Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
38 Capítulo 38 – Ciclo de amor
Notas iniciais
Capítulo 38 – Ciclo de amor
Yoshikazu ainda estava ali paralisado com o que tinha acabado de acontecer, e acontecendo em seguida.
O mais delicioso aroma estava envolvendo-o e o fazendo louco somente de estar há alguns passos de Eiji. Fazia muito tempo desde que ele tinha presenciado um Ninshin entrar nessa fase. Normalmente os que tinham seus conjugues ficavam presos em casa até que passasse a semana. E os solteiros se escondiam, ou tomavam das medicinas feitas especialmente para mascarar o cheiro e não chamar a atenção.
Eiji estava com as bochechas intensamente coradas, apesar de ele não ser pequeno ou muito jovem, ele estava incrivelmente fofo aos olhos do Imperador. Afinal este era o seu primeiro amor, sofrendo os sintomas de um cio sem ter o que pudesse aliviá-lo.
Mas mesmo que fosse a coisa mais arriscada do mundo, Yoshikazu não podia se conter. Não com aquele cheiro tão tentador e maravilhoso que o estava seduzindo.
— Se-Senhor! Eu não devia… Não devia estar aqui… Tente entender… — Ele implorou, embora não se esforçasse para estar longe ou fugir para longe. Yoshikazu estava além da linha da razão, seu senso estava se perdendo além de sua sanidade estar sendo corrompida segundo após segundo.
Sentia-se como se fosse um leão feroz perseguindo um pequeno coelho em um local sem saída, aonde apenas um poderia sair ganhando, e este seria o predador. Embora Eiji não parecesse um coelho fofo, ele era menor do que o imperador, esculpido pela prática com espadas e técnicas de luta, porém mesmo com toda essa aparência, ele ainda detinha seus traços ninshin.
— Você… Você não devia ter saído de seu quarto… Quase enlouqueci com aquele homem dando em cima de você… — O imperador mesmo não se reconhecia dizendo estas palavras. — Isso foi muito… Muito perigoso… E agora você será punido por ter se exposto daquela forma, Eiji.
O general tremeu e estremeceu nas palavras de Yoshikazu. Suas pernas falharam, mas braços fortes envolveram ao redor de sua cintura, levando seu corpo a estar rente e apertado no abraço do Imperador.
— Vai-me... Punir? — Ele perguntou com certa dificuldade devido ao nervosismo. Seu corpo estava tão difícil conter, imagine agora sendo abraçado, não apenas por um homem forte e lindo, mas por ser aquele que Eiji sempre amou.
Seu coração batia tão rápido e forte no peito como se quisesse saltar fora do peito. Seu pau cresceu e esfregou orgulhoso contra a coxa de Yoshikazu. Eiji podia se sentir molhado, pré-sêmen escorrer fora do normal enquanto ele sentia uma onda tremenda de excitação passar por ele.
Sem ter o controle de si próprio, seu corpo estava sendo movido pelos desejos do cio, mas acima disso, os seus desejos mais profundos.
Eiji envolveu os braços ao redor do pescoço de Yoshikazu, roubando seus lábios em um beijo surpresa. Embora desajeitado... Ele nem mais se lembrava como era beijar, mas o sabor de seu amor foi muito melhor do que ele imaginou. O mais delicioso que ele provou.
Yoshikazu o correspondeu prontamente, seus braços se apertando na cintura que pareceu incrivelmente fina, sendo que ele nunca antes havia reparado. Surpresa o pegou, mas ele não deu atenção a ela, até mesmo porque Eiji estava comandando um beijo com o gosto do céu, repleto de desejo, carinho e necessidade.
O Imperador acariciou as costas de seu amor, para em um último momento, ter suas mãos cheias com as nádegas empinadas do homem menor que ele. Eiji puxou fora do beijo quando gemeu por ter seu bumbum apalpado. Incrivelmente sexy, pensou o imperador, sentindo seu próprio pênis crescer como uma barra de ferro debaixo de sua yukata imperial.
O cheiro estava mais forte e tomava cada célula de seu ser. Parecia como se estivesse enfeitiçado e não poderia fazê-lo parar. Nada poderia atrapalhar quando ele estava loucamente atraído pelo perfume, pela doçura e finalmente tendo a chance e oportunidade de amar aquele que esteve em seu coração.
