Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada
62 Capítulo 62 – Momento família
Notas iniciais
O dia amanhecera radiante e fresco, convidando vários aldeões a saírem para passear e se divertir com suas famílias. Sendo final de semana, poucos trabalhavam, enquanto alguns cumpriam suas obrigações em casa e outros saíam a passeio.
Não fora diferente no castelo de Masao. Sendo o novo Imperador, Yunsuke tinha várias obrigações a serem cumpridas, e isso muitas vezes o privava de curtir sua pequena família. Mas mesmo com um trabalho tão importante como o dele, jamais deixaria de dar os mimos e carinhos ao seu marido e filho.
Logo, sábado e domingo sempre reservava exclusivamente para eles. Acordou cedo e solicitou que uma das cozinheiras preparasse uma cesta recheada com as coisas que Shuichi adorava. E a babá de Yuuri para separar as fraldas, mudas de troca, brinquedos e a mamadeira para o pequeno.
Quando o relógio marcou o horário certo, onde sabia que Shuichi estaria levantado e arrumado, e já tinha cuidado do filho, Yunsuke seguiu para o berçário do pequeno, e entrou sorridente.
— Bom dia meu lindo. — Disse amoroso. Ele se inclinou para frente e roubou um casto beijo nos lábios macios de Shuichi, e então tomou o filho nos braços. Yuuri contava agora com cinco meses, e crescia rápido, saudável e fofo. — Olá querido... Como meu meninão está? Hein... — Disse, ao que logo fez cócegas com a boca na barriguinha do filho, que caiu na gargalhada.
Shuichi sorriu. — Bom dia Yun-chan! Acordou cedo. Tem muito trabalho para hoje?
Yunsuke percebeu a pontinha de tristeza na voz do marido, por achar que não poderia ficar com eles naquele dia. Yunsuke negou com a cabeça. — Não querido, minha prioridade hoje será mimar muito meus dois amores, e preparei algo especial para nós.
Os olhos de Shuichi cresceram em curiosidade. — Sério? E o que é?
Yuuri brincava puxando as mechas do cabelo de seu pai e caía na risada.
— Se-gre-do! — Falou Yunsuke. — Vamos?
Shuichi fez um bico. — Você é cruel. Aff! — Dramatizou, mas aceitou a mão estendida do marido, segurando-a e o seguiu enquanto esse ainda tinha Yuuri em um braço.
Eles seguiram em uma conversa animada pelo corredor, e todos os que passavam por eles, se curvavam em reverência. Não demorou em chegarem à entrada principal do castelo, onde uma carruagem esperava exclusivamente por eles.
— Me conte, Yun-chan! — Shuichi implorou animado, mas o outro simplesmente lhe deu um sorriso misterioso.
Shuichi tomou Yuuri dos braços do Imperador, e com a ajuda desse, subiu na carruagem. Logo Yunsuke tomou o seu lado, e os dois cocheiros guiaram a carruagem para fora do castelo, enquanto quatro soldados a rodeava. Mesmo em uma época de paz, o cuidado com a família real nunca era negligenciada.
A cidade estava calma, e isso contribuiu para que logo chegassem ao local escolhido pelo Imperador. Yunsuke tinha escolhido um local belo e mais aberto, o parque principal de Masao. O lugar era cercado por árvores – principalmente cerejeiras — arbustos e flores, além de um extenso gramado, um lago natural ao centro, brinquedos para as crianças se divertirem e um espaço para o esporte.
Shuichi sorriu largamente pela surpresa. As vezes ele sentia-se muito preso no castelo, portanto era bom sair um pouco de vez em quando e tomar um ar fresco.
Claro, havia toda segurança para eles. Não que os cidadãos fossem simplesmente atacá-los, mas podiam ficar um poucos agitados para ficarem próximos da família real.
Yunsuke saiu primeiro da carruagem, e depois ajudou Shuichi a descer com Yuuri no colo, então, ele pegou a cesta mediana e a bolsa do filho. O casal seguiu pertinho para o lugar reservado para eles, e cercado – com certa distância – pelos soldados.
As demais famílias que curtiam o parque sorriam e até acenaram para o casal, mas mantiveram o devido respeito de não perturbá-los.
Yunsuke colocou a cesta no chão, e então tomou a toalha xadrez de dentro da mesma, e esticou-a sobrem o gramado, para então colocar a cesta no canto ao lado da bolsa de Yuuri.
