Ain't It Fun?
5 Capítulo 4 - Então o que você vai fazer?
Notas iniciais
Então tá, bora comentar depois do capitulo pra ter mais depois? Blz, combinado!
VEJAM AS NOTAS FINAIS!!!
Capítulo 4 — Então o que você vai fazer?
“Então o que você vai fazer
Quando o mundo não orbitar ao seu redor?” – Ain’t it Fun
Percy P.O.V
Meu mundo estava desmoronando, era como se realmente eu estivesse acabado e totalmente destruído. Eu sabia que Annabeth estava querendo ser gentil, mas ensiná-la a nadar não iria me ajudar em nada, porém como prova de que ela nunca iria conseguir fazer isso sem no mínimo engolir uma piscina inteira de água, eu decidi “ajudá-la”, talvez desse algumas gargalhadas.
Estava no vestiário colocando uma bermuda de natação, afinal não iria usar meu traje profissional para ajudar uma garota a aprender a nadar, quando ouvi alguém conversando do outro lado dos armários. Tentei ficar quieto para tentar ouvir.
–...Eu acho que ele está acabado – ouvi o primeiro falar.
–Acabado não, simplesmente destruído – parecia a voz de Chris Rodriguez, o outro eu não conseguia identificar.
–Você acha que foi sorte? – ouvi o primeiro perguntar – Digo, logo agora que tudo está correndo tudo a nosso favor?
–Jason não vai nos dar a metade do trabalho que aquele idiota do Percy dava – quando ouvi meu nome fiquei ainda mais atento, aqueles miseráveis estavam felizes pelo o que estava acontecendo comigo e sim eu sabia que estava acabado – pelo menos teremos o resto do ultimo ano de folga, não aguentava mais sorrir para aquele babaca.
–Mas e Jason? – o outro provavelmente era alguém que eu nem sabia o nome.
–Ele é gente boa – ouvi o armário se fechando – Ao contrario do Percy ele não manda em nós e nem se acha a ultima bolacha do pacote.
–Nunca gostei das ultimas bolachas – o outro respondeu feito um idiota.
–Eu quero é chegar em casa e aproveitar minha sexta-feira, cara – Chris falou novamente – Livres do senhor “Centro do Universo” – serio que ele estava falando de mim?
–É isso ai. Hoje nós vamos... – ouvi a voz do outro já distante, depois a porta do vestiário se fechou.
Eu não acreditava nisso, Chris sempre foi o meu melhor amigo, e agora descobri que ele estava feliz com que os outros estavam fazendo comigo, só podia ser piada.
–Bando de idiotas – disse a mim mesmo fechando o armário com raiva.
Eu estava me sentido uma ameba, e para piorar ainda ouço isso. Sai do banheiro já desanimado pensando em como seria a droga dessa aula, eu não achava que Annabeth tinha culpa, porém eu estava com muita raiva e pensar que ela só havia piorado meu braço, bem, isso não ajudava.
Cheguei a piscina e olhei em volta, estava vazia o que pra mim era ótimo, afinal ninguém me veria tentando ensinar aquela criatura a nadar. Olhei no meu relógio e já era três e cinco, ela já estava atrasada. Com o meu braço dentro de uma proteção de plástico entrei na piscina e me senti como se estivesse em casa.
Desde criança eu amava nadar, era como neste momento entrasse em conexão com tudo que era bom, meu pai havia me ensinado a nadar e desde que eu me lembro ele sempre estava na água, e isso me induziu a fazer natação e a competição em si.
Comecei a tentar dar umas braçadas, apenas com um braço, mas não deu muito certo, virei de costas e tentei nadar apenas com os pés, também não deu certo. Parei na borda da piscina e vi um reflexo distorcido e ouvi sua voz:
–Oi – quando me virei vi Annabeth.
Como descrevê-la? Bem, ela estava com seus cabelos loiros presos de lado, um biquíni vermelho que realçava a cor de sua pele, um short jeans e uma toalha cobrindo suas costas, não sei como dizer isso, principalmente de se tratar de uma garota que eu nunca havia notado antes, porém ela estava linda e tinha um corpo fantástico.
–Oi – ela repetiu e cruzou os braços corando de vergonha, acho que ela havia notado que eu estava reparando nela.