Parecia um sonho, e se fosse, Yoshikazu nunca iria querer acordar.
–oo0oo-
Um pouco mais a frente, em um dos corredores da ala dos quartos no castelo, Yunsuke rodava um molho de chaves em sua mão, a fim de entregar para seu pai. Eram as chaves reserva que ele havia pegado emprestado, já que depois de seu casamento ele manteve seu quarto original trancado e agora fazia a mudança para um quarto de casal onde viveria com seu Shuichi.
Ele só não esperava dobrar a esquina e ter seus orbes arregalados como se fossem saltar para fora das pálpebras.
"Não posso crer no que vejo!" Ele esfregou os olhos e piscou diversas vezes. De verdade, seu pai estava devorando Eiji em um beijo cheio de calor e necessidade. Ele podia sentir o cheiro de luxúria de onde estava e notou que provavelmente seu "general" havia entrado em cio.
"Eu não posso ver isso... Não o meu pai..." Ele precisava respeitar isso e sair fora.
Mesmo que estivesse morrendo para ter o gosto de assistir tudo.
Yunsuke apertou os lábios e deu meia volta, decidindo segurar as chaves um pouco mais. "Talvez amanhã."
–oo0oo-
— Yoshi... — Eiji choramingou quando Yoshikazu liberou de um beijo longo e devastador. Seus lábios estavam inchados e vermelhos, brilhantes com saliva. O Imperador amaldiçoou, ele nunca iria esquecer essa cena.
— Vamos... — Ele tomou Eiji pelo braço e praticamente o arrastou pelo corredor, subindo as escadarias decoradas de madeira e grandes tapetes felpudos, até que chegaram à ala somente reservada ao Imperador. Onde ao fim de mais um corredor, estava o quarto do mesmo.
Grandes portas de madeira talhada foram abertas para Eiji cair dentro, caindo direto sobre o grande e fofo futon com lençóis de seda pura branca.
Yoshikazu trancou as portas juntas e respirou fundo, sendo agraciado pelo aroma do general. Seu corpo inteiro reagiu ao prazer de somente cheirá-lo. Ele queria um gosto, queria tocá-lo por toda a parte, queria afundar seu pau tão profundamente e fazê-lo gritar o seu nome.
Seus olhos viraram fendas, sua expressão de um predador tal qual um leão e não um simples gato. Suas presas ficaram pontudas, assim como suas garras cresceram maiores, porém não exageradas. Yoshi deslizou sua yukata Imperial para fora, revelando seu corpo alto, musculoso e altamente definido. Seu pênis saltou para a vida, pingando gotas peroladas.
Eiji arregalou os olhos quando o outro se despiu, seus sentidos pareceram loucos. Sentiu como se o mundo inteiro fosse esquecido, e somente existissem ambos naquele quarto. O aroma de Yoshikazu era rico e o atraía.
Uma onda ainda maior de tesão atravessou por sua espinha e ele caiu novamente no futon se contorcendo. Era como se labaredas de fogo penetrassem sua pele e fizesse coçar por um toque.
E tinha que ser daquele homem.
— Yoshi... Faça passar... Por favor... — Ele levou os dedos a boca, abafando um gemido quando sua outra mão arrastou sobre sua yukata, até chegar ao seu pênis incrivelmente sensível, duro e vazando.
O Imperador não esperou, ele se ajoelhou sobre o futon e cobriu o corpo menor com o seu, sem jogar seu peso sobre ele. Seus lábios atacaram aqueles lábios carnudos e avermelhados, devorando-o. Eiji suspirava e vez ou outra choramingava entre o beijo, suas mãos desesperadas, atacando o corpo maior e mais forte, alisando sobre os músculos ondulando.
— Você me quer? — Yoshikazu perguntou quando desceu beijos molhados pelo quente pescoço de Eiji.
— Sim... Tome-me... Eu sou seu, todo seu... — Ofereceu. Ele não tinha controle algum sobre qualquer gota de sanidade que poderia ainda ter. Somente deixou-se levar, a oportunidade que sempre sonhou.
