Akai Ito
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Boa leitura.
No capítulo anterior...
O festival acabou de começar e já está cheio de sentimentos, o que esse evento me espera? Tenho medo de pensar.
Atualmente.
Quando consegui parar de admirá-la fomos até o ponto de encontro de nossos amigos, assim que todos tinham chegado e tenho que admitir as meninas estavam lindas. Cana estava com um quimono mais curto e sua cor era de um marrom claro cheio de galhos de cerejeira; Juvia estava usando um quimono roxo e tinha pequenos detalhes em azul; Lucy usava um quimono rosa cheio de flores amarelas e Erza estava num quimono vermelho mais claro que seus cabelos com detalhes em branco e preto. Mas a que mais chamava minha atenção era a pequena Levy, sua nuca a mostra tinha um tom lindo sobre a luz da lua. Ela estava maravilhosa.
Sem mais delongas, fomos direto para o festival e já nos deparamos com uma barraca de comida, Natsu e eu compramos espetinho de lula para todos.
- Vem Gaj – Levy me puxou para uma barraca de tiro ao alvo
Pegamos cinco dardos cada e eu acertei quatro coisas, duas pelúcias para Levy, uma pulseira que ela tinha gostado e uma mascara para mim. Levy não conseguiu pegar nada.
- Natsu te desafio! – gritei
— TO EMPOLGADO! – ele correu na minha direção – no que?
Entreguei uma arma para ele. – Ge-he, tiro ao alvo. Quem conseguir o maior prêmio – apontei para um videogame – vai ter que desafiar a Erza – eu ri.
- To dentro!
Dei o primeiro tiro, mas não chegou nem perto do videogame. Natsu também atirou, porém ele acertou o braço do atendente.
Jogamos cinco tiros, nenhum dos dois ganhou.
- Nós dois vamos ter de desafiá-la- Natsu engoliu em seco e depois sorriu animado
Me distraí vendo Levy e Mira tentando pegar peixes dourados e nisso a baixinha era boa, pois já tinha pegado dois peixinhos. Sorri vendo-a se divertir.
Natsu e eu sempre parávamos nas barracas de comida. Erza comprou três katanas, agora estava comendo pedaço de bolo de morango e conversando com o sorridente Jellal. Lucy e Natsu se divertiam juntos nas barracas de bexiga d’água. Mira e Lisanna estavam ocupadas tentando pegar pelúcias numa máquina. Juvia e Gray estavam sentados comendo sorvete, eles riam e sempre corava quando ficavam próximos demais. E eu estava admirando a pequena Levy que me mostrava vitoriosa o peixinho que tinha conquistado.
- Olha Gaj que kawaii! – ela me mostrou o pequeno saco cheio de água e dentro dele tinha um pequeno peixe dourado
Bati na cabeça dela de leve – Sim e ele também é proporcional ao seu tamanho – e ri
Ela fez bico, mas acabou rindo.
A noite foi tão tranqüila e gostosa que nem vimos o tempo passar.
Quando o festival estava quase acabando nos separamos, cada par foi para um lugar em especial. Levei a baixinha até um lugar alto para vermos os fogos de artifício, era uma oportunidade perfeita, eu acho.
- Que lindo, dá para ver tudo daqui de cima! – ela viu a bela paisagem abaixo de nós
À paisagem era muito parecida com a da arvore de cerejeira, era um morro alto e tinha somente uma arvore nesse lugar e ela era imensa. Ver tudo de lá foi a coisa mais especial que já fiz e foi melhor ainda por estar com a pequena Levy.
Os fogos de artifício começaram a colorir o céu estrelado, a baixinha se encantava e eu sorria vendo seus olhos brilharem.
- Baixinha... – a chamei corado
- Não me chame assim – disse e sorriu quando outro fogo de artifício iluminou o céu
- V-você... V-você quer... Q-quer na-namorar comigo? – falei engasgando, corei
Os olhos dela encheram de lagrimas e seu sorriso foi o mais belo que já vi, ela mexia a boca mais os sons não saiam, até que ela me abraçou e sua voz saiu num sussurro – Gaj... – ela me olhou e falou animada – q-quero, é claro que eu quero!
Curvei-me até sentir sua respiração e acariciei seu rosto com o polegar, ela me abraçou e ergueu o rosto até nossos lábios se tocarem, primeiramente um roçar leve e carinhoso, depois demos dois selinhos e por fim nos beijamos. Um beijo intenso e carinhoso, um beijo novo, um ritmo novo, nossas bocas iam se explorando e nosso amor estava sendo transmitido através do maravilhoso beijo que somente ela sabia dar. Quando paramos para respirar ela sorriu e os fogos ainda iluminavam o céu, então vimos o final do espetáculo colorido se acabar.
O espetáculo acabou, mas o que ele nos deixou vai ser para sempre.
Assim que o festival acabou nos encontramos com os outros, Natsu e eu tínhamos uma promessa a cumprir, desafiar a poderosa Erza.
- Erza, desafiamos você – Natsu e eu falamos juntos
Ela sorriu – Claro, mas não vão ganhar de mim – debochou – nunca ganharam
Ela retirou o quimono e o entregou para Jellal. Erza sempre usava faixas nos seios e uma calça vermelha.
A batalha começou, mas não conseguimos relar nela direito, acho que foi por causa do quimono. Sim, deve ter sido isso.
Todos riram quando acabou a batalha. Erza foi a que mais riu – Eu disse que não iam conseguir
— Ai... – nós dois falamos juntos
Depois de um tempo tentando achar algo quebrado que por sorte não tinha nada, Mira chegou com pequenos fogos de artifício, as meninas ficaram empolgadas com isso. Cada um de nós pegou um e criamos nosso próprio show colorido.
Foi uma ótima noite, mas amanhã vou sofrer pressão dos pais de Levy, que medo só de pensar.
No outro dia fui até a casa da Levy, eu a iria pedir oficialmente em namoro, ou seja, eu iria pedir aos pais da baixinha. Que vergonha.
Levy atendeu a porta e me abraçou pela cintura envergonhada – Entre, - seu tom era nervoso – eles estão te esperando na sala
Adentrei aquela porta como se eu fosse um plebeu que iria conversar com a rainha para pedir a mão de sua pequena princesa.
Vi a mãe de Levy sorrindo e seu pai com uma expressão séria no rosto. Engoli em seco.
- Olá Gajeel, pode se sentar – a mãe de Levy disse amigável
- Sim, sente-se – o pai dela disse num tom ameaçador
Sentei-me de frente para ele com Levy logo ao meu lado.
- Então? – o pai da baixinha perguntou – o que você quer com a minha filha?
— E-eu... – engoli o nervosismo – eu quero namorar a Levy
- Namorá-la? – ele sorriu – eu gosto de você Gajeel, mas se você machucar a Levy... – lançou um olhar assassino
- Nunca vou magoá-la – falei confiante
Levy sorriu para mim e eu sorri de volta.
- Eu a-amo ela, ela me mostrou como o mundo pode ser bom. Eu vou protegê-la, não vou machucá-la, eu prometo. – sorri para eles tentando esconder o nervosismo
Depois de algumas perguntas, ou questionamento a mãe da Levy disse - Bem vindo a nossa família – e sorriu para mim – faça a Levy feliz
Concordei com a cabeça.
Depois disso ficamos conversando, comendo e brincando uns com os outros. Eu já me sentia em casa, mas ainda estava nervoso. Levy sempre sorria para mim e isso era a minha força.
Eu nunca vou machucá-la, mas será que eu consigo cumprir isto?
Fale com o autor