–Oi – disse finalmente, tossi tentando tirar meus próprios pensamentos e me concentrei no que estava acontecendo ali – Você está atrasada.
–Cinco minutos — ela falou já estressando.
–São meus preciosos cinco minutos – falei tentando manter o comando – Agora tire esse short e essa toalha e entre na água.
–Entrar na água? Já? – ela parecia amedrontada.
–Se você não entrar na água como vai nadar? – perguntei tentando ser o mais irônico possível.
–Sei lá, igual os surfistas fazem, tipo, na areia e remando no nada – pra uma pessoa que não sabia nadar ela sabia muito sobre surfe.
–Isso aqui não é praia, e muito menos vamos usar uma prancha – revirei os olhos já estava meio impaciente.
–Mas eu pensei que... Que... – ela estava me enrolando.
–Tudo bem, eu entendo que você está com medo, eu sei que isso pode acontecer – estendi a minha mão para que ela apertasse, como um sinal de rendição – Obrigado por tentar me ajudar mesmo assim.
–Oh Percy eu... – ela estendeu a sua mão e ao a puxei para dentro da água.
Ela não sabia nadar, então logicamente mergulhei e puxei para fora. Foi engraçado, mas ao tocar em seu corpo senti uma corrente elétrica passar por mim. Decidi que só tocaria nela quando fosse estritamente necessário.
–Para uma menina tão esperta você caiu feito um patinho nessa – comecei a rir freneticamente enquanto ela cuspia água sem parar.
–Você é mesmo um cretino – ela me deu um tapa no ombro e se afastou, vendo que a piscina dava pé para ela.
–Você não iria entrar na água de outra forma – falei parando de rir lentamente – Bom, agora jogue essa toalha molhada para fora e tire esse short.
Ela estava vermelha, não sabia se era de raiva ou de vergonha, mas ela jogou a toalha por cima dos meus ombros e depois se escorou na borda da piscina e começou a abrir a braguilha do short, eu não pude deixar de olhar, ela pigarreou e eu voltei a olhar para seu rosto. Logo eu vi o short passar por mim, ela estava com uma expressão muito aborrecida.
–Pronto!
–Ótimo – falei tentando não olhar para o seu corpo, o que era bastante difícil, ele chamava bastante atenção – Agora nós vamos às noções básicas de natação.
–E pra fazer isso você tinha mesmo que me jogar dentro d’água? – ela ainda estava com raiva.
–Precisava – falei já revirando os olhos impacientes, novamente, diga-se de passagem – Existem vários tipos de nados o crawl, costas, peito, o borboleta e o medley, mas esse ultimo é só pra pessoas muito boas.
–Então você não pratica esse tipo de nado? – ela tirou sarro.
–Há-há-há – ironizei – Para começar a nadar, antes precisamos treinar sua respiração, para que em uma situação você não entre em pânico.
–Eu sei repirar – ela arqueou a sobrancelha e eu a olhei serio – Ok, eu paro, só estou nervosa – ela cruzou os braços, o que me fez sentir sua insegurança.
–Primeiramente nós vamos imergir e voltar, tentando diminuir o tempo fora da água e aumentá-lo dentro da água – falei como se estivesse ouvindo a minha professora de natação com meus cinco anos.
–Ok – ela respirou nervosa – Eu tampo meu nariz com a mão?
–Você é quem sabe, o correto é aprender sem as mãos, mas se você se sente mais segura usando para prender a respiração, tudo bem – falei indiferente.
–Ok – ela repetiu, estava bastante nervosa – Pode chegar mais perto.
–O que?!
–Chegar mais perto, para que eu tenha o que me segurar para voltar – ela pediu já com os olhos preocupados.
–Ok – falei meio contrariado.
Realmente, estávamos um pouco longe da borda, e quando fui ensinado minha professora, e depois meu pai, sempre ficaram ao meu lado. Annabeth ficou de frente para mim, ela era mais baixa do que eu o que fazia com que o topo de sua cabeça chegasse ao meu queixo. Ela segurou na minha mão e com a outra tampou o nariz, com muita força, por sinal.
–Fique calma – falei – Eu não vou deixar você se afogar.
–Ok – ela repetiu com a voz estranha por estar segurando o nariz.
–Então vamos lá, um, dois, três – contei e ela afundou.
