Akai Ito

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Gomen a demora eu derrubei um copo de água no teclado sem querer... T.T
Como sempre, obrigada todos que estão gostando da história!
Boa leitura.

No capítulo anterior...

Finalmente não temos mais problemas com os pais da Levy. Foi difícil...

Atualmente

O dia amanheceu e eu ainda não tinha dormido, os pais da Levy disseram que iriam fazer uma “festa” para me apresentar a família. Droga...
Encarei o teto no meu quarto, ou melhor, encarei o rabo de Lily que estava cobrindo meus olhos e irritando meu nariz; suspirei aliviado quando o telefone tocou.
- Oi – bocejei
- Estava dormindo? – Levy tinha um tom sonolento
- Não consegui dormir – resmunguei
Ela riu – Não se preocupe meus parentes não são tão ruins, só tem uma pessoa que é detestável – suspirou
Sorri – Quem?
— Minha prima –
o tom sonolento se foi
Entendi – bocejei novamente
- Tenta dormir um pouco – agora estava preocupada
- Hai hai – sorri – depois nos vemos
-
Ok, até depois Gaj
Desligou.

Virei na cama, Lily caiu no chão e finalmente dormi, mas o sol já estava nascendo e a irritante luz entrou pela janela, então acordei.
Desisti de dormir e tomei banho para não morrer de sono.
Alimentei Lily com o seu adorado kiwi e eu fiz um lanche com tudo o que tinha na geladeira. Saí de casa um tempo depois.

Quando cheguei à casa da Levy vi minha pequena pela janela, chamei-a e ela desceu assim que me viu.
- Gaj, - respirou fundo – não ia dormir?
— Não consegui –
bufei
Ela riu – Entre
A mãe da Levy tinha feito um bolo e estava confeitando-o.
- Bolo? – ri
- Ah, ela não sabia o que fazer...
Ela me puxou para ir com ela no quarto, passamos pela mãe da Levy que nos deu um sorriso e disse que logo eles iriam chegar.

Entramos no quarto da pequena que estava revirado.
- Furacão? ­– debochei
- Estou arrumando – falou guardando um livro enorme dentro de uma caixa – me ajuda?
— Ok –
ajudei-a até o quarto estar perfeitamente limpo

Depois de quase uma hora algumas pessoas foram chegando e devo dizer eles eram malucos. O tio da Levy me deu um abraço apertado quando me conheceu e disse algo sobre “Não vá esmagar a Levy”, uns primos da Levy nem falaram comigo e ficaram jogando videogame e tinha uma menina estranha me encarando.
Ela era uma versão estranha da mãe da Levy, com o mesmo cabelo azul claro e com algumas pintinhas no nariz e nas bochechas. Admito, era bonita.

- Levy, - sussurrei – tem uma menina nos encarando
Ela olhou e viu a garota – É Haruko,ela é a detestável – revirou os olhos
A menina aproximou-se – Olá anãzinha – sorriu ironicamente – lembra-se de mim?
— Haruko, olá cobrinha –
retribuiu o sorriso irônico
- Esse é seu namorado? – veio na minha direção – tão bonito... – na hora que ela foi encostar a mão no meu tórax segurei-a
- Obrigado – sorri - mas não flerte comigo
— Flertar? –
riu – não estou flertando, docinho
Ela me dá nojo...
- Haruko fique longe dele – Levy me puxou para mais perto dela
- Fique tranqüila pequenina eu não vou roubar seu lindo namorado – piscou pra mim
Revirei os olhos e ela se foi.
— Entende porque eu disse que ela é detestável? – disse irritada
- Eu queria não ter nem a conhecido – dei de ombros
Ela sorriu e beijei o topo da cabeça da minha baixinha.

A festa foi animada, o tio louco da Levy que me abraçou estava em cima da mesa balançando a blusa de um lado para o outro, tinha uns lendo os livros da Levy o que parecia deixar ela irritada e Haruko não parava de me olhar.
Levy me levou para fora da casa quando viu Haruko ainda me devorando com os olhos.
- Não a suporto! – bateu o pé
- A deixe para lá – sentei no chão
- Mas ela fica te olhando como se eu não existisse!
-Não ligue se mostre superior – sorri
- Superior? – disse pensativa
- Sim
A pequena sentou do meu lado e encostou a cabeça no meu braço – Queria que ela não existisse – disse baixo
- Queria que quem não existisse? – disse Haruko
Levy deu um pulo o que fez Haruko rir.
- Me deixa em paz... – Levy suspirou
- Ai, ai queria prima você é mesmo burrinha – sorriu irônica – lê tantos livros e é burra
Levy se levantou e encarou Haruko, vendo assim elas eram quase do mesmo tamanho.
- Escuta aqui, se você der em cima do MEU namorado eu juro que lhe dou um tapa, - irritou-se – mas se você não parar de me perseguir, como sempre fez, eu ...
-
Você o que? – riu – Vai chorar como quando era criança?
-
Eu não sou mais criança – cuspiu as palavras
- Então não aja como uma – se curvou para encarar Levy
Puxei Levy e a abracei – Haruko, né? Saia daqui – lancei as palavras como se fossem flechas em direção a cabeça dela, o que a fez dar dois passos para trás
- E-eu não fiz nada! – gritou
- Eu não bato em mulheres, mas eu posso quebrar essa regra que fiz se você não sair daqui – sorri e ela saiu correndo
- Obrigada Gaj... – Levy agarrou a minha blusa
Peguei gentilmente o queixo dela e beijei seus lábios, ela relaxou e me beijou.

- A festa é aqui dentro, crianças – a mãe da Levy apareceu na porta sorrindo
- Estamos indo - Levy sorriu
Voltamos à festa e Haruko estava rabiscando um livro da Levy, a pequena correu em direção à prima e arrancou o livro de suas mãos.
- O que pensa que está fazendo?! – gritou
- Escrevendo – sorriu
Abracei Levy por trás e vi que uma pagina inteira tinha a mesma frase rabiscada “Eu te odeio, morra sua anã”, olhei a garota de madeixas azuladas e com um simples gestos dei um soco (fraco) em sua bochecha pálida.
Todos me olharam como se eu fosse o vilão e se aglomeraram em volta da verdadeira vilã vendo se ela estava bem.
O pai da Levy me olhou com desprezo e disse “Suma daqui” forte e firme, mas baixo o suficiente só para eu ouvir.
Saí de lá com um peso nas costas e vi a silhueta pequena da Levy correndo em minha direção.
- Gaj... - respirou – aonde você vai?!
-
Pra casa – bati de leve em sua cabeça – seu pai acha que eu sou o vilão, ou melhor, todos acham.
- Fica... – ela estava quase chorando
Curvei-me e beijei sua testa- Desculpe-me, pequena – olhei para trás da Levy, em direção a porta de sua casa, e vi Haruko sorrindo satisfeita.

Essa pequena vadia vai me pagar.

- Eu volto logo – beijei a boca avermelhada de Levy e as lagrimas dela esquentou as minhas bochechas – eu te amo – sorri
- Eu também te amo – sua voz chorosa quebrou meu coração

Olhei de novo para a porta e Haruko não estava mais lá e é bom que ela fique bem longe por muito tempo.

Notas finais
Comentem, se gostou ou não, seu comentário me alegra.
Eu não sei se ficou bom, mas eu tentei pegar a dica kkkk

Daisuki!