Akai Ito (Fio Vermelho) - Primeira Temporada

22 Capítulo 22 – Sintonia dos Corações


Notas iniciais
Hannah: Neh, galeria, perdoe-me por toda confusão e transtorno. Culpa! Não sabem como minha semana foi triste devido isso. Espero que seja perdoada e não deixem a fic de lado por isso, afinal, amamos ela e escrevermos com muito carinho. Continue lendo e comentando... Nos fazendo feliz. O capítulo promete bastante, por isso, espero que gostem!

Capítulo 22 – Sintonia dos Corações

Lentamente ele abriu um olho. Estava claro demais, então ele o fechou firmemente. Mas então, a carícia suave veio em seu pescoço, uma língua cumprida e quente passeou por sua pele até a bochecha. Nanami teve que rir, ele reconhecia esse toque, esse cheiro gostoso, era o lobo de Kensuke.

— Bom dia... — Murmurou para então abrir lentamente as pálpebras, piscando várias vezes por causa da claridade. Nanami viu a figura do grande lobo negro, tantas vezes maior que o comum a olhá-lo com aqueles belos orbes dourados. O lobo arfou e então novamente lambeu um lado do rosto de Nanami. — Kensuke!

Só então a realidade veio para Nanami, ele finalmente lembrou-se do dia anterior, de Kensuke passando mal, que não acordava... As lágrimas voltaram aos olhos de Nanami e ele jogou seus braços ao redor do grande lobo, abraçando-o e chorando de alegria por vê-lo novamente bem.

— Ken-chan! Você está bem, Ken-chan! — Esfregou seu rosto contra a pelagem macia. Kensuke não era como os outros animais, ele era diferente, tinha um cheiro bom, era fofinho de abraçar, ao mesmo tempo em que fosse imponente grande e forte.

— Bom dia, Nanami. — A voz grossa saiu atravez do focinho embrenhado no pescoço do menor. Nanami ronronou com o carinho e então se voltou para olhar nos olhos dourados.

— Porque você... Está em forma de lobo aqui? — Nanami estranhou, pois não se lembrava da última vez que Kensuke se transformou em lobo dentro de casa. Normalmente era quando estavam ao ar livre, porque lobos gostavam de liberdade e natureza, e não de estar preso dentro de quatro paredes.

— O que? Não posso mais me transformar para brincar com você? — Kensuke embrenhou seu focinho novamente, agora no peito de Nanami e começou a rosnar para ele enquanto clicou as garras em uma de suas patas e a mesma passou a deslizar pela roupa de pijama de Nanami e praticamente arrancando os botões da sua veste.

Nanami riu, seu riso mais infantil, ele viu seu peito ser descoberto de seu pijama e somente ficou vestido com as calças de dormir. Kensuke levou seu focinho, os bigodes a fazerem cócegas em Nanami.

— Pare Ken-chan... — Nanami implorou depois de uma explosão de risos. Kensuke igualmente riu e em um piscar de olhos, transformou-se novamente em sua forma humana.

— Haha... Isso foi bom. — Terminou seu riso com um sorriso caloroso.

Nanami pulou sobre ele, abraçando-o fortemente, não querendo deixá-lo mais ir.

— Fiquei tão preocupado... Pensei que fosse perdê-lo... Meu Ken-chan... — Nanami soluçou, mas segurou as lágrimas. Ele já era um bebê chorão, Kensuke ia acabar enjoando dele se chorasse tanto da forma que fazia.

— Preocupado por que bebê? — Kensuke perguntou com uma interrogação sobre sua cabeça. — Eu estive aqui o tempo inteiro. Somente acho que dormi mais tempo do que o normal. — Kensuke olhou ao redor, e então para um Nanami de olhos enormes. O mesmo estava pálido e nem mesmo piscava. — Nanami? Aconteceu algo?

— Vo-Você... Como? — Parecia incerto. Só então o casal escutou algumas batidinhas na porta. Nanami jogou o cobertor sobre o íntimo exposto de Kensuke.

