Notas iniciais
Fiquei um curto período sem postar. Sorry (~T Links da aparência dos personagens nas notas finais ;3

Já fazem três dias apenas desde que conheci a real forma do Snow e de meu gato, e desde esse dia eu NÃO consigo olhar para um animal de estimação, qualquer que seja, sem imaginar ele como um humano. Eu perguntei a eles se todos os animais eram assim, mas eles me responderam que não, somente alguns -poucos- costumam ter uma forma humana também. Bem, depois daquele dia minha vida virou uma confusão. Só fazem três dias e eu não consigo nem mais seguir a minha rotina de sempre, MESMO QUE EU QUEIRA. Têm sido difícil de me concentrar nas minhas tarefas diárias e dormir. Não consigo estudar porque sempre ocorre isso...

—Leo... DÁ PRA SAIR DA MINHA MESA? — Eu pergunto irritada. Eu estava estudando calmamente na mesa do meu quarto, quando ele vem e se deita em cima da minha mesa.

—Não! — Ele diz. — O que pode ser mais importante que o seu gatinho querido?!

—Isso! Isso é mais importante! Sem isso eu não vou poder ter um futuro bom! — Eu reclamo. — Ah! O que você deve saber sobre batalhar para viver? Você provavelmente só viveu em casas, fazendo sempre o que quisesse quando quisesse! — Eu falo com raiva. Percebi que ele ficou quieto. Eu olho para ele e o mesmo se encontra com uma expressão séria. Ele sai de cima da minha mesa.

—Eu sei o que é lutar pra viver... — Diz ele, ainda sério. — Você pode pensar que eu sou egoísta, mimado, e até mesmo um idiota de primeira. Mas eu tenho meus motivos... — Ele continua no mesmo tom de voz. — Quando eu era pequeno, eu costumava viver na rua, miando por comida, mas ninguém nunca me alimentava. Eu só queria um lar, mas sempre apareciam umas pessoas cruéis que, quando eu me aproximava, geralmente me chutavam ou me ignoravam. Eu já enfrentei a falta de comida, a falta de carinho alheia, a falta de um lar... Tudo o que eu sempre quis era que alguém aparecesse e me tirasse das ruas, me levasse para sua casa e que eu pudesse ser feliz. Me desculpe mesmo se ajo como um idiota... Mas eu só quero ser um pouco egoísta e poder ter um dono ou dona só para mim, que me dê um lar, comida, carinho. Eu só-

Eu o interrompo com um abraço. Ele, nesses curtos três dias que dividimos o mesmo teto, sempre demonstrou -aos meus olhos- ser um idiota, carente e pervertido, mas agora... Acho que entendo ele. Se não por completo, pelo menos um pouco. Eu suspiro e começo a falar:

—Bem... Se quiser ficar aqui, será bem vindo. — Percebo que ele me abraça mais forte. Eu não costumo abraçar as pessoas assim do nada, mas ele parecia muito precisar de um abraço naquele momento.

Espera... Ele..! Não!

—VOCÊ TÁ RONRONANDO?! — Eu digo parando de o abraçar e o encarando.

—EU ESTOU FELIZ! ME DEIXA! — Ele diz meio irritado. — Eu só... Só estou feliz por saber que tenho alguém neste mundo.

—I-idiota! Não é como se eu fosse passar a dar atenção somente a você!

—Mas deveria. Eu sou muito melhor que aquele cachorro panac- Ai!

—Panaca é você! Eu não posso ir buscar o jornal para minha dona por um segundo se quer e você já está pondo essas suas garras sujas nela! — Diz Snow.

—Minhas garras sujas...?

—Ei! Eu já pedi para vocês pararem de me chamar disso. É estranho! Me chamem só de Anna. — Eu digo e eles concordam. — Bom, agora se me permitirem... EU QUERO ESTUDAR! — Eu digo e volto a minha atenção para os livros em cima de minha mesa.

...

Já está de noite.

—O jantar estava ótimo mãe! — Eu digo assim que acabo de arrumar a mesa. — Vou dormir agora. Boa noite!