Eiji observou o Imperador lentamente desatar o laço de seu obi e deslizar fora de sua cintura, o deixando próximo sobre o futon. Em seguida as grandes mãos subiram até seus ombros e fizeram deslizar a Yukata para fora de seu corpo, revelando sua pele branca e leitosa, levemente definida, uma cintura magra, mamilos que estavam altamente sensíveis e em picos vermelhos. E então seu pênis brilhando com pré-sêmen envolvendo-o todo.
Yoshikazu lambeu os lábios, jogando longe aquelas vestes e então tomando ambos os pulsos de Eiji em um golpe, jogando-os para cima da cabeça e amarrando-os com o laço da yukata.
— Q-Que está fazendo? Solte-me... — Eiji resmungou, recebendo uma pequena mordida em um mamilo. Seus olhos rolaram e ele mordeu o lábio inferior em prazer.
— Disse que iria puni-lo... Você me provocou Eiji... — Yoshi sorriu sedutoramente e ficou encantado em como Eiji corou profundamente. Ele ainda podia ter algo de charme afinal, não estava tão velho como pensou.
O cio o havia feito se sentir como um adolescente tendo sua primeira vez. Ele nem mesmo havia tinha sido penetrado e seu pênis já estava prestes a perder.
Só mais um pouco... Ele precisava ao menos de um pouco de controle para não machucá-lo. Jamais se perdoaria se ferisse seu amor.
— Te quero... Yoshi... Por favor... — Eiji ergueu seus quadris, esfregando seu pênis rígido e úmido no abdômen do mais velho. Ele gemeu e continuou a fazê-lo, buscando por algum atrito. Seu ânus apertou diversas vezes, ansiava por ser preenchido. Seu corpo estava em chamas para que este homem o tomasse.
O Imperador abriu bem as pernas de Eiji, assistindo suas expressões enquanto beijava a parte interna de sua coxa, sua lingua deslizando até estar rente ao pênis, mas ignorando-o, ele beijou as bolas macias, correndo sua língua sobre uma delas até rolar sobre a outra, para depois um dedo acariciar lentamente o períneo.
Seus lábios beijaram sobre a coroa pingando liquido perolado, para então saborear o gosto doce e único de seu amado.
Eiji veio a loucura, choramingando e se contorcendo. Yoshikazu não estava tão apto a brincar mais, ele mesmo estava perdendo, parecia que a cada olhar que tinha sobre seu amor, seu pênis pulsava mais forte e um prazer inescrutável se concentrava em sua virilha. Ele queria fazer amor com ele, embora fosse difícil ser devagar e doce enquanto seu gato estava para lá de um leão faminto por carne.
Correndo as mãos debaixo de seu futon, não demorou em que Yoshi encontrasse o frasco bem usado de óleo cheiroso. Ele abriu a tampa em um pop, despejando o líquido gelado e pegajoso sobre as bolas macias de Eiji, assistindo o líquido escorrer até sua entradinha vermelha piscando. Ele lambuzou também seus dedos com o líquido, acariciando sobre as pregas.
— Antes vou prepará-lo... Não me perdoaria se te machucasse, bebê.
Eiji se derreteu no carinho. Ele choramingou pior e enfim soltou um suspiro quando um dedo o penetrou de uma vez. Senti-o bombear dentro de si em um vai e vem estranho, porém gostoso. Ele só não esperava gritar como o fez quando Yoshi deslizou seu dedo sobre um ponto mágico dentro dele.
— Mais... Por favor, mais...
— Eu te darei mais amor... Eu prometo. — Respondeu amável. Os seus olhos achavam repletos de luxúria, revelando um amor profundo e carinho por seu amante.
Logo dois e então três dedos estavam estirando Eiji da forma mais gentil que poderia ser. Quando os deslizou fora, Eiji grunhiu pela perda, mas então gemeu quando esta foi substituida por um pênis muito maior que o dele, longo e grosso, atravessando-o até a metade.
Achou que não poderia tê-lo, pois sentiu-se como se partindo ao meio, mesmo depois de ser estirado. Porém logo a queimadura foi passando, dando lugar para Yoshi empurrar mais fundo, até estar inteiramente enterrado em seu traseiro apertado.
O rabo de Eiji expichou e ele fez algo que nunca imaginou fazer. Ele miou como um filhote.
Yoshikazu se apaixonou de novo e de novo.
