Ainda assim...

7 Capítulo 7


Notas iniciais
Oi pessoal, desculpe a demora, eu queria que este capítulo ficasse bacana e , confesso que num primeiro momento não era bem o que eu estava pensando, mas acabou que a estória vei assim na minha cabeça e acabou ficando um capítulo um pouco longo. Espero não ter ficado entediante. rsrs. Enfim... Espero que gostem

Quando Félix segurou em seu pescoço e levantou levemente sua cabeça para encará-lo, Niko teve certeza que tudo ficaria bem. Não pelo seu otimismo sempre presente em sua essência, mas porque viu a sinceridade estampada naqueles olhos negros que lhe hipnotizavam sempre que ele ficava perto do moreno. Niko então balançou a cabeça, e, agora muito mais calmo, soltou seus braços liberando Félix de seu abraço e, num gesto automático para ganhar autocontrole, ele levou as duas mãos ao rosto para limpar as lágrimas que ali estavam.

“O.. Obrigado. Eu..” Niko olhou para os lados sem saber bem o que dizer. Como ele pôde perder o controle daquela maneira? A ponto de se jogar nos braços daquele home e chorar como criança...Ele não era assim, tudo bem que ele era um romântico incondicional e se emocionava facilmente, mas se debulhar em lágrimas nos braços do homem por quem estava... Niko sacudiu a cabeça levemente tentando mudar o rumo de seus pensamentos, voltou o olhar para seu visitante e percebeu que ele ainda o aguardava completar a frase. “Eu não sei o que eu faria sem você.” Niko falou tentando não demonstrar o quanto aquele homem mexia com ele.

“Imagina, Carneirinho. Bruxas são assim mesmo, quando você menos percebe, elas... puff...” Félix fez um gesto de garras com a mão “... te enfeitiçam.” Niko riu... era incrível como Félix tinha esta capacidade de transformar momentos de tensão como este, em humor. Mais uma coisa para acrescentar na lista de coisas boas que Félix fazia por ele. Niko avaliou mentalmente sua ‘lista’... Mas foi interrompido por Jayminho que entrou correndo pela sala seguido por Adriana que carregava sua mochila nas mãos. “Num corre mininu?” Adriana veio falando, mas parou ao ver que tinha alguma coisa errada acontecendo. “Pai. Você tá chorando?” O garoto também parou preocupado com o pai.

“N..Não meu filho...” Niko sorriu sem jeito, levando novamente a mão no rosto, numa tentativa débil de tirar qualquer rastro de suas lágrimas, uma vez que os olhos vermelhos já o denunciavam. Mas antes que pudesse pensar em qualquer coisa, Félix deu dois passos largos para encurtar a distância entre eles, o rosto dele se aproximou tanto do seu que Niko segurou a respiração achando que ele iria beijá-lo. Mas Félix segurou seu cílio direito e começou a soprar seus olhos. “Eu te disse criatura que soprar era a melhor forma de tirar esse cisco.”

Niko ainda estava atônito não só com a ação repentina do amigo, mas também com a proximidade de daquele corpo firme junto ao seu, o perfume inebriante que penetrava em suas narinas ou o hálito quente soprado no seu rosto que trazia sensações que há algum tempo Niko não sentia. Ele sorriu instintivamente, e viu Félix se afastar levemente ainda segurando seu rosto para olhar dentro de seu olho esquerdo. “E agora? Saiu?” Félix o olhava curioso e Niko precisou de mais alguns segundos para acordar do transe que se encontrara e entrar no jogo criado por ele. “A..acho que saiu.” Ele respirou pesadamente e com relutância se afastou do belo moreno a sua frente, olhando pra cima enquanto abria e fechava os olhos, como se tivesse confirmando que não havia mais nada em seus olhos. “Saiu.” Ele sorriu largamente para Félix e depois para o filho.

“Ai seu Niko, sei como é, eu também odeio quando entra um cisco no meu olho?” Adriana comentou inocentemente enquanto Niko olhava Félix com o olhar mais doce do mundo e sussurrou um obrigado que fez o outro sorrir sinceramente. Eles ficaram assim, se olhando e sorrindo um pro outro por algum tempo até que o filho os interrompeu dizendo que estava com fome. Félix titubeou, virou os olhos e piscou para Niko antes de girar para falar com Jayminho. “Você tirou as palavras da minha boca criaturinha.”