Eu subo as escadas, até que chego ao meu quarto.

—Oe! Já falei que não é pra você ficar deitado aí! — Diz Snow.

—Mas essa cama é tão macia... — Diz Leo abraçando o meu travesseiro. Ele olha para Snow, e então joga o travesseiro nele. — E pensar que você têm isso a anos e nem aproveita!

—E-ei! — Reclama Snow. — Não é como se eu não quisesse!

Eu estava espiando pela fresta da porta, quado sinto alguém tocar meu ombro.

—Ah! — Eu grito assustada pelo toque repentino. — Ah, oi mãe.

—Anna, o que foi? — Ela pergunta. — Têm alguma coisa no seu quarto por acaso?

—N-não mãe! É que- Mãe! Não abre!

Minha mãe abre a porta.

—Ah meu Deus...

Ferrou. Ela descobriu. E agora? O que eu faço?!

—Mãe... Eu tenho como explicar, é que-

—Não! Pra isso não têm explicação! — Ela diz. — Olha pra esse quarto! Que bagunça!

Então ela estava falando do quarto? Ah, ainda bem... Eu olho para meu quarto. Realmente está uma bagunça! Meus livros espalhados pelo chão, lençol jogado no chão junto com os travesseiros, e... Como minha bolsa foi parar pendurada no ventilador?

—Desculpa mãe, eu irei arrumar agora mesmo.

—Acho bom! — Diz minha mãe. — Eu não paguei seus materiais para você não usá-los com cuidado!

—Entendi mãe... — Eu digo e entro em meu quarto, fechando a porta logo em seguida. Eu olho para a porta do banheiro que se encontrava encostada.

—Ela já foi? — Eu ouço a voz do gato.

—Acho que sim. — Responde o cachorro.

Eu fico de frente para a porta, e assim que eles abrem...

—Qual de vocês bagunçou o meu quarto? — Eu pergunto os encarando mortalmente.

—Foi ele! — Os dois falam e apontam um para o outro. Eu os puxo pelas orelhas.

—Ai! Isso dói! — Reclama Leo.

—Desculpa! Desculpa! — Diz Snow.

—Só por causa disso vocês vão dormir fora do quarto hoje! — Eu digo com raiva, soltando suas orelhas.

—Nããão! A sala é fria de noite! — Reclama Snow. — Culpa sua! Seu...

—Você não deixaria seu gatinho querido dormir do lado de fora... Deixaria? — Pergunta Leo, fazendo uma cara bem fofinha.

Aposto que se eu estivesse em um anime, eu estaria vomitando arco-íris agora. NÃO ME JULGUEM! EU NÃO RESISTO A COISAS FOFAS! PRINCIPALMENTE ANIMAIS FOFOS!

—Tsc. Ah! Que seja! — Eu pego meu pijama e vou em direção ao banheiro. — Façam o que quiserem! A única coisa que eu quero agora é uma boa noite de sono! — Eu entro no banheiro.

Eu não consegui dormir nada desde que descobri esse "segredinho" deles. Eles geralmente discutem durante a noite, se xingam, ficam miando/latindo, e o Leo não para de sair da cama dele (uma almofada) e vir dormir na minha, e eu continuo expulsando ele toda noite.

...

Eu saio do banheiro, bocejo, me espreguiço e depois falo:

—Vou dormir. Boa noite pra vocês. — Eu vou em direção a cama e me deito na mesma.

...

Alguns minutos se passaram, e eu não conseguia dormir. Céus! Será que eu me acostumei com os barulhos deles? Mas só foram três dias! Sinto alguém me abraçando.

—Oe! Leo! Volta pra sua cama! — Eu digo tentando sair daquele abraço.

—Você disse que eu podia fazer o quê quisesse. — Diz ele.

—O quê? Quando que eu disse iss-

"Tsc. Ah! Que seja! Façam o que quiserem! A única coisa que eu quero agora é uma boa noite de sono!"

Não acredito que eu disse mesmo isso...