Quando sentiu que estava bom, Yoshikazu se moveu lentamente, observando as expressões de Eiji caso o mesmo sentisse desconforto. Queria fazer o máximo prazeroso possível, e ele foi engolido de volta, gemendo na sensação maravilhosa. Tudo em Eiji parecia chamá-lo, e ele sabia que não duraria muito.
Eiji arqueava e se contorcia na cama, tamanho o seu prazer. Ele nunca imaginou que Yoshi poderia ser tão energético. Ele nem mesmo imaginou que poderia ser tão ousado, mas devido as circunstâncias do momento, ele mal podia pensar.
Sua próstata foi alcançada uma e outra vez, dando-lhe uma tremenda sensação de prazer. Seu corpo parecia em uma febre louca, enquanto foi todo envolvido em braços fortes e violado até seu mais profundo.
Seu coração se abriu e seus sentimentos fluiram em puro amor e paixão. Nem mesmo parecia que fora há tanto tempo desde que se apaixonou, ele amava esse homem, jamais queria deixá-lo.
Precisava dele.
Eiji o abraçou de volta depois de liberto das amarras, e foi levado pelo caminho pela borda, sentindo as ondas de eletricidade percorrer através de seu corpo. Ele realmente gritou quando Yoshizaki arranhou sua cintura e suas próprias unhas enfincaram sobre a carne dos ombros do maior, ainda sentindo os caninos perfurarem a pele de seu ombro e sua alma realmente entrelaçar com aquele homem que tanto amava.
Eiji gemeu o nome de Yoshi e sentiu onda após onda quando seu corpo entrou em colapso, seu orgasmo vindo forte e devastador, deixando-o trêmulo. Ele só não esperava gozar uma segunda vez quando Yoshi o apertou forte em seus músculos e jorrou sua libertação profundamente dentro dele.
Seu grunhido foi à coisa mais perfeita. Ele jamais iria esquecer aquele lindo momento. Mesmo que acordasse daquele sonho, ele poderia viver feliz com a lembrança.
Eiji caiu exausto, e no mesmo momento foi levado para a terra dos sonhos. Yoshi ficou por alguns minutos admirando a beleza do seu general. Ele ainda não podia acreditar no que tinha feito... Mas considerando tantos anos de amor reprimido e ser pego pelo perfume do cio... Juntou tudo e não pode evitar. Mas não se arrependia. Por anos negou a si mesmo o amor, estava cansado disso... Iria dar chance para si mesmo... Para eles.
–oo0oo-
Yunsuke não conseguiu retirar o sorriso sapeca de seus lábios. E pensar que sua mente trabalhava em uma forma de unir seu pai e o general, e acabou que o seu pai fez a jogada. Mas ele tinha suas suspeitas que a época de ‘acasalamento’ tinha um dedo nisso...Claro. Apenas esperava que eles realmente se acertassem, e não estragassem tudo depois quando a temporada de cio passasse.
O herdeiro ao trono seguiu pelo corredor rumo ao seu quarto e abriu a porta quando chegou em frente ao mesmo. Entrou no quarto fechando a porta atrás de si e sorriu carinhosamente para seu marido e gêmeo que se encontrava deitado na cama.
Shuichi tinha uma das mãos em seu ventre túrgido ao que a outra segurava um livro. O belo príncipe lia com sua voz melodiosa o que parecia um conto infantil.
— O que está fazendo amorzinho? — Yunsuke indagou gentil. Ele retirou os sapatos, o Obi e jogou o molho de chaves sobre a cômoda, para então se aproximar do futon, deitando-se ao lado de Shuichi. Ele levou a mão ao ventre arredondado e acariciou gentilmente.
— Foi rápido! — Shuichi murmurou, parando um pouco sua leitura. — Não entregou as chaves ao papai?
Yunsuke moveu-se ficando de bruços na cama e a cabeça perto da barriga de seu companheiro. Suas mãos abriram o yukata de algodão branco de Shuichi, e tocou a pele macia traçando desenhos aleatórios.
— Ahh... Yun-chan... Suas mão está gelada. — Shuichi choramingou.
