Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
34 Capítulo 34 – A grande festa
Notas iniciais
Nanami olhou para tudo abismado, ele nunca tinha visto uma festa tão grande. Claro, seu casamento teve uma linda e bela festa, mas certamente não tinha tantas pessoas ou tão decorado como aquela...
Ele não sentia inveja ou algo assim, pois pra ele, seu casamento fora perfeito, afinal não gostava de muitas pessoas juntas, gritaria ou alvoroços... Ah, lembrar-se de seu casamento e a festa realmente o deixava imensamente feliz.
Estava contente por Sayuri, seu amigo tivera o casamento dos sonhos e o melhor, com quem ele amava e escolheu para si.
Não querendo se envolver em meio a multidão e muito menos encarar o olhar de desprezo ou pena dos gatos de Masao, Nanami manteve certa distância. Ele andou perto da mesa de doces, e quando reparou que ninguém olhava, encheu as mãos com vários docinhos e seguiu apressado para o jardim do castelo, especificamente em uma área que não tinha quase ninguém.
O loirinho sentou-se em um dos bancos de madeira trabalhada e com um largo sorriso passou a saborear lentamente cada doce. Ele realmente amava doces... Mas sabia que tinha que tomar cuidado para não comer demais, afinal, não queria que engordar, e com isso, que Kensuke o deixasse.
— Te achei! — Uma voz disse alegre, contudo fez com que Nanami desse pulinho de susto.
— Ken-chan... Me assustou... — Nanami disse fazendo bico, mas segurava para não rir. Ele olhou para o marido com um brilho nos olhos, enquanto esse se sentou ao seu lado no banco. — Por que está me olhando assim? — Perguntou diante dos olhos estreitos de Kensuke.
— Por que fugiu da festa? Para estar aqui isolado? Acaso alguém disse ou fez algo contra você? — Kensuke indagou. Não havia condenação em sua voz, apenas preocupação. Ele não aceitaria que qualquer pessoa ousasse fazer algo contra seu gatinho.
Nanami virou a face e colocou um doce na boca, tentando evitar falar.
— Nanami!? — Kensuke exigiu puxando a face de Nanami pelo queixo.
— Ninguém fez nada... É que... Eu cresci sendo odiado e julgado por todos... Então me sinto estranho perto deles. Mesmo que agora não falem nada de mal comigo por que sou casado com o poderoso Alfa... — Disse soltando uma risadinha. — Porém não me sinto à vontade, prefiro ficar aqui curtindo meus docinhos... — Falou acenando e colocando mais um doce na boca.
— Eu entendo... — Kensuke suspirou. Ele aproximou-se mais do loirinho e apoiou o braço no encosto do banco, rodeando os ombros de Nanami.
— Não vai voltar à festa? Sabe... Ficar com todos... — Nanami disse inclinando a cabeça para o lado.
Kensuke ficou olhando para as árvores que cercavam o jardim, principalmente a de flores pequenas e delicadas, que lembravam a Nanami. — Onde mais estaria que não fosse ao seu lado!?
Nanami sorriu e aproximou-se mais do marido e aninhou contra o grande corpo. Ele não disse nada, mas dava para ver sua felicidade por ter o marido ao seu lado. O gatinho voltou a comer seu docinho feliz.
Entretidos, os dois não perceberam os olhos que os observavam de lado ou a expressão irritada do velho conselheiro, afinal, ele queria ter aproveitado com o ‘gato’ loiro se achava sozinho para raptá-lo, porém com a aproximação do Alfa, seria quase impossível. Contudo, certamente não estava indo desistir.
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— Nem creio que vocês se casaram... — Roan disse com um sorriso divertido. — Tanto sonhou que conseguiu!
— N-nada a ver... Eu... — Shuichi encolheu os ombros. Ele nunca disse a ninguém antes que sempre amou Yunsuke, nem mesmo o seu melhor amigo.
Roan riu abertamente. — Estava estampado todos esses anos na sua cara... Era tão obvio que amava Yunsuke-sama! — Disse brincalhão. — Relaxe, sempre desejei que ficassem juntos.
