Ainda existem flores

13 Domadora de F4


Notas iniciais
Gene, tenho dois assuntos muito sérios para tratar: 1- eu vou ficar cerca de 17 dias sem postar por que eu vou viajar, como eu já havia mecionado nas notas do capitulo anterior. 2- Carp Diem, muitooooooo obrigada pela sua recomendação fantástica! Sério foi perfeita. Perfeita não, magnifica. Fez a felicidade de uma autora :x quem quiser seguir o exemplo ó... aproveita para me surpreender depois da minha viagem hahahaha Então aqui estamos. o aniversário da Tessa. Espero que gostem galera, vou sentir a falta de vocês. — Detoni

"O primeiro amor é um pouco de loucura e muita curiosidade." — George Bernard Shaw.

Era dia 1 de maio quando as pessoas começaram a falar muito bem de mim. Aparentemente convidar todos para o meu aniversário (não programado, óbvio) fazia minha popularidade subir bastante. A festa seria em dois dias e eu tinha uma fantasia muito legal: mulher maravilha. Isso será hilário.

No momento eu estou sentada sozinha em uma cadeira em frente a sala de desembarque do aeroporto, aguardando meus pais e obviamente, meu melhor amigo Viktor. Na verdade Viktor era o único motivo de eu estar aqui, já que eu não me importaria nem um pouco de abandonar meus pais da mesma forma que eles fizeram ao me mandar para cá.

Estou concentrada em uma caixa de donuts quando as portas finalmente se abrem e minha mãe sai em seu estilo chamativo de sempre. Quer dizer, quem viaja de vestido dourado e casaco de pele? Ela. Meu pai vinha logo atrás com seu familiar terno. Certo, eu não pertenço a essa família. Eu estava simplesmente com um moletom branco, calça jeans e uma bota de neve por causa do frio. Eu sei, eu sei. Muito estilo.

Então Viktor aparece. Lógico que eu não via ele a apenas 3 meses, mas nunca achei que fosse ficar com tanta saudade a ponto de até achar que ele está muito gato. Não que ele não seja, mas é que eu nunca disse isso. Nunca. Ele estava com uma blusa azul marinho, uma calça jeans, uma jaqueta de couro preta e óculos escuros cobrindo seus olhos avelã esverdeados. Seus cabelos pretos, como sempre, estavam bagunçados.

— Estou aqui.- digo erguendo uma mão enquanto jogo minha caixa vazia de donuts no lixo. Os três pares de olhos se desviam na minha direção. O único motivo de eu estar feliz com a vinda deles foi que eu estava dispensada das minhas aulas. E isso era bom, considerando que passei os últimos três dias fazendo provas de todas as matérias. Viktor me encarou com um sorriso brincalhão surgindo em seus lábios quando ele tomava a dianteira de meus pais. Ele podia parecer um jovem super maduro, mas era mais infantil que eu. Eu juro.

— Com licença, a senhorita falou comigo? — ele perguntou chegando perto.

— Na verdade foi aqueles senhores logo atrás de você.- digo apontando meus pais que estavam chegando.

— Você diminuiu ou é impressão minha? — ele perguntou.

— Você quem cresceu, seu monstro.- digo pulando e abrando Viktor. Ele ri enquanto me envolve em seus braços. — senti sua falta.

— A escola não é a mesma sem você. — ele disse com o queixo apoiado em meu ombro.

— É claro que não. Comigo lá as garotas mantinham distancia. — brinco. Viktor sorri e se afasta atrapalhando meus cabelos.

— Teresa! — minha mãe diz e corre na minha direção me abraçando.

— Ei, mamãe. Senti sua falta. — digo a abraçando. Encaro meu pai que está sério. Ele já havia me ligado para conversar da noticia do blog da patricinha, mas parecia que ele ainda estava bravo. — a sua também, papai.
— Nós sentimos a sua falta também, querida. — minha mãe diz. Meu pai apenas passa por mim e coloca as malas em um carrinho.

— Sinto muito, mas não tive tempo para sentir sua falta. Para que lado está seu carro? — ele pergunta. Suspiro já acostumada com o comportamento frio e aponto a entrada D.

— Vamos. — digo. Meu pai pega as chaves do carro da minha mão e vai com minha mãe na frente enquanto eu e Viktor ficamos conversando no banco de trás.

