Aishiteru
42 Os segredos começam a ser revelados!
Notas iniciais
Segundo bom, com as respostas que tiveram ficou: 5 grandes, 3 não opinaram, 1 tanto faz, 2 pequenos. Portanto, vou fazer inteiros, e tentar separar pra não confundir ninguém.
Hinata permaneceu parada com a porta do apartamento olhando Hiashi com toda sua altivez caminhar pela sala encarando tudo com desprezo e nojo como se aquele lugar fosse repugnante.
– Não me ouviu? Anda Hinata! Não tenho o dia todo.
Ela piscou várias vezes sem acreditar que aquilo realmente estava acontecendo. Respirou fundo tomando coragem para enfrentá-lo. As coisas não eram mais como antes. Ela tinha mudado!
– N-não vou a l-lugar n-nenhum... Sussurrou fechando a porta. Notou que suas mãos tremiam enquanto ela segurava a maçaneta.
– Como é? Perguntou Hiashi surpreso pela negativa, mas claro não deixou transparecer em seu semblante.
– Isso mesmo otousan. — Ela fitou os próprios pés e tomou coragem enquanto os olhos brancos cheios de frieza de Hiashi. — Não vou a lugar nenhum!
Hiashi sorriu sarcástico, um sorriso discreto, controlado, como cada movimento do mesmo. Então balançou a cabeça e caminhou na direção de Hinata que ergueu a cabeça disposta a enfrentá-lo.
– Escute bem Hinata, não vou falar de novo... — Disse calmamente andando devagar de forma a ameaçadora disposto a assustá-la, e estava conseguindo. — Você vai pegar suas coisas e vamos sair daqui. Tem um carro que espera por nós lá embaixo. Iremos até nosso jatinho particular e voltaremos para casa. Você vai se desculpar em uma reunião que já foi marcada para daqui a dois dias, perante nossos sócios, funcionários, e nossa família. Então voltaremos a treiná-la e daqui há alguns meses você tomara posse da empresa e do dominio do nosso clã. Entendeu?
– Não! — Gritou Hinata se afastando dele. — Escute aqui você... — Advertiu dando um passo na direção dele. — Eu não vou pegar minhas coisas, não vou entrar no carro com você, nem pegar nosso jatinho e muito menos voltar para casa.
– Até quando pensa em continuar com essa brincadeira? Acha mesmo que vou deixar você destruir o nosso clã? — A frieza na voz de Hinata fez todos seus pelos se eriçarem enquanto seu coração batia descompassado. Os olhos dele só reforçavam a ameaça das consequências que Hinata iria sofrer caso continuasse se negando a obedeçê-lo.
– Eu tenho o direito de tomar minhas próprias decisões. Não vou desistir de tudo o que conquistei aqui.
– Menina tola! — Gritou pela primeira vez segurando Hinata pelos ombros. — Sempre te achei inútil, mas tinha uma última esperança de que fosse capaz de servir para algo já que carrega meu sangue em suas veias. Admito é inteligente, mas ao mesmo tempo muito fraca e inocente por pensar que as coisas continuariam desse jeito. — Ele a fitou no fundo dos olhos e segurou Hinata apertando seus braços com violência enquanto a sacudia. — Acha mesmo que seus amigos pobretões se importam com você? Eles nem vão notar sua ausência. Vai mesmo trocar sua família, seu clã, sua fortuna que vem sendo passada através de gerações por essa gentalha que na primeira oportunidade vai lhe virar as costas? Sua grande merdinha ingrata! Disse com desprezo enquanto a lançava no chão. Hinata caiu de frente machucando as mãos e a cabeça que com a queda colidiu com o piso branco. Ela gemeu de dor sem forças para se levantar. Seus braços doíam marcados pela violência daquele que deveria protegê-la. — Ouça bem Hinata! Não vai permanecer nessa cidade por mais nenhum um dia.
– N-não v-vou... Guaguejou sussurrando com a voz embargada. Lágrimas deslizavam pelo rosto frágil.
– Vai sim! Ele a segurou pelo braço puxando-a como se fosse uma boneca de pano forçando-a a se levantar.
– Pare! Otousan pare! Suplicou se debulhando em lágrimas, mas aquilo não o comovia, e Hinata bem sabia que o coração de pedra não se deixava abater por lágrimas de ninguém, muito dela que era tão insignificante.