Shuichi se tranquilizou. Ele não se importava com o que os outros achavam, somente a opinião de sua família e a de seu melhor amigo importava. — Obrigado... Fico mais calmo em saber que não me odiara ou acabara nossa amizade por causa disso. — Disse baixinho para ninguém mais ouvir.
— Que isso, jamais lhe odiaria... Apenas me faça padrinho desse lindo bebê, e tudo bem. — Roan riu. Ele olhou ao redor e quando seus olhos encontravam com os de certo médico, seu coração pulsou mais forte e seu sorriso alargou.
— Acho que logo teremos mais um casamento, pelo visto. — Shuichi comentou em uma risadinha.
— Como? Ah... Eu... — Roan ficou sem jeito. — Realmente gosto dele... Muito... É tão fofo e lindo. — Falou como se fosse uma espécie de segredo.
Shuichi iria responder ao amigo, mas se arrepiou quando dois braços fortes rodearam seu corpo por trás e colocou as mãos sobre seu ventre túrgido. — Poderia roubar o meu esposinho?
Roan sorriu. — Claro... A tão esperada noite... Vou lá paparicar meu pequeno. — Disse sorridente, e logo seguiu em direção ao médico.
Shuichi corou por estar entre os braços de Yunsuke, mas não saiu dos mesmos, pois era ali que se sentia mais seguro. — Neh... Yun-chan...
— Venha comigo! — Yunsuke sussurrou em seu ouvido, ele quebrou o abraço e segurou uma das mãos de Shuichi, o puxando gentilmente com ele.
— Mas... A festa... — Shuichi retrucou. Ele olhou em volta, mas percebeu que ninguém realmente percebia a fuga deles, ou se perceberam, fingiram que não. Logo eles deixaram a festa e seguiram pelos largos corredores do castelo. Shuichi sentiu seu rosto esquentar mais, mesmo que fosse besteira, visto que não seria a primeira vez que estariam juntos... Claro, seria a primeira como oficialmente casados.
Eles encontravam alguns guardas no caminho, mas esses nem mesmo piscaram, apenas continuaram com o dever de proteção.
Yunsuke abriu a porta do quarto que seria deles e deu espaço para que Shuichi entrasse primeiro, assim feito, ele entrou e trancou a porta atrás de si. O herdeiro ao trono deu um pequeno sorriso... Ele podia sentir toda a tensão vindo de Shuichi, e isso o fazia achar seu amor ainda mais fofo.
— Tudo bem...? — Indagou colocando as mãos nos ombros do gêmeo grávido e fez uma suave massagem. — Não precisamos... Se não quiser...
Shuichi virou-se pra ficar de frente para Yunsuke e sorriu. — Eu quero... É nossa noite de núpcias... Oficialmente casados... Meu maior sonho. — Disse com a voz embargada de emoção.
Yunsuke ergueu a mão e carinhosamente acariciou a face do esposo. — Não precisa ficar nervoso... Serei gentil...
Shuichi abriu a boca responder, contudo foi impedido quando os lábios de Yunsuke apossaram dos seus, e tudo que não fosse eles naquele momento deixou de ser importante. Shuichi agarrou aos ombros de Yunsuke, choramingando, precisando de mais.
O beijo foi gentil e ao mesmo tempo avassalador, roubando cada pedacinho da sanidade de Shuichi, o fazendo desejar mais de seu — agora — marido.
Yunsuke sentiu igualmente o desejo brotar mais e mais forte dentro de si. Ele precisava com loucura de Shuichi, em sentir pele sobre pele, como um homem que tinha andado por meio de um deserto e finalmente encontrado água. Sentiu que precisava rastejar para dentro do corpo de Shuichi, e marcar cada pecadinho dele como seu.
Shuichi gemeu perante a surreal sensação, e sentiu seu corpo reagir, e principalmente o seu pênis ganhar vida e doer em necessidade.