Shuichi colocou seu bebê sobre o cobertor, ao que se sentou ao lado dele. Pegou a bolsa, a abriu, descobrindo que Yunsuke tinha se atentado aos mínimos detalhes. Não pode deixar de sorrir para marido. Então tomou dois brinquedos para Yuuri morder, ao que o mesmo sorriu banguela e feliz por diversão.
— Hoje está lindo! — Comentou Yunsuke enquanto colocava a comida para um lado da toalha.
— Uau, quantas coisas gostosas. Você planejou isso a semana toda neh, como guardou segredo? — Shuichi preguntou abismado. Sua boca se encheu d'água com a aparência e o cheiro delicioso das guloseimas. Tinha desde bolo de chocolate, torta de limão, biscoitos de coco, bolinhos recheados, pão de queijo, chá verde, suco de laranja, entre outras coisas deliciosas. Bem, tinha comida para um batalhão.
Yunsuke não poderia concordar mais. — Tudo o que gosta... E... Perderia a graça se eu contasse! — Ele piscou para Shuichi. Inclinou-se segurando a nuca do gêmeo mais novo com uma mão, então apossou de sua boca, em um beijo cálido e lento, denunciando todo seu amor e carinho por ele.
Somente quebraram-no, quando Yuuri resmungou inquieto, querendo atenção. Os papais caíram na gargalhada, e Yunsuke tomou o pequenino em seus braços, o fazendo sentar entre suas pernas abertas, encostado contra seu corpo.
Estendeu-se ao seu lado, procurando por Sara e Sabrina, as babás de Yuuri. Quando um servo passeou próximo, apontou para ele chamar as meninas.
Shuichi sorriu.
— Vou ficar gordo de tanto comer. — Remungou de boca cheia. Ele pegou um biscoito e deu na mão do filho, esse era macio e não machucaria a gengiva sem dentes ou o faria engasgar.
Yuuri levou o biscoito a boca com fome voraz.
— Você é lindo de todas as formas, mesmo gordinho. — Yunsuke lhe disse, e acabou ganhando um tapa no ombro.
— Babaca! — Shuichi fingiu estar ofendido, e ignorou o marido enquanto pegou um grande pedaço de bolo de chocolate, dando uma grande mordida. — Quer? — Mostrou a Yunsuke o bolo, mas quando este se aproximando com a boca aberta para morder, Shuichi enfiou tudo na boca e gritou com a boca cheia. — Pegue o seu!
— Maldade, amor...
— Da-da... Ma... — Yuuri deu um gritinho infântil, ganhando atenção de seus pais.
— Isso mesmo Yuuri... Não deixe papai maltratar papa Shu-chan! — Shuichi disse a criança, mas acabou sentando-se mais perto do marido, ao que Yunsuke circulou seus braços em volta de seu companheiro.
— Já te disse que te amo hoje?
Shuichi deu-lhe um beijo rápido.
— Amo você, também. Mas não vai sair dessa.
Yunsuke riu.
Ele jamais voltaria atrás em sua decisão. Mesmo que esteve bêbado e acabou no quarto de seu irmão. Podia não ter seguido a tradição corretamente por serem irmãos de sangue e adulterarem, mas o amor que os regia era tão profundo e verdadeiro, que ninguém poderia negar. A vida não era um mar de rosas ou sem problemas. Todo casal os tinha, e eles não eram exceção, mas sabiam que deviam cultivar a cada dia do amor que nutriam, e cuidar da pequena família e de seu povo.
Os soldados ficaram a uma distância que daria privacidade ao casal, mas mantinha a segurança dos mesmos, enquanto aproveitavam ao máximo daquele dia.
— Para que possa me perdoar, vou contar que tenho outra surpresa para mais tarde... Quando estivermos somente nos dois. — Yunsuke contou dando-lhe um olhar malicioso, que fez Shuichi corar.
— Bobo, eu te amo. — Disse Shuichi, dando-lhe outro beijo aos lábios do amado, arrancando um resmungo de Yuuri, que acabou ganhando um selinho. — Amo muito os dois... Os homens de minha vida!
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A bagunça estava lançada e o barulho acompanhava de perto. A casa do Alfa parecia mais um campo de batalha do que uma reunião de família, mas ninguém se importava, e sim aproveitavam ao máximo.
Shou e Misaki se empenhavam em terminar de preparar as refeições, enquanto Nanami brincava na sala com Chiba e Minky, e isso incluía muitos brinquedos espalhados e risadas.