Ele esta aprendendo a ser ciumento, pensou Kensuke.

— Nana-chan? Chizu-chan trouxe o café da manhã, e eu trouxe alguns lençóis limp... Kensuke? — Sayuri parou na entrada do quarto e ficou olhando Kensuke petrificado. — Quer-Quero dizer, Alfa? Como está se sentindo? — Se aproximou, mas Chizuru tomou sua frente em completa preocupação. A bandeja do café da manhã ficou sobre os lençóis limpos nos braços de Sayuri.

— Kensuke! Nii-san, como está se sentindo? Está tudo bem?

— Por que estão tão preocupados? — Kensuke perguntou com um meio sorriso, meio que se perguntando o que aconteceu. — Estou perfeitamente bem. E não gostaria que entrassem em meu quarto essa hora da manhã. Afinal, atrapalhou totalmente seu momento intimo com seu esposo.

— Oh Kami... — Chizuru olhou para Sayuri e então para Nanami.

— Ele não sabe, Chizu. — O gatinho branco murmurou.

— O que eu não sei? Sou o Alfa, devo saber de todos os assuntos. Não escondam nada de mim! — Kensuke impôs com sua voz elevada.

— Alfa, ontem você teve um dia dificil... Há quase dois dias você foi envenenado. — Sayuri explicou calmamente, estudando a expressão de confusão no rosto de Kensuke. — Nanami e todos nós estivemos ao seu lado... Shou esteve buscando desesperadamente por um antidoto... Você não iria sobreviver...

— Envenenado? Eu não me lembro de nada. Somente sinto que dormi um longo sono. — Kensuke coçou seu próprio queixo, então olhou para Nanami, vendo-o olhá-lo com adoração. — Inclusive me sinto ainda mais interligado a Nanami. Como se nosso laço fortalecesse além do que já estava.

Nanami corou um pouco suas bochechas e deu um sorriso tímido para Kensuke, chegando mais pertinho dele e sendo envolto aos braços fortes.

— Isso é malditamente estranho! — Chizuru levantou e bateu em sua boca pela forma que se expressou. — Desculpe. Mas realmente está bem então? — Perguntou ao irmão, este assentiu.

— Eu vou deixá-los a sós. Irei falar com Shou, vamos lá Chizu-chan! — Sayuri saiu com um sorrisinho e puxou Chizuru com ele. Tudo bem Kensuke não se lembrar de nada, afinal ele esteve inconsciente por todo esse tempo em que estava envenenado. Mas simplesmente se curou de um dia para o outro sem remédio algum? Isso sim era muito misterioso.

Assim que se viram sozinhos, Kensuke olhou para o pequeno gatinho e não podendo resistir, tocou sua cabeça com sua mão grande, ainda que gentilmente.

— Isso foi o que aconteceu? Fui envenenado? Mas como? — Tantas perguntas que giravam na mente de Kensuke.

Nanami suspirou. Com calma, explicou tudo ao marido até mesmo sobre a voz em sua mente e como a forma estranha que Kensuke se curou. Nanami não queria guardar segredos para com o Alfa, mas confessava sentir medo que o outro considerasse estranho e anormal.

— Então, você me curou? — Kensuke indagou calmamente e em momento algum deixando Nanami se afastar.

— Eu... Não sei... — Nanami disse incerto. Tentou se afastar dos braços do lobo, mas esse não permitiu. — Eu não sou estranho, juro! Mas essa voz estava na minha mente dizendo para perdir ajuda a ela... E você estava tão mal. Não queria perdê-lo! Já perdi meus pais e avó... Não você.

— Ei, tudo bem! Não estou bravo e você não é estranho, ao contrário, é muito especial. Obrigado por me curar. — Kensuke disse. Ele aproximou o rosto do gatinho e gentilmente foi distribuindo beijos em cada cantinho até que chegou aos lábios. Primeiramente foi apenas um roçar, mas não demorou em o beijo ganhar profundidade. Ambos se perderam naquele beijo, doando alma e coração, e somente se separaram quando seus pulmões queimaram pela falta de ar.