Yunsuke quebrou o beijo e tomou a mão de Shuichi na sua e o puxou em sentido a grande cama de casal. Ele o fez sentar no meio da mesma e gentilmente começou a desfazer dos nós da faixa do kimono.
Shuichi sentiu que um tremor percorreu todo o seu corpo e puxou o ar lentamente para seus pulmões, tentando acalmar. Ele deixou os braços cair de lado e permitiu que seu amado retirasse cada peça de seu vestuário. Quando a mão de Yunsuke viajou sobre o peito de Shuichi gentilmente, o gemeo mais novo buscou mais contato.
— Eu sei que não sou tão bonito como costumava ser... Que estou gordo... — Shuichi sussurrou. — Desculpe. — Disse sem jeito. Sabia que havia ganhado peso devido a gravidez.
— Quando você vai aprender que você vai sempre, sempre, ser bonito para mim? — Yunsuke disse com carinho.
As suas palavras fizeram os olhos de Shuichi brilharem e um sorriso adornar seus belos lábios.
Suas faces aproximaram novamente, mas desta vez, o beijo fora gentil, praticamente uma declaração de amor. Contudo, o desejo tornou-se mais forte... A necessidade de firmarem novamente o amor que rugia dentro deles.
Mas a necessidade de Shuichi era muito grande, e Yunsuke sabia disso. Ele terminou de despedir o amado e gentilmente o ajudou deita-se no leito, para então eliminar suas próprias roupas. Após eliminar qualquer empecilho, ele deitou entre as pernas abertas de Shuichi e abriu a boca engoliu a ereção linda em uma só bocada.
O prazer percorreu cada célula do corpo de Shuichi, o fazendo vibrar de um desejo descomunal. Ele queria se deliciar com cada toque... Fazer durar o máximo que pudesse, mas mesmo que tentou conter-se, não pode por muito tempo... Não quando era seu amado o tomando na boca... Com um grito, Shuichi arqueou as costas e entrou, jorrando seu esperma na boca de Yunsuke.
Yunsuke bebeu tudo, não parecendo decepcionado pela falta de resistência de Shuichi. Claro, o fato de que o pênis de Shuichi não chegou a ficar mole pode ter tido algo a ver com isso.
Shuichi ainda sentiu o seu pênis e carente por mais... Seu casulo escondido entre os glóbulos gêmeos pulsava em desejo por ser preenchido, em se perder naquele prazer incrível.
Yunsuke levantou a cabeça do pênis de Shuichi e seu rosto se maravilhou.
— Seu sabor é viciante... Nunca me canso dele...
Shuichi sorriu feliz. — Eu quero mais... — Pediu choroso.
Yunsuke cobriu o corpo dele, sem depositar peso sobre seu ventre inchado, e apertou seus lábios juntos. Enquanto fazia Shuichi saborear de seu próprio gosto em sua boca, ele guiou à mão a cega ao lado da cama e encontrou um pequeno frasco que detinha um óleo especial.
Em rápidos movimentos abriu o frasco e colocou-se de joelho entre as pernas abertas de Shuichi. Momentos depois, os dedos úmidos esfregaram contra a entrada quente do gravidinho, em um íntimo toque, desperto em uma caricia familiar, uma promessa do que estava por vir.
Shuichi fechou os olhos e aproveitou da sensação dos dedos de Yunsuke abrindo caminho para seu calor. Um, dois, três dedos bombardearam em seu canal, o provocando e fazer gemer mais e mais.
Yunsuke pareceu adivinhar seus pensamentos, pois tratou de retirar os dedos do corpo de Shuichi e posicionou seus pênis em sua entrada, ao que as suas mãos firmes e determinadas nos quadris de Shuichi. Seus olhares se encontraram e finalizaram.
Palavras não foram necessárias a serem proferidas, pois no olhar de cada um deles, podia se ver o amor e devoção... O desejo de estarem juntos por toda eternidade. O pênis de Yunsuke violou-o, e Shuichi sentiu o desejo crescer bravamente mais e mais dentro de si.