“Pode deixar, que eu vou fazer um lanche pra vocês.” Adriana falou já indo no sentido da cozinha, mas antes que ela pudesse chegar na porta um choro estridente invadiu a sala.

“Ihh, seu Félix o lanche vai ter que esperar...”

“Pode ir lá pegar o Fabrício Adriana, que eu vou preparar algo pra gente comer.”

Niko entrou na cozinha seguido de Félix, mas uma vez na cozinha Niko decidiu que não iria fazer lanche coisa nenhuma. “Jayminhooo!” Ele girou gritando pelo filho e quase caiu em cima de Félix. “Que isso criatura, quer me matar?” Niko apenas sorriu ignorando o comentário do amigo enquanto pegava uma tigela no armário colocando cereais e leite. “Oi pai.” Quando o garoto entrou correndo na cozinha, quase atropelou Félix, que murmurou alguma coisa, Niko já estava com a tigela pronta pra entregar ao filho. “Aqui. Come este cereal, enquanto eu faço um jantar bem gostoso pra nós.”

“O que vai ter pra janta pai?” Perguntou o pequeno enquanto pegava a tigela das mãos do pai.

“O que você acha de batata frita?” Ele decidiu fazer uma agrado ao filho. “Ebaaa.” O garoto deu um pulo socando o ar, pegou a tigela e saiu correndo novamente. “Jayminho, não corre...” Niko falou em vão e desta vez o menino esbarrou novamente em Félix e quase derramou todo o conteúdo da tigela no moreno.

“Mas gente, será que vou precisar fazer seguro de vida pra vir nesta casa.” Niko deu uma gargalhada e virou para a geladeira para começar a separar os ingredientes do jantar. “Ahh.. você ri, já pensou, eu Félix Khoury, banhado em leite com cereais? Mas é o apocalipse.” Félix sentou-se no banco em frente a ilha central.

“Ai Félix, você não sabe como é casa com criança? É sempre isso aí, uma alegria só.” Niko falava enquanto trabalha com os legumes e verduras que havia separado, porque ele podia ter prometido a batata frita, mas Jayminho não se veria livre de comer algo saudável junto. “Sabe, eu não vejo a hora do meu Fabrício tá assim, correndo pra todo lado, espalhando brinquedos por toda a parte.” Niko levantou levemente a cabeça com um ar sonhador “Tenho certeza que ele e Fabrício serão grandes amigos.”Ele concluiu, voltando o rosto pro amigo.

“Ai posso até imaginar aquele mini carneirinho, saltitando por aí atrás do papi dele. Dois carneirinhos saltitantes” Félix comentou gesticulando com as mãos um movimento que nem de longe parecia com um carneiro pulando, e suspirou levemente lembrando do próprio filho e tudo o que ele tinha perdido preocupado em conquistar o amor do pai.

“É bom né? Criança é a coisa mais maravilhosa do mundo. Num sei o que é, acho que é uma mistura dessa alegria que contagia a gente, dessa pureza e inocência no coração...”

“De inocência você já está cheio né carneirinho, abarrotado, transbordando. Olha nem Rapunzel era tão inocente como você. Aliás não sei como os irmãos Grimm não fizeram um conto de fadas com você.” Félix gesticulava o tempo todo mas teve que levantar pra pegar um vasilha no armário a pedido de Niko. “Já consigo até imaginar o nome Carneirinho, O Príncipe de Jade.” Félix finalizou usando uma das mãos para desenhar o título no ar e em seguida entregou a panela ao dito príncipe.

“Príncipe é?” Niko pegou a vasilha e encarou-o com um olhar tenho e sorriso doce, e, por alguns segundos teve a sensação de que se afogaria naqueles olhos negros que de tão intenso lhe arrepiava a alma. E, pela primeira vez desde que conhecera Félix, desde que se tornaram amigos, Niko cogitou a ideia de que eles pudessem ser mais que amigos. E aquele sorriso que já estava carimbado em seu rosto, alargou-se ainda mais. ‘Porque não?’ pensou girando levemente a cabeça. Mas o momento foi quebrado com a entrada de Adriana com Fabrício nos braços aos gritos.

“Mas o que é isso Adriana? Porque o Fabrício está chorando deste jeito?” Niko deixou a vasilha sobre a bancada e foi até a babá e pegou o filho no colo.

