Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
9 Capítulo 9 – Difícil começo
Notas iniciais
Olá!
Estou tão feliz. Nem creio que já estamos no capítulo 9... As coisas andam bem rápidas... Bem, não a vida desses recém-casados. A vida prova que nem tudo é facil e que palavras magoa.
Sayuri encontrar-se em situação dificil... Mas o destino tem algo mais para ele do que simplesmente morrer.
Esperamos que gostem e não deixem de comentar.
Boa leitura
Capítulo 9 – Difícil começo
Kensuke tinha acabado de voltar de uma pequena reunião com seu pai esta tarde. Ele realmente estava cansado. Seu pai havia lhe dito algumas coisas perturbadoras sobre Nanami. Até parecia que o velho sabia sobre eles, mas Kensuke não quis contar sobre o que aconteceu à noite passada e como tudo havia se convertido neste caos.
Não que ter Nanami como seu esposo agora fosse algo ruim... Na verdade Kensuke estava realmente confuso em relação a isso. Se no início ele sentia que não queria este casamento, como sendo forçada a toda esta situação, por algum motivo ele estava começando a pensar diferente em relação a isso.
Ele sabia que Nanami era uma bagunça, por todas as manchas que ele viu e a dor em seus olhos na noite de núpcias, ele provavelmente era alguém especial, que precisava de sua ajuda.
Kensuke não iria abandoná-lo, nem mesmo se ele tivesse sido realmente abusado. Mas sim, ele iria cuidar de Nanami e esperava mudar sua situação com ele para algo agradável.
Claro que deixou lhe realmente frustrado que ele não pode ter o que tanto sonhou, a noite de núpcias. Foi um fracasso, mas Kensuke sentiu-se mal por não ter sido gentil como gostaria. Ele era um lobo afinal de contas! Ele não se sentia um ser realmente gentil e adorável, ele era duro, um pouco grosseiro, mas era o seu jeito, não havia como alterar isso.
Nem mesmo com seu último amante ele tinha sido capaz de ser total gentileza e trata-lo com tanto carinho como via em outros casais. Pois bem, ele teve seu relacionamento cortado de ultima hora, então ainda sentia a dor em seu coração. Mas ele estava sendo forte o bastante para não demonstrar isso a ninguém.
Agora Kensuke era um homem casado. Um Alfa para ser mais preciso, então seu dever era honrar e ser fiel ao seu esposo sob todas as circunstâncias.
Na volta da casa de seu pai, ele parou em seu caminho em meio à feira, para ver seu irmão Chizuru, com Nanami e seu beta Seiji. Ele estava na pequena escolinha para as crianças.
— Oh, Alfa! — As crianças gritaram quando viram Kensuke que se aproximava do grupo. Nanami estava com suas orelhas e cauda de gato a mostra, enquanto as crianças rosnavam e corriam atrás dele, algumas montando em suas costas e outras tentando pará-los.
— O que está havendo aqui? — Indagou tranquilamente, olhando para a cena.
— Nanami está entretendo as crianças. Ele realmente é bom nisso. — Falou Seiji com seu habitual sorriso com todos os dentes. Chizuru somente observava, segurando os cantos de seus lábios para não sorrir.
Kensuke assistiu Nanami abraçar um e dois filhotes de quatro anos no máximo. Os pequenos garotinhos tocavam suas orelhas e olhavam atentamente sua cauda branquinha.
Era a primeira vez que Kensuke via Nanami sorrir tanto. Ele parecia bem com filhotes, como se realmente amasse eles.
— Alfa! — Minky veio ao encontro de Kensuke, o mesmo o pegou no colo.
— Olá Minky, onde está seu pai?
— Meu papi está atendendo, por isso vim brincar! — Minky era filho de Shou, o curandeiro. Ele não tinha mais do que seis anos e era um espertinho. Sempre brincalhão e de bom humor. Kensuke pensava em como Shou tinha sofrido em cuidar sozinho dessa pequena criança, por sorte, Minky era um bom menino e não dava tanto trabalho para o seu pai.
— Oh sim, ele está curando algum doente? Seu pai realmente é um grande curandeiro. O melhor. — Kensuke falou com um pequeno sorriso, e isto fez Minky ficar iluminado.
— Sim! Meu pai é o melhor curandeiro de todos! O melhor! — Ele pulou quando Kensuke o trouxe para baixo, e saiu correndo para Nanami.
Foi só quando o pequeno chegou a Nanami, que o mesmo notou a presença do Alfa. Ele teve suas orelhas erguidas e logo mais elas se abaixaram, e Nanami desviou o olhar.
