Aishiteru

4 Escoltando o pessoal da Areia.


.P.O.V. Kumiku.

Era mais um dia comum na Aldeia da Areia, exceto pelo fato de que a minha equipe seria escoltada até a Aldeia da Folha! Yay! Eu posso até parecer uma pessoa normal, mas, não sou, prazer, meu nome é Kumiku Teri, e eu sou uma Kitsune, tenho só duas caudas, mas, minha irmã mais velha, Nakata, já tem três, eu sou da mesma equipe que os filhos do Kazekage, que vão ser escoltados até a Aldeia da Folha, o que faz com que eu também tenha que ir, mas, a minha irmã quer praticamente me seguir pra qualquer canto que eu for, então, ela vai comigo.

Já falaram que eu podia ser irmã do Gaara, porque, além de eu ser parecida com ele, olhos verde-água e cabelos vermelho-fogo , eu ando muito com ele, acho que eu sou a única amiga dele, primeiramente, eu fui encarregada de tomar conta dele, por causa do Shukaku, afinal, o Kazekage sabia que eu era uma Kitsune, eu comecei a fazer amizade com o Gaara, e, depois que o Yashamaru morreu, tenho a impressão de que sou a única pessoa com quem ele ainda conversa.

Ele pode parecer assustador no começo, mas, quando você conhece ele melhor, percebe que, em alguns momentos, ele consegue ser uma pessoa atenciosa, ele sempre foi atencioso, mas, depois da morte do tio, acho que as coisas dentro da cabeça dele ficaram mais confusas, ele parecia ter sido hipnotizado, ou algo do tipo, ficava horas murmurando coisas sozinho e dava respostas ríspidas para todos. Quer dizer, menos pra mim.

Nesse exato momento, eu estava sentada do lado dele, observando os desenhos que ele fazia com a areia, ele não parecia estar prestando muita atenção no que fazia, o que acabava gerando animais estranhos, como raposas de cinco patas, ursos sem cabeça, essas coisas. Ele olhava para o nada, com uma expressão vazia.

– Ei, Gaara, quando você acha que os ninjas da Aldeia da Folha vão chegar? — perguntei ansiosa.

– Essa já é a sétima vez que você pergunta isso, e é a sétima vez que eu te respondo, eu não sei! — ele exclamou, virando para mim. — Por que você não tenta se distrair com alguma coisa?

– Tipo o que, caçar ratos-cangurus? — eu ri fraco.

Gaara era o único da nossa equipe que sabia que eu era uma Kitsune, ele não tinha medo de mim, assim como eu não tinha medo dele, nós éramos só amigos, e eu não queria que isso mudasse.

– É uma opção. — ele murmurou, se virado de novo. — Mas, por favor, pare de me perguntar coisas que eu não consigo responder.

– Ah, ok, desculpe, só queria que o tempo passasse ma rápido.

– Pelo Kazekage, CALA A BOCA! — exclamou Kanküro, estressado. — Senão eu vou prender você dentro do Formiga Negra.

– Por falar no Formiga Negra, — começou Temari. — o plano ainda está de pé?

– Claro, eles vão ter uma surpresa por ter demorado tanto. — Kanküro sorriu malignamente. — O Formiga Negra vai dar um belo abraço de boas-vindas neles.

Comecei a ouvir passos, o que é mais difícil no deserto, mas, depois de um tempinho, cinco pessoas chegaram, todas com bandanas da Aldeia da Folha, assim que eles se aproximaram, Kanküro pegou a Formiga Negra e fez ele se aproximar dos ninjas, a garota que estava mais próxima de nós, com cabelos negros e olhos laranjas, deu um grito e começou a andar para trás, devagar, a marionete começou a andar na direção dela, com os braços abertos, e estava a centímetros dela, quando um outro garoto da equipe, com um cachorro dentro do casaco (ELE ESTAVA DE CASACO NO DESERTO!) pegou a kunai e fincou na junção dos braços do Formiga Negra, que desmontou e caiu na areia.

– O QUE RAIOS FOI AQUILO? — a morena gritou, arfando com a mão no peito.

– Minha marionete, — Kanküro apareceu. — que vocês, por acaso, quebraram.

– Ah, ela só desmontou, mas, por que você fez isso?! — a garota replicou, irritada. — Aliás, quem são vocês?

– Eu sou Kumiku, esses são Gaara, Temari e Kanküro, meus companheiros de equipe, e filhos do Kazekage. — eu ri, aparecendo do lado deles. — E quem são vocês?

– Korini, esses são meus compnheiros Kiba, Hinata e Shino, e essa é a nossa sensei, Kurenai. — ela respondeu, se acalmando.

Como já estávamos todos reunidos, resolvemos segui-los de volta para a Aldeia da Folha, no caminho, comecei a conversar com o Gaara.

– Não vai ser legal? A gente vai finalmente ver uma floresta! E nada daquele calor que faz em Sunagakure!

– E nada de areia... — ele murmurou, entediado.

– Você está levando uma cabaça cheia de areia nas costas! — exclamei, indignada. — Não acha que é muito peso pra você carregar?

– Eu estou bem, ok? Só não gosto de me afastar da areia.

– Tudo bem tudo bem, só estava comentando. — eu ri. — Você deveria tentar conversar com as pessoas da Aldeia da Folha, elas parecem ser legais.

– Par quê? Para ser rejeitado de novo? Prefiro ficar sozinho.

– Se não tentar, nunca vai conseguir amigos além de mim e dos seus irmãos.

– Eu cansei, tudo bem? As pessoas tem medo de mim, elas tem raiva de mim, e por um motivo ridículo, eu nunca fiz nada para elas, mas elas nem pensam nisso, que importa se eu sou uma pessoa boa ou ruim? Com o Shukaku denro de mim, eu sempre vou ser visto como uma pessoa horrível. — ele se afastou, ficando um pouco para trás do grupo.

Eu desacelerei até ficar ao lado dele, que me encarou, com um misto de irritação e tristeza, me virei para ele e sorri, abraçando-o logo depois. Ele ficou espantado com a minha ação, eu sabia que ele não recebia muitos abraços, então, aquilo podia sinalizar algo bom, ele retribuiu, receoso, e, quando nos soltamos, estávamos nos distanciando do grupo.

Nós aceleramos o passo, tentando alcançá-los, e, logo, eu vi a garota que tinha se assustado com o Formiga Negra e o garoto que tinha ajudado ela.

– Kiba, obrigada por me ajudar com aquela marionete. — ela riu. — Eu estaria surtando se aquele negócio se aproximasse mais, eu tenho pavor de bonecos!

– Ah, é pra isso que os companheiros servem, não? — ele sorriu, fazendo carinho no cachorro.