Ainda É Cedo

24 Quando a Gente Muda, o Mundo Muda Com a Gente


Notas iniciais
UHUUUUUU OUTRA LINDA-MARAVILHOSA RECOMENDOOOOOOOOOU!!!Mil obrigadas á linda da Jana Divina Downey!! Também queria te conhecer Jana!!*------* Desobedecendo a todas as ordens de mamis (que me proibiu de usar o PC do finds) cá estou eu com novo capítulo para vocês!!!kkkkk Não resisti! Tive que postar pq vocês são ótimos e participativos leitores... Espero que continue assim! Ah aproveitando que somos amigas, digam-me: Meu nome é tão estranho assim?Isto é, Clarissa, porque McAdams não é meu, é da Rachel hahahhaha. Estou perguntando isso porque minha vida é mais ou menos assim: -Oi qual seu nome? -Clarissa. -Oi Clarisse, mas... -É Clarissa... -Ah sim, Larissa. -Clarissa! -Oi Clarice! Sacooooooo!! kkkkkkkkkkkk Por que minha mãe não botou Maria né gente? Coisas da vida. Qual o nome real de vocês? Também passam perrengue? #Curiosidade Espero que curtam!!Bjssss

#Isadora

A sala do carismático senhor Julius mais parecia um estúdio fotográfico. O anfitrião juntamente de seu filho Mike (parceiro de crimes e o responsável por esconder a aeronave da SHIELD para Sam) gentilmente patrocinaram nossa idéia de fazer um vídeo e botar no Youtube. Com “patrocinar” quero dizer arrumar um fundo para o vídeo, uma ótima câmera e bancarem o diretor do nosso “documentário”.

Após ensaiarmos diversas vezes o roteiro, resolvemos que seria melhor falar com o coração, tentar ao máximo ser espontâneo. Caso contrário nosso vídeo ficaria a cara da propaganda política do PT, PMDB entre outros.

–Um, dois, três... Gravando! – Mike largou o dedo no botão do play.

–Meus amigos e minhas amigas... – começou Sam o discurso do Lula

Explodi em uma gargalhada.

–COOORTA! – gritou Dominika

–Quê que houve menina? – perguntou Seu Julius

Steve repetiu a mesma pergunta.

–Gente começar com “Meus amigos e minhas amigas” é muito Luiz Inácio Lula da Silva para mim. – lamentei ainda rindo – Por favor, vamos mudar a saudação. Assim tá fake demais!

A população do ambiente me fitava como se eu fosse um extraterrestre.

–E quem diabos é Luiz Inácio sei lá o que da Silva? – perguntou Mike cruzando os braços

–O presidente do Brasil. – Steve respondeu

–Ex! Ex- presidente... Se bem que ainda é ele por trás de tudo. – corrigi ainda rindo

Sam rolou os olhos.

–Okay sem “Meus amigos e Minhas amigas”. – disse ele – Vai Mike!

O ruivo deu play novamente.

–Saudações povo americano! – dessa vez quem começou foi Dominika com um sorriso político.

–COOOORTA! – gritou Steve enraivecido – Agora está Obama de mais para mim!

–Fala sério! – exclamaram todos irritados

–Fala sério nada, o Steve está certo. Sem contar que não são só os americanos os alvos do vídeo. É o mundo todo. – entrei na defesa

–Ai então como é que vai ser? Vocês precisam fazer isso logo, caramba! – nos apressou a sempre apressada Natasha que assistia tudo de camarote – Ainda temos que comprar as roupas de frio!

Respiramos fundo e pedimos ao texano que ligasse a câmera pela terceira vez.

–Boa tarde você aí que está me assistindo. – comecei e felizmente ninguém gritou “cooorta” – Acho que não precisamos nos apresentar, visto que nossos rostos estão estampados em jornais de todo o mundo, mas mesmo assim faço questão. Sou Isadora Wollscheid Villani do Brasil...

–... Steven Grant Rogers, Estados Unidos... – continuou o loiro levantando a mão.