Kensuke sentiu um tremor em seu coração quando viu as bochechas do Neko coradas e a sua timidez. Ele tinha visto Nanami somente na parte daquela manhã, e o tinha evitado ao decorrer de todo o dia.
— Você viu Ryo? — Kensuke perguntou ao amigo e beta.
— Ele já saiu... Hoje é o seu turno de segurança, dever voltar somente amanhã cedo. Queria falar com ele urgente? Posso ir atrás dele. — Seiji sugeriu.
— Não... Está tudo bem! Pode acompanhar Chizuru de voltar para casa? — Kensuke pediu.
— Claro! Nos dois encaminhamos as crianças para casa. — Seiji disse com grande sorriso, não escondendo que lhe agradava a ideia de ficar perto do lobinho.
Kensuke fechou expressão. — Se comporte, não haja maliciosamente com meu pequeno irmãozinho. — O Alfa ameaçou.
Seiji fez expressão de magoado. — Jamais! Chizuru é nosso lindo príncipe que dever se protegido e cuidado. — Disse.
Kensuke negou com a cabeça e dando tapa na cabeça de seu amigo e beta. Ele era ciente que Seiji nutria sentimentos por seu irmão, mas não se envolveria nisso, cabia aos dois se entenderem. Ele seguiu para perto da roda de crianças; primeiro ele empurrou sutilmente seu irmão dando sorriso para ele.
— Obrigado por cuidar dele hoje! — Disse em abaixa voz, ao que seus olhos nunca deixaram Nanami.
— Eu tenho que dizer! Seu esposo é um desastre ambulante, ele não saber nem varrer o chão direito... Era um príncipe muito preguiçoso. — Chizuru disse sem paciência.
— Tome cuidado com as suas palavras! — Kensuke disse. Ele sabia como seu irmão era, Chizuru era sincero ao ponto que dizia tudo que pensava e não media que isso poderia ferir as pessoas a sua volta. — Eu peço paciência e sua ajudar... Ele precisa ser instruído já que não fizeram antes. — Falou pensativo recordando da conversa que tivera com o seu pai mais cedo.
— Se você acha... Estou indo... Preciso preparar o chá do papai! Beijo! — Chizuru disse. Ele colocou-se na ponta dos pés e beijou a face do irmão e depois saiu na frente, deixando Seiji alguns passos atrás.
Kensuke negou-se com a cabeça e então seguiu aproximando-se do esposo. Nanami ria de algo que Minky dizia. Sem dar conta do que fazia, Kensuke ergueu a mão e tocou nos fios loiros. Ele pode sentir a macies e o perfume que eles exalavam. — Vamos para casa? — Perguntou.
Nanami sentia-se estranho ao saber que seu ‘marido’ se encontrava tão perto e tinha os olhos sobre si. Temeu fazer algo errado perante ele, mas era seu natural, não podia evitar. Tentou distrair com as crianças, e facilmente se envolveu, tanto que não percebeu quando Kensuke aproximou-se e quase pulou quando a mão grande tocou o topo de sua cabeça.
Ele encolheu esperando pelo maltrato – que era acostumado – mas ele não veio, apenas um afago nos cabelos. Envergonhado, virou-se para encarar o Alfa e marido, e corou mais ainda diante do olhar penetrante.
— Oi...
— Olá! Fiquei sabendo que teve um dia cheio. Que tal irmos para casa? — Kensuke pediu. Não iria que sua voz era gentil, mas igualmente não carregava voz de comando ou grosseria que em certas situações teve que usar. Como líder, muitas vezes teve que se firme e duro.
Nanami olhou para as crianças e depois para o marido. Ele sempre amou crianças, mas antes nunca pode brincar com elas, pois seus pais não permitiam ou as crianças de seu povo eram ruins com ele... Já que todos sabiam que ele era um amaldiçoado... As crianças dos lobos pareciam não se importar por quem ele era, e realmente eram legais.
Adivinhando o impasse do loirinho, Kensuke ditou: — Amanhã você brinca mais com elas, mas agora temos que ir!
— Ahha... Deixar ele conosco, Alfa! — Minky ditou, ele parecia ser o líder das crianças.
— Hoje não pode! Amanhã ele volta a brincar com vocês... Agora todos para casa para se banharem e jantarem. — Kensuke disse. Incrivelmente com as crianças ele soube ser gentil, e isso deixou Nanami encantando. Sem perceber, sua mente imaginou Kensuke como pai, e o viu sendo carinhoso e presente.