Ele me contou que estava muito solitário no Canadá, mas que tinha um garoto novo em sua escola que veio da minha. E Foi assim que eu descobri o paradeiro do garoto que eu salvei no primeiro dia de aula. Ele disse que o garoto era muito simpático e era um de seus poucos amigos. Ele me contou que todo final de semana tinha festa e que ele sentia falta de me levar bêbada para casa, no meio da madrugada. Realmente, algo para sentir falta. Contei para ele sobre o internato e sobre a F4. Ele disse que já tinha ouvido falar da F4, mas nunca gostara deles. Principalmente depois de conhecer Nathaniel.

Quando chegamos no internato minha mãe e meu pai foram conversar com a diretora e eu decidi mostrar o internato para Viktor. O único problema era que estava em hora de almoço e as pessoas estavam encarando. Principalmente as meninas, o que eu achei normal, mas ainda assim senti uma pontada de ciúmes possessivo. Viktor estava chamando muita atenção, ainda mais com esses óculos. Por isso, para fazer graça peguei seus óculos e os coloquei só que ficou meio grande no meu rosto.

— Você parece uma formiga. — ele brincou tentando pegar os óculos de volta.

— Acho que o conceito certo seria abelha. Eu nunca observei os olhos de uma formiga. — digo dando de ombros. Viktor faz mais um esforço para pegar os óculos, mas eu apenas rio me afastando mais um pouco.- está nublado. E eu senti falta de seus olhos, então fique sem. — digo.

— O que você não me pede rindo que eu não faço chorando? — ele pergunta.

— Acho que não é assim o ditado. -digo.

— Mas esse é o lema de nós dois. Ah, olhe, seus pais. — ele diz. Meus pais vinham na nossa direção. Meu pai sério como sempre e minha mão com um sorriso simpático que eu sabia ser falso. Ela era treinada para isso.

— Onde nós vamos almoçar? Para que lado fica o refeitório? — ela pergunta.

— Vocês vão chamar muita atenção. — digo.

— Mas eu quero conhecer suas amigas. — minha mãe protesta. Claro, tem a Rosa e... o Alexy conta?

— Tudo bem, vamos. — digo. Viktor me encara enquanto andamos. — o que foi?

— Não vai me devolver meus óculos? — ele pergunta.

— Não. Eu gostei da sensação de ser uma abelha. — retruco.

Nós fomos almoçar no refeitório onde apresentei Rosa e Alexy para meus pais. Minha mãe e Rosa se deram bem logo de cara e Alexy até flertou um pouco com Viktor, o que apenas arrancou risos sonoros de meu amigo. Então o sinal tocou e todos foram para aula. Meus pais resolveram ir para a cidade organizar meu aniversário, então fiquei no internato para dar uma volta com Viktor e estudar um pouco para as provas finais.

Então logo agora, no fim da aula, nós encontramos a F4. Eles estavam indo em direção ao campo de paintball, mas como me viram, vieram me infernizar.

— A quanto tempo, Tessa. — Castiel diz sorrindo.

— Pois é, faz o que? 22 horas que eu não vejo vocês? — pergunto. Os quatro riem.

— Quem é o sujeito? — Castiel pergunta.

— Oh, esse é o...- começo, mas Viktor me interrompe.

— Noivo da Teresa. — ele diz sorrindo de lado. Os quatro me encaram abismados e eu apenas balanço a cabeça em sinal de decepção.

— ... o Viktor. — termino a minha fala.

— Teresa não tem noivo. Ela nunca beijou! — Castiel diz. Ok, isso era meio verdade certo? Eu não tinha nenhum noivo, mas eu já havia beijado.

— Castiel, Lysandre, Armin, Kentin, esse é Viktor, meu melhor amigo. — digo.

— Ah, então você é o irmão dela? Muito prazer, sou Lysandre. — Lysandre diz se colocando a frente com a mão estendida. Viktor ri um pouco e aperta a mão dele.

— Certo, apresentações feitas! Agora adeus, querida F4. Eu tenho que estudar. — digo.

— Mas um amigo seu é um amigo nosso, Tessa. — Kentin diz.

— Vocês querem vir jogar paintball com a gente? — Armin pergunta.

— Eu não vou. Viktor se você quiser ir, fique a vontade. Eu desisto de vocês cinco. — digo virando de costas.

