Notas iniciais
eu tenho de pedir desculpas pras minhas leitoras de Mangetsu no Kissu... era pra ter avisado na semana passada que, devido ao aniversário da banda, as postagens dessa quinta e da quinta q vem estariam suspensas... amores, desculpe, mas vcs ainda têm fics pra ler... espero q me perdoem... espero q gostem e comentem boa leitura

Sayuri entrou em sua casa, vindo da escola, alegremente, sem perceber a presença de um rapaz moreno, um ano mais velho do que ela, sentado no sofá da sala, em silêncio, folheando uma revista.

— Okaa-sama! – a garota chamou com sua vozinha meiga e cantada, rodopiando até o escritório de sua mãe, mas o encontrou vazio.

— A tia Carol acabou de sair com Isshi-chan, Sayu... – Shin se pronunciou, calmamente, fazendo a garota saltar de susto.

— Shin-chan! Você me assustou! Não devia ficar aí feito uma assombração! – ela disse, revirando os olhos.

— Gomen... Não quis assustá-la! – o garoto abriu seu lindo sorriso de covinhas, herança de seu pai, e fez a garota corar levemente. – Você parecia mais feliz do que nossos pais em dia de Gran Finale! Achei que não devia despertá-la desse encantamento...

— O que está fazendo aqui sozinho? – a garota se sentou no sofá ao lado dele, timidamente, o rosto rosado como as mechas de seu cabelo descolorido. Lembrava muito Takanori quando deixava o cabelo naquela tonalidade.

— Meu pai pediu pra buscar o rascunho das goods do the GazettE que o tio Taka estava elaborando, mas a tia Carol disse que ele tinha levado pra gravadora... Como o otou-san hoje não vai pra lá, sua mãe disse que não tinha problema esperá-lo aqui... Só que ela teve de sair com Isshi e eu fiquei aqui... – o moreno explicou tranquilamente, lembrando muito o jeito paciente de Yutaka de relatar alguma coisa.

— Que horror! Essa família não tem jeito mesmo, Shin-chan! – Sayuri deu risada. – Você quer alguma coisa? Um lanche? Refrigerante?

— Não precisa se incomodar comigo, Sayuri-chan!

— Não vai ser incômodo nenhum, Shin-chan! Venha – ela o puxou pela mão e o guiou pra cozinha – eu vou fazer alguma coisa pra nós dois, está bem?

— Tudo bem! Se for pra nós dois, tudo bem! – o garoto disse, sem jeito. – Posso ajudá-la?

— É claro que não! Além de visita, você já foi abandonado sozinho pelos donos da casa! Pode se sentar!

Ele deu risada, mas obedeceu.

— Falando desse jeito, parece até o tio Taka...

— É? Tia Ny diz que puxei a okaa nesse aspecto... – a garota começou a preparar tudo o que precisava para fazer os lanches.

— É engraçado como seus pais se parecem... Às vezes, são como uma pessoa só...

— Olhando pra todos eles é assim, né? Acho que isso é o que significa “akai Ito”, não é verdade?

— Por mais estranho que possa parecer, é verdade...

— Estranho? Por que é estranho, Shin? Não acredita que exista “akai Ito”? – ela se virou, um pouco desesperada e entristecida para encará-lo.

— Não é isso... Acho que seria errado da minha parte não acreditar... Afinal... Nós fomos criados sob esses “conceitos”, né? Melhor seria dizer que fomos gerados nesses conceitos...

— Mas...? – Sayuri instigou-o e o garoto se surpreendeu de ela saber que tinha um “mas” em sua frase.

— Mas... Assusta um pouco ter o destino amarrado ao de outra pessoa, não assusta?

Ela parou tudo o que fazia e refletiu sobre o que ele dissera. Seus grandes olhos castanhos, como os da mãe, que estavam sem as lentes de contato azuis que usava para se parecer ainda mais com o pai quando ele se transformava no vocalista do the GazettE, se fixaram em Shin com mais intensidade do que já tinham feito antes... Como se quisesse puxá-lo...

— Não acho que me assuste... Porquê... Quando você ama alguém... E também é amado por essa pessoa... – sua voz se tornou entristecida. – Você deseja ficar pra sempre com ela... É isso que eu entendo por estar ligado a alguém...

— Também acho que, quando você ama, você quer ficar com essa pessoa... Mas com a akai Ito, soa como se não tivéssemos escolha...

— Mas o amor não é assim racional, Shin!

— É por isso que ele me assusta!

Sayuri terminou de preparar os lanches dos dois e sentou-se diante do moreno na bancada para comer, em completo silêncio.

— Eu estava vendo as fotos que você fez com Yuuri naquela revista... – ele comentou, mas, por algum motivo que a garota não soube identificar, sua voz não soou como de costume. Parecia afetado por um sentimento amargo mal disfarçado. – Muito bonitas...

— Arigato... – ela disse, tentando entender o que se passava com ele. – Temos de fazer uma sessão juntos, não é, Shin-chan? Eu adoraria trabalhar com você!

— Claro... – ele pareceu surpreso e satisfeito. De repente, seu rosto ganhou uma tonalidade avermelhada e ele desviou seus olhos dos dela. – Você estava muito linda, Sayuri...

— Arigato – foi a vez dela de corar.

— Claro que você é sempre linda, né? – ele falou, constrangido, ainda sem olhá-la.

— Você me acha linda?

— Todo mundo te acha linda, né? – ele deu de ombros, desmerecendo a própria opinião.

— A opinião de Shin-chan vale mais pra mim! – ela confessou com meiguice e os olhos dele se arregalaram.

— Por quê? – ele soltou, sem perceber, ainda espantado.

— Porque você é o único que não parece se importar com isso... É o único que não diz... Essa foi a primeira vez... – ela terminou com a voz muito baixinha.

— Gomen... Nós brincamos que Yune é desligado, mas eu não sou muito melhor... Você é muito bonita, Sayu! A garota mais bonita que eu conheço! A garota mais bonita... Do mundo!

— Arigato... – ela abaixou o rosto rosado.

O filho do baterista do the GazettE inspirou profundamente, se levantou e foi até ela, surpreendendo-a. Afagou-lhe a face e, hesitante, uniu os lábios aos dela. Ela se surpreendeu, mas não demorou muito pra que puxasse o garoto mais de encontro a si. Os dois sorriram entre o beijo que se aprofundava.

Shin desceu sua mão para a cintura dela e prensou-a entre ele e a bancada, recebendo um gemido ronronado e uma mordiscada no lábio inferior de resposta.

— Gomen... – ele riu baixinho, deslizando seus lábios pela face dela até o pescoço, beijando-lhe a pele.

— Nani? – ela riu, abraçando-o forte.

O moreno segurou novamente o rosto dela entre suas mãos e trouxe-lhe para um novo beijo, ainda mais sério e carinhoso que o primeiro.

— Acho que não dá pra desamarrar sua akai Ito...

Notas finais
mereço reviews
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!