— Ok! Amanhã vou à sua casa! Vou pedir para meu papai! — Minky disse. Para uma criança de apenas seis anos, ele era extremamente esperto. Ele o puxou pelos braços, o fazendo se inclinar para frente, e deu-lhe um beijo em sua face, para então sair correndo. Acabou que as outras crianças abraçaram o gatinho e depois seguiram seus caminhos.
Nanami ainda estava em choque. Sempre ouviu sua avó dizer que as crianças eram puras – se não fossem envenenadas pelos adultos – e que elas podiam ver as almas verdadeiras das pessoas.
— Gosta mesmo de crianças! — Kensuke afirmou. Ele sentiu ganas de apertar o gatinho de tão fofo que era, mas quando tal pensamento lampejou em sua mente, ele se repreendeu e fechou a expressão.
— Sim! Normalmente em Masao os pais não as deixavam perto de mim... E isso me deixava triste... — Nanami disse sem perceber que falara algo estranho.
— Vamos? — Kensuke chamou. Ele estendeu o braço para que Nanami segurasse... Era importante mostrar a todos os membros da matilha que ele e seu esposo estavam se dando bem, se ele desejasse que as pessoas aceitassem aquela aliança.
Nanami corou e olhou para o outro sem entende muito. — Eu...
— Ande, apenas coloque o seu braço aqui! Céus! Não vou mordê-lo. — Kensuke disse. Ele pegou a pequena mão e fez com que o braço de Nanami apoiasse no seu e assim ficasse lado a lado. — Viu, é simples!
Nanami sentiu o calor e suas bochechas. Ele queria se bater por isso. Parecia uma menina corando a todo instante, e certamente Kensuke não gostava disso.
As pessoas que passavam perto deles inclinavam a cabeça para o lado mostrando o pescoço para o Alfa, sinal de submissão e respeito, e claro, olhavam curiosas para o gatinho. Nanami encolhia contra Kensuke... De alguma forma, pelas suas experiências ruins anteriormente, ele temia que alguém fosse jogar pedras nele ou algo assim.
Quando estavam na metade do caminho, Kensuke resolveu quebrar o silêncio... Ele sabia que precisava tentar conhecer seu esposo, se quisesse um futuro para eles juntos.
— Como foi o seu dia?
Nanami se assustou com a pergunta. Sem saber ao certo como dialogar e considerando seu nervosismo, começou a divagar sem freio.
— Ah... Foi meio estranho... Quere dizer... Depois que você saiu, apareceu o medico. Shou! Mas ele foi bem legal e gentil... Mas quis que eu ficasse nu... Eu não sei por que todos aqui têm essa mania de querer me ver nu, não acho normal... Mas no final, Shou era bem legal e foi gentil... Ele até me ajudou coloca o brinco. Ah, obrigado pelo sininho, eu amei ele... — Nanami disse tudo em um folego só.
Kensuke grunhiu ao pensar que outros queriam ver o seu esposo nu. — Você não deve ficar nu na frente de ninguém.
— Foi o que disse... — Nanami tentou falar, mas Kensuke interrompeu.
— Ninguém mais, apenas eu... Se alguém tentar vê-lo nu, fure seus olhos ou morda. — Disse todo possessivo.
Nanami achou o lobo lindo rosnando. Bem, desde que não seja de raiva dele. De alguma forma Kensuke falou para resguarda-lo, e isso aqueceu o seu coração.
— Farei isso! Então... Depois que Shou foi embora... Eu fiquei no quarto... Eu explorei um pouco, mas juro não quebrei nada... Então, Chuzi-chan chegou! Ele é lindo, mas acho que não tem muita paciência comigo, sempre briga ou grita... Apesar de que fala para o meu bem. — Nanami disse colocando um dedo na boca pensativo. — Ele tentou me ensinar algumas coisas de casa, mas acho que não levo jeito.
Kensuke chegou a ficar tonto pela forma rápida e sem respirar que o loirinho fala, mas ao mesmo tempo queria apertá-lo. Nanami ficava lindo divagando e fazendo aquelas caras e bocas. — Pelo visto teve um dia agitado.
— Sim! E o seu? Como foi Ken-chan!? — Ele perguntou sem dar conta que colocou apelido carinhoso no outro.
Kensuke arqueou uma das sobrancelhas. Não pegaria bem um alfa com aquele apelido. Ele descobriu que se alguém o chamasse assim, até seu irmão, seria recriminado ou dependendo levaria uma surra, mas dito por seu esposo, parecia adorável e um pequeno elo entre eles.