— Calma, Tes. Amanhã a gente vai na cidade olhar minha fantasia? — Viktor pergunta. — você tem que escolher já que eu vou entrar com você.

— Lógico que a gente vai. Mas tem que ser no fim da aula. Você vai jogar com eles? — pergunto.

— É claro que ele vai. — Armin diz sorrindo de lado.- nós temos que investigar ele, certo?

— Vocês não vão investigar meu melhor amigo. — digo impaciente.

— Mas e se algum de nós acabar com ciúmes? Antes prevenir que remediar. — Armin diz.

— Viktor, você quer? -pergunto.

— Claro, parece divertido . — ele diz.

— Ok. Então você passa no meu quarto mais tarde e vejo vocês amanhã. — aceno para os cinco. Enquanto estou me afastando não posso deixar de escutar a fala do Lysandre.

— Você não está pensando mesmo em ir no quarto de uma dama, está?

Sorrio sem motivo e continuo meu caminho para o meu dormitório.

—_________*****__________

Foram os dois dias mais estranhos da minha vida. O F4 basicamente roubou Viktor de mim e toda vez que eu ia me sentar ao lado dele ou até conversar com ele um deles surgia e o levava para longe. Então eu acabei sendo obrigada a ficar ao lado dos meus pais, Rosa ou Alexy. Até mesmo quando fomos escolher a fantasia de Viktor, a F4 foi junto. Eles disseram que iam escolher as deles também, mas eu não os vi comprando nada.

Então finalmente chegou o grande dia. A escola estava uma zona no dia do meu aniversário, todos conversando entre si e Rosa reabriu seu salão de beleza em nosso quarto. Não que hoje isso fosse fazer diferença para mim, já que minha mãe estava me levando em um salão de verdade (contra minha vontade, óbvio).

— Você irá receber seus convidados na porta. — ela me disse enquanto a cabeleireira deixava meu cabelo meio ondulado. — Viktor pode ficar ao seu lado, mas ele não deve aparecer nas fotos com todos os convidados.

— Eu sei, mãe. O mesmo protocolo desde que eu tenho 7 anos. — digo revirando os olhos.

— E eu não gostei da fantasia que você comprou. Mulher maravilha? Isso é ridiculo. Você usará a que eu comprei, a outra já esta no lixo. -ela diz.

— E quem te deu a liberdade de fazer isso? Mãe, você não precisa estragar meu aniversário mais ainda!- digo seca.

— Teresa, apenas faça o que eu mando.

— E se eu não fizer? Você já me isolou. — eu digo com raiva.

— E eu posso te levar de volta para o Canadá. E algo me diz que você não quer isso. — ela diz. Ainda com raiva encaro minha mãe.

— Então cadê a fantasia? — pergunto. Minha mãe... não, Fiona, sorri satisfeita.

—_________*****__________

— Você está linda. — Viktor disse enquanto eu fechava a porta do dormitório de meus pais para poder ir para a festa. A fantasia era um vestido grego com uma tiara de ouro ( sim, de ouro mesmo. Parece que é da família da Fiona) e pulseiras combinando. — apesar que você não precisa dessa roupa para ser tão linda quanto uma deusa grega. — Viktor estava com a fantasia que escolhemos ontem: super homem. Ele não queria nem pensar, mas depois de eu implorar e usar a chantagem de ser meu aniversário, ele aceitou. Porém, agora que minha fantasia mudou, toda graça acabou.

— Obrigada, Viktor. Pronto para ser manequim? — pergunto.

— Não faça drama, Tes. Vai ser divertido, sempre é. — ele diz.

— Certo. Vamos. — digo.

O salão de festa está completamente decorado com as cores preto, azul e branco. Como sempre, a decoração está incrível. Minha mãe sempre fora treinada para fazer festas então acho que eu ficaria surpresa se não estivesse. Na realidade, o internato inteiro estava de certa forma decorada. Balões de luz espalhados pelos lados, luzes como as de natal iluminando todas as árvores e coisas assim. Não entendo por que a diretora não proíbe essas coisas.

— Sorria. — o fotografo diz enquanto me posiciono ao lado de Viktor na entrada. Dou meu melhor sorriso e Viktor nem se esforça para sorrir naturalmente. — está boa? — ele pergunta mostrando a câmera para nós. Meu cabelo estava ondulado de forma natural e a única maquiagem que permiti que passassem em mim foi um lápis de olho. Eu estava linda sim, Viktor estava certo. E meu sorriso não era vacilante. Talvez essa noite não vá ser tão ruim quanto eu pensei.