Contei ao todo ela ficou sete segundos debaixo d’água, depois senti ela pressionar o meu braço e eu a puxai, ela ficou sem fôlego e começou a repirar depressa.
–Calma – falei tentando acalmá-la – Se você respirar assim vai desmaiar.
–Eu fiquei quanto tempo? – ela perguntou ainda respirando com dificuldade.
–Sete segundo
–Só isso? – ela arregalou os olhos – Isso vai ser mais difícil do que eu pensava.
Ficamos fazendo isso por cerca de uma hora, no final da aula ela estava conseguindo ficar trinta segundos embaixo d’água e dez fora, o que para um iniciante estava razoável. Apesar de algumas pequenas birras, não discutimos e também não tentei afogá-la, o que para nós já era um grande progresso.
–Droga! – ela xingou enquanto eu a puxava para fora da piscina.
–O que foi? Nãoa visou sua mãe de novo? – perguntei e ela me fuzilou com o olhar.
–Não é isso – ela deu de ombros – É que você molhou toda a minha toalha e meu short.
–E daí? Poe a roupa que você estava antes – falei como se fosse o mais obvio.
–O problema é que a Thalia foi com o meu carro pra casa do Luke, e a minha mochila estava lá dentro – ela começou a recolher suas coisas do chão, estavam encharcadas – Droga!
–Pare de xingar – falei já meu irritando com tanta reclamação – Eu te levo pra casa.
–Mas e seu precioso carro? – ela falou mostrando que estava pingando.
–Você senta em cima daquela blusa velha – eu havia me lembrado que estava dentro da minha mochila – A propósito aquela blusa é minha.
–Claro que não – ela falou indignada.
–É sim – falei sabendo exatamente do que eu estava falando.
Aquela blusa que eu havia sentado no outro dia no carro de Annabeth, foi uma blusa que eu ganhei da minha mãe quando fomos a Disney, ela comprou quando eu tinha oito anos, era uma blusa no Mickey, na época ela ficou enorme porque ela não viu a numeração então eu não a usava, mas eu não me lembrava como havia ido parar com a Annabeth.
–Era sua – Annabeth corrigiu enfatizando a palavra “Era”, então ela sabia que a blusa havia sido minha – Você me deu quando fui dormir na sua casa uma vez.
–Eu me lembro – falei recordando da cena – Sua mãe precisou resolver algumas coisas naquela noite e não podia deixá-la sozinha em casa, então pediu para minha mãe para você dormir lá, mas sua mãe havia esquecido de levar um pijama então minha mãe te deu a blusa, que ficou enorme, parecia até uma camisola, e quando sua mãe foi te buscar no outro dia você foi com ela. – no momento era como se mais lembranças havia aberto em minha memória, lembranças que eu comecei a ter frequentemente desde ontem.
–Pois é – ela falou sorrindo vitoriosamente – Por isso ela era sua, sua mãe me deu.
–Ela te emprestou – corrigi.
–Ok, então fique com ela, duvido que vai ficar bem em você mesmo.
Foi engraçado, porque a blusa era tamanho “P” de um adulto, e eu no mínimo tinha que usar “G”, pois meus ombros são largos por causa da natação, eu iria parecer uma mocinha, ri mentalmente e tentei ignorar a bizarrice.
–Não, pode ficar – percebi que estava ficando com frio, provavelmente Annabeth também estava – Vou me trocar, e pegar uma toalha seca pra você, eu já venho.
Entrei no vestiário e coloquei minha roupa seca. Guardei a roupa molhada na bolsa plástica e a coloquei dentro da mochila. Peguei a toalha que eu havia usado para levar para Annabeth, tentei usá-la o mínimo possível para que ela permanecesse seca. Saí do vestiário e a vi sentada a beira da piscina contemplando a água, ela tinha um sorriso no rosto o que me fez parar para olhá-la.
Annabeth havia mudado muito, eu apenas lembrava de uma menina muito birrenta e magrela que aparecia em casa para brincarmos, ela parecia um verdadeiro moleque, mas a pessoa a minha frente não era mais uma criança, era uma bonita moça que tinha um sorriso incrível.
“Droga Percy” – xinguei mentalmente em pensar na garota de uma forma diferente e naquele momento algumas lembranças começaram a me perturbar, lembranças do motivo do nosso fim de amizade. Eu tinha que deixar para lá, já havia se passado muito tempo e tudo havia mudado.