— Meu dia? Foi cansativo! Tiver vários assuntos pequenos para resolver... E uma reunião com meu pai, mas até que nenhum problema grande. — Kensuke disse. Não queria chatear Nanami com as coisas chatas de sua obrigação como Alfa.
— Oh... Que coisa, espero que amanhã seja melhor. Ah... O jantar... — Nanami gritou quando eles chegaram a frente à bela casa deles. — Eu não sei fazer nada elaborado, mas posso fazer uma sopa... — Ele disse. Lembrou que Chizuru disse que devia cuidar bem de seu marido, suprir suas necessidades.
De alguma forma, Kensuke sabia que o loiro era um perigo na cozinha, talvez fosse pelo novo ferimento em seu dedo... Ele estava com curativo, sinal que Chizuru cuidou dele, mas podia apostar que se machucou com a faca.
— Por que não vai tomar um banho e vestir uma roupa quentinha? Eu cuido do jantar hoje! — O lobo sugeriu.
Nanami fez o que Kensuke lhe disse, ele encaminhou-se para tomar um banho. Chegando a seu quarto, Nanami foi para a parte do closet que Chizuru havia lhe mostrado onde ficavam os kimonos bonitos que ele ganhou. A felicidade o inundou quando seus olhos percorreram a variedade dos tecidos de cores bonitas, de algodão e de seda.
Nanami acariciou sobre os tecidos, verificando os quão macios e legítimos eles eram. Nunca antes ele tivera um kimono como esses. Mas ele sempre sonhou um dia poder usar um bonito assim. Escolhendo um cor de rosa, de sua preferência. Ele o colocou sobre o futon para vestir após um banho.
Ele tinha visto mais cedo, havia uma banheira bem grande. Provavelmente para caber o tamanho grande do Alfa, o que o fez rir internamente. Kensuke nunca iria caber em uma banheira como as que ele costumava se banhar.
Será que este banheiro seria seu de agora em diante? Pois bem, um casal tinha que dormir no mesmo quarto, e consequentemente frequentar o mesmo banheiro.
Entrando no recinto, Nanami ficou mais uma vez impressionado com a banheira de mármore e o carpete de madeira. Como uma aventura, Nanami riu e rapidamente se despiu, jogando suas roupas atuais por todo o chão, até que ele todo arrepiadinho e tremendo de frio, foi correndo para ligar a água quente da banheira.
Procurou pelos utensílios que ele precisaria para se banhar. Onde estava o sabão? E a esponja para se lavar? Ele procurou e procurou por um tempo indeterminado, Nanami só não prestou atenção, quando a banheira se encheu demais, e água quente transbordou, molhando o chão e fazendo com que Nanami tivesse um escorregão, e caísse de surpresa, seu rosto indo de encontro com a quina da madeira ao redor da madeira.
Um grito ecoou por toda a casa, fazendo com que Kensuke quase deixasse um prato cair, enquanto ele cozinhava algo para o jantar a dois. Ele não pensou duas vezes em deixar o que estava fazendo e correr para Nanami.
Chegando à porta do banheiro, desespero o pegou de jeito, vendo que Nanami estava nu e estirado ao chão, gemendo de dor. Rapidamente, o Alfa lobo, teve seus instintos protetores aflorados, ele correu para o pequeno, ajudando-o a se sentar e verificando seu rosto ferido.
A queda foi brusca, mas Nanami havia se protegido com as mãos para não ter tido um ferimento pior. Havia uma mancha avermelhada do lado esquerdo de seu rosto angelical, o que fez o coração de Kensuke cair pelo pobre gatinho.
— Hei... — Kensuke enxugou uma lágrima que ameaçava cair dos olhos de Nanami, mas o que ele viu em seguida, o surpreendeu completamente e o fez ter um choque emocional. Os grandes olhos de Nanami brilharam e se encheram de lágrimas, assim com seus lábios rosados e carnudos, fizeram um beicinho fofo e tremeram. Em seguida, Nanami começou a soluçar e murmurar palavras desconexas, como se ele quisesse xingar sua dor, mas ele não o fez.
Kensuke foi vencido pela força que o tomou, ele abraçou Nanami, completamente alheio ao fato de que o menor estava nu e molhado. Aos poucos o choro foi cessando, Kensuke afastou-o minimamente, para tocar suavemente sobre a mancha inchada no rosto do menor.
