Akai Ito
4 Capítulo 4
Notas iniciais
No capítulo anterior...
Convidei Levy para nosso primeiro encontro, tomara que tudo dê certo!
Atualmente.
- Hoje é o grande dia!
Fui tomar um banho, fiz minha higiene matinal e como sempre tomei um bom café da manhã, deitei de novo na cama lembrando aquela deliciosa boca que no dia anterior estava grudada na minha.
- Ah baixinha, você é tão linda – falei baixo
Levantei da cama, liguei para o Natsu e o Gray.
— Preciso falar com vocês, vamos à confeitaria!
— Hai, hai, estaremos lá em 10 minutos- os dois falaram juntos
- Ok, até mais
Desliguei o telefone e saí de casa indo à confeitaria, encontrei Natsu e Gray chegando e entramos juntos, pedi uma torta de chocolate, Natsu pediu um doce muito estranho e Gray um sorvete.
- Então, o que tinha para falar? – Gray perguntou
- E-eu be-beijei a Levy... – falei ficando corado ao lembrar
— VOCÊ BEIJOU A LEVY? – Natsu gritou
— SE FOSSE PARA GRITAR EU NÃO FALAVA BAIXO, BAKA!
— Desculpe-me, você a beijou? – Natsu perguntou ainda não acreditando
— S-sim, na verdade ela me be-beijou... Eu me declarei no dia da brincadeira verdade ou desafio e no outro dia ela também se declarou – tentei esconder as bochechas vermelhas — e rolou um intenso e magnífico beijo...
Natsu riu, Gray sorriu e disseram juntos – O que vão fazer agora?
— Vamos ter um e-en-encontro... — cocei a cabeça tentando não parecer com medo
- Aonde vocês vão ir? – sorriram maliciosos
- Estou pensando nisso ainda – passei a mão no queixo
— Então vai logo pensar nisso!- falaram saindo da confeitaria
- Tem que ser perfeito! – sorri
Saí de lá pensando onde levaria à baixinha, mas não consegui pensar em nada.
- Droga, onde eu a levo?! – sentei-me em baixo de uma arvore de cerejeira olhando as pétalas que caiam – já sei!
“Isso vai ser ótimo, Levy é mais o estilo de garota que gosta de coisas simples, mas ao mesmo tempo kawaii, então um piquenique em baixo da arvore de cerejeira favorita de Levy vai ser demais!”.
Depois de ficar pensando no encontro perfeito em que Levy se sentisse em casa eu estava morrendo de fome, então fui a uma lanchonete e devorei uns três lanches X- tudo.
O celular marcava 14 horas quando fui para casa, toquei minha guitarra até 14h3omin tentando pensar no que eu levaria para o piquenique.
- A situação agora é: o que eu levo para um piquenique?
Fiquei pensando no que poderia levar até me lembrar de Mira, será que ela me ajudaria?
Liguei para Mira, assim que tocou duas vezes ela atendeu, parece que Cana estava em sua casa porque eu a ouvia reclamar de que morreria se não bebesse logo.
- Ah, Gajeel, que milagre você me ligando. Aconteceu alguma coisa?
— N-não, e-eu quero... Você poderia me ajudar? – engasguei com o nervosismo
- Claro o que houve? – seu tom era preocupado
- O q-que eu levo para um piq-piquenique? – perguntei nervoso
- Um piquenique? Bom, muitas coisas, porque quer saber disso? – ficou confusa
- E-eu quero fazer um para o e-encontro com a baixinha – corei
- OH, SERIO?! EU VOU TE AJUDAR, QUE FOFO VOCÊ QUERENDO ISSO! É UMA ÓTIMA IDEIA PARA UM ENCONTRO COM A LEVY! – ela falava tão animada que eu ri
— O que eu levo? – cocei a cabeça
- Vou te ajudar, vamos ao parque e eu te explico.
— Ok, eu irei
Saí de casa e fui direto ao parque, quando Mira me avistou balançou o braço me chamando.
- Gajeel, vamos começar
- Tudo bem... – eu estava nervoso
- Você pode fazer sanduíches, bolinhos, colocar frutas, fazer suco, comprar um bolo ou torta... -ela falava, falava e falava
Depois de uns 20 minutos a ouvindo falar sobre tudo o que eu poderia levar, ela se cansou e eu falei – Ok, vou levar quatro sanduíches, comprar bolinhos e uma torta de chocolate – falei lembrando-me do que ela me falou – duas maças, suco...