Shuichi sentiu que Yunsuke podia ver em seu coração, e teve que lutar contra as lágrimas. Contudo nenhuma batalha poderia impedir que elas viessem, afinal, aquele dia era tão feliz para ele... Tão especial...
Para Yunsuke era como voltar para casa, era uma sensação indescritível. O aperto quente do corpo de Shuichi fez com que correntes elétricas percorressem seu corpo, enviando choques de prazer por ele.
Não havia funcionado. Ainda não sabia por quê. Tinha tantas perguntas e tão poucas respostas, mas agora que sentiu o calor de Shuichi de novo, que tinha seu amante doce em seus braços novamente, era o mais importante, por isso que nunca duvidou que fosse verdadeiro e real.
Yunsuke empurrou-se dentro de Shuichi, gemendo rouco diante do prazer... A medida que sua carne alongasse o casulo delicioso. Quando estava plenamente dentro, permitiu que Shuichi se acostumasse por alguns momentos com a sensação de ser invadido, em seguida, puxou para fora. Queria ser mais gentil... Afinal Shuichi estava grávido, e merecia o cuidado maior.
Ele estocou lento e firme, fazendo Shuichi gritar e ir a loucura com ele. — Sim. — Gritou. — Sim Yunsuke. Mais! Mais forte!
Yunsuke tremeu. Ele segurou firme o quadril do marido, mas não suficiente para machucar, e passou a penetrá-lo mais forte e firme... Levando seu amado a beira do precipício do prazer.
Yunsuke amou cada som que Shuichi fazia, tão carentes enquanto Yunsuke acertava o seu ponto doce, repetidas vezes.
Ele inclinou-se sobre Shuichi e beijou os seus doces lábios, no que espremeu os seus corpos juntos, causando sensações deliciosas ao corpo de Shuichi, o fazendo empinar e gritar, movendo-se freneticamente contra ele, ofegante, gemendo e suando.
Shuichi rodou os braços nos ombros do marido, e permitiu que as suas unhas arranhassem ao longo da pele de Yunsuke, e cada lugar que passou parecia queimar.
Shuichi inclinou o pescoço, expondo a sua garganta. Pode até não ter percebido o que estava fazendo, mas algo dentro de Yunsuke falou com ele, seu lado animal exigiu que ele reivindicasse seu marido.
Sem hesitar mais, Yunsuke empurrou pela última vez dentro de Shuichi e enterrou seus dentes no pescoço de Shuichi. Gemeu quando o sangue doce invadiu sua boca, o fazendo sentir com perfeição os fios de suas almas entrelaçarem... Unindo-os de forma que nada poderia separá-los.
Yunsuke sentiu a alma de Shuichi dentro dele, e vice-versa... Uma força tão pura e mágica uniu-os por toda eternidade.
A mente de Shuichi foi invadida pela essência de Yunsuke, como se pudesse sentir cada fração dele, e o outro pudesse sentir igualmente tudo dele.
Nesse ritmo não demorou muito para que um orgasmo avassalador se apossasse de ambos... De forma que jamais poderia conter.
Shuichi se sentiu tão seguro e confiante... Tão amado... Podia sentir com perfeição o amor de Yunsuke dentro dele... Ele gritou sem medo e deixou ser levado pelo mar de sensações.
Calor espirrou contra a barriga de Yunsuke, quando Shuichi encontrou o seu pico. Soluços silenciosos fizeram tremer o corpo do gêmeo mais novo, e através do seu novo vínculo, Yunsuke podia sentir o prazer que seu amado encontrou em seus braços.
Yunsuke retraiu os caninos e lambeu a ferida a selando... Para então dar mais um mergulho no corpo apertado e jorrar sua semente no casulo quente e acolhedor.
Por alguns minutos nenhum deles puderam proferir palavra alguma, apenas deixaram-se perder em meio às sensações. Yunsuke deixou que sua ereção mole saísse de dentro do amado, e se deitou ao lado do mesmo, o puxando para aconchegar em seu peito, balançando-o, murmurando suaves sussurros de conforto.