—_________*****__________

Ficar parado na porta seria entediante se a cada minuto não tivesse uma menina flertando com Viktor e me fazendo dar sonoras gargalhadas. As coisas até chegaram a ser calmas nos primeiros 30 minutos de festa, mas ai... chegaram os F4. Armin estava sorridente em sua roupa de chapeleiro maluco e tomou a dianteira do grupo em nossa direção.

— Você está até que pagável, baixinha. — ele diz. Ergo a sobrancelha.

— Pagável? — pergunto. Ele ri.

— Certo, pagável você é quando acaba de acordar. Você está muito bonita, Tessa. — ele diz depositando um beijo na minha bochecha antes de empurrar Viktor para longe. -agora faça um sorriso bem bonito, quero essa foto de recordação. — ele diz. Acabo sorrindo naturalmente enquanto o fotografo tira a foto. Logo em seguida Kentin me da um abraço vestido em sua roupa de... militar?

— Feliz aniversário. — ele diz sorrindo. — seu presente é a coisa mais útil desse mundo. — ele diz passando o braço pela minha cintura para tirar a foto.

— Se você tiver me dado alguma coisa de tiro... — começo rindo.

— O que? Não. É um livro de receitas de doces. Ouvi dizer que você gosta de cozinhar sobremesas. — ele diz sorrindo enquanto o fotografo tira a foto. — e será muito legal você cozinhar para gente um dia desses. — ele diz se afastando. Castiel está vestido de rei, o que não me deixa surpresa.

— Humildade mandou um oi. — digo ajeitado sua coroa. Castiel ri.

— Para você também. Agora sorria de forma magnifica. Você já viu como ficamos lindos jutos? — ele pergunta sorrindo sarcastico para a camera.

— Não. — digo.

— Isso é por que você não me deu seu numero para que eu possa te enviar as fotos. Feliz aniversário, tábua. — ele diz e segue seus amigos. Por fim, Lysandre está vestido de mágico. Está com uma capa branca, uma cartola branca também e luvas pretas. Ele meio que inverteu, mas sempre achei que branco combinava mais com ele.

— Então você está fazendo dezessete anos? — ele pergunta me dando um beijo no topo da cabeça.

— Sabe como é, Pokémons evoluem. — digo. Ele sorri de canto.

— Ou talvez princesas virem rainhas. Não core na hora da foto. — ele diz rindo. Faço o possível para controlar e meu corpo não esquentar com seu comentário. — tenho te visto pouco esses dias.

— Sim, mas você tem visto muito meu melhor amigo. — digo mostrando a língua.

— E o Viktor é só um amigo? — ele pergunta sussurrando de forma que Viktor não escutasse.

— Por que? — pergunto com a sobrancelha erguida. Lysandre ri e passa a mão no meu cabelo corrigindo minha coroa que havia caído com o movimento.

—Por que eu estou com ciúmes, Tessa. Acho que os convidados estão terminando de chegar. Não demore a entrar, está frio. -ele diz e vai até seus amigos. Os quatro fazem um comentário e riem entre si, saindo andando e... puxando Viktor com eles? Obrigada por me deixarem sozinha, idiotas.

— Tessa! — Rosa diz me dando um abraço. Ela estava fantástica, como sempre. Ela era a chapeuzinho vermelho mais sexy que esse mundo já viu. Mas meu olhar não demorou muito nela já que me surpreendi com quem estava ao seu lado. Leight parecia desconfortável vestido de caçador, mas sorriu para mim.

— Não me digam que resolveram assumir o namoro? — brinco.

— Já estava na hora, não estava? — Leight perguntou. — a propósito feliz aniversário. — ele diz.

Os dois tiram uma foto comigo. Leight era um pouco atrapalhado com o ritmo de Rosa, mas ambos pareciam bem felizes ao entrelaçar a mão e entrarem na minha festa. A festa onde o irmão dele estava. Droga, Lysandre sabia que ele estaria aqui?

Bom, as pessoas foram chegando aos poucos. A maioria eu nunca tinha conversado, mas as coisas só ficaram realmente engraçadas com a chegada de Alexy que estava vestido no estilo discoteca. Cada vez mais eu estava louca para entrar e foi um alivio quando minha mãe disse que eu já podia ir ficar um pouco com meus amigos.