–... Samuel Thomas Wilson, Estados Unidos. – se apresentou o negro

– E eu sou Dominika Marcelina Rodrigues Martinez, Guatemala. – completou a outra.

Tive que usar de todo meu autocontrole para não rir do nome da Domi. Dominika Marcelina? Jura? Enfim...

–Eu estou sendo acusado de ser o grande traidor da nação, mas venho aqui para desmentir essa história. – dialogou Steve

– E antes que alguém aí do outro lado reclame, informo que nós não fugimos por covardia e sim para provar que somos os mocinhos nessa história toda. –adicionou Wilson com a expressão implacável – Eu sei que nos últimos anos tenho vivido a margem da lei e que eu posso ter assaltado alguém que me assiste. Sei também que nada justifica o que fiz. Porem gostaria de informar a sociedade, a quem tanto fiz mal, que nem sempre fui assim. Poucos sabem, mas os Estados Unidos possuem uma entidade chamada Strategic Homeland Intervention Enforcement and Logistics Divison “carinhosamente” conhecida como S.H.I.E.L.D. Pertenci a esta agencia por cinco longos anos e neste período pude ver o qual podre e corrupto é o homem.

–Em especial o homem estadunidense. – dei ênfase recebendo um olhar gelado de Steve – Mas, claro, nem só de gente ruim se faz um Estados Unidos. – amenizei olhando para Steve que riu – Eu sei que tem uns vídeos bem cabeludos meus rolando pela internet, agora eu queria que vocês entendessem o contesto em que eu queimei a bandeira do país de vocês. Lembrando que eu me arrependo muito e que foi uma atitude infantil e desrespeitosa. Eu era bem novinha quando fiz isso, mas mesmo assim peço desculpas. Eu fiz aquilo porque uma... – tentei procurar uma palavra eufêmica para substituir “vadia” -... Uma desordeira do país de vocês havia ultrapassado as barreiras do respeito e da educação, agredindo verbalmente uma grande amiga minha sunita. Foi aí que eu me descontrolei e joguei a bandeira dos EUA no fogo. Foi mal ,gente.

Steve riu baixinho, Sam ainda estava cabreiro comigo. Compreensível, eu também não ficaria feliz se alguém queimasse a bandeira do Brasil.

–Foi nessa SHIELD que trabalhei depois que acordei. – Steve interrompeu o breve segundo de silencio que havia se formado – E foi muito difícil saber que o país que sempre admirei que sempre tive orgulho, tinha se tornado...

–O grande câncer do mundo! – não agüentei, interrompi Steve com essa frase super, hiper, mega, máster pesada.

Todos olharam para mim como se eu fosse Saddam Hussein. Senti-me enrubescer e abaixei a cabeça. A gargalhada de Romanoff fez-se ouvida.

–Na verdade não era bem essa a frase que eu ia dizer. – disse Rogers meio bravo – Eu diria corrupto. Eu cresci em um tempo em que a América era o grande amigo do mundo, a nação que tendo conquistado a democracia para si, quis compartilhar com todos. E isso não era de forma impositiva, mas propositiva, tal qual um bom amigo preocupado com o nosso bem estar. – Awn! Ele era tão fofo falando dos Estados Unidos. Epa! Fofo e Estados Unidos na mesma frase? – Ora, sabemos que nosso país durante a guerra em que lutei não era bem esse, mas foi baseado neste sonho, neste conjunto de valores, que me alistei ao exercito e me tornei o Capitão América. – foooofo! , gritava eu mentalmente.

–Pena que as coisas não são mais assim. – lamentou Domi fazendo biquinho.

–Exatamente! – retomou Capitão Fofura – Agora, setenta anos depois, o país a que fui apresentado tornou-se um grande império que não mede esforços para conseguir mais território. Um lugar que financiou até 1988 um regime tão nojento quanto o apartheid na África do Sul e que ainda colocou um grande homem quanto Mandela na cadeia. Uma nação que financia guerras civis em todo o mundo para obter recursos com a venda de armas. Um país que mata, rouba e manipula. Este, meus queridos, não é o país pelo qual eu daria minha vida. Não é a nação que visto a bandeira. Isso não é mais os Estados Unidos. Isso é lixo. Isso fede.