— Foi uma pancada feia Nanami... Você tem que tomar mais cuidado, não quero que se machuque assim. — Diferente do que ele costumava ser, Kensuke era conhecido por seu jeito forte e jamais por ser um gentil homem com algum tipo de fragilidade. Mas ele demonstrou esse lado pela primeira vez. Suavemente ele acariciou o rosto de Nanami, fazendo com que ele o olhasse com incerteza. Claro que Nanami não compreendeu ao certo porque Kensuke estava sendo tão gentil com ele, mas isso não importou tanto, porque o momento foi tão bom e amenizou sua dor.
— Dói... — Choramingou, tocando sobre a mão de Kensuke acariciando seu rosto.
— Você vai ficar bem... — Kensuke teve sua atenção roubada completamente para aqueles olhos tão lindos, em um azul céu tão claro e brilhante. Ele nunca tinha visto tais olhos tão cheios de inocência, mas com tanta dor em suas profundezas. Nunca imaginou que ele pudesse ver tanto em alguém com apenas um olhar, mas podia agora, desvendar Nanami, como se espiasse seus segredos e então os tomasse para ele também.
Foi instintivo quando suas mãos se juntaram em cada lado do rosto pequeno, o trouxera tão perto dos seus. Seus olhos estavam vidrados e agora assistiram a linguinha rosa passear pelo lábio inferior de Nanami, umedecendo-os. Provavelmente Nanami estava nervoso, mas não recuando, ele parecia sentir essa atração também.
Seu rosto não estava apenas manchado de um lado, agora ele estava tão corado que fez Kensuke sentir-se esquentar tão mal em seu corpo, que ele não pode resistir reivindicar os seus lábios de pelúcia, macios e saborosos como algodão doce.
Foi um beijo simples, mas apenas por Nanami se render, fez Kensuke louco, e roubou a sua sanidade. A língua do grande Alfa pediu passagem, e ao receber, ele lambeu entre os lábios rosados e afundou o beijo.
Um gemido longo e doce veio de Nanami quando suas línguas se encontraram e brincaram juntas como se ambos quisessem se fundir em apenas um. A fome apareceu, e Kensuke sentiu-se como se fosse devorar o pequeno gatinho. Seus braços se envolveram ao redor da cintura fina, admirando completamente como ele poderia ser assim, apenas um flash o fez acordar, quando suavemente uma de suas mãos desceu ao encontro do bumbum fofo de Nanami.
Só então se lembrou, Nanami estava completamente nu em seus braços.
Kensuke afastou-se relutantemente, e vergonha o encheu por ter se aproveitado do menor. Mesmo que ele fosse seu esposo, tinha que ser algo que Nanami estivesse de acordo também, sem dizer que não era o momento para isso, Nanami não devia estar preparado para levar isto mais longe.
— Uh... —Nanami pareceu tão perdido. Ele não compreendeu porque Kensuke se afastou dele, e porque diabos seu rosto estava tão vermelho. Isso o fez rir interiormente, e seu coração aqueceu com o embaraço do outro. Só então Nanami sentiu ar frio arrepiar sua espinha, e isso o trouxe a realidade de que ele estava ali, desnudo, na frente do grande lobo mau. — Oh! S-Saia! — Gritou quando vergonha o encheu grandemente, ele teve suas partes íntimas cobertas por suas mãos, ele parecia um pervertido, nu na frente de Kensuke!
— Eu vou esperar no quarto até você aparecer, tenho que cuidar dessa ferida ai. — Kensuke saiu tão desnorteado e cerrou a porta.
Nanami gemeu. Oh deuses, o que Kensuke tinha pensado dele? Nanami era tão idiota, e um idiota dos grandes! Gatinho baka.
Mas... Bem, empurrando seu embaraço de lado, Nanami sorriu e levou seus dedos finos a tocarem seus lábios que há um minuto atrás foram preenchidos por um beijo tão caloroso.
Nanami sentiu ao lembrar-se no beijo, da língua quente em sua boca, das mãos de Kensuke em sua cintura... Uma estranha sensação passou por ele, irradiando diretamente para o seu íntimo. Mais precisamente seu pênis tinha se erguido com uma alegria tão grande.
— Gyaaah! — Nanami escorregou para trás, olhando com espanto para como parecia seu pequeno... — Oh céus! Isso é... — Ele não entendeu ao certo, mas tinha que ser relacionado a um acasalamento certo? Era a única coisa que ele não sabia... Apesar de ele ter visto animais fazendo, ele nunca olhou para detalhes...
Mas a sensação estava lá e não queria sair. Foi quase insuportável, porque piorava a cada segundo, já que a sensação de Kensuke o beijando, ainda estava fresca.