— Mas é tão gostoso tocá-lo... Sentir nosso bebê se mexer. — Yunsuke falou divertido. — Uh! Fui entregar as chaves ao papai, mas ele estava ocupado... — Respondeu malicioso. Ele não havia contado para ninguém sobre sua conversa com Eiji, afinal, prometeu ao general e cumpria com suas promessas. Acreditava que logo todos saberiam da novidade.
— Babaca... Shuichi arranhou. — Ai merda... — Grunhiu, deixando Yunsuke preocupado.
— O que foi bebê? Algo está doendo? Quer que eu chame o médico? — Yunsuke perguntou desesperado.
Shuichi deu lhe um tapa no topo da cabeça do amado. — Não fique desesperado... Não foi nada... Somente o bebê mexendo e chutando minhas costelas. — Falou fazendo uma careta de dor e tentando ajeitar-se na cama. — Agora me deixe voltar a contar a história para ele, porque assim se acalmará.
— Ok! Ainda bem que não foi nada... Ei, comporte-se... Não seja mal com o papai... — Yunsuke disse para a barriga de Shuichi, como se seu filho fosse ouvir.
Shuichi olhou gentil para marido. Sentia-se um pouco mal por não curtir seu primeiro cio sendo casado, mas dado sua gravidez, Yunsuke e ele acharam melhor evitar, assim, Shuichi havia tomado um remédio dado por Amano que eliminaria os efeitos do cio. Sua gravidez havia completado três meses e ainda faltavam dois antes do bebê nascer, mas depois do acidente que teve, estava tendo alguns contratempos e todo cuidado era pouco.
Sorrindo, ele voltou a ler a história infantil enquanto Yunsuke deitou a cabeça em seu colo e continuou acariciar seu ventre. Era tão gostoso aquele momento, pode ficar assim pertinho de seu amado.
–oo0oo-
Kensuke rosnou como um animal feroz que era e logo se achava pairando sobre Nanami. Não sabia dizer quantas vezes amou o seu gatinho, apenas tinha certeza que a noite se fora e o sol começava a surgir no horizonte.
Nanami parecia insaciável e o seu perfume levara o lobo a loucura. Kensuke ainda não podia acreditar quantas vezes eles acasalaram, mas seu pênis ainda se encontrava duro.
― Comporte-se, bebê... Precisa dormir... ― Ele disse tentando retirar Nanami de seu colo, mas o pequeno não queria ceder.
― Eu preciso Ken-chan... ― Nanami pediu choroso.
― Não! Está ferido... Precisa tomar um banho e dormir um pouco... ― Não era fácil para Kensuke negar ao pequeno, Nanami era delicioso demais para a própria segurança dele.
Contudo, Nanami não deu atenção às suas palavras, ao que segurou sua face com as duas mãos pequenas e devorou sua boca. Mas quando a mais doce ambrosia que já provou fluiu através de sua língua, Kensuke sentiu seu lobo rosnar dentro de si, ao passo que sentiu seu pênis ficar ainda mais duro. Ele segurou seu corpo contra o seu esposo e engoliu os gemidos de Nanami.
O cheiro do sêmen de Nanami encheu o ar, misturando-se com a fragrância natural do homem. A combinação foi esmagadora, despertando Kensuke a alturas impressionantes. Sua pele queimava de repente. O oprimindo.
O prazer o atravessou, batendo cada nervo em seu corpo até que ele explodiu em seu pênis. Ele puxou sua boca do ósculo e a direcionou ao pescoço de Nanami, marcando a pele pálida, deixando outra marca para se juntar com as demais.
― Ken-chan... ― Nanami murmurou, jogando a cabeça para trás, gritando em voz alta quando um orgasmo intenso de repente atormentou seu corpo e levou-o de joelhos.
Apenas o feroz beijo e os toques foram suficiente para levar o pequeno ao deleite, o que denunciava o quanto o loiro estava sensível realmente.
O alfa respirava desconcertado. Ele achava isso tudo loucura. Era apenas o primeiro dia do cio de Nanami, que segundo Amano duraria três dias mais ou menos, e eles estavam naquele fogo.
Sabia que mesmo o desejo gritasse tal grande, o corpo de seu amado não poderia levar tanto. Estava ciente que a entradinha de Nanami se achava ferida, e fora os hematomas em seu corpo devido sua pegada forte.
Kensuke olhou para o pequeno em seus braços e suspirou quando viu que Nanami desmaiou de exaustão.