Não resisti a um sorriso ao ouvir essas coisas de Steve. Sei lá, tô achando isso fantástico! Ele finalmente abriu os olhos!

–Eu saí da SHIELD porque descobri que a mesma junto de grande nações aliadas da África Branca realizavam transações clandestinas na venda de armas. – Sam continuou sua história – E sabendo disso denunciei ao FBI. – ele riu – E sabe o que descobri? Que o FBI também fazia parte. Como eu sabia demais, acabei sendo marcado para morrer. Felizmente consegui fugir, mas meus pais não tiveram a mesma sorte. E vale lembrar ao senhor governador do estado de Nova Iorque que o caso foi arquivado e que os assassinos dos meus pais continuam em liberdade. Mas, quem se importa, não é verdade? Era apenas um casal de velhos pretos, pobres e favelados enquanto os assassinos são loiros, altos e milionários. É... Parece que o sonho de Marthin Luther King por igualdade ainda é um sonho.

Sam terminou de falar com lágrima nos olhos. Definitivamente aquele não era um vídeo político. Muito pelo contrário.

– E isso não é só nos Estados Unidos não, gente. – entrei no papo olhando para eles – Eu sou brasileira e no momento sem orgulho e com muita vergonha. Vergonha porque no último ano fui presa, injustamente, duas vezes no meu país e agora sou considerada uma grande criminosa em todo o globo. Estou envergonhada porque a nossa digníssima presidente curva a espinha para o soberano império persa – ironizei. Steve odiava essa comparação, mas que se dane o Steve – E me entregou de mãos beijadas aos chefes de tal império. Envergonha porque fui presa por exercer minha cidadania e criticar o governo sujo e malfeitor que é o do estado do Rio de Janeiro. Envergonhada com um país que deixa sua supremacia ser abalada por uma nação que os espiona e controla e simplesmente “desmarca um compromisso na Casa Branca” como se estivessem de “mal”. E o que me deixa mais triste é o fato de nesse momento, no país que tanto amo e ainda respeito, toda a população acreditar que eu sou uma bandida, uma manipuladora. E isso só porque quero melhorar o maravilhoso país que é o Brasil. Um lugar tão lindo e tão rico merece um governo mais limpo e honesto como seu povo. Dizem que “cada lugar tem o governo que merece”, discordo totalmente. Nós merecemos o melhor governo possível porque temos o melhor povo possível. Esse governo não representa o cidadão brasileiro. E o governo americano não representa o cidadão local. – falei patriotismo puro- Desculpem as outras nações, mas Brasil é outro nível. — brinquei

–Não dêem ouvidos ao que estão dizendo de nós na televisão. – alertou Sam, com as mãos juntas, como se fizesse uma reza.

–Até porque a programação existe para te entreter. Para que você não perceba que o programado é você. – filosofou Steve

–E eu quero pedir pela minha amiga Rafaela Gonzáles que foi mandada para a Prisão de Guantánamo na ilha de Cuba á três anos só por estar no país ilegalmente. – revelou Domi – E todos nós sabemos que neste lugar terrível todo tipo de tortura física e psicológica é usado contra os presos. Presos estes que muitas vezes, assim como Gonzáles, não tem que estar lá. Vocês precisam fazer alguma coisa! –implorou ela já em lágrimas. Deu peninha! -Vocês podem cobrar dos governantes, até porque uma das promessas de campanha desse presidente diabólico foi fechar Guantánamo. Aquele lugar é desumano. É pior que os centros de concentração nazistas, pois há nele muito mais tecnologia. Você pode mudar essa situação. Você deve mudar essa situação!

Sam consolou Domi que estava aos prantos. Franzi o cenho com muita pena da tal Rafaela e dos outros presos de Guantánamo.

– Todos nós estamos aqui em busca de justiça. – resumiu Steve – Justiça para nossos lugares e para nossos entes queridos. Queremos justiças para vocês mesmo que vocês achem que somos os vilões. Continuaremos lutando por cada cidadão até que este abra seus olhos.