Yamato descascava algumas batatas a pedido do esposo, enquanto Ryo e Naoki pareciam jogar uma partida de Go em outro canto da sala, onde não atrapalhava as crianças de brincar.
Sayuri, Megume e Chizuru conversavam sentados na varanda, eles riam e cochichavam, e muitas vezes Chizuru ficava escandalizado com algo que Sayuri falava. O príncipe ruivo realmente era tagarela e exagerado.
Key tinha ido correndo à venda para comprar os pimentões coloridos que Misaki precisava para usar em seu prato, a verdade era que ele se dispôs, pois ainda sentia-se meio deslocado entre os demais.
Maiko estava em uma conversa calorosa com Seiji, mais parecia um discurso, o que na verdade falava sobre esportes e qual era o melhor, e falar sobre isso, sempre rendia muito.
Kensuke tinha desaparecido em algum lugar, o que chamou atenção de Nanami. Ele olhou ao redor e deixou um bico formar em seus lábios. — Neh Minky, pode cuidar de Chiba-chan?!
O pequenino olhou para o Cadela Alfa e acenou feliz. — Sim! Eu vou cuidar direitinho dele.
Chiba se levantou para seguir Nanami, mas este o fez parar. — Não, bebê... Papa vai sair rapidinho, então, fique aqui com Minky... Não vou demorar.
Chiba fez um bico emburrado, porém obedeceu, sentando-se no tapete e pegando um carrinho. Minky começou a empurrar outro carinho, fazendo sons com a boca, ganhando a atenção do Oni.
Nanami sorriu satisfeito.
Ciente que Chiba estaria bem, ele saiu da sala e seguiu pelo corredor, seguindo o perfume de seu marido. Não demorou em encontra-lo no escritório. O loiro empurrou a porta e entrou. — Ken? Tudo bem? — Perguntou com certo receio. Fora sua ideia para a reunião familiar com amigos, mas agora temia que tivesse forçado isso a Kensuke.
O moreno que estava sentado na poltrona atrás da mesa de carvalho ergueu a cabeça e encarou seu o esposo. Ele arqueou as sobrancelhas, e logo suavizou o olhar. — Ei, gatinho. Está tudo bem... Apenas vim conferir um relatório enquanto o almoço não sai.
Nanami seguiu mais e mais perto de Kensuke lentamente. — É importante? Não pode esperar? Temos visita, e você está aqui... Acho que não gostou de chamar todos, não é?
Kensuke demorou pouco para entender o que Nanami quis dizer, e quando o fez, olhou-o carinhoso. Afastou a poltrona da mesa e bateu em suas coxas com as mãos. — Venha aqui!
Nanami sorriu largamente e correu para ele, jogando-se sentado de lado no colo do lobo. Sua face aninhou contra peitoral do Alfa. — Não está chateado?
— Eh? Nunca ficaria. É a nossa família e nossos amigos, que são importantes para mim. Eu fico feliz que os tenham convidado, significa que sente que a casa também é sua, por que é. — Ele falou gentil, ao que puxou a face de Nanami com a mão pelo queixo e o fez encará-lo. — Nunca duvide ou tenha medo disso!
Nanami acenou. — Si-sim! Mas... Não devia deixar o trabalho para outro dia? — Tombou a cabeça para o lado analisando as feições do marido.
— É... Apenas... Aff, confesso que contava que iria me seguir até aqui. — Kensuke admitiu um pouco envergonhado.
Nanami olhou divertido. — Segui-lo? Para quê? — O gatinho era ingênuo, mas aos poucos ganhava certa linha de malícia.
Kensuke sorriu perverso. Acabou levando um braço a mesa e jogou todos os objetos e papéis ao chão, e então se levantou e colocou seu esposinho sentando sobre tampão da mesa. — Que tal eu demostrar ao invés de falar?
Nanami corou vários tons carmesins. — Não, Ken-chan! Temos visitas... Eles vão saber. — Alertou-o sem jeito.
O Alfa tocou a bochecha corada de Nanami. — Quem se importa?
— Ken-chan! — Nanami avisou.
O moreno gargalhou. — Se não quer que alguém escute, é bom não gemer alto. — Falou, e antes que seu loirinho resmungasse algo mais, esmagou os lábios dele com os seus.
O beijo começou voraz e carente, cheio de desejo. A mão de Nanami deslizou no peito de Kensuke, parando a direita e sobre seu coração, ao que abriu as pernas, acomodando o Alfa entre elas.
Nanami mordeu o lábio inferior de Kensuke, o fazendo gemer.