Quando entrei, a festa estava tão lotada que estava dificil localizar as pessoas. Porém logo reconheci Rosa em um canto, mas o que me deixou envergonhada foi o fato dela estar beijando Leight. Não chegava a ser nada obsceno como eu já havia visto em festa do Canadá, mas ainda assim a curiosidade prendeu meu olhar. Chega, Teresa, você está parecendo uma pervertida. A segunda pessoa que consegui reconhecer, foi Alexy no meio da pista de dança ao lado de um Kentin que parecia não saber como foi parar ali. Porém quando ele foi tentar andar para longe, Alexy impediu sua passagem, gerando gritos de muitas pessoas a volta e deixando Kentin vermelho. Eu só não sabia se era de raiva ou constrangimento.

Então vejo Armin com uma garota em seu colo. Reconheci a garota como uma da outra sala do segundo. E aquela parte sobre não iludir garotas da escola? Então senti meu coração parar quando os dois começaram a se beijar. Desviei o olhar imediatamente e sai andando, até que vi Castiel conversando com Lysandre em um canto. Ou pelo menos tentando, o olhar de Lysandre estava preso em Leight que agora girava Rosa no mesmo lugar em que estavam antes.

— Olá. — digo me aproximando dos dois. Eles sorriem para mim.

— Grande festa, Tessa. — Castiel diz.

— Realmente. — Lysandre concorda.

— Obrigada. Lysandre quer dar uma volta? Eu preciso conversar com você. — digo. Ele fica meio surpreso, mas concorda.

— Isso, vão. Me deixem sozinho. Adoro isso. — Castiel diz.

— Vai dançar com o Alexy. — digo apontando a pista de dança.

— Talvez eu vá! — ele diz.

— Ótimo, ele vai adorar. — o provoco rindo e puxo Lysandre em direção à saída da festa.

— O que posso fazer por você? — ele pergunta quando chegamos no lado de fora que tem apenas algumas pessoas conversando ou se beijando. Certo, festa é lugar para se beijar né? Tão público, tão... — Tessa?

— Desculpe, me distrai. Você devia ir falar com seu irmão. — digo.

— Pra que? Ele nem está aqui por minha causa. Por que eu devo atrapalhar a festa dele? — ele pergunta.

— Por que ele é seu irmão. — digo dando de ombros.

— Isso não é desculpa. Eu não te vi com seus pais também. — ele diz.

— Meus pais só vão aparecer na hora do parabéns. É sempre assim. — digo dando de ombros novamente. — falando nisso, onde está Viktor? — pergunto. Agora é a vez de Lysandre dar de ombros, e sentar em um murinho que delimitava a área do lago.

— Conversamos um pouco com ele, então ele foi dançar com uma garota. Se não me engano era a Melody. Ele ainda está la. — Lysandre diz.

— Ah... entendi. Mas eu falei sério quando disse que você deveria fazer as pazes com seu irmão. — digo.

— Nós nunca brigamos, Tessa. Ele apenas saiu de casa e começou a me evitar. — Lysandre diz.

— Sinto muito. — digo.

— Eu não. A vida é assim, uns vão, outros vem. — Lysandre diz.

— Você ainda pensa muito nela? — pergunto sem querer. Lysandre sorri e, ainda sentado, segura uma das minhas mãos me girando na batida que está tocando de longe.

— Na verdade não. Acho que ando muito preocupado com outras coisas para ficar pensando nela. Mas eu soube que ela está namorando. — ele diz.

— E como você está? — pergunto. Lysandre se levanta com o sorriso ainda no rosto e entrelaça sua mão na minha, me alinhando a si enquanto ele começa uma dança perfeita. — eu não sei dançar. — digo rindo.

— Apenas me acompanhe. — ele diz rindo também. — eu estou bem, Teresa. De verdade. — ele diz.

— Nem um pouco triste? — pergunto. Lysandre me gira e eu, de forma atrapalhada, volto em sua direção e ele me segura a centímetros de si.

— Nem um pouco triste. — ele confirma. Consigo sentir sua respiração em meu rosto, mas então um alarme como o de um relógio ou celular começa a tocar. — sinto dizer, mas agora é hora da sua homenagem.

