Akai Ito
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Sem mais enrolação, boa leitura.
No capítulo anterior...
Levy e eu tivemos o primeiro encontro e ela me convidou para o segundo- nervoso- e agora estamos adentrando sua casa.
Atualmente.
A casa de Levy era bonita, não era tão grande e tinha uma cor azulada muito parecida com a da baixinha. Ela me disse para entrar, então eu entrei. O interior da casa da baixinha era muito organizado, tirando que tinha livros para todo lado.
- Eu estava procurando um livro, esqueci de arrumar... – ela falou mexendo o pé e percebi que estava nervosa
Eu ri – Vem te ajudo a recolher, baixinha
Levy recolhia os livros que estavam pelo caminho e eu pegava os mais grossos e os que estavam nas mãos dela, quando terminamos de pegar os vinte livros que estavam na sala e em cima da mesa subimos para o quarto da Levy, quando chegamos lá ela riu e disse – É a primeira vez que alguém entra aqui que não seja a Lu-chan – e corou
Eu ri e com o gesto os livros quase caíram, mas eu consegui me equilibrar – Opa... Quase – falei quando consegui que eles não caíssem
Ela riu – Coloca eles e cima da minha cama – e se virou para encarar as enormes prateleiras que até aquele momento eu não tinha visto
Aquilo era um imenso quarto ou uma pequena biblioteca? O quarto da Levy era bem grade, mas ao mesmo tempo pequeno, tinha tantas estantes de livros que se confundia facilmente com uma biblioteca, porém tinha uma cama, então não podia ser uma biblioteca.
Coloquei os livros em cima da cama, a baixinha se virou e fez um bico.
- O que foi baixinha? – me espreguicei
- Os livros... Não tem lugar para os novos que comprei – e voltou a fazer o biquinho
Eu ri – Peça uma nova estante para a sua mãe, ou depois eu vou com você – deitei na cama e os livros caíram em cima de mim com o movimento que fiz – ai!
Levy riu e foi logo guardando os livros que estavam sobre mim.
Para uma biblioteca/quarto o lugar era bem organizado, cada estante tinha um gênero começando pelo A e terminando pelo Z.
- Tem algum livro de dragões aí? – perguntei vendo todos os livros, uns eram enormes e outros eram bem finos, fiquei imaginando as historias que neles continham
- Tem sim, quer ver? – ela me olhou curiosa
Fiquei pensando até me decidir – Sim, eu quero
Ela sorriu animada, terminou de guardar os livros e foi direto procurar um livro de dragão. Ficção, Fantasia, Ficção, Fantasia... – ela murmurava procurando a prateleira – achei!
Ela pegou um livro enorme e o curioso era que a capa não tinha dragões cuspindo fogo, nela tinha somente um dragão, um belo dragão negro.
- Esse é Metalicana – ela falou – tenho certeza que você vai gostar dele – e sorriu
— Metalicana? – olhei a figura – que belo dragão
Fiquei impressionado com aquela imagem, ele não era assustador, na verdade era bem acolhedor. Perdi o fôlego vendo as imagens que tinham no livro.
- Metalicana era um dragão de ferro – ela explicava, sem dar spoiler sobre o livro, ela só queria me deixar curioso, mas ela parecia tão animada contando que eu sorri
- Empresta esse livro para mim? – falei lendo uma parte de como Metalicana ajudava os humanos
- Claro! – ela sorriu e se virou – vou buscar algo para comermos, ta?
Só percebi meu estomago roncando alto quando ela disse aquilo – Claro obrigado baixinha – eu sorri
Ela saiu e eu fitava aquelas imagens, Metalicana me encantava.
Quando ela voltou estava com vários sanduíches num prato e eu a ajudei com os copos e o refrigerante que estavam quase caindo.
- Vamos comer – ela sorriu sentando no kotatsu que tinha num canto meio espremido com as prateleiras
Sentei-me ao lado dela e peguei um sanduíche, ficamos conversando sobre os livros, Metalicana, musica e entre outros. Ela me contava empolgada sobre os livros que tinham nas prateleiras e sobre como eu tinha que lê-los e não aceitei o que só fazia com que ela insistisse. Ficamos assim até terminarmos os sanduíches.
