de novos empregados. Papai ficará surpreso quando souber das substituições, mas ele não irá contra isso.

— Está falando sério? Não é perigoso… Digo, elas se unirem contra você?

— Sim… É possível que aconteça. Mas as pessoas sabem quem manda. E como todo estabelecimento ou comércio pode despedir funcionários por problemas que eles causam, também posso fazer o mesmo. Não sou obrigado a mantê-las no castelo.

Shuichi sorriu, se sentindo mais aliviado.

— Está falando sério?

— Mas é claro. — Yunsuke voltou a apertá-lo. — Teremos isso resolvido. Eu farei com que você mesmo faça entrevista com os interessados à trabalhar no castelo. Assim, somente haverá pessoas honestas, que você gosta. — Ponderando sobre isso. Os funcionários mais antigos foram todos escolhidos por Hachiro, mas isto estava para ser mudado em breve.

Yunsuke em breve seria o Imperador de Masao. Aprendendo agora como levar este cargo a sério. Seu pai havia feito um bom trabalho pela cidade e Yunsuke não iria desapontá-lo. Faria o seu melhor e surpreenderia a todos. Inclusive à quem era mais importante para ele, quem merecia melhor sua atenção. Shuichi.

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá queridos! *---* Obrigada por lerem... Espero que tenham gostado do capítulo, porque a mim me agradou bastante kkkkkkk altas perversões xD Próximo capítulo também promete! Então não deixem de ler ;D Beijinhos e até a próxima