— Sim e não se esqueça de arranjar um bom lugar para isso, sorte que as árvores de cerejeira desabrocharam. Tenho que ir, Lisanna está sozinha com Cana e provavelmente não vai conseguir agüentar ela reclamando, somente um demônio agüentaria – ela sorriu e saiu toda animada
Fui até a confeitaria e comprei quatro bolinhos de morango, uma torta de chocolate e depois fui até uma barraca que vendia frutas, comprei cinco maças, mas eu só levaria duas para o encontro e assim que tinha tudo em mãos, fui para casa. Chegando a casa liguei o som e comecei a arrumas as coisas numa cesta.
- Estou fazendo tudo isso por ela? – eu ri- estou mesmo gostando dela... – corei e voltei ao “trabalho”
Quando terminei de fazer os sanduíches e arrumar as coisas dentro da cesta já era 17 horas.
Fui tomar banho, me arrumei, peguei as coisas e saí de casa indo em direção a arvore favorita de Levy. Essa arvore era a mais alta do parque dava para ver toda a cidade e era silenciosa como a noite estrelada que fazia hoje, as pétalas das flores dançavam quando o vento nelas batia imaginei Levy dançando como essas pétalas tão graciosas e encantadoras que qualquer um perderia o fôlego ao tocá-las.
Assim que terminei de arrumar as comidas em cima de uma toalha e acender algumas velas fui buscar minha pequena mulher. Cheguei à casa de Levy e a chamei – Baixinha! – comecei a ficar nervoso e se ela não gostasse?
Ela saiu na janela do quarto – Não me chame assim, já estou indo Gaj – ela sorriu e meu coração se alegrou
Assim que ela chegou à porta da frente disse – Pronto, aonde iremos? –corou
- Tenho uma s-surpresa, então chegando perto vou cobrir seus olhos – sorri
- Assim você me deixa ansiosa! – ela fez bico e riu
Andamos até perto do parque, Levy estava tão linda naquele vestido branco, o vento parecia dançar com seus cabelos azulados e eu me derretia só de olhar essa dança.
Quando chegamos ao parque fui atrás de Levy e tapei seus olhos – Não pode olhar – disse conduzindo-a até o local do encontro
Ela era tão quente e cheirosa isso me atraí muito, mas me contive, a guiei sobre a grama felpuda e as pétalas das flores que dançavam no ar.
- Estamos chegando – falei em seu ouvido o que a fez arrepiar
— T-tudo bem – ela corou
Mais uns cinco passos e eu disse – Chegamos – e destapei seus olhos
O sorriso que estava em seus lábios era tão lindo que eu sorri junto, os olhos da minha baixinha estavam iluminados e cheios de lágrimas, o que será que ela estava sentindo?
- É... É tão lindo! – ela pulou em mim se agarrando ao meu pescoço – é tão lindo, Gaj. Obrigada!
— Não foi nada – eu sorri- vamos?
Eu me sentei na toalha e ela sentou-se pertinho de mim, parecia nervosa isso me fez rir.
- É... – tentei puxar assunto- o que está lendo ultimamente?
Ela riu com a pergunta — estou lendo muitos livros –corou- e você aprendeu alguma musica nova na guitarra?
- Yeah, metarikku kisu! Um dia eu toco para você se quiser – eu ri
- Sim, claro – ela sorriu
Peguei um sanduíche e o mordi, ela pegou um bolinho, o silencio era confortável ele não era constrangedor. Estar ao lado dela me alegra.
- Gaj... – a olhei – obrigada, você está sendo tão g-gentil. Obrigada por essas comidas deliciosas, está sendo muito bom – ela me olhou corada
- Eu estou go-gostando muito também, pequena - corei
Ela encostou a cabeça no meu braço e comeu um pedaço da torta, eu comia também.
- Isso está uma delicia! – ela riu
- Está sim, Gaj
— Jet e Droy não devem estar gostando muito disso, né? – perguntei rindo
- Ah, eles são bem grudentos... Expliquei para eles, mas eles são umas cabeças duras – ela balançou negativamente a cabeça e sorriu
- Deve ter sido difícil – eu ri tanto que cai na grama
Fiquei deitado depois de ver como o céu estava lindo e estrelado, isso deixava Levy ainda mais brilhante. Ela se deitou do meu lado e assim que viu a beleza acima de nós disse — Nossa, que lindo... – ela olhou as estrelas e depois a mim – parece um presente para o nosso encontro – sorriu
Eu sorri corado – Sim, está lindo demais, mas isso só te deixa mais bonita — falei sem querer e corei assim que tive consciência do que havia dito
- Bo-bon-bonita? – corou e eu ri
Ela sentou e pegou uma maça tentando esconder o rosto corado – Gaj, e-eu gosto muito de você
Isso me fez ficar ainda mais corado, mas eu estava tão feliz que as palavras insistiram em sair – Eu te amo, baixinha
Falando isso ela se deitou com a cabeça no meu tórax e se acomodou.