- Estava muito bom, baixinha – sorri pra ela
- Não me chame de baixinha – ela mostrou a língua e depois sorriu – obrigada, Gaj-kun
Ajudei a levar as coisas para a cozinha e a lavar, fomos para a sala nós iríamos ver um filme. Ela sorriu nervosa, seus pais tinham saído quando estávamos lavando a louça, como eles confiavam muito em nós dois não se preocupavam em nos deixar sozinhos, porém ficar sozinho com ela só me fazia ter lembranças daquele beijo... Era irresistível.
Sentei no sofá e ela colocou o filme, desligou as luzes, mas antes fez muita pipoca e sentou-se do meu lado e apertou play e pegou na minha mão encostando a cabeça no meu braço.
Corei e ela também estava corada, abracei ela pela cintura e vimos metade do filme, ou seja, adormecemos depois disso.
Acordei com a mãe de Levy fazendo o jantar e eu e a Levy cobertos por um edredom, quando percebi que a Levy estava dormindo deitada no meu tórax, corei.
- Ah Gajeel, está com fome? – a mãe de Levy me olhou sorrindo
-N-não muita... –tentei disfarçar o nervosismo, mas meu estomago me entregou
- Não seja tímido, jante aqui hoje – ela sorriu e se virou para colocar uns legumes junto com a carne
- Tudo bem... – disse ainda nervoso
Levy ainda dormia no meu tórax e eu a observava, seu rosto pálido era tão bonito, sua boca vermelha dava leves suspiros e seus cabelos estavam meio bagunçados. Sorri vendo-a dormir.
Sem querer a mãe da Levy derrubou uma tampa na pia e fez muito barulho o que acordou a baixinha, ela se mexeu confortável no meu tórax até ver onde estava deitada e levantou rapidamente.
- Gaj, desculpe-me peguei no sono – ela falava tão rápido que eu ri
— Calma, eu ta-também peguei o sono - corei
- Crianças, o jantar está quase pronto - a voz da mãe da Levy vinha da cozinha junto com o delicioso aroma de curry
— Mãe, eu não sou criança! – o tom da baixinha era irritadiço
- Sim, ela só parece criança – eu ri alto
Levy me deu um tapa o braço, a mãe dela riu e a pequena levantou indo a cozinha ajudar a mãe.
Eu levantei e fui até o banheiro na hora que voltei já estava tudo arrumado, que rápidas!
Elas estavam conversando sobre o nosso “encontro” de hoje, que foi divertido e que estava ansiosa pelo próximo, isso me fez ficar envergonhado.
Quando terminamos de jantar eu vi que já era bem tarde e tinha que ir embora, então Levy me levou até o portão.
- E-eu me diverti muito, o-obrigada por me acompanhar a biblioteca, Gaj- ela falava nervosa e corada
- E-eu também me divertir muito, eu devolvo o livro quando terminar – sorri corado
Eu me curvei ficando bem próximo a ela que corou e me olhou, cheguei mais perto até que nossos lábios se encontraram novamente. Esses lábios, esse sabor... São muito bons.
Ela passou as mãos envolvendo meu pescoço e eu a abracei pela cintura, nossas línguas se encontravam e explorava uma a outra, matando a vontade, mordisquei sua boca e ela sorriu grudando mais em mim e só paramos para buscar ar.
- E-eu te amo, Gaj – ela sorriu corada
- E-eu te a-amo, pequena – sorri
Ela selou nossos lábios num beijo mais calmo e romântico, quando parou sorriu e disse – A-até amanhã
— A-até amanhã – dei um beijo em sua testa e esperei ela entrar para ir embora
Essa pequena mulher é minha metade, como ela pode me deixar tão feliz?
Notas finais
Ai, ai... O próximo encontro vai ser perfeito, aguardem ansiosos, prometo não desapontá-los.
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