Ain't It Fun?
5 Capitulo 5
Notas iniciais
Capitulo 5
Pov. de Spencer
— Aí, minha cabeça – Disse ao acordar, mas não conseguia me mexer direito, a minha vista está meio embaçada e minhas mãos estão presas. – Mas o que tá acontecendo? Que porra é essa?! – Acabei falando ao me assustar quando vi cachorros na minha frente, latindo desesperados, 4 Rottweilees amarrados em uma corda muito fina que podia partir a qualquer momento e eles pareciam com muita fome e nada amigáveis e isso me assustava muito. Olhei para baixo e percebi um papel encostado na minha esquerda, eu estava amarrada em uma árvore meu corpo de costas pra árvore e uma corda em volta de mim que prendia as minhas mãos. “Droga parece que não tem ninguém por aqui para me ajudar e agora?” Eu pensei olhando para os lados e não vendo nada além de árvores e mato. Isso não poderia tá acontecendo, e esses cachorros loucos na minha frente?
Estou morrendo de medo.
E esse papel? O que será? Eu vejo que tem algo escrito, mas a minha mão mal se meche e a minha cabeça tá doendo, agora lembrei que alguém acertou minha cabeça quando liguei o chuveiro para tomar banho.
— Droga, calem a boca. Que merda! – Gritei para os cães a minha frente que não paravam de latir e eu já estou apavorada, e se eles se soltarem? O que eu vou poder fazer? E a minha cabeça que lateja de dor?
...
Pov. de Alison
2 horas antes...
Emily me deu o celular e foi embora andando, me deixando aqui.
Ela partiu meu coração e foi dura comigo, eu praticamente me humilhei e ela deixou aquele maldito orgulho tomar conta si.
— Droga! – Acabei falando olhando para o celular que ainda tocava, por um instante eu tinha esquecido.
Eu: Alô!
XX: Oi? Amor? Tá tudo bem?
Eu: Hum, tá sim, melhor impossível (falei irônica)
XX: Eu conheço esse tom de voz irônico, me fala o que houve
Eu: Nada demais as meninas que discutiram e... você sabe que eu não gosto. (Menti)
XX: Ah, tudo bem, eu vou fingir que bati a minha cabeça hoje e acreditar no que você acabou de me falar Alison.
Eu: Para. É verdade!
XX: Você estava chorando amor?
Eu: Não, aí, eu já disse que não gosto de brigas!
XX: Eu adoro esse seu jeito, aonde você estar agora?
Eu: To na lanchonete da montanha, mas vou sair pra falar melhor com você.
XX: Tá bom.
Eu: Onde você tá mesmo? A gente precisa conversar, eu estava pensando em algumas coisas esses dias.
XX: Eu acabei de chegar em Rosewood e como eu sei que você não tá aqui, eu to no hotel de sempre, mas me diz no que você estava pensando meu bem? Só não me diga que é sobre aquele assunto de novo Ali, nós já conversamos sobre isso é o meu trabalho e...(interrompi)
Eu: Não é sobre isso tá bom?! Eu te entendo perfeitamente, mas é sobre...
E a ligação caiu, ou melhor desligaram o celular.
2 horas depois...
— Aí... – Foi tudo que falei ao abrir os olhos e logo percebi que estava tudo escuro. Tentei me levantar, mas meus braços estavam presos a correntes mesmo não conseguindo ver nada eu deduzi isso. – Onde eu estou? Tem alguém ai? – Eu disse, mas não obtive resposta.
Tentei me levantar, mas não consegui as correntes pareciam não ser muito grandes para eu ficar de pé.
Não sei aonde estou e isso me dá medo, ainda está escuro e não poder ver nada me deixa apavorada. Muitas coisas se passam pela minha cabeça: será que isso é uma brincadeira? E se for, quem faria isso? E por que comigo? Eu nunca fiz nada de ruim a ninguém, pelo menos é o que eu me lembro.
Fui despertada dos meus pensamentos por um barulho de porta se abrindo, e a luz que veio junto da porta aberta me mostrou onde eu estava, era uma espécie de quarto e vi alguém caminhando até mim, mas não conseguia ver o seu rosto, pois o quarto ainda estava parcialmente escuro.
— Nossa, até que enfim você acordou, comecei a pensar que você dormiria pra sempre ou que estava morta mesmo, mas isso seria um desperdiço não é? – Disse alguém parado a minha frente dando uma risada.
— O que, quem é você? Onde eu estou? Me tira daqui! – Falei disparadamente com medo.
— Ora, ora... já não me conhece mais? Bom já era de se esperar mesmo! – Completou a voz que logo em seguida fechou a porta fazendo tudo ficar escuro novamente e isso me assustou mais ainda, mas aquela voz não me era estranha.