— Homenagem? — pergunto confusa.

— Serão apenas algumas palavras. Fique calma, mas é melhor voltarmos agora. — ele diz segurando minha mão e me levando de volta para a festa.

Lysandre fica em sileêncio a medida que voltamos para o grande salão da Sweet Amoris, mas percebo um sorriso em seus lábios. Eu não consegui convencê-lo de ir conversar com seu irmão, mas tenho certeza que quando ele o fizer, irá se sentir muito melhor.

— Oh, Tessa, ainda bem. — Armin diz se aproximando de mim. Eu não entendo por que, mas quando ele vem se apoiar em meu braço eu acabo evitando. Eu realmente não consigo compreender isso. Ele mesmo me encara um pouco surpreso, mas esse momento não dura muito, pois Kentin logo me guia até o centro da pista de dança.

— Por favor, aceite o presente da F4 para você. — Kentin diz. Mostro a língua para ele, mas rio enquanto ele se afasta. Pelo canto do olho, observo minha mãe com meu pai bem em um canto.

— O que está acontecendo? — pergunto para Viktor quando ele se coloca do meu lado.

— Acredite em mim, eu não faço idéia. — Viktor diz. Nós dois rimos e Rosa se aproxima de nós de mãos dadas com Leight logo atrás.

— Vocês sabem o que está acontecendo? — pergunto.

— Teresa Michaela Chase. — a voz divertida de Castiel chama minha atenção e olho para frente enquanto a F4 se posta em linha reta diante de nós. Consigo perceber a força que Lysandre está fazendo para não olhar para o irmão.

— Hoje é um dia muito especial...- Lysandre começa.

— Eu não diria especial, diria trágico. Quer dizer, nesse mesmo dia, a dezessete anos nasceu uma garota. — Castiel continuou. Mostrei a língua para ele que apenas riu.

— Uma garota bastante agressiva e divertida. — Kentin diz. — que ninguém sabia que no futuro domaria o F4....

— O F4 por completo. — Armin diz sorrindo de canto. — uma garota que, acima de divertida e agressiva, é incrivelmente bonita...

— Bonita é um exagero, pelo amor de Deus, Armin. — Castiel diz. — ela é aceitável. Mas ela é fantástica...

— E diferente. Eu diria que se eu fosse defini-la, definitivamente seria diferente. Diferentemente perfeita, talvez? — Lysandre diz.

— E hoje, dezessete anos depois, ela tem o soco mais forte que eu já vi uma garota dar. — Kentin diz sorrindo.

— Nós, da F4, te desejamos um feliz aniversário, Teresa Chase. — Castiel diz. — e eu te nomeio domadora de F4. — ele diz.

Eu literalmente não sei o que fazer. Todas as pessoas estão rindo ou aplaudindo. Eu mesma estou rindo e aplaudindo quando os quatro vem na minha direção. Castiel me estende a mão.

— O que me diz de deixar o sentido romantico de lado e dançar comigo? — ele pergunta. — afinal, eu sou o líder do F4.

— Nesse caso eu aceito. — digo. Todos riem quando Castiel coloca a mão na minha cintura e eu coloco a mão em seu ombro.

Dançar com Castiel foi como se tivesse sido programado. Eu não sabia dançar, então ele dançava por mim e por ele. Depois eu dancei com Kentin, ou melhor, tentei. Ele dançava bem demais. Então deixei seja lá o sentimento de raiva que eu estava dentro de mim e dancei desajeitadamente com Armin. E eu já havia me acostumado a dançar com Lysandre.

Depois dessa "homenagem" que o F4 fez para mim, e eu dançar com os quatro, tivemos o parabéns. Esse não estava sendo o pior aniversário do mundo.

Depois do parabéns as pessoas simplesmente foram fazer seja lá o que estavam fazendo antes. Eu sai andando sozinha quando Melody apareceu e roubou Viktor de mim para conversar. Provavelmente algo a respeito de Nathaniel.

— A aniversariante não deveria ficar sozinha. — a última pessoa que eu queria conversar no mundo diz.

— Bom, talvez ela apenas queira pensar. — digo me virando para Armin. Nós estávamos no lago e a luz das bolas iluminadas que minha mãe espalhou nele, refletiam em seus olhos azuis.

— Isso é uma indireta para eu ir embora? — ele perguntou se aproximando mais.