–Só pedimos um voto de confiança. Só isso. – insistiu Wilson

– Na minha terra temos uma canção que retrata bem o que pedimos a você e tudo que estamos fazendo. – contei – “Muda que quando a gente muda o mundo muda com a gente. A gente muda o mundo na mudança da mente. E quando a mente muda a gente anda pra frente.E quando a gente manda ninguém manda na gente. Na mudança de atitude não há mal que não se mude nem doença sem cura.Na mudança de postura a gente fica mais seguro. Na mudança do presente a gente molda o futuro”. – recitei “Até quando?” do pensador – Você pode você consegue.

– Nós podemos sim mudar o mundo! – decretou Domi com uma convicção que motivava qualquer um – Você não precisa ficar aí levando porrada.

–Juntos somos invencíveis. – continuou Sam com a mesma convicção.

Sorri felicíssima com o momento.

–Que Deus abençoe vocês. – finalizou Steve

–CORTA! – gritou Natasha

Sorrimos uns para os outros com a certeza de que daríamos nossa vida para mudar o futuro. Agora não era só Clint que importava. Naquela conversa, ficou claro, que o que importava era o mundo. Nós iríamos salvar o mundo! E o vilão não era o Coringa ou Loki. Era o capitalismo.

*****************

Duas horas depois.

Deitada debaixo de uma árvore no quintal da fazenda de Julius, esperando Sam e Steve voltarem com as roupas de frio, refleti sobre minha última semana. Pois é, uma viagem para visitar meu melhor amigo tornou-se a grande aventura da minha vida. Penso em como minha mãe deve estar preocupada e em como meu pai deve estar orgulhoso. Sim, meu pai apóia meus movimentos ativistas. Até porque ele participou do impeachment de Fernando Collor e também porque é o grande culpado pelo meu “amor á pátria”. Quando era pequenininha meu pai costumava levar eu e meu irmão ao fórum para assistirmos julgamentos.

Ele queria que eu fosse juíza e Eduardo promotor. Mas, acabou que o Ed tornou-se um mestre em egiptologia e eu uma (quase) publicitária. Escolhi publicidade pela simples razão de que esta é a maior forma de incentivar alguém a algo: Propaganda. E realmente é um curso fantástico. Pena que no meio do último período fui expulsa, presa e procurada pela polícia internacional.

Tudo tem acontecido tão depressa nessa última semana.

Vim para Nova Iorque com Brian que acabou terminando comigo porque achou (e depois vi que estava certo!) que Steve estava apaixonado por mim. Steve!

Steve gosta de mim.

Ui! Nossa! Caraca, o Steve (Steve!!) está apaixonado (apaixonado!!) pela minha pessoa (minha pessoa!!). Tudo bem, isso é surreal e assustador. Assustador porque até ontem ele era o meu amigo americano boboca e aí ele me beija e percebo, bem, que ele é um gato. Será que é errado ficar pensando nele como homem?

Está tudo indo muito, muito rápido. Eu acho “galinhice” terminar um namoro e cinco dias depois beijar outro. E pior: o outro é seu melhor amigo! Ai gente será que eu fui galinha? Que horror! Se bem que Brian quando terminou comigo disse que estava me deixando para que eu ficasse com ele... Bem, se pensar por aí, então não tem nada demais.

O que eu estou dizendo? É o Steve! Credo! Eu não namoraria um sujeito que usa aquela bandeira ridícula de um lugar mais ridículo ainda. Não mesmo... Não?

Ele hoje estava tão fofo! Suspirei. Espera, suspirei? Suspirando pelo Capitão Museu? Eu não estou bem, não mesmo. Fiquei pensando naquele beijo. Beijo bom, beijo carinhoso, beijo sexy, beijo amoroso, beijo tudo de bom. É... Tudo de bom define bem aquele episodio no casebre. Tudo de bom e tudo de errado.

Me sinto tão culpada de ficar pensando naquilo. Ainda mais na situação que estamos. Onde já se viu ficar pensando em beijo quando o império persa está na sua cola?