— Meu gatinho safado quer brincar. — Kensuke provocou ao quebrar o beijo, mas nunca afastando muito os lábios aos dele. Abaixou a cabeça, respirando antes que seus lábios e os de Nanami se tocassem novamente. Kensuke esmagou Nanami contra ele, agarrando o cabelo do gatinho, enquanto suas mãos se moveram com habilidade para desfazer o laço do kimono e abriu o mesmo, revelando seu corpo lindo.
Nanami gemeu e deixou ser deitado sobre a mesa, com as perna pendendo-se ainda para fora.
O beijo nunca foi quebrado, pois Kensuke manteve-se pairando sobre ele, permitindo que suas bocas se atracassem com fome.
As grandes mãos do Alfa faziam questão de tocar cada pequeno pedacinho do loiro, principalmente os mamilos rosados e suculentos. Ao quebrar o beijo, desceu seus lábios pelo rosto, pescoço e ombros, deixando sua marca na pele leitosa de Nanami. Não tardou para chegar ao mamilo direito, que com gula o tomou em seus lábios, fazendo Nanami gritar pelo ato.
Envergonhado, ele tampou a boca com as duas mãos.
As mãos de Kensuke navegaram pela cintura e então amassaram as coxas do esposo, enquanto mamava em seus mamilos rosados. A fome dentro dele não parecia ter fim, queria devorar seu Nanami.
Kensuke se moveu mais para abaixo, chupando a pele do estômago de Nanami até chegar a sua virilha. Ainda que mediano, Nanami tinha um pênis lindo. A pele marfim com veias saltitantes, e a cabecinha rosada. Lambeu a glande, colhendo o pré-sêmen que para ele era delicioso.
— Não... Eu vou... Oh, Kami... Por favor, Kensuke... — Nanami implorou.
— Adoro seus gemidos. — Kensuke admitiu, largando a ereção que brilhava devido umidade.
— Não me enrole. — Nanami alertou-o.
— Oh, ele é mandão! — Kensuke brincou de volta. Amava quando Nanami se rebelava no sexo. Ele lambeu o peito do loiro, no que as mãos de Nanami puxavam os cabelos longos de Kensuke.
Parecia que fógos de artifícios se apossavam de seus corpos, pois parecia ser que uma energia os rodeava totalmente em meio ao sexo.
Kensuke suspirou se aconchegando no corpo de Nanami, sentindo como se tivesse finalmente voltado para casa, como se este fosse o lugar onde estivesse destinado a ficar.
Nanami o empurrou e se sentou. — Não temos muito tempo... — Ele desceu da mesa e deu as costas para o marido, ao que levantou o tecido do kimono revelando suas nádegas fofinhas e alvas.
Kensuke sentiu seu pênis endurece consideravelmente com urgência a estar prestes a gozar sem ao menos entrar naquele casulo quente.
— Oh delícia. — Murmurou, lambendo seus lábios. Ele se ajoelhou e separou a bunda de Nanami, maravilhando-se com a visão do casulo rosado e enrugado. Não resistiu, e aproximou a face cheirando aquele perfume único de sua pele, ao que então deu-lhe uma longa e lenta lambida no ânus de Nanami, o fazendo gemer doce e contido.
O Alfa o lambeu e sugou varias vezes, ao ponto em que Nanami rebolava contra ele desejando por mais. Não demorou em que os dedos se juntaram a sua degustação, aproveitando a chance para estirar seu Nanami.
— Pare Ken... Não precisa... Apenas... — Nanami inclinou o tronco na mesa, usando um braço como apoio para sua cabeça. Aproveitou para morder o tecido do kimono, a fim de abafar os sons pecaminosos que deixavam seus lábios.
Não podendo demorar mais, Kensuke se levantou e inclinou-se sobre Nanami beijando sobre seus ombros no que guiou sua dura e grossa ereção para a entradinha apertada.
Lentamente empurrava seu pênis no corpo delicado, mas sempre distribuindo carinho a Nanami. Ergueu o tronco dele, trazendo Nanami para ele, rodeando seu peito com um dos braços, e virando a face dele para si. Kensuke se apossou de sua boca pequena, ao que seu pênis lentamente ganhou espaço naquele canal apertado e aveludado, até que suas bolas bateram contra a bunda de Nanami.
— S-Sim... — Nanami murmurou em meio ao beijo cálido. Ele nunca imaginou que seria tão feliz dessa forma. Se contassem isso há um ano atrás para ele, teria rido de quem quer que fosse o louco, mas a vida tinha uma forma única de trabalhar no destino das pessoas. Parecia tão irreal.