— Talvez. — digo dando de ombros. Armin suspira.

— Você está com raiva de mim, Teresa. — ele afirma. O encaro, eu posso fazer uma piada e sair andando, geralmente é o que faço, mas dessa vez não acho que isso vá funcionar.

— Eu não estou com raiva de você. Acho só que eu estou frustrada e por algum motivo você está envolvido na minha frustração. — digo. Falar em voz alta ajuda a compreender um pouco as coisas.

— Ou seja, você está com raiva de mim. E isso é desde mais cedo, do nosso pequeno discurso. Anda, me conta o que aconteceu. — ele pede.

— Nem eu sei o que aconteceu. Anda, vamos mudar o assunto. Eu pensei que você tinha dito que não iria iludir as garotas da escola. — digo distraída olhando para o lago.

— Eu não iludo garotas da escola. — ele diz se colocando ao meu lado.

— Bom, então informe isso para aquela garota que você estava beijando hoje. — digo.

— Quem? — ele pergunta confuso.

— Uau, são tantas que você nem sabe? — a resposta saiu automática.

— Quer saber? Acho que entendi o seu problema. — ele diz. O encaro com raiva.

— A é? Qual? — pergunto. Armin sorri.

— Você está com ciúmes. — ele diz. — mas acho que sei a qual garota você se refere. É uma do segundo ano, não é? Ela sentou no meu colo do nada e começou a me provocar. E ela me beijou e... eu até retribui momentaneamente, mas garotas atiradas não fazem meu estilo. — ele diz.

— Eu não estou com ciúmes. E não precisa explicar nada. — digo. Armin sorri e pega uma mecha do meu cabelo e leva até seu nariz, cheirando calmamente.

— Você tem um cheiro tão bom. É natural. — ele diz sorrindo.

— Na verdade é o shampoo — digo pegando meu cabelo de volta.

— Pare com isso, Tessa. Você não tem motivos para ficar com ciúmes. — ele diz.

— Já disse, eu não gosto de você nesse sentido. Eu não estou com ciúmes. — resmungo.

— Sério que você não gosta de mim? Nós nos beijamos. Foi seu primeiro beijo. Não haveria nenhum problema em você gostar de mim. — ele diz.

— É isso então? Você alguma vez já ficou sério com alguém? — perguntei. Armin pareceu cogitar e me encarou pensativo.

— Duas semanas conta? — ele perguntou.

— Não. — digo.

— Então não. — ele diz sorrindo.

— Eu estou com frio, Armin. Se você for ficar aqui, fique. Mas eu estou indo. — digo passando por ele, mas me detenho quando sinto seu toque em meu pulso.

— Agora eu estou te perguntando sério, Teresa Michaela Chase. Você gosta de mim? — ele perguntou. Armin olhou profundamente dentro de meus olhos, ansioso.

— Talvez eu goste. Argh, eu não sei. Acho que sim. Mas se eu gostar, ainda não é o suficiente para que eu não possa te esquecer, então você pode ficar tranquilo...- começo a dizer, mas de repente eu já não consigo mais falar.

Pela segunda vez os lábios de Armin pressionam os meus, mas dessa vez com uma delicadeza que eu não havia notado antes. Suas mãos vão para minha cintura com calma, e me sinto completamente perdida. Minha cabeça está mais confusa do que quando eu o beijei pela primeira vez. Sinto as mãos dele alcançarem as minhas e ele as guia para seu pescoço, me puxando ainda mais para perto de si enquanto seus lábios se movem docemente com o resto de seu corpo. Então seus lábios se afastam lentamente e seus olhos azuis me encaram. Ele sorri e segura meu queixo, me dando mais um beijo rápido em seguida. Quandp ele se afasta, me desequilibrando, cola minha testa na sua, e me encara.
— Não tem nenhum problema gostar de mim, Teresa. — ele diz com a voz um pouco rouca. Por fim, ele se afasta e coloca minha franja atrás da orelha com um sorriso de lado.- afinal, eu gosto de você.

— Você... gosta? — pergunto saindo do meu transe.

— Eu já me declarei para você no minimo duas vezes e você nem se tocou. Sim, Teresa, eu gosto de você. Mas eu não posso ter nada sério com você. — ele diz.

— Deixa eu adivinhar. Você jurou nunca gostar de ninguém? — pergunto.