— Eu... Nunca mais me deixe! — Nanami disse abraçando o pescoço do Alfa e chorando baixinho.

— Não irei! Prometo! — Kensuke prometeu. — Uhh! Que tal um banho? Sinto que preciso e adoraria que fosse comigo. O que me diz gatinho?

— Sim! Sim! — Nanami deu pulinhos no colo do marido. Não demorou para se levantar e puxar Kensuke pela mão.

Nanami deixou Kensuke ir ao banheiro primeiro, pois antes, ele tratou de rapidamente separar roupas para ambos antes de seguir até onde Kensuke estava. Parado na porta, ele decidiu que olhar para seu marido enquanto este se despia acabara de se tornar seu passatempo favorito.

Ele não pode evitar corar fortemente. O loirinho ainda sentia em seu coração o medo por ter estado tão perto de perder seu marido. Nunca mais queria passar por isso.

Nanami gemeu com o pensamento de que era tudo seu para explorar. Kensuke virou-se para vê-lo ainda ali completamente vestido e levantou uma sobrancelha para ele. Ele apenas sorriu timidamente e começou a tirar a roupa. Kensuke ligou o chuveiro feito de bambú e deixou a porta aberta para ele. Nanami terminou de se despir rapidamente e se juntou a Kensuke na água morna, envergonhado. Ele se aproximou e se aconchegou nos braços de Kensuke.

— Você está bem, gatinho?

— Sim! Acho que ainda tenso por tudo que aconteceu... — Nanami esfregou as mãos para cima e para baixo nas costas musculosas de seu marido. — Mas isso não importa agora, neh!

Ele podia sentir o pau duro de Kensuke empurrando contra o seu próprio e não conseguiu deixar de pensar no que seria tê-lo em sua boca. Nanami caiu de joelhos e olhou pedinte para o moreno.

— O que vai fazer? — Kensuke indagou meio sem entender, mas não podia negar que a cena era deliciosa.

— Eu... Posso? — Nanami perguntou tímido, apontando para o pênis ereto do Alfa.

— Tudo que desejar, gatinho. — Disse com os olhos cheios de desejo e aquilo que parecia muito com o amor. Ele não sabia se era realmente o amor ou não, mas decidiu que não era o tempo para examiná-lo.

Nanami inclinou-se e lambeu ao longo da fenda na ponta do pênis de Kensuke, colhendo o pré-sêmen que já estava começando a vazar. O sabor explodiu em sua boca, e Nanami gemeu ao sentir o gosto. Abrindo mais a boca, engoliu o pênis grande, tanto quanto podia, o que não foi além da metade. Aquilo era vergonhoso, mas confessava que sua curiosidade e desejo superava a timidez.

O ofego súbito do corpo dele o fez saber o que seu marido estava sentindo. E era bom.

— Oh sim, bebê, isso é muito bom... Isso... Coloque essa boquinha linda no meu pau... Bem gostoso. — Kensuke passou os dedos pelo cabelo de Nanami e apertou ainda mais. Nanami gemeu na puxada leve de dor.

Nanami continuou a lamber de cima e para baixo no pênis de seu marido, usando sua língua de gatinho e chupando com força para aumentar o prazer de Kensuke. Era assim que ele gostava em si próprio quando Kensuke fazia.

— É doce Ken-chan... É bom... — Murmurou contra a ereção do moreno, fazendo sensações percorrerem o corpo do mesmo.

— Eu não posso segurar, bebê, eu tenho que foder essa bonita boquinha sua.

Puxando para trás, tanto quanto Kensuke iria deixá-lo, Nanami sorriu para seu marido. Nanami passou a língua ao redor da cabeça do pau de Kensuke, sugando de leve na ponta. Isso parecia ser tudo o que Kensuke poderia levar antes dele perder o controle e começar a empurrar os quadris, forçando o pênis enorme na boca de Nanami.