— Um banho! Um banho vai melhorar! — Ele levantou-se com dificuldade, já que algumas partes de seu corpo estavam doloridas, e entrou na banheira cuidadosamente para não correr o risco de outro acidente indesejado... Ou desejado, se Kensuke voltasse para beijá-lo.
Espere um momento! Nanami ficou atônico. Ele estava desejando isso realmente? O que estava acontecendo com ele afinal...? Bem, Kensuke tinha se mostrado diferente do que ele foi quando o conheceu. O dia que tivera com ele hoje mostrou um lado gentil e atencioso. Pois bem, conquistou Nanami, porque ele esteve desejando ser abraçado por ele. Talvez ele pudesse dar-lhe uma chance...
Seus olhos voltaram para a situação do que tinha entre as pernas, ele até mesmo teve medo de tocar. Será que doía... O que ele deveria fazer? Ele queria tocar... E, ele deveria tocar certo? Nanami mordeu o lábio inferior na indecisão e o embaraço em sua mente.
Ele tomou o banho mais rápido, sendo que a água já estava esfriando. Então vestiu a única toalha que havia disponível no banheiro, lembrando-se que as outras que ele havia posto para secar estavam lá fora nos varais. Sua roupa estava no futon, e bem... Kensuke estava lá também.
— Venha aqui! — Kensuke estava aonde disse que estaria, sentando em seu futon e com uma caixinha de primeiros socorros ao lado dele. — Deixe-me ajudá-lo.
Foi realmente estranho como Kensuke foi gentil com ele dessa vez. Claro que ele não havia consigo algo meloso como Nanami era na verdade, ele não foi tão frio como demonstrou em sua primeira impressão com Nanami.
— Hum. — Assentiu, se aproximando muito timidamente, e então sentando-se no futon. Kensuke mostrou para ele um potinho com uma pomada de cor branca. Ele tomou uma pequena quantidade em dois dedos e levou até o lado do rosto machucado de Nanami, acariciando muito suavemente sobre o local machucado. — Essa pomada vai te fazer curar mais rápido. Amanhã mesmo você estará melhor. — Kensuke olhou para o corte em sua mão, já cicatrizando, e alguns demais em seu corpo. — Você teve se machucando muito ultimamente, não é pequeno? Eu acho que o único jeito de parar isso, é me tendo contigo todo o tempo. — Kensuke teve um leve sorriso, e isso aprofundou em Nanami como uma flecha em seu coração.
Deuses, como Kensuke era lindo.
— Uh... Desculpe-me... Isso é um mal que eu tenho. — Nanami olhou para suas mãos, e sentiu vergonha por seu peito estar exposto, seus mamilos durinhos pelo ar frio. Kensuke pareceu perceber isso, Nanami não soube entender a expressão dele ao olhar para seus botões rosinhas, isso o envergonhou pior.
Kensuke limpou a garganta e levantou-se. — Acho que seria melhor nós jantarmos, não é mesmo? Senão irá esfriar. — Isso tirou Nanami de seus pensamentos, e o fez levantar-se rapidamente a ponto de sua toalha cair.
Kensuke pegou o flash de ter a imagem de Nanami duro em seus pensamentos, até que o menor pegou rapidamente a toalha para de cobriu e correu para vestir-se. Kensuke sorriu para si próprio ao ver o traseiro empinado de Nanami, isso o fez ofegar, ele correu para fora e cerrou a porta, acalmando seu corpo com todo o esforço do mundo para isso. Jantar, jantar primeiro.
–oo0oo-
— Amarre as mãos dele! — Ordenou o líder.
O jovem tentou resistir contra dois brutamontes, mas jamais teria chance. Dois homens seguraram os seus braços, e colocaram um manguito ao redor do seu tornozelo, então vinculou as mãos.
O mesmo homem mandou o belo príncipe sentar, e esse fez todo encolhido. Não se achavam mais na cabana caindo aos pedaços, agora se encontravam no meio da floresta de gelo.
O kimono que usava – outrora tão bonito e agora desgastado – não era o suficiente para protegê-lo.
— Uhh, quanto será que o imperador pagará por seu filho? — A questão foi curta e abrupta. — Ou talvez o negociante de escravos pague mais... Imagine a fila de olhos que faremos para ter um gostinho da realeza?
Tal possibilidade fez o terror dentro do coração de Sayuri crescer. Ele sempre sonhou que entregaria somente a pessoa destinada a ser o seu esposo... Que sua virgindade seria retirada por esse, e a ideia de ser tomado por vários homens, era pior que ser morto.
— N-não...