—Certo! Mas pelo menos me larga!

—Não, isto está incluso em "fazer o que quiser". — Ele responde.

—Idiota... — Eu digo e fecho meus olhos, tentando dormir.

Não. Definitivamente não dá pra dormir assim. É desconfortável, irritante e vergonhoso. Mas o que eu posso fazer?! Se eu pudesse voltava no tempo e me impedia de falar aquilo! Aí sim eu estaria salva e-

—Hum...? — Eu abro meu olhos. Alguém está fazendo um barulho estranho, parecido com um... Cachorro chorando? Eu me levanto um pouco e olho em volta.

—Snow? O que foi? — Eu pergunto em um tom não muito alto. Snow estava na forma humana dele, sentado em cima de sua cama de cachorro (como ele coube? É que apesar dele ser um cachorro pequeno, a cama dele é bem grandinha.) e com as costas encostadas, mas não estava dormindo. — Você ta chorando?

—N-não! — Ele responde. E é verdade, não tinha lágrimas em seus olhos.

—Então por quê você tá fazendo esse barulho?

—Não é como se eu conseguisse controlar! — Ele diz irritado e vira a cara, evitando contato visual.

—Você está com frio? Porque se tiver eu posso diminuir o ar-condicion-

—Não é isso! — Ele me interrompe. — É que... Desde que esse gato idiota chegou... Você quase não me dá mais atenção... — Ele falou diminuindo o tom de voz aos poucos, até que a última palavra foi dita como um sussurro.

Ah, então é isso... Bem... Já estou ferrada, não vai fazer tanto mal me ferrar mais um pouquinho, né?

—Sinta-se livre para dormir aqui comigo. — Eu digo. — E eu não vou repetir isso.

Isso é bem vergonhoso de se dizer, afinal, ele não é só um cachorro! Ele é um humano também! Mas bem, eu confio no Snow. Tenho certeza de que ele não fará mal nenhum comigo (ao contrário daquele gato pervertido!). Eu sinto ele subindo na cama. Por Deus... Isso é MUITO ESTRANHO! Tipo, eles são meus bichos de estimação, e são humanos. Isso significa que eu tenho humanos de estimação? Isso seria considerado escravidão? Mas se eles não quisessem ficar aqui, já teriam ido embora a tempos, não?

Eu fecho os olhos tentando ignorar o fato de que eu, Anna Katerlynn, deixei dois garotos dormirem na mesma cama que eu. O que é? Vai me dizer que você também não ficaria envergonhada com o fato de que um cachorro e um gato HUMANOS estarem dormindo AGARRADOS em você. Espera- OS DOIS TÃO AGARRADOS EM MIM?! ALGUÉM ME AJUDA! TEM DOIS GAROTOS ME AGARRANDO, UM PELA FRENTE E OUTRO POR TRÁS! Não, pera. Isso soou estranho.

Ahh! A única coisa que posso fazer agora é dormir. Pois bem... Durante esse pequeno período de três dias, aprendi que alguns -poucos- animais podem se transformar em humanos também, que meu cachorro e meu gato são dois exemplos disso, que mesmo na forma humana eles continuam agindo como seus respectivos "modo animal", que eles podem continuar carentes de atenção e carinho mesmo na forma humana, e que eu vou enlouquecer com tudo isso. Sério, não sei o que fazer, mas de certa forma, gosto da presença deles aqui... Mesmo que seja irritante as suas briguinhas de cão e gato, eles são legais.

Notas finais
Se gostaram, comentem! ;3 Isso fará meu S2 muito feliz *-* Links para as aparências: Anna --> http://i.imgur.com/yKbxVQk.png Júlia --> http://i.imgur.com/FGz86WT.png Julie --> http://i.imgur.com/dVELCxH.png Daniel --> http://i.imgur.com/8RzUNRW.png Gabriel --> http://i.imgur.com/COuQ9D8.png Snow --> http://i.imgur.com/ocOQnx9.png Leo --> http://i.imgur.com/lMD34tE.png ~Bye bye! ;*