Se bem que foi ele que disse que estava apaixonado por mim. E isso muda alguma coisa? Não estou apaixonada por ele só estou confusa. Qualquer uma ficaria confusa em uma situação dessas. Quem não ficaria? Ai que nervoso! O que está acontecendo comigo, em? Não é paixão, pois já me apaixonei e não era assim. Também não continuo sentindo o mesmo por ele. O que diabos eu tenho?

–Mas, e aí brasilenã? – Dominika encostou-se ao tronco da arvore que eu estava deitada.

–E aí caribenha? – devolvi me ajeitando sentada.

Ela riu.

–Anda me conta! – exclamou dando uns pulinhos ridículos de ansiedade – Como foi?

Franzi o cenho, mais confusa do que Steve na internet.

–Contar o que criatura?

–Ah de vocês dois. – jogou – Vocês se acertaram?

–Acertaram o que? O vídeo? Ah o Mike é que ia editar para tirar as gargalhadas da russa. –contei

Ela me deu um pescotapa.

–Não to falando do vídeo quero saber de você e o Steve ontem na cabana. – resmungou

Meu queixo foi ao chão com tamanha curiosidade.

–Desculpa a indelicadeza, mas o que você tem a ver com isso? –fui vaca com ela

Domi me olhou furiosa.

–Que grossa!

–Que intrometida! – repliquei me levantando

A enxerida não desistiu não. Veio atrás de mim.

–Por favor, conta! Tô morrendo de curiosidade. – insistiu juntando as mãos– Sam e eu fizemos uma aposta.

–Que aposta? – perguntei indignada

–Apostamos que vocês estão namorando, mas estão com vergonha de assumir por que são muito “cri, cri”.

–Cri cri? Eu não sou cri cri! – me defendi

Ela ergueu uma sobrancelha, incrédula.

–É sim. Mas, me diga estão namorando?

–Fala sério, Dominika! – exclamei P. da vida – Tá de sacanagem comigo não tá não?

A morena gargalhou.

–Nossa por que tanto estresse? Se estiver nervosa é porque está escondendo alguma coisa...

–Eu não to escondendo nada e nós não estamos namorando! Só estou irritada porque uma sujeita que eu mal conheço vem me enchendo de perguntas sobre minha vida pessoal. – reclamei com as mãos na cintura

Domi ergueu as mãos em rendição sentando-se em uma cadeira de balanço.

–Tudo bem, não está mais aqui quem falou.

Virei-me de costa e mordi os lábios. Que horror fui tosca com ela! No lugar de Dominika eu também estaria curiosa... E eu preciso conversar com alguém sobre isso tudo.

–Desculpa Dominika fui grosseira com você. – lamentei

Ela sorriu.

–Tudo bem, eu também te devo desculpas por ser invasiva.

–Está tudo bem! – ponderei – Águas passadas. E se quer mesmo saber não aconteceu nada naquela cabana.

Domi me lançou um olhar bagunçado.

–Como assim cabana? Vocês estiveram em uma cabana? – inquiriu com a voz transbordando de malicia.

–Nossa você vê maldade em tudo em fia? – protestei – Que coisa!

–Desculpa é que se fosse eu e Sam no lugar de vocês nós...

–Poupe-me dos detalhes sórdidos! – intervim

Ela soltou uma risada.

– Me diga, porque não houve nada?

Arfei pesadamente.

–Na verdade houve uma coisa. – mencionei – Ele disse que está apaixonado por mim.

A caribenha me olhou como se eu tivesse dito algo bem óbvio do tipo “o céu é azul”.

–Novidade?

Ri de nervoso.

–Como assim “novidade” Dominika? – inquiri – Isso é novidade, Dominika!

–Novidade para quem? Não vai me dizer que você não tinha percebido? – se surpreendeu

–Não.

–Lesada ao extremo! – xingou – E ele disse isso e vocês não estão juntos?

Dei de ombros.

–Ué só porque ele está apaixonado por mim meus sentimentos têm que ser recíprocos?