Eles estavam desde ontem naquela clareia, fazendo amor... E certamente tinha sido uma loucura. Eles haviam experimentado todas as posições possíveis e impossíveis.
― Dormiu... Finalmente... ― Kensuke suspirou. Ele deitou Nanami de costas contra o cobertor de grama e levantou. Suas pernas fraquejaram, e ele teve que manter-se parado por alguns instantes. Mais controlado, seguiu até o lado e molhou um lenço, o torcendo. Voltou para seu loirinho, e com calma, passou a limpá-lo de todo suor, sangue e sujeira, além de sêmen seco, e então vestiu com cuidado as roupas de Nanami e depois limpou a si mesmo.
Quando ambos achavam descentes, ele tomou Nanami em seus braços e sem pressa saiu da clareira, rumo ao acampamento que Seiji e Yamato haviam montado.
Kensuke estava atento, afinal, aquelas florestas eram perigosas. Ele podia sentir o cheiro das árvores, a terra, até mesmo os animais que se deslocam sobre ela. Ele podia sentir o cheiro de tudo.
Levou alguns minutos de caminhada até que chegasse perto do grande lago onde os dois amigos haviam montado o acampamento. Encontrou Seiji e Yamato acordados em volta da fogueira, e quando esses os ouviram, correram até Kensuke que ainda carregava Nanami.
— Alfa! O que aconteceu? Ele está bem? — Seiji perguntou aflito.
— Ele está ferido? O que aconteceu? — Yamato indagou, depois sentiu o cheiro de sangue, mas acalmou um pouco por perceber o cheiro de Kensuke e Nanami e vice-versa. — Porra! Estamos preocupados e vocês transando?
— Acalmem-se porra. Nanami entrou no período de cio... Devia saber... E tive que... Saciar suas necessidades. — Kensuke respondeu meio sem jeito.
Seiji corou e Yamato arregalou os olhos.
— Oh, esqueci-me disso. Nanami é tão pequeno que esqueci que estava na época. Nem creio que sobreviveu... Ouvi histórias que os Ninshin gatos ficam loucos e transam sem parar. — Yamato contou com um sorriso safado.
— Vá tirando o sorrisinho dos lábios, os lobos tem esse período também... Quero ver quando for Shou! — Kensuke provocou.
Rapidamente o sorriso fugiu da face de Yamato. — Shou!... Estou com saudades de meu lobinho. Podemos voltar à viagem? Pode descansar com Nanami na carruagem. — Yamato propôs.
— Sim! Não acho que devemos ficar muito tempo parados... Há perigos nessa região. — O Alfa decidiu.
Rapidamente, Seiji e Yamato trataram de guardar as coisas e ajeitar os cavalos em frente à carruagem.
Kensuke entrou na carruagem e se sentou com Nanami todo encolhido em seus braços. Querendo manter o pequeno em seus braços, Kensuke ajeitou-se de forma confortável dentro da carruagem e fechou os olhos, adormecendo.
Foi somente algumas horas depois, quando o roda da carruagem passou por cima de alguma pedra, que Kensuke abriu os olhos. Olhou para fora, e viu que já era de tarde, e seu estômago roncou de fome. Devia ter dormido por horas.
Ele olhou para seu pequeno embrulho precioso e tocou o rosto de Nanami.
―Bebê, abra seus olhos.
Nanami ouviu Kensuke chamando por ele. Ele piscou várias vezes antes de ser capaz de manter os olhos abertos. Ele sentiu a mão de Kensuke traçando o lado de seu rosto. Ele sorriu e inclinou-se para o toque suave.
―Kensuke! ―Ele sussurrou.
―Como você se sente, gatinho? Descansou bastante? ― Perguntou gentil.
Nanami remexeu e acabou se sentando no colo do marido. Olhou em volta e percebeu que estava na carruagem. ―Sede.
Kensuke gritou a ordem. ―Seiji, traga cântico de água para o meu companheiro, ele está com sede.
Não demorou em que um braço entrasse pela janela da carruagem e uma bolsa de água aparecesse. Nanami bebeu avidamente enquanto Kensuke segurava a bolsa de água até a boca. Ele choramingou quando foi puxado longe.