–O que foi? – Annabeth notou que eu estava ali.
–Nada – falei tentando afastar meus pensamentos – Aqui, a toalha está só um pouco úmida.
–Está muito bom – ela falou pegando da minha mão e se embrulhando, ela me lançou um sorriso que eu não entendi o porquê.
–O que foi?
–Muito obrigada Percy – ela falou gentilmente – Agradeço muito o que fez por mim hoje, apesar de ontem e hoje de manhã.
–Por nada – falei sem graça – Vamos? – tentei desviar.
–Sim – ela tirou o sorriso do rosto e começou a se direcionar para a saída e eu a segui. Fomos até o carro, um Land Rover Evoque, abri o porta malas joguei minha mochila e minhas coisas dentro e notei que ela estava esperando ao lado da porta do passageiro.
–Está aberta – falei.
–Mas você tem que por algo para eu não molhar seu banco, a blusa, por exemplo – ela falou parecendo realmente preocupada com o carro – Você tem um belo carro.
–Obrigada – eu realmente gostava quando elogiavam meu carro – Não precisa de nada, o banco é de couro, depois eu mando limpar e fica tudo certo.
–Nem vem – ela falou parecendo chocada – Me dá a blusa que eu não posso colocar no encosto do banco, meu cabelo está pingando ainda.
–Já que você insiste – abri o porta malas e que peguei dentro da minha mochila a blusa do Mickey, era engraçado, a ultima vez que eu a vi ela estava tão nova, e agora parecia bem usada, estava conservada, mas bem usada, e com um leve cheiro de morango – Aqui! – joguei para ela que pegou a blusa no ar e ela colocou atrás de onde encostava a cabeça.
O caminho de volta para casa era tranquilo, e como Annabeth morava próximo de casa não precisei desviar o meu caminho. Falamos o caminho inteiro sobre natação e eu dei algumas dicas que facilitariam o seu desenvolvimento com o nado, ela até que sabia bastante coisa, porém tudo na teoria.
Finalmente chegamos em frente a sua casa, tudo parecia como antes, a casa dela não tinha portões, assim como a minha, o gramado estava bem aparado e havia algumas flores no jardim, a casa havia mudado de cor, antes era amarela e branca, agora estava rosa e branca, a janela de Annabeth ficava para frente da casa, ainda podia ver sua cortina alaranjada que não havia mudado e algumas coisas penduradas no teto, mas somente borrões, pois estava longe.
–Obrigada pela carona Percy – ela abriu a porta e eu não sei porque cargas d’água eu não queria me despedir dela.
–Está sozinha em casa? – perguntei sem maldade, juro.
–Minha mãe estava com alguns problemas no Cyber Café de noite, então essa semana ela foi ver como podia resolvê-los.
–Você não quer ir em casa pra gente conversar? – que diabos eu estava fazendo?
–Conversar? – ela parecia estranhar. “Cala boca Percy, não diga mais nada antes que piore tudo de vez” – eu dizia a mim mesmo.
–É – eu e minha boca – Eu queria passar um tempo conversando com alguém, minha mãe está de folga hoje e trouxe algumas coisas pra comermos.
–Eu amo as coisas da doceria – ela sorriu – Azul?
–Azul – fiquei feliz que ela se lembrava – Então você vem?
–Estarei em sua casa em uma hora – ela falou sorrindo e fechou a porta do carro, eu desci o vidro.
–Obrigado por tudo – falei meio envergonhado, eu não sabia como fazer aquilo, agradecer sempre foi uma dificuldade pra mim.
–Não a de que – Annabeth virou as costas.
Eu vi a blusa no carro e já ia chamá-la quando senti o cheiro que vinha da blusa, era o doce cheiro de morango, eu não sei por que, mas desisti de chamá-la, acho que ficaria com a blusa mais um pouco.
Notas finais
"Querem um capitulo Thaluke?"
Para responder basta que no final do comentario você coloque um SIM ou um NÃO.
Eles são lindo e isso é fato, mas a fic é Percabeth, por isso estou querendo sua opinião. NÃO DEIXE DE VOTAR!!!
E no próximo capitulo quero todos aguardando com muita ansiedade, pois revelarei o motivo deles não serem mais amigos. Então comentem que tem um flashback e talvez eu ponha um pouco de PERCABETH.
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