Ele gemia na sensação do comprimento duro o em sua boca e aumentou sua sucção cada vez que Kensuke puxava para trás. Aquilo certamente era uma experiência surreal. Sentia vontade de chorar de alegria, pois naqueles dois dias que temeu a perda do marido foi bastante cruel, mas agora tendo aquele momento íntimo, sentia-se vivo e feliz... Ao saber que sempre teria Kensuke ao seu lado. Que poderiam se amar daquela forma.

— Aqui vem, bebê. Engula para mim! — Rosnou.

Nanami choramingou quando o pênis em sua boca engrossou ainda mais antes do primeiro jorro de líquido cremoso atingir a sua garganta. Nanami gemeu em torno de comprimento de Kensuke enquanto seu próprio pênis explodia, sentindo o sabor delicioso e ligeiramente amargo do seu marido.

Engolindo rapidamente para ele não perder uma gota sequer, ele lentamente começou a puxar para trás, batendo na ponta para ter certeza que ele teve até a última gota.

Lentamente se levantou novamente, bambo. Nanami foi rapidamente cercado por um forte par de braços e apertado contra o peito de seu marido. O gatinho levantou o queixo em silêncio, implorando a Kensuke por um beijo. Kensuke baixou os lábios para Nanami, concedendo o seu desejo, e beijou-o suavemente.

— Obrigado, bebê. Isso foi maravilhoso, e a coisa mais quente que já vi em muito tempo. — Kensuke disse. — Por tudo... Mesmo tendo-o tratado tão mal no começo, não desistiu e ainda por cima é capaz de me amar. Eu não o mereço. — Kensuke disse amável.

Nanami sentiu os olhos arderem pelas lagrimas. Em sua vida nunca foi precioso para muitas pessoas. Claro, teve sua avó e também Sayuri, mas saber que tinha alguém que o amava daquela forma, era como sonho.

— Eu te amo Ken-chan... Nunca me deixe. — Nanami disse fazendo beicinho.

— Jamais! — O Alfa ditou. Ele beijou o pequeno novamente, agora um beijo lento e cheio de sentimentos. Eles ficaram trocando carícias por um bom tempinho, até que resolveram terminar o banho.

Kensuke passou-lhe uma toalha enorme e macia, secando Nanami e, em seguida, dirigindo-se para o quarto. Sorriu ao ver que o gatinho tinha separado as roupas para eles. Nanami poderia ser desastrado em muitas coisas, mas certamente era esforçado e se preocupava com os demais.

— Algum problema Ken-chan? — Nanami perguntou ao entrar no quarto terminando de enxugar seus cabelos loiros com mexas rosadas.

— Não! Apenas admirando o quanto meu esposinho é perfeito. — Ele abraçou Nanami afundando sua face na curva do pescoço dele e tomando seu perfume. — Agora, vamos nos arrumar e descer. Aposto que está com fome... Eu estou...

— Sim! — Nanami disse animado. Realmente aqueles dois dias que o moreno ficou doente, ele mal comeram. — Ah... Mas muito cuidado. Não pode comer mais nada envenenado.

— Sim! E isso eu quero descobrir. O culpado pagará por isso. — Kensuke falou seriamente. Acharia o traidor em sua matilha e esse seria castigado da pior maneira.

Os dois se afastaram e foram se vestir, mas obviamente entre risadas e carinhos. Parecia que nem mesmo brisa poderia passar entre eles, de tão apegados que estavam.

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Shuichi achava sentado de forma desleixava em uma poltrona do quarto. Entediado de ficar no futon, ele pegou seus materiais de desenho e foi sentar na poltrona. Ele rabiscava um belo guerreiro, e esse obviamente seu irmão e amado.

Ele mordeu os lábios olhando para imagem, analizando se faltava alguma coisa, então apagou o detalhe da armadura e voltou a redesenhá-la.