— Eu estou tão feliz... — Murmurou contra a pele de Yunsuke, ainda entorpecido pelo prazer e amor.
Yunsuke ergueu o rosto do esposo e o olhou com amor... — Meu esposo... Meu amado... Tão meu... Eu te amo, Shu-chan, com toda minha alma.
— Eu posso ouvi-lo na minha cabeça... Nossas almas estão unidas... — Shuichi disse emocionado. Ele sonhou tanto com aquele momento, que agora que o via, parecia irreal.
— Sim, eu também... Somos apenas um agora. — Yunsuke disse dando beijinhos rápidos em seus lábios. No final, Shuichi passou a língua pelos lábios e olhou para Yunsuke e sorriu belamente. Aninhou mais contra o marido, e deixou-se perder nos carinhos e toques que recebia, sem medo, pois sabia que Yunsuke estaria ali por ele.
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A festa estava muito animada, e grande parte dos cidadãos de Masao estava a se divertir ao ar livre nos campos ainda na propriedade do castelo.
Uma música agitada era tocada pela banda em um palco improvisado. Sayuri estava balançando de um lado para o outro, e seus pés vez ou outra faziam pequenos passinhos rápidos. Ele estava se divertindo, adorando toda aquela animação, isso era algo que ele sempre gostou em Masao, e queria levar para Akai, afinal todo um povo merecia algumas festas durante o ano, e até hoje ele não tinha visto na Vila dos Lobos.
Animado, ele procurou por Nanami na multidão, queria dançar um pouco com ele e conversar com ele sobre criar algumas datas festivas em Akai, sendo que Nanami era esposo do Alfa, era bem capaz de que essa proposta desse certo, porém, ele não encontrou o pequeno loirinho em lugar nenhum, até que mais ao longe, pode visualizá-lo, ao lado do Alfa lobo, abraçadinhos e felizes.
Bem, ele não iria se dar o luxo de atrapalhar ao encontro amoroso do casal. Mas seus pensamentos logo se concentraram apenas em Ryo. O mesmo estava próximo, conversando com seu pai com um sorriso. Pelo jeito o Imperador, seu pai, havia gostado bastante do homem, se familiarizado bem. Isso era ótimo, não que Sayuri pensasse que seu pai pudesse não gostar de Ryo, seu marido era maravilhoso, não tinha como não gostar dele. Embora ele fosse muito sério e tenso as vezes.
Com um sorriso bobo no rosto, Sayuri corou quando os olhos de Ryo sorridentes se encontraram com os seus. Ele se desculpou com o Imperador e resolveu vir em sua direção.
Sayuri não soube entender porque ficou nervoso naquele momento, mas logo encontrou a razão. Hoje seria o dia, não, melhor, agora seria o momento. Naquela noite eles deveriam consumir o casamento. Ou seja, Sayuri e Ryo... Se amariam "daquela" forma.
Mesmo que Sayuri estivesse pensando nisso muito, mas muito desde que conhecera Ryo, desejando-o com todo o seu ser, agora lhe dava um frio congelante em sua espinha. Afinal, mesmo que com seus pensamentos impuros, ele era virgem, havia se mantido assim para este grande momento.
"Ai santo Deus dos gatinhos... O que será de mim?" Como se o mundo pudesse acabar porque ele estava prestes a fazer sexo pela primeira vez. Bem, todos tinham sua primeira vez.
E agarrando ao pensamento de que se Nanami um dia conseguiu fazer isso e hoje vivia bem e feliz, ele poderia fazer também sem preocupações. Então agarrou todos os vestígios de coragem em seu coração e foi de encontro com Ryo.
— O que achou da festa? Animada, não? — Sayuri perguntou trêmulo, fazendo um esforço inútil para parecer descontraído, mas suas mãos segurando uma taça com suco tremiam visivelmente.