“Fome né seu Niko. Esse aí tem um apetite de leão e nenhuma paciência quando o assunto é comida.” Adriana falou enquanto entregava o bebê para o patrão e começava a preparar a mamadeira. Durante alguns minutos um pequeno caos se instalou na cozinha, com Niko acalentando Fabrício, Adriana falando pelos cotovelos e pra acabar de completar o Jayminho entrou correndo com tigela na mão e não deu outra, caiu de bunda no chão ao se chocar com Adriana. Félix ajudou o garoto a se levantar e decidiu que a cozinha era pequena demais para toda aquela gente e foi com Jayminho para a sala, deixando Niko e Adriana acalmarem Fabrício.

Algum tempo depois Félix já sabia o nome da escola, da professora e de todos os coleguinhas de classe da criaturinha falante a sua frente. Além de saber que o carneirinho gostava de sorvete de goiaba, torcia pelo Coríntias (algo que Félix nunca iria conseguir entender, esta paixão nacional por futebol), tinha 33 anos além de ser o pai mais inteligente do mundo (Félix não conteve o sorriso com esta afirmativa). Quando Niko chamou a todos para jantar o assunto que antes estava tão interessante foi prontamente substituído pela mesa de jantar, mas a alegria do garoto foi logo aplacada ao ver que não só batata frita o esperava, mas também uma bela salada de legumes variados, arroz, feijão e peito de frango grelhado.

“Não adianta fazer esta cara feia meu filho. Legumes são importantes para crescermos fortes e saudáveis.”

A cara não mudou muito.

“Não é você quem diz que quer ser jogador de futebol? Então, jogador de futebol tem que ser grande e forte. Como você acha que vai crescer se não comer legumes e verduras?”

“Mais tem gosto ruim pai.” O menino fez um bico, mas comia mesmo assim. “Ah não criaturinha, que bico é esse? Olha pra esse jantar, tá uma maravilha? Aliás qualquer coisa que o carneirinho cozinha é maravilhoso.” Félix elogio sinceramente o amigo. “Obrigado, Félix.” Niko sorriu agradecido. “Não precisa agradecer, só falei a verdade.” Félix falava enquanto saboreava cada garfada da refeição, ainda tentando entender como uma simples refeição podia ser tão saborosa. “O papai cozinha muito bem mesmo.” Agora o Jayminho já abria um sorriso enorme e Niko quase explodia de felicidade com o duplo elogio. “Ai gente, vocês me deixam sem graça assim.”

“E a mini criaturinha loira Niko, o que vocês fez que não ouço mais nem um pio.” Félix perguntou curioso.

“Depois que o Fabrício mamou a Adriana foi brincar com ele no quarto.”

“Posso ir brincar também papai?”

“Já comeu tudo?” Niko perguntou, já sabendo a resposta.

“Ficou só estas verduras. Mas eu já comi dois pedaços de cenoura, uma arvorezinha verde, e essa coisa amarela.”

“Ficaram poucos legumes mesmo meu filho. Parabéns por ter comido cenoura, brócolis e baroa! Pode ir lá brincar com seu irmão.”

Agora que estavam somente Félix e Niko na mesa Niko pode voltar sua atenção para seu amigo. “Crianças... Não adianta, elas nunca gostam daquilo que é saudável não é mesmo?” Niko falava enquanto juntava os pratos do Jayminho e dele próprio para levar até a cozinha.

“Eles é que estão certas, de amargo já basta a vida.” Félix citou o ditado popular, mas que pensando bem não estava muito distante de sua própria situação. Sua vida fora sempre amarga e vazia. Sempre preocupado em se dar bem, em tirar algum proveito das pessoas, ou sempre esperando que as pessoas tentasse tirar proveito dele. Félix fixou o olhar no prato que agora tinha apenas algumas migalhas de arroz aqui e ali. Niko não deixou de perceber o tom triste do amigo, e, acabou concluindo que seu plano de aproximar mãe e filho tinha fracassado. “Não fala assim Félix. Olha eu sei que sua situação está complicada, mas eu te falei que vou te ajudar..”

“Mais você já me ajudou Carneiinho...” Félix falava com a voz embargada, e Niko franziu a sobrancelha sem entender. “Com o quê?” Ele parou o que estava fazendo para encarar o amigo. “Eu vim aqui pra te agradecer por ter ido falar com Mami poderosa.” Félix, embora ainda emocionado, sorria. “Agradecer... mas então..” Niko, ainda tentava processar as palavras de Félix.