— Sua voz... eu, eu é um pouco familiar! – Falei tentando reconhecer aquela voz, mas eu queria ver quem era só que estava tudo escuro e eu nem sabia mais aonde aquela pessoa estava. E de repente várias coisas invadiram a minha cabeça, várias imagens e vozes me senti um pouco tonta mesmo estando sentada no chão.
— Pelo visto você não se lembra mesmo, mais tudo bem! – Dizia e eu pude sentir a sua voz a minha frente e de repente soou ao meu ouvido direito. – Vamos ser sempre amigas, Ali. – Completou a voz e eu me lembrei.
FLASHBACK ON
— Hoje eu disse aos meus pais que queria ir ao show da Britney que vai ter em Nova York, mas adivinha?! Eles disseram que eu ainda sou criança para andar em shows. – Eu dizia enquanto caminhava na calçada indo para casa. – São uns bundões isso sim, eles não fazem ideia do que a criança aqui, faz! – Completei dando uma risadinha de deboche.
— Você não presta Alison DiLaurentis! – Falou a garota ao meu lado, mais eu não olhei pra ela.
— Eu presto sim! Aliás to prestando agora. – Respondi ao ver o Noel Khan passar ao meu lado e me dar um sorriso e eu retribui facilmente.
— Ele é lindo não é mesmo?! – Indagou a garota colocando a mão sobre meu ombro. Odiava quando alguém fazia isso!
— Ele é sim, Mas não é para o seu bico! – Acabei falando no meu tom de grossa e logo puxando meu ombro. – Mas eu sei quem é! – Completei na mesma hora, essa era uma das minhas jogadas ser grossa e legal ao mesmo tempo.
— Ali vamos dar um jeito de ir para NY e vê o show da Britney e também ver aqueles gatos nova-iorquinos que tem por lá. – ela disse enquanto ainda andávamos
— Ai! – Falei quando cortei o meu dedo indicador na cerca que eu estava pegando. – tá ardendo. – Eu completei segurando meu dedo e olhando-o.
— Eu dou um jeito. – A garota falou logo em seguida cortando o seu dedo também na cerca. – Pronto agora dividimos a dor – Ela completou me dando um sorriso de canto e segurando o seu dedo também cortado.
— Hanna, sua louca! – Eu disse meio rindo e não acreditando muito no que ela havia feito.
— O que foi?! Agora estamos iguaizinhas! – Disse Hanna me olhando e me dando um sorriso. – Vamos ser sempre amigas Ali? – A mesma completou me encarando.
— Sempre. – Falei por fim voltando a andar e lhe dando um sorriso.
FLASHBACK OFF
— Hanna?! – Eu falei assustada, eu me lembrava dela mais como? Ela estava morta, isso não pode tá acontecendo. As meninas me disseram que ela estava morta e de uma hora para outra ela tá aqui na minha frente, como isso é possível? Não tem alguma coisa errada. E a luz de repente se acendeu e um clarão veio nos meus olhos e eu os fechei por conta da luz, quando eu os abri novamente enxerguei um pouco embaçado mas logo a vi perfeitamente.
— Já lembrou de mim?!- Ela falou a minha frente com as mãos no bolso de sua calça jeans preta e com um sorrio nos lábios. – É, eu sei! – A mesma completou vendo a minha cara de surpresa.
— Eu... você.... Não, eu, eu – Tentava me pronunciar mais não conseguia, eu não estava acreditando nisso.
— Você? Você? Você o que? – Hanna falava. – Você não é nada! – Ela completou elevando o tom da sua voz e eu me assustei.
— Meu Deus! Hanna você está viva!! – Falei por fim. – Mas como? As menina... e eu fui interrompida com um tapa na cara.
— NÃO ESTA VENDO QUE ESTOU VIVA! – Ela gritou ao me acertar e eu senti meu rosto arder.
— O que você está fazendo? – Disse alto e sem entender nada ainda.
— Tudo Alison, eu to fazendo tudo! – A mesma disse me encarando.
— Você é louca! Me tira daqui! – Falei – SOCORRO! SOCORRO! ALGUÉM ME TIRA DAQUI! SOCORRO! – Gritei sem pensar duas vezes e apenas a vi sorrir.
— Grita! Ninguém vai te ouvir. – Hanna falou abrindo seus braços em volta do quarto e dando uma risada diabólica, ela parou e veio até mim se abaixando um pouco e segurando meu queixo e apertando. – Você mudou, confesso! Mas ninguém melhor do que você mesma para saber que “uma vez vadia sempre vadia” não é?! – Ela completou falando tão perto que eu pude ver o ódio e a loucura misturados em seus olhos azuis.