Olhou para fora da janela, especificamente para a cerejeira, e sentiu um aperto no coração. Aquela árvore de pequeninas flores lembrava-lhe de seu pequeno irmão. Fazia mais de um mês que Sayuri havia fugido e não havia nenhum sinal dele. Rezava todos os dias ao deus dos gatos para que cuidasse de seu irmãozinho e que ele estivesse seguro.

Seus olhos arderam prontos para debulhar em lagrimas, mas um barulho chamou sua atenção. Viu Yunsuke entrando no quarto, então rapidamente largou o material de pintura de lado e se levantou. Correu até ele jogando-se em seus braços. — Yu-chan!

— Shuichi não corra. Vai que tropeça? Precisa ser mais cuidadoso. — Yunsuke disse protetor. Não queria que nada ocorresse com seu amado e filho.

— Neh! Estou grávido e não inválido! Não aguento mais ficar no quarto, peça ao pai para me deixar sair. — Pediu choroso. Parecia que a gravidez mexia bastante com seu humor.

Yunsuke guiou Shuichi até o futon. Sentou primeiro e depois o trouxe para seu colo. — Irá, no momento certo. O médico irá vim amanhã reavaliá-lo e se considerar ideal, permitira que saia do quarto, mas ainda precisa ser cuidadoso.

— Uhh! — Shuchi fez um bico. — Mas... Por que está arrumado assim? Com sua roupa de guerreiro? — Perguntou reparando o irmão.

Yunsuke suspirou, como se escolhesse as palavras certas. — O pai me enviou em uma missão, lembra? Partirei daqui a pouco com General Eiji.

Shuichi não gostou de ouvir tal noticia. Logo agora que poderia ficar abertamente com Yunsuke, esse o deixaria. Levantou do colo do mesmo e olhou furioso. — Vai me deixar? Estou grávido!

Yunsuke gemeu. Sabia que isso viria. — Shu-chan... Calma! Sabe bem os motivos. O general encontrou uma pista de Sayuri, e o pai deseja somente que nos dois vamos... Por segurança. Não quer Say-chan de voltar?

Shuichi sentiu-se culpado. Ele sendo mimado enquanto Sayuri poderia estar em perigo. — Claro que quero, mas sabe minha opinião... Ele deve estar com o tal amigo e duvido que alguém o fará voltar.

— Como pode ter certeza disso?

— Até parece que não conhece a determinação de Sayuri! O traga de volta. — Shuichi pediu. Ele voltou a se sentar no colo do amado e aninhar contra o peito dele.

— Prometo! Trarei nosso irmãozinho de volta! — Yunsuke ditou. Ele tocou gentilmente a face de Shuichi e a ergueu o suficiente para que pudesse apossar de seus lábios, em um beijo que declarava sentimentos e promessas. Aquela família precisava de paz, e para isso, precisavam de Sayuri de volta.

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Chizuru olhou-se no espelho e parecia que nada estava bem. Em seu futon havia uma porção de kimonos amontoados um sobre o outro, afinal ele experimentou todos e nenhum lhe fez sentir-se incrível, porque ele queria estar incrível como um príncipe deveria estar no encontro com Seiji esta tarde.

Seiji prometeu levar-lhe em um de seus lugares especiais.

Apenas de pensar no lobo beta do qual sempre fora apaixonado, fazia suas bochechas queimarem intensamente. Ele o amava, não tinha dúvidas disso... Mas ainda sim estava dificil demonstrar seus próprios sentimentos, sendo que Chizuru era um pouco fechado quando o assunto era o seu coração.

Desde pequeno, Chiruzu sempre foi tratado como uma joia preciosa na família de apenas um irmão e seu pai. Sentia falta de seu pai progenitor, mas suas lembranças eram vagas, muito vagas, por isso não era tão doloroso. Ele nunca teve o que reclamar, seu pai cuidou muito bem dele, lhe deu muito carinho, e por tudo o que ele fez por si, Chizuru nunca quis dar trabalho a sua família. Por isso desde cedo ele treinou muito para se tornar um bom esposo, casar e ter filhos.