Rindo, o homem estendeu a mão e acariciou um dedo na bochecha de Sayuri, fazendo o príncipe ter nojo e encolher mais ainda.
O dedo foi removido lentamente enquanto observava todas às nuances da reação do ruivo.
— Quando chegamos a Lyx mandarei uma carta ao rei e se o valor for pequeno, o venderei aos negociantes. De uma forma ou outra, ficarei rico. — Ele se levantou e foi embora e somente então Sayuri se lembrou de respirar novamente.
Sayuri sentiu seu coração apertar. Ele não queria ser um escravo. Queria encontrar seu lindo Nanami, pode apertá-lo, beijá-lo e amá-lo... Não aceitava tal destino cruel para si.
Ele encostou-se a uma árvore e se encolheu. Os cabelos outrora arrumados encontravam-se soltos, desgrenhados e mexas caiam em sua face, entre eles, seus olhos procuraram sua bolsa e a encontrou perto das coisas dos bandidos. Viu os pequenos gatinhos saírem da mesma a se esgueirar para se esconderem. Torcia que ao menos eles tivessem um destino melhor.
Ele remexeu. Seu corpo todo doía. Cortes e perfurações encontravam em suas pernas, braços e pés, que mesmo com as diversas camadas de roupas ou o tamanco, não puderam protegê-lo.
— Vou levar Sarl e Anlas comigo para caçar. — O líder disse firme. — O vigie! — Ordenou ao outro homem.
Sayuri sentiu a sua respiração parar, começou novamente com dificuldade. Ele sentiu uma onda de esperança, talvez com menos homens, ele conseguiria uma brecha para fugir. O príncipe olhou com raiva para a cadeia que prendia o seu tornozelo de forma segura. Se ele pudesse pegar a chave...
Olhou para cima e encontrou os olhos do líder, como se soubesse exatamente o que o gatinho pensava. Sayuri desviou a face fechando os olhos com força.
O líder e dois outros homens deixaram ao anoitecer precoce quando a caça seria melhor. Sua partida deixou Sayuri inquieto, pois este deixou a um corpulento responsável novamente.
O príncipe ficou em silêncio e apoiou a cabeça contra a árvore atrás de si, observando as primeiras estrelas fazerem sua aparição quando o sol começou a descer. A silhueta dos ramos acima de si fazia movimentos e sombras pelo chão. Sayuri tentou apertar na vista como um sinal de esperança de que poderia passar por esta experiência vivo.
Os homens acenderam três tochas ao redor do acampamento e, felizmente, um estava perto o suficiente dele, pelo menos, uma pequena quantidade de calor. Eles pareciam inquietos e tinham armas em mãos.
Para o seu desgosto, o corpulento veio e agachou diante de si, olhando com um sorriso insultuoso.
— Neh, com frio principezinho? Eu poderia aquecê-lo... — Seus olhos se voltaram para outro homem de pé a uma curta distância. — Lance, o que você acha? Poderíamos fazer este menino bonito quente? Ele está tremendo. — O homem olhou por cima do ombro, franzindo a testa.
— O chefe disse para mantê-lo seguro. De alguma forma eu não acho que estuprar o menino vai fazê-lo feliz.
O corpulento riu e agarrou os seus pulsos ligados antes que pudesse reagir. — Ele vai ficar bem. Seguro como um bebê, mas ele vai estar quente de novo.
Dois dos outros homens veio até eles, com sorrisos em seus rostos, expressões em seus olhos que o fez sentir-se mal. Sayuri pulou de volta contra seu poder, começando a sentir o verdadeiro medo quando os outros homens guardando o acampamento simplesmente desviaram o olhar sem se importarem.
O corpulento riu, e o ruivinho tentou chutá-lo, mas tudo que conseguiu era que os outros homens agarrassem seus tornozelos.
Sayuri caiu com o rosto pressionado no chão da floresta, o joelho de alguém em seu pescoço, os pulsos amarrados agora amarrados à árvore em si, pernas abertas e mantidas em um lado por mãos e o outro por um corpo de joelhos entre os dois. Sentiu as mãos desfazer de seu kimono e ele congelou, a respiração vindo rígida com pânico.
O corpulento riu quando ele puxou o tecido para baixo e fora do corpo pequeno enquanto Sayuri tentava chutar de novo, então fez silêncio por um momento e Sayuri sentiu as suas mãos em suas nádegas e coxas, acariciando, o fazendo tremer de repulsa.
— Lindo! — Ele respirou.
Foi quando um uivo de lobo dividiu a noite, perto e desafiador, fazendo congelar todos no lugar.