— É, como você! – Não sei como falei aquilo logo me arrependi por que levei outro tapa na cara.
— Você nunca aprende mesmo, não é?! Então vamos lá querida Alison! – Falou Hanna segurando o meu rosto e virando de um lado para o outro como se guardasse cada pedacinho do meu rosto e isso me assustava por dentro, a garota que era minha amiga agora está me dando tapas e sendo assustadora comigo e eu não estou entendendo, até por que há uns 3 anos atrás ela estava morta, apesar de não me lembrar, mas as meninas haviam me dito que ela tinha morrido e isso aconteceu quando eu estava no hospital, e eu confiava nelas, mas e agora? Será que elas sabem também?
Fui despertada dos meus pensamentos quando a Hanna veio novamente em minha direção e se abaixou de novo e praticamente sussurrou em meu ouvido.
— Vamos brincar um pouco agora? – E ela se levantou e foi até uma mesa que tinha uma bolsa e começou a tirar umas coisas lá de dentro e apenas a observava, eu estou muito assustada com o que pode acontecer comigo, isso não é uma brincadeira e então finalmente olhei ao meu redor era como um quarto tinha um sofá velho a minha direita com um criado mudo ao lado e uns jornais ou revistas em cima dele não consegui ver direito, olhei novamente para ela, que cantarolava alguma música enquanto mexia na bolsa que estava em cima da mesa logo a minha frente.
Aquele lugar parecia uma casa velha. Estava tudo sujo e as paredes não tinham cor. Então olhei para as minhas mãos que estavam presas a correntes que eram suspensas e presas a parede e a uma espécie de alavanca que podia me puxar pelas mãos.
— Por que tá fazendo isso comigo Hanna? – Eu disse a olhando e ela me ignorou e voltou a cantarolar, até parar e observar algo em sua mão.
— Que tal começar cortando o seu dedo como você costumava fazer quando éramos crianças?! – Hanna disse se virando pra mim segurando uma faca pequena mais com uma ponta super afiada que brilhava em sua mão.
Eu temia aquela faca e a sua ponta afiada me deixou apavorada; eu tinha medo de coisas afiadas e soltei lágrimas descontroladas de medo.
— Não! Por favor não! – Falei sem ordem nas palavras – Não faz isso Hanna, tira isso daqui, tira logo! – Completei desesperada.
— Ah, é verdade eu tinha esquecido – Dizia Hanna olhando a pequena faca em sua mão. – Acmofobia certo?! – A mesma completou me olhando dando um sorrisinho maléfico.
— TIRA ISSO DAQUI! – gritei aos berros e ela sorriu, ela não poderia fazer isso comigo. O medo tomando conta de mim.
— Alison, Alison deveria ter cuidado, as vezes a gente se fura por acidente! – Ela disse furando o seu próprio dedo mais em um furo pequeno e apertando- o logo em seguida para o sangue sair. – Ah, mas ninguém melhor que você sabe disso. – A mesma concluiu chupando seu dedo com seu sangue. Ela está me deixando louca.
— Sua louca me tira daqui – Falei em meio ao choro – Eu juro que não vou contar para ninguém, mas me tira daqui por favor! – Completei implorando e ela apenas balançou a cabeça.
— Fazendo promessas que não pode cumprir? Que coisa feia Ali! – Hanna dizia enquanto caminhava até o sofá e se sentando nele e me olhando, mas ainda com a faca na mão.
— Eu não sei do que está falando. – Falei enquanto olhava a faca a sua mão, eu ainda estava assustada com a faca.
— Oh, deixa eu jogar isso se não você não vai prestar atenção em mim. – Disse Hanna jogando a faca para traz do sofá velho. – Ouvi dizer que você perdeu a memória, e eu detesto explicar alguma coisa a alguém, então por que você não faz um esforço e se lembra do dia 17 de agosto de 2012 hein?! – Ela completou me deixando mais confusa ainda.
— Eu... eu não sei do que você está falando, já disse! – Confirmei falando a verdade
— Nossa, vai ser mais difícil do que eu pensei! – Ela disse colocando suas mãos em seu rosto. — Tá bom Alison, já esperei 3 anos por esse momento, e você com a sua estupidez não vai estragar isso. – Hanna completou me olhando.
— Mas eu realmente não sei do que você está falando! – Insisti a olhando, eu não sabia do que ela estava falando, apenas lembrava das coisas que as meninas haviam me dito.
— Você confia tanto nas suas amigas Ali? Como acha que adquiriu Acmofobia? – E ela me olhou ao dizer isso e eu apenas olhei para baixo e logo várias coisas vieram à minha cabeça, imagens e vozes me circularam naquele momento, a olhei e ela sorriu.
~Continua...
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