Apesar de se apaixonar tão cedo por Seiji, sempre achou que esse amor fora errado e de que nunca teria uma chance com ele. Mas foi de real surpresa quando descobriu os sentimentos dele por si e por seu pai aceitar tão facilmente o relacionamento deles juntos.

— Chizu-chan? — Seu pai chamou do outro lado do corredor. — Seiji já está aqui lhe esperando. Não demore!

Chizuru entrou em pânico, ele teria que usar o kimono em que estava vestido mesmo, não iria deixar Seiji esperando tanto. Suas vestes consistiam em um kimono azul marinho de veludo e camadas brancas detalhadas em fios de prata por dentro para mantê-lo quente. Chizuru calçou meias quentes e como não estava tão frio naquela dia, ele colocou tamancos de madeira.

Ajeitou seu cabelo em um coque e colocou o prendedor prateado bonito, uma joia que ganhara de Seiji no último encontro.

Ele se apressou e suspirou quando fechou a porta de seu quarto, caminhando cuidadosamente até a sala de estar e então vendo seu pai e noiva conversando animadamente na cozinha.

— O-Oi... — Chizuru saudou quando entrou. Seu pai deu-lhe um olhar que rapidamente o fez compreender. Chizu fez uma reverência educada e então sorriu para Seiji que parecia abobado, mas sacudiu e sorriu de volta para ele.

— Está tão lindo! — Ele falou levantando-se rapidamente e então fazendo uma suave reverência. Chizuru corou e desviou seu olhar para o chão. Ele ouviu seu pai soltar uma risadinha.

O ancião igualmente se levantou e sorriu para o casal. — Seiji, Chizuru está em suas mãos. Não me desaponte hein? — Ele falou com humor em sua voz e então saiu da cozinha.

Seiji pareceu aliviado depois que o ancião saiu, como se mais a vontade. — Falo sério, parece que cada vez que o vejo, está ficando mais e mais lindo. — Isso deve ser aquilo que chamam de amor. Seiji nunca amou alguém antes ou se apaixonou como fez por Chizuru. Ele só teve um tempo procurando por um amor, por isso foi bem conhecido como um safado. Ele não era um safado, bem, nem tanto.

— Não diga isso! Vamos logo. — Chizuru torceu as sobrancelhas, altamente corado e saiu a frente da porta da cozinha, caminhando sem rumo. Seiji correu e caminhou ao seu lado com um bobo sorriso no rosto. — Onde está planejando me levar? — Chizuru perguntou quando passou um pouco da sua vergonha.

Céus! Seiji olhou para o lobo menor e seus olhos brilharam. Ele não entendia o que diabos estava acontecendo consigo, esse negócio de amor estava mesmo mudando ele.

— Você gosta de flores, não é?

Chizuru olhou com seus orbes azuis para ele com uma sobrancelha arqueada.

— Bem... Eu tenho que plantar porque meu pai as ama... Lhe faz lembrar de meu progenitor, na época em que esse lugar não era puro gelo.

— Você gosta, eu sei bem que gosta. Seu pai me contou que é sua paixão e que apesar de você ser um príncipe, seu sonho sempre foi ser um florista. — Seiji sorriu com todos os dentes quando Chizuru voltou a ter seu rosto vermelho e evitou a todo custo olhar para ele. Parecia muito desconcertado.

— Papai não devia ficar te contando essas coisas sobre mim. — Chizuru murmurou. Era tão vergonhoso, eles viviam no gelo, que sonho idiota era esse de ser florista? Mas o que ele podia fazer? Realmente amava flores e seu coração se abrandava somente de lembrar-se das fragrâncias suaves.

— Então acredito que vai gostar do lugar que eu te levarei. Está a fim de uma corrida? — Brincou com as sobrancelhas. Chizuru virou seu rosto tão rápido e sua boca fez um "oh".