―Não muito, Nanami! ―disse Kensuke. ―Eu não quero que você fique doente.
―O que aconteceu?
Kensuke corou um pouco. ―Você apagou depois que gozou pela última vez. Voltei para acampamento, nós arrumamos tudo e partimos. Estamos há algumas horas viajando... Antes do anoitecer chegaremos em Akai!
Nanami piscou e inclinou a cabeça para trás. ―Desculpa...
Kensuke ficou com o rosto um pouco vermelho. ―Por que está pedindo desculpas?
Nanami pegou o lábio inferior entre os dentes. ― Porque estava estranho... Querendo fazer aqui... Toda hora... ― Nanami respondeu.
Kensuke sorriu. Seu pequeno era tão adorável e apertável. ― Não tem culpa... Entrou em seu primeiro ciclo do cio... É normal para os ninshins gatinhos. E isso foi realmente quente.
― Sério que gostou? Ken-chan tarado. ― Nanami exclamou com o rosto vermelho como uma beterraba.
―Nanami! ― Kensuke se defendeu.
Nanami riu. ― Eu te amo, Ken-chan...
―Eu pertenço a você. Você pode abusar de mim o quanto quiser. ― O Alfa ditou. ― Mas agora... Preciso comer algo! ― Kensuke decretou. Ele colocou Nanami sentando no estofado da carruagem e pegou uma bolsa que estava no chão. Abriu e retirou duas vasilhas, uma com pão e outra com guisado. ― Não está quente, mas servirá.
Ele pegou duas tigelas dentro da bolsa e colocou um pouco de guisado em cada. Estendeu uma para Nanami, que aceitou cheirando. ― Queria que estivesse quentinha!
Diante das palavras do pequeno, como em um passe de mágica, fumaça começou a subir do guisado, denunciando que estava quente, como se tivesse acabado de ser feito agora. Os olhos de Kensuke e de Nanami arregalaram.
― O que? Ken...
― Eu acho que isso seria o lado mágico de seu pai Naoki... Creio que acabou de descobrir que herdou certa magia dele. ― Kensuke falou com maturidade. Nanami era um caixinha de surpresas, e realmente não queria assustá-lo.
― Você acha? ― Perguntou incerto, e ao mesmo tempo um pouco aliviado.
― Sim! Agora coma. ― Ordenou o lobo, ao que ergueu uma das mãos e acariciou a bochecha de seu esposo.
Nanami corou horrivelmente, mas ele não podia se conter, além de se inclinar para a mão de Kensuke contra sua bochecha. Ele amava ser tocado e acariciado.
―Vamos comer! ―Nanami disse.
Os dois passaram a comer e entre cada colherada, conversavam. Nanami era uma flor desabrochando, tão curioso e alegre.
Kensuke sabia que o ‘cio’ duravam cerca três dias ou mais, então, não entendendia porque Nanami estava comportado agora. Talvez atingisse somente à noite, dando tempo para seu corpo se recuperar, pensou. Realmente não sabia.
Quando terminaram de comer, Kensuke pediu que parassem a carruagem. Ele retirou suas roupas e deixou a transformação o envolver, e em segundos tomou sua forma de Lobo. ― Suba! ― Ordenou a Nanami, que seguiu até o marido e montou nas costas do mesmo.
Nanami amava viajar sobre os lombos de Kensuke, era emocionante, e o fazia lembrar-se da primeira vez que encontrou seu amado. Naquela época estava com tanto medo.
― Somente aquela colina e estaremos em casa! ― Seiji gritou.
― Vão vocês na forma de lobos, eu levo a carruagem. ― Yamato ditou. Claro, adoraria correr na forma de pantera, mas precisava levar a carruagem e os cavalos, e isso daria tempo para colher algumas flores para seu noivo lindo, Shou.
― Nos vermos em casa! ― Nanami falou, e no final gritou quando Kensuke saiu correndo.
Yamato ficou olhando. Ele ainda não podia acreditar que aquele menino era realmente seu sobrinho. Não tinha dito nada ainda, mas pela forma curiosa que Nanami o olhava algumas vezes, poderia dizer que o loirinho já sabia, mas não sabia como abordar o assunto. Certamente essa era uma conversa que teriam quando chegassem em casa.
Continua...
Fale com o autor