- Obrigada por tudo que está fazendo por mim
Fiz carinho em seus cabelos azulados e sorri, tudo era novo para nós, porém era como se fossemos namorados a muito tempo.
- Gaj, q-quer ir na biblioteca comigo? – ela disse nervosa
- Biblioteca? Tudo bem...
Não é que eu odeie biblioteca, mas eu não sou um cara muito culto, sabe?
- Ok, amanhã eu vou estar te esperando aqui às 10 horas – ela se animou
— 10 horas? A biblioteca fica aberta de noite? – falei confuso
- Etto... 10 horas da manhã – ela falou parecendo mais confusa que a mim
- Da manhã?! Mas isso é de madrugada... – eu a vi fazendo biquinho
É, ela me conquistou – Tudo bem, tudo bem, eu vou acordar
O resto do encontro foi muito bom, ficamos conversando sobre tudo o que vinha-nos a cabeça até as 22 horas, assim a levei para casa, estávamos tão nervosos e felizes que o abraço durou vários minutos e isso era muito bom.
Acordei no outro dia com a droga do relógio tocando, olhei para o relógio com uma careta era 9 horas da manhã – Acordar cedo é uma droga! – falei levantando e ligando o rádio
No banho lembrei-me do encontro com a baixinha e sorri mais ainda lembrando que hoje iria passar a tarde toda com ela. Quando saí do banho fui logo me arrumar e comi metade de um bolo que eu tinha comprado.
Saí de casa indo em direção ao parque, quando cheguei vi Levy sentada em baixo da sua arvore favorita lendo um livro ENORME, me aproximei e parecia que ela não tinha me visto então fui por trás dela – BUUU! – gritei e peguei em sua cintura fazendo-a pular
- Gajeel no baka! – ela me bateu com o livro
- Ai! – aquilo doía pra caramba – quantos quilos têm isso? É um livro ou um chumbo?
— É um livro de 800 páginas, então é um pouco pesado – ela riu e me olhou – vamos?
— Vamos — bocejei
Ela sorriu e levantou batendo as mãos no vestido laranja para tirar as gramas que ficaram grudadas, pegou a minha mão, eu peguei o livro e fomos em direção a biblioteca.
Sua mãos eram tão macias...
Ela me puxou – Vamos seu preguiçoso! – fez bico
Eu ri – Calma, ainda não acordei direito
— Quero chegar cedo para pegar um novo livro e isso demora... – ela virou o rosto – demora um pouquinho – e riu
Quando chegamos à imensa biblioteca ela correu até a recepção para renovar o livro que estava lendo e depois de 10 minutos esperando ela me chamou para ir com ela escolher outro livro.
- Que tipo de livro você gosta? – perguntei vendo as imensas estantes e imaginando os livros que ali existiam – duvido você conseguir pegar aqueles livros – apontei para a prateleira mais alta rindo – você é muito pequena para eles
Assim que eu disse isso ela me bateu com o livro – Os bibliotecários pegam para mim, baka – e mostrou à língua
Eu sorri – Claro, que livro você quer ler? –voltei a perguntar
- Haruki Murakami – ela disse olhando as prateleiras que descreviam o gênero dos livros. Fantasia, ficção, terror e romance, quando achou o livro suspirou, ele estava muito alto para ela.
- Vem cá – eu a peguei no colo e a pus no meu ombro
Ela corou – O-obrigada – ela pegou o livro e eu a desci
Fomos até a recepção de novo e pronto, ela tinha a semana toda para ler.
— Al-almoça em casa hoje – ela disse nervosa
— O-ok – fiquei mais nervoso ainda
Ela sorriu e fomos a casa dela, era a primeira vez que eu ia lá.
A casa de Levy era bonita, não era tão grande e tinha uma cor azulada muito parecida com a cor dos cabelos da baixinha.
O dia tinha acabado de começar e já estava cheio de surpresas e alegria, essa baixinha me encanta.
Notas finais
Obrigada a todos que estão lendo a minha fic, estou realmente contente *-*
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