— Eu gostei bastante. Não sabia que os gatos eram um povo festeiro. Seria bem legal se levassemos essa cultura para nosso povo também, o que acha? — Ryo falou sua própria ideia, e Sayuri brilhou de emoção ao saber que ele pensava o mesmo.
— Claro! Podíamos falar com Nanami e ele conversaria com o Alfa e o convenceria. — Sayuri disse animado. Ryo sorriu para ele, levando uma mão em concha para sua bochecha fofinha, acariciando o rubor lindo do rosto de Sayuri.
— Sim, o convenceria. E eu votaria a favor, Kensuke não iria resistir ao pedido de seu gatinho. — Ryo falou como se ele fosse o próprio não resistindo a Sayuri que era o seu gatinho.
Com um sorrisinho tímido, Sayuri assentiu e aproveitou da simples carícia.
— Vamos? — Ryo perguntou um pouco ansioso. Sayuri assentiu novamente, não conseguindo respondê-lo, provavelmente sua voz sairia muito trêmula.
Lá estava ele indo com seu agora "marido" para sua tão esperada noite de núpcias. Esperava não estragar tudo. Ryo pegou em sua mão caminhando com ele tranquilamente, fugindo para a direção oposta da festa, aonde seria o caminho para o quarto especial de núpcias, preparado para o casal passar aquela noite.
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Satisfeito em como o casamento de seus três filhos havia sido, o Imperador Yoshikazu caminhou com uma das mãos para trás, de cabeça erguida e uma taça de vinho na outra mão.
Por onde passava, mesmo aqueles que estavam dançando, o cumprimentavam cordialmente. Seu trabalho realmente era cansativo, porém, ele gostava do que fazia e de como as pessoas o viam hoje pelo que fazia por Masao.
Ansioso por algum motivo, Yoshikazu seguiu até a outra extremidade da festa, começando algum assunto com um grupo de trabalhadores das suas terras. Os mesmos eram pessoas boas e honestas que sempre cumpriam suas ordens, e claras, como esperado de um bom Imperador, ele os compensava além do que mereciam.
Isso era um fato sobre ele que gerava mais produtividade por parte de sua população. Masao estava crescendo a cada dia. Cada período fértil de acasalamento saía com muitos ninshins grávidos, além das mulheres de sua cidade. Pensando sobre isso, ele havia tido três filhos com sua esposa, antes que esta viesse a falecer. Mas ele nunca a amou, apenas acatou ao casamento por causa de seu pai quando o mesmo ainda era vivo.
Pensando sobre isso, ele não se arrependia por causa de seus filhos, porém seu coração ainda doía por um certo alguém. E procurando na multidão, Yoshikazu viu Eiji conversar com seu filho e o médico que atendia ao seu palácio. Ele parecia de bom humor, embora não sorrisse muito. Mas estava deslumbrante, mesmo em uma yukata de cor escura, com seus cabelos penteados e amarrados em um rabo de cavalo.
O homem era malditamente lindo e seu coração clamava por ele, além de seu corpo que parecia em chamas cada vez que ele se aproximava. Mas sempre manteve isso em silêncio, ninguém sabia de seus sentimentos preciosos por Eiji. E Yoshikazu também não pretendia revelá-los. Já que ele acreditava que nunca conseguiria ter o coração do general.
Aonde que um general iria se apaixonar por seu mestre, seu Imperador, um homem que mais provavelmente devia ser um chefe arrogante, por sempre dar ordens e decidir o que ele devia ou não fazer.
Suspirando, Yoshikazu entrou em seu palácio, deixando a festa continuar sem ele, que provavelmente duraria até o amanhecer. O próximo dia seria como um feriado, para que todos descansassem após a grande festa.
Mesmo um pouco pra baixo, decidiu que sua vida tinha que continuar, a prosperidade de seu povo e a vida deles dependia de si, e para isso, as vezes até mesmo sacrifícios como largar mão de seu próprio coração eram precisos.
Talvez um dia...
Sempre havia uma pequena ponta de esperança.
"Se eu pudesse tê-lo apenas uma vez..."
Continua...
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