Quando estava totalmente encaixado, Nanami soltou um gritinho de prazer ao que moveu os quadris, incentivando o Alfa a se mover.
Kensuke não esperou mais, empurrando enquanto deslizava suas mãos sob a cabeça de Nanami, o trazendo para os seus lábios.
Enterrou o rosto contra a nuca de Nanami, sentindo o perfume adocicado dele. O Alfa era ciente do idiota e sem coração que tinha sido no começo de tudo, maltratando seu gatinho tão adorável, mas não demorou em que caísse rapidamente apaixonado por ele. Nanami o conquistou completamente e em tão pouco tempo.
Ele acomodou seu pênis profundamente antes de se afastar e enterrar novamente. Seus golpes começaram lentos, mas aos poucos ganharam profundidade, nunca deixando de distribuir carinho em todo corpo desejoso.
Nanami mordia o lábio inferior entre os dentes, tentando abafar seus gemidos. Não podia ajudar, porque sempre fora muito auditivo. Sentia-se estúpido por ter deixado a porta entreaberta, mas fora culpa de Kensuke que o seduziu.
Seu corpo parecia vibrar e entrar em erupção diante de cada estocada do marido.
— Eu te amo tanto... Te quero tanto... — Kensuke murmurou com a voz rouca. — Quando... Um dia você deixar este mundo, irei contigo, porque não posso viver nele sem você... — Declarou.
Nanami não ousou dizer nada, com medo de gemer alto, apenas deixou-se levar seguindo os movimentos do outro.
Insistentemente Kensuke esfregou o ponto doce dentro de seu esposo, o levando a loucura e fazendo seus gemidos se misturarem, ainda que baixos. Não levou muito tempo, para que Nanami gritasse contra seu próprio kimono em uma forma de abafar, e jorrasse a prova de seu prazer em toda a mesa abaixo de si.
Kensuke precisou de mais duas estocadas, então logo encheu o canal apertado de Nanami com seu sêmen perolado. Esse viera tão forte, que transbordou, e acabou vazando e traçando caminho pelas coxas de Nanami.
Ofegante, Nanami se deitou na mesa, arfando e com a mente nublada, logo sentindo o peso de Kensuke sobre ele.
Kensuke lambeu a pele suada de Nanami, e então apoiou a mão na mesa, para ajudar-se a levantar. Lentamente saiu do corpo do pequeno, e abriu a gaveta da mesa, pegando uma toalhinha, e limpou com carinho as partes íntimas de Nanami, para depois limpar a si mesmo.
— Estou morto, não posso mais me levantar. — Nanami resmungou.
Kensuke sentou na poltrona, e puxou o pequeno para seu colo, tratando de arrumar o kimono dele e acariciar seus cabelos loiros que estavam desgrenhados. Pareceu ser o momento certo, pois a porta se abriu.
A cabeleira clara espiou e logo Chiba entrou em campo de visão. Nanami corou, e afundou o rosto no peito de Kensuke. Agora havia traumatizado seu filho. E se ele tivesse visto algo? Ou tudo?
— O que foi, pequeno? — Kensuke indagou normalmente.
Chiba olhou tímido.
— Quer vir ficar conosco? — Indagou. O menino afirmou com a cabeça. — Então venha cá!
Não precisou dizer algo mais, pois Chiba correu para eles. Nanami ajeitou-se e pegou Chiba, fazendo-o se sentar em seu colo, enquanto este ainda permanecia do colo do Alfa. — Desculpe eu ter demorado... Divertiu-se com Minky? — Nanami perguntou, agora mais controlado.
Chiba sorriu para ele. — S-Sim!
Os olhos de Nanami e Kensuke se arregalaram, surpresos. — Oh, ele falou! Ele realmente falou! — Nanami exclamou feliz, ao que apertou Chiba em um abraço apertado.
— É... Parece que sim. — Kensuke afirmou com um sorriso. No início estava em dúvida em adotarem Chiba, ainda mais sabendo que ele era um Oni e não uma criança normal, mas no final das contas, parecia ter sido uma decisão sábia. — Nossa pequena família...
— Sim! Linda e logo crescerá. Bem, eu acho. — Disse Nanami dando os ombros, um pouco intrigado pelo que ele mesmo falou. Sabia que faltava ainda cerca de um ano para ter a idade própria em que um ninshin poderia engravidar, mas até lá se prepararia para isso. É o que planejava fazer.
Continua...
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