— Está brincando? E no-nossas roupas? — Ele não ficaria nu, não perto de seu futuro esposo. Isso era contra as regras...

— Se está pensando em ficar nu perto de mim, não se preocupe. Eu prometi que te respeitaria até o momento de nosso casamento, então não planejo fazer nada antes. — Seiji explicou coçando sua nuca. — Mas para chegarmos nesse lugar, teremos que correr em nossas formas de lobo, senão a caminhada será demasiada longa.

— Está falando sério? — O coração de Chizuru bateu tão forte em seu peito. Ele havia amado a ideia de correr com seu lobo junto ao de Seiji. Era um sentimento completamente distinto.

Apesar de que ele havia se arrumado tanto para nada, então.

— Sim, está vendo essa bolsa? — Mostrou a bolsinha de pano que carregava nos ombros. Estava vazia. — Colocamos nossas roupas nela e você as amarra em minhas costas.

E assim eles fizeram. Seiji tomou seu respeito e retirou suas roupas atrás de uma árvore, separadamente de Chizuru. Eles guardaram suas roupas na bolsinha e transformaram-se em lobos. Apesar de ser uma matilha de lobos negros, havia aqueles que não eram exatamente negros. Chizuru tinha uma diferença de todos os outros. Seu progenitor fora um lobo branco, e ele havia herdado a pelagem branca, somente suas patas eram manchadas de negro. Enquanto a Seiji, sua pelagem era um negro bonito e ao brilho da luz tomava um tom meio amarronzado.

Seiji era enorme, apenas um pouco menor que o Alfa, enquanto a Chizuru parecia um filhote ao lado dele, o que era uma diferença enorme.

O lobo negro ambrenhou seu focinho sobre o pescoço do menor e sentiu-o o tremer suavemente com seu toque. Mas em segundos, Chizuru estava se acarinhando no grande lobo, esfregando-se nele, tomando seu cheiro. O lobo de Seiji se sentiu emocionado em Chizuru estar lhe respondendo tão bem com seu animal. Apesar de Chizuru ser meio difícil em sua forma humana, ele parecia estar livre com seu lobo.

O casal tomou a floresta em suas patas fofas, correndo como era a maior alegria dos lobos. A brisa era maravilhosa, vez ou outra eles paravam e rolavam um sobre o outro, trocavam lambidas e cheiravam um ao outro.

A viagem que era para ser demasiada longa se fosse às suas formas humanas, acabou passando tão rápido, e logo eles perceberam ter descido um vale ao longo da montanha. Só para então Chizuru percebeu que ele estava em um lugar que ele nunca antes havia estado. Ou melhor, ele nunca tinha sequer estado fora de sua aldeia.

Naquele lugar não havia neve. Suas patas estavam pisando sobre grama verde e úmida, o cheiro da selva estava freca e quente. Chizuru já estava emocionado por ali não haver neve, ele se pegou pensando que não existisse lugares aonde a neve não tocava, um pensamento bobo.

Só então ele caiu em suas patas quando seus belos olhos azuis marinhos se depararam com a bela paisagem da qual Seiji fez questão de mostrar-lhe. Eles estavam em um campo aberto. Flores silvestres de todos os tipos faziam dele um tapete bonito e colorido. Ao longe era possível ver mais montanhas de neve e também morros verdes de grama. Uma cachorreira nas pedras a um lado que brilhava com o seu pequeno lago, passarinhos voavam na livre brisa e cantavam as melodias mais alegres e felizes.

Chizuru não conhecia tantos pássaros, na neve era mais possível haver corujas.

Sem ter controle de suas emoções, Chizuru não se dera conta de que se transformou em sua forma humana, porém manteve sua cauda e orelhas. Seiji também se transformou e cobriu-o com seu kimono para proteger sua nudez. Ele mesmo se vestiu.