— Não, eu não sou tão retardado. Assumir qualquer coisa com você seria comprar briga direta com o Castiel ou até com o Lysandre. Por isso eu preciso ter certeza de sua parte primeiro, antes de tomar qualquer atitude nesse quisito. — ele diz.

— Nem eu tenho certeza, tudo é muito novo nisso para mim...- começo a dizer, mas Armin apenas ri e me beija novamente. Quando ele se afasta a sensação de que meu corpo está mole volta, como da primeira vez em que ele me beijou.

— Tudo pode ser novo, mas seu beijo está melhor do que antes. Se quiser, eu posso te ajudar a praticar. — ele brinca.

— E aquela parte de não assumir? — pergunto confusa. Deus, ele é mais bipolar que.. que eu!

— Isso seria um assunto completamente profissional. — ele diz sério. — acho melhor a gente voltar para a festa antes que comessem a dar nossa falta.

— Espera. Como é proficional, eu aceito.- digo e dessa vez sou eu quem se aproxima. Certo, isso era uma evolução e tanto considerando que apenas mês passado eu havia dado meu primeiro beijo. Um pouco hesitante, colo meus lábios nos de Armin por apenas alguns poucos segundos antes de me afastar. — caramba, eu sou péssima nisso. — digo rindo.

— Isso significa que teremos muito o que praticar. — ele diz. Mostro a língua e ele ri enquanto me puxa novamente em direção para festa.

—_________*****__________

No dia seguinte, a F4 veio para escola praticar Paintball, mas eu sai para poder levar meus pais e Viktor no aeroporto. Quando cheguei, todos no campus faziam questão de falar comigo e me parabenizar pela festa. Tão falsos.

Entro entediada na sala do F4, mas encontro os quatro discutindo sobre alguma coisa. Pego frases como "teste" e "eu com certeza sou o melhor" no meio dessa discussão, até que eles me notem.

— O que vocês estão fazendo? -pergunto confusa.

— Tessa, momento perfeito. Anda, senta aqui. — Armin diz me puxando e me colocando em um pufe. Logo em seguida, coloca um computador no meu colo.

— O que é isso? — pergunto confusa.

— A patricinha criou um teste. Se chama "Quem da F4 tem mais haver com você?". Ridículo, não? — Lysandre pergunta se jogando no pufe ao meu lado.

— Mas ela vai fazer o teste. Anda, Teresa! — Castiel diz. — e se o teste disser que sou eu, você tem que sair comigo.

— Castiel, sonhe mais baixo. Dizem que a queda é menor. — brinco.

— Se disser que sou eu você também vai ter que sair comigo. — Armin diz. Ele pisca para mim e sinto meu rosto esquentar com as lembranças de ontem.

— Tessa, ignore esses dois. Apenas faça o teste. — Kentin diz animado.

— Vou fazer, calma. — digo.

Depois de responder a 20 questões super melosas e superficiais, o resultado finalmente saiu. E eu não poderia rir mais com ele.

— E ai? — Lysandre perguntou curioso. Opa, Lysandre curioso? Isso é raro.

— "Sinto muito, mas você não combina com ninguém da F4. Mas não desanime, aposto que você encontrará alguém muito melhor fora dela. Com amor, Patricinha." — leio em voz alta para eles. — satisfeitos?

— Isso está com defeito. Faz de novo. — Castiel diz com raiva.

— Eu não. Tchau gente, eu vou em busca de alguém fora da F4, la na cidade. — digo me levantando e pegando meu casaco.

— Ei, Tessa, espera. A gente vai com você. — Kentin diz.

— Andem logo então. — digo saindo da sala.

Desse modo, a F4 ( que de acordo com o teste eu não devo ficar com nenhum) me segue para o meu carro. Afinal, eu sou a domadora de F4.

Notas finais
Essa Teresa ta, ta diferente, ta, ta apaixonada... foi... foi ele sim... foi o Armin que deixou ela assim hahahhahaha bom galera, acho que é aqui me despeço de vocês nesse periodo né? Prometo que quando eu voltar faço um bem, grandão pra compensar. Mas vocês tem que estar merecendo né? Comentem, favorite, recomendeeem hahahhhaha vou sentir saudade de vocês e seus comentários zueiros. Me desejem uma boa viagem :) XOXO — Detoni