Com esforço, conseguiu colocar-se contra a proteção de árvore pequena, mas confortável em seu volume. O seu kimono ainda aberto, deixando sua leitosa à mostra, mas isso não o impediu de colocar-se de pé. Sayuri se encolheu tremendo de choque e frio, só lentamente se tornando consciente da situação em torno de si.
Os homens estavam em um círculo, de frente para a escuridão, as armas nas mãos e tensos com os sentidos aguçados. Estava estranhamente tranquilo agora, mas era evidente que não estavam sozinhos, às vezes um ramo mexia a certa distância ou olhos brilharam por um momento de acender o fogo.
Sayuri lentamente tornou-se ciente de sua vulnerabilidade. Acorrentado, amarrado, seminu, não tinha absolutamente nenhuma defesa contra o predador e a sua posição no terreno, era apenas o destacar de sua fraqueza.
Ele sentiu um roçar em si, e tornou ciente de que Preciosa e Lobo se achavam perto dele, certamente à procura de calor contra o frio e o medo.
— Shii... Tudo ficará bem! — Sayuri murmurou tentando acalmar os animais, mas ele mesmo não acreditava muito nisso.
— Devemos trazê-lo mais perto? — Lance deslocou o controle sobre sua espada, limpando a mão suada na coxa.
O corpulento olhou para Sayuri, então afastado com suprema indiferença como se seus anteriores pensamentos lascivos fossem de nenhuma importância.
— Ele pode atrai-los para fora ou talvez o atiramos para eles e nos deixem em paz.
Sayuri olhou para ele, incrédulo, chocado ao ver que um humano poderia assim descartar a vida do outro com tal indiferença casual. Engolindo em seco, ele olhou para a escuridão e novamente e viu os olhos olhando para trás, refletindo na luz.
— Talvez eu devesse fazê-lo sangrar um pouco... Tentá-los... — O homem corpulento tomou a sua adaga e avançou sobre para o príncipe.
Uma fúria rosnando saltou da escuridão. Seu grito ecoou nas árvores, mas antes que os outros homens pudessem reagir, eles também foram atacados, lutando por suas vidas.
Sayuri assistiu com horror congelado quando a besta atacou o homem corpulento, fechado enorme mandíbulas sobre sua garganta e balançando sua a cabeça, livre transformando em pedaços sangrentos.
O ruivo engasgou com o sangue pulverizado, o grito borbulhante do moribundo quase eclipsado pelos grunhidos do lobo. A fera avançou para os outros homens, e mais gritos ouviram-se o ar ao redor do acampamento, e em um tempo incrivelmente curto, caiu um silêncio aterrorizado, quebrado apenas pelo som da alimentação.
Sayuri tinha a respiração solta em rajadas curtas e trêmulas enquanto tentava manter-se consciente, embora o seu corpo tremesse, com tremores que não podia controlar.
O lobo veio ao seu lado e abaixou diante de seus pés feridos, agachou e lambeu a boca onde o sangue brilhava à luz do fogo, girando lentamente a cabeça maciça e encontrando os olhos aterrorizados de Sayuri. O príncipe parou de respirar completamente, esperando pela morte.
Mas o lobo cheirou-o de novo, então abaixou a cabeça e cheirou a perna de Sayuri, soltando um grunhido pequeno quando Sayuri se contraiu. Então, para a surpresa do ruivo, o lobo se virou, andou certa distância pequena, então se sentou e começou a uivar.
Os outros logo se juntaram. Enquanto eles estavam tão ocupados, Sayuri lentamente avançou o seu caminho de volta contra a árvore, proteção pequena que poderia ser. Seus olhos nunca os deixaram. Ele tentou retirar a mordaça, que só poderia manter-se em silêncio o suficiente para agradá-los.
Depois de algum tempo, as chamadas sumiram, e eles olhavam para o sul, orelhas em pé. Após uma longa pausa, uma chamada veio em resposta, muito distante e fraca. Os lobos fizeram pequenos ruídos, abanando os rabos e, em seguida, brigando, brincando uns com os outros.
Sayuri tentou manter a consciência, mas o cansaço grudou nele de tal forma, que os seus olhos pesaram. Ele puxou os dois gatinhos para seu colo e deixou se levado para a terra da inconsciência. Não sabendo se acordaria ou não.
Continua...
Notas finais
Veremos como ficará a situação de Sayuri... E o que dará neste casamento de Nanami. Já perceberam que Kensuke está caindo pouco a pouco por Nanami ne? E o menor ainda sim tem se sentido atraído *o* owwwnt!
Até a próxima!
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