Akai Ito
1 Red String of Fate
Notas iniciais
e aos que lerem, espero que apreciem,
Sir Luke, ainda te trago para o lado Sherlolly da Força!
Boa leitura!
Molly jamais se esqueceria de quando com apenas nove anos de idade tinha sido sequestrada, a maioria dos fatos relacionados a esse fatídico acontecimento sua mente tinha bloqueado.
O pouco de que lembrava se resumia a alguns flashs e imagens eventuais que vinham a aparecer em seus sonhos, só com uma única coisa que volta e meia vinha a sua mente não se incomodava.
Quando o pesadelo acabou e ela foi encontrada, junto com os investigadores estava um garoto, "venha, você está a salvo agora" ele disse lhe estendendo a mão, apesar de terem quase a mesma idade à segurança que ele lhe transmitiu com o olhar fez com que ela confiasse nele naquele momento.
Molly nunca soube o nome do garoto, podia jurar que ele estudava na mesma escola que ela, mas nunca pode confirmar suas suspeitas, depois do resgate não voltou àquela semana ás aulas. Seus pais lhe levaram numa psicóloga para terem certeza que o trágico evento não afetaria seu desenvolvimento, e, mesmo a doutora afirmando que estava tudo bem, eles decidiram mudar de cidade.
Ela se adaptou a nova vida, fez amizades, se formou em medicina. O que tinha abalado sua infância ficou para trás, exceto a lembrança do olhar do garoto, ela nunca se esqueceu disso, nem da intensidade que eles tinham mesmo o menino sendo criança.
Esperava um dia poder encontrar aquele olhar novamente.
Molly tinha se mudado para Londres, iria começar a trabalhar no hospital São Bartolomeu, era seu primeiro dia no emprego novo, estava no laboratório quando um homem entrou no laboratório.
— Onde está meu chicote? – ele girava o corpo de um lado a outro procurando o objeto, antes que ela pudesse questionar sobre o que ele pretendia com um chicote no necrotério, ele veio se apresentar — Vejo que é nova aqui, sou Sherlock Holmes.
— Molly Hooper – ele era bonito e lhe parecia familiar, só não sabia por que, antes que dissesse mais alguma coisa ele já estava na porta.
— Se achar meu chicote, estarei na sala ao lado.
Quando ele saiu uma inquietação começou a crescer em Molly, ela tinha certeza que nunca tinha o visto, então porque a sensação de familiaridade? Perguntou sobre ele para um colega de trabalho, ela descobriu que ele era um ‘detetive consultor’ e até encontrou o site dele.
O resto do dia esteve cada vez mais engolfada por essa sensação, era como se seu inconsciente tentasse lhe dizer algo, mas o que?
Arrumava as coisas no laboratório quando viu o chicote caído perto de uma das bancadas, provavelmente o Sr. Holmes já não se encontrava mais no hospital, tinha visto o endereço dele no site, iria até lá devolver o objeto e aproveitar pra ver se descobria o porquê ele não lhe era um completo estranho, assim quem sabe se livraria dessa sensação.
Pegou um táxi, pediu que o motorista a levasse para Baker Street.
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Sherlock saiu do hospital e voltou direto para seu apartamento, precisava confirmar uma coisa, assim que chegou ligou para Mycroft.
— Qual o nome da garota que ajudei você e os incompetentes da polícia a encontrar quando eu tinha nove anos?
— Olá pra você também irmãozinho.
— Me diz logo, sei que você lembra.
— É Molly Hooper, porque isso agora Sherlock?
— Precisava confirmar algo, obrigado, bye Mycroft! – desligou o telefone.
Sherlock jogou-se em sua poltrona e pôs-se a pensar. Não era possível, depois de todos esses anos... Então se lembrou de algo que seu irmão lhe disse uma vez ‘O Universo raramente é tão preguiçoso’ levantou-se de repente e foi até seu quarto, abriu o guarda-roupa e começou a procurar numa caixa um papel, tinha acabado de encontrar o que queria quando a campainha tocou.
Voltou à sala e esperou já imaginando que seria um cliente, surpreendeu-se quando viu Molly Hooper entrar.
— Boa noite Senhor Holmes! Eu vim lhe entregar isso – ela estendeu-lhe o chicote, ele o apanhou e deixou em cima da mesinha.
— Obrigado Molly! E pode me chamar de Sherlock.
— Acho que te conheço de algum lugar Sherlock... – ela o encarava pensativa, em nenhum momento deixava seu olhar. Antes que ele disse qualquer coisa ela sorriu e se aproximou dele — É claro que te conheço, foi você que ajudou a me encontrarem quando fui sequestrada não é?
Sherlock não pode negar, nunca mais a viu desde que ajudou a resgatarem e desde então se perguntou se um dia iria encontrá-la novamente. Não quando tinha no bolso uma ‘carta’ que escreveu após o ocorrido perguntando se ela queria ser sua amiga.
Molly não pensou duas vezes e abraçou-o, depois de todo esse tempo finalmente tinha encontrado o garoto, agora homem, cujo olhar ela nunca esqueceu. Agora a sensação que tomava conta de si ali nos braços dele era de conforto, proteção.
Era como se estivesse destinada a encontrá-lo nesse momento de sua vida, lembrou-se da história do Fio Vermelho do Destino, o fio invisível preso no dedo mindinho que te ligava a pessoa a qual estamos destinados, o fio que conecta as duas pessoas independente do tempo, lugar ou circunstância.
Molly ergueu a cabeça para poder olhar nos olhos de Sherlock, quando ela encontrou aquele olhar muito conhecido, teve certeza que sem dúvidas, o fio ligado ao seu dedo mindinho terminava no dedo mindinho de Sherlock Holmes.
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