–Aham. – respondeu na cara dura – Qual é brasilenã! Você ama aquele cara, deixa de doce.

–Não tô fazendo doce.

Domi disparou um olhar cético sobre mim.

–Ah não? – perguntou com sarcasmo

Vacilei na resposta.

–A-Acho que não.

Ela soltou um risinho de lado.

–Acha ou tem certeza?

–Não sei mais de nada na minha vida. – confessei apertando o pingente do cordão que o dito cujo havia me dado – Só acho que está indo rápido demais.

Rápido? – quase gritou – Chama isso de rápido? Cara há quanto tempo vocês se conhecem?

–Ontem fez um ano. – contei felizinha

– Um ano de doce e você acha pouco? – questionou completamente descrente

–Não é um ano de doce, Dominika, é um ano de amizade. E mesmo assim um ano não é tanto tempo. – defendi minha tese– Sem contar que a oito, nove dias atrás eu tinha um namorado.

–E daí?

–Como e daí? – me estressei – Tudo é muito fácil para você né?

O carro dos rapazes se aproximou e encerrei o assunto. A guatemalteca foi em direção ao automóvel, mas algo a fez mudar de idéia.

–E a propósito. – continuou voltando-se a mim – Eu acho que você complica coisas simples e um ano é tempo de mais. E ele é apaixonado por você, mas não vai ficar te esperando para sempre.

O carro parou a uns trinta metros de distancia.

– O que quer dizer?

–Quero dizer que se você esperar mais um ano, ele vai acabar achando outra. – sussurrou – Ele é lindo demais para ficar dando sopa por aí. Principalmente quando o mundo acordar e ver que ele é o herói dessa bagaça. Mas, tranqüilo. Fica aí fazendo doce eterno. Afinal você é quase uma “vadia” porque mudou de namorado e só deixou uma semana no meio. – debochou – Acorda!

E lá foi ela me deixando mais desesperada do que nunca. Vish... E agora? Por mim, tudo bem se ele arrumar outra. Não dou à mínima. Ou será que dou?Acho que dou sim a mínima. Acho que dou à máxima!

–Isa? – dei um salto de susto com a voz de Steve – Aconteceu alguma coisa?

Neguei com a cabeça, aflitíssima.

–Está tudo bem.

–Ótimo! Vá experimentar suas roupas que embarcaremos em meia hora. – informou ele dando um sorriso fofo e voltando para o carro.

Fui para dentro da fazenda ainda em aflição. Será que estou complicando as coisas? Será que eu estou apaixonada? Seria amor? Por que com Steve para mim tem que ser tudo perfeito? Porque ele é tão perfeito sendo imperfeito? Nós dois somos tão nada a ver. Não combinamos nem nos signos. E agora?

–Pronta? – perguntou Romanoff com as mochilas nas costas e com um sorriso largo no rosto. Primeira vez que vejo um sorriso desses nela. Acho que é a proximidade de encontrar o arqueiro dono de seu coração.

Coloquei a mochila nas costas e confirmei a inquisição com um sorriso amarelo.

*********

Minutos depois, avião.

Natasha e Sam (que já tinha alguma experiência como co-piloto) dirigiram-se a cabine enquanto eu, Steve e Dominika nos espalhamos no interior do grande e espaçoso.

Sentei-me a janela e Steve sentou-se ao meu lado. Gelei! Aquilo era tão estranho. A vaca da Dominika foi sentar lá na casa do cacete e sei que fez isso de propósito.

–Senhoras e Senhores, desejo-lhes uma boa viagem! – Sam fez graça imitando a voz de uma comissária de bordo.

Sibéria, aí vou eu!

Notas finais
Eita bichinha problemática essa tal de Isadora, em gente? Será que depois dessa bronca da Domi ela toma jeito? O que vocês acham? E o vídeo? Curtiram? Isa é do balacobaco né?kkkkkkkk Tô aguardando comentários em? Olha lá gente, to desobedecendo mamis pra postar para vocês!kkkkkkk Não me decepcionem!! Bom fim de domingo!! Até breve!