— Não é perfeito? É meu lugar preferido. Sempre que vim aqui, eu me lembrei de você. — Seiji contou, ele reparou que Chizuru estava soluçando, tão emocionado que nada podia dizer. — Foi ai que me perguntei... "Por que toda a vez que eu venho para este lugar, penso tanto em Chizuru?" Então eu soube que vinha neste lugar para pensar sobre todas as coisas, mas descobri que a única coisa que podia pensar era em você.

Chizuru olhou para ele completamente surpreso com a confissão. Ele percebeu que estava nu e cobriu-se melhor com o kimono, vestindo seus braços.

— Eu estou apaixonado por você, Chizuru... Acho que já há um tempo tão longo que posso ter certeza de que isso é amor. — Seiji se sentou ao lado do menor e olhou para o longe. Toda a paisagem tornou aquele momento único.

— E-Eu... — Chizuru lutou para seu coração se abrir um pouco mais. Ele precisava ditar aquelas palavras, demonstrar seus verdadeiros sentimentos.

Seiji esperou ansiosamente pelo que Chizuru estava para dizer.

— E-Eu... — Vamos lá Chizuru, só mais um pouco. — Eu te... — Ah que frustrante... — Eu amei esse lugar! É perfeito, nunca em minha vida sonhei que poderia existir um lugar assim! — Pronto, ele cuspiu tudo.

Seiji ficou segundos incontáveis apenas encarando Chizuru. Oh bem, era isso o que ele ia falar? Tudo bem, ainda não estava na hora. Ele tinha que elogiar o lugar.

Chizuru se espancou mentalmente.

— Eu tenho um desejo, não sei se vai aceitar... Não agora, mas eu gostaria que pensasse com carinho. — Agora foi a vez de Seiji corar em todos os tons possíveis de vermelho. Ah, Chizuru iria bater nele até não sobrar nada.

— O que é? — Ele ficou curioso e olhou-o cuidadosamente. Pela vermelhidão do rosto de Seiji, ele imaginou que fosse alguma perversão, só poderia ser, esse... esse! Uh! — Não me diga que... Você... — Franziu o cenho.

— Gostaria de passar nossa noite de núpcias nesse lugar. Somente eu você e nossos lobos, sem roupas. — Ele falou, ele definidamente falou aquilo!

— O q... — Chizuru achou que iria explodir. Poder-se-ia pensar em alguém definidamente vermelho dos pés a cabeça, Chizuru estava naquele momento.

— Sim! Olhe só como este lugar é perfeito! — Seiji abriu os braços e sorriu, ainda que desconcertado. — Imagine só esse lugar a noite! A lua fica aberta e a luz dela ilumina tudo.

Chizuru não entendeu suas reações, somente de imaginar o que viria depois do casamento o fez louco de vergonha. Ele deu o maior empurrão em Seiji, que o fez cair de costas contra a grama e saiu bufando em meio ao campo aberto de flores. Ele precisava jogar algo de água em seu rosto senão iria queimar de vergonha!

— Hei Chizu-chaaaan! Volte aqui! — Ele ouviu-o gritar quando já estava alguns metros longe.

— Seu completo pervertido! — Gritou bufando. Ele podia sentir a fumaça saindo de seus ouvidos. — Seu! Seu...!

Continua...

Notas finais
Miky-san: Olá! *--* Espero que tenham gostado do capítulo tanto quanto eu gostei de escrevê-lo! A cena de Chizu e Seiji foi a pedido de nossa amiguinha Thatyane Santana, pois nos pediu com muito carinho, e claro... Eu não resisti! :3 Estamos abertas a dicas e ideias para a fic, temos bastante planejado, mas novas ideias são sempre bem vindas! Dessa vez não deu para fazer desenho >.< Como eu queria ter feito poxa... Mas semana foi difícil, viajei e trabalhei horrores! Mas na próxima eu quero muito poder desenhar algo bem bonitinho, afinal entrarei de férias e terei mais tempo *---* Enfim, esperamos ansiosamente por seu comentário e se possível, por uma recomendaçãozinha, que nos faria mega felizes!! Obrigada por ler e tenham uma ótima semana! Até a próxima!