– Ele não se importa com você sua menina estúpida! — Gritou e Hinata arregalou os olhos tamanha surpresa e medo de que talvez Hiashi soubesse de algo. — Ele só quis usar você e sei que ele conseguiu. Tenho te observado todo esse tempo. — Então era por isso que tinha aquela sensação estranha há vários dias de que estava sendo perseguida. — Devia lhe dar uma surra por isso! Se entregar aquele Uchiha! — Hinata não conseguia dizer nada perplexa demais com o que estava acontecendo. Só conseguia chorar alternando entre soluços e gemidos de dor. Ele a carregou pela casa até o quarto a procura de um espelho. Então virou-a de frente para o mesmo. Hinata viu o reflexo dos dois, seu semblante sofrido e toda a furia de Hiashi que exalava por cada poro dele. Seu olhar mortal que há muito não via. — Tantos homens para você se envolver e você foi escolher o pior de todos. O maldito clã Uchiha! Aqueles ratos imundos, e você deixou que ele te tocasse, se entregou a ele como uma meretriz. — Hiashi cuspia as palavras tomado pela raiva. — Ele nunca vai te amar, ele só usou você sua estúpida. E deve estar rindo de como você foi fácil agora se gabando com o maldito irmão dele.
– Não! Mentira. Ela retrucou num fio de voz fechando os olhos com força. Hiashi a virou na direção dele novamente.
– Abra os olhos Hinata! — Ordenou e ela virou o rosto enquanto se contorcia tentando escapar dos braços forte dele. — Mandei você abrir os olhos! Olhe para mim agora! Hinata o obedeceu não aguentando mais sentir aquela dor.
– Onegai! Gemeu uma última vez antes de encará-lo e ser arrebatada pelo ódio nos olhos dele, as veias saltando em volta dos olhos. Hinata nunca o tinha visto daquela maneira. Seu byakugan não podia ser usado fora do clã para protegê-los de pessoas ambiciosas que quisessem descobrir mais sobre o segredo do byakugan. — Nunca mais vai vê-lo Hinata, e não vai ser só porque estou ordenando, mas sim porque quando eu lhe contar uma coisa você vai se odiar para sempre por um dia ter deixada que aquele verme tenha tocado em um fio de cabelo seu. Ele a empurrou na direção do sofá e ela caiu desajeitada. Hiashi parou na frente dela e mergulhou nas lembranças do passado.
– Ao menos fico feliz em saber que quando essa conversa acabar você nunca vai se perdoar pelo que fez.
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– Escute bem Sasuke porque eu não vou repetir. Advertiu Tsunada sentando de frente para Sasuke.
– Espero que seja algo realmente importante.
– Cale-se garoto! Disse Madara recebendo o olhar de desprezo de Sasuke como resposta.
– Tudo começou com seus ancestrais.
– Se vai falar de velhotes dos quais nem tenho noção de que um dia existiram então... Ele se calou quando viu o olhar ameaçador de Tsunade, a veia na região da testa saltando de forma ameaçadora.
– Como eu dizia o clã Uchiha tem uma maldição lançada há muitas gerações atrás. Disse satisfeita por atrair atenção de Sasuke.
– Mas não sabemos como tudo começou ao certo. Estamos investigando. Completou Jiraya.
– O que importa é que os homens do clã Uchiha carregam essa maldição. Geralmente ela acomete o irmão mais velho, porém ao que parece as coisas estão mudando.
– Não imaginei que maldições sofressem mutações. Sussurrou Jiraya.
– Aonde quer chegar! Disse Sasuke já impaciente.
– Seu pai passou por tudo o que você está passando agora Sasuke. As alterações de humor. O aumento de chacra e áurea maligna que lhe dominava fazendo-a ficar mais nervoso do que qualquer pessoa humana e normal poderia ficar.
– Tudo começou quando ele tinha 19 anos. — Continuou Madara. — Achamos estranho as mudanças repentinas de humor dele. Fugako sempre foi sério e calado, mas nunca violento. Então com o passar do tempo ele se irritava com qualquer coisa, sendo agressivo com todo mundo. Quando algo não lhe agradava ou alguém lhe enfrentava ele arrumava briga, mas o pior era o estado em que deixava seus adversários, chegando a matar alguns. — Sasuke encarou Itachi tentando não demonstrar a surpresa daqueles relatos.
– Ele adquiriu uma áurea assassina, e seus olhos... Tsunade relembrou com tristeza dos tempos em que Fugaku era vivo, e seu triste percurso até o fim.
– O que havia de errado nos olhos dele? Perguntou Sasuke com medo da resposta.
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