“Ela me perdoou. A Mami Poderosa me perdoou.” Félix não consigo conter uma lágrima que escapara de seus olhos.

“Jura Felix!!! Que notícia boa?” Niko sorriu sinceramente e pegou as mãos de Félix que estava sobre a mesa, segurando elas com firmeza. “É, pois é.” Félix girou a cabeça levemente e levantou os olhos para encarar o amigo com um sorriso sincero. “Eu vim aqui justamente, pra te contar a novidade e te agradecer por intervir, mas encontrei aquela Bruxa oxigenada e, depois a confusão com o Jayminho, jantar e as crianças. Enfim...” Félix suspirou. “Tô falando agora. Obrigado Carneirinho.” Seus olhos se encontraram novamente, apenas por alguns segundos, por que Félix num impulso aproximou-se mais e abraçou o amigo. O abraço saiu meio esquisito, pois ambos estavam sentados e a ponta da mesa era um obstáculo desagradável, mais Niko sentiu-se pleno, ele tinha conseguido ajudar o amigo. “Então ela foi falar com você?” Ele perguntou, ainda abraçado com Félix.

“Sim, ela me perdoou...” Félix finalizou o abraço, voltando a recostar-se na cadeira. “... me levou de volta pra casa e até vai me dar uma mesada pra que eu possa me reestruturar.” Niko franziu a testa surpreso. “É mesmo?” O sushiman levantou-se pegando os pratos da mesa e foi levando aos poucos para a cozinha. “É eu sei, a mesada é algo ridículo...” Félix levantou e começou a ajuda-lo. “... onde já se viu Félix Khoury vivendo de mesada. É o apocalipse, mas vou ter que viver assim por um tempo.” O moreno usou seu humor cítrico pra disfarçar o sentimento de ridículo que lhe apoderava. “Félix, você até ontem vendia cachorro quente na 25 de março e agora está reclamando de receber um mesada?”

“Ai, Niko. Também não precisa humilhar né?” Félix falou sentando-se no sofá da sala uma vez que a tarefa de recolher a mesa terminara.“Eu não estou te humilhando, só acho que você devia ser mais agradecido com as coisas que você recebe.” Niko veio andando atrás dele enquanto falava. Ele ainda tentava decifrar a incógnita que era Félix Khoury.

“Você tem razão...” Félix baixou o olhar humildemente.

“Ai, não... Félix. E-Eu não quis te ofender... é que eu só...” Niko sentou-se ao seu lado sem saber como explicar suas palavras que claramente ofendeu o amigo.

“Não Niko. Você tem razão, na verdade eu estou humilhado por receber este dinheiro, como se eu fosse um... sei lá, um playboy inconsequente. Porque eu posso ter feito muita coisa nesta vida, mas se tem uma coisa que sempre tive orgulho foi de minhas qualificações e da minha competência. Eu sempre trabalhei naquele hospital. Como um cachorro até, porque eu queria provar pro meu pai que eu era capaz, que eu era competente, que...” Félix engasgou sem terminar a frase.

Niko segurou suas mãos com empatia. Apesar da recente amizade, Félix nunca se abrira totalmente com ele. O que ele sabia do Félix era apenas o que os outros contavam, sendo os outros, principalmente o Eron e a Amarilys, ou seja, só as piores coisas. Mas Niko sabia que o pai de Félix nunca o tratara bem, e, sendo homofóbico do jeito que ele era, não era difícil imaginar o porquê. No entanto, depois da história da caçamba que Pilar lhe contara, Niko tinha certeza que havia muito mais sobre o amigo que ele precisaria saber. E, ele tinha cada vez mais certeza de que o Félix que todos viam, era apenas uma pequena porção do verdadeiro Félix, porque o verdadeiro Félix estava ali em sua frente se dizendo humilhado com uma bobagem destas.

“Não me olha assim Carneirinho, não tô aqui para ficar fazendo drama. Você tem razão, é humilhante receber uma mesada.”

“Eu não disse isso Félix.”

“Não disse, mas pensa.”

“Eu.. não...”

“Pensa, porque é verdade. Mas a verdade é que, eu já não aguentava mais aquela vida de vender cachorro quente na rua.” Félix disse sinceramente, soltando suas mãos que ainda estavam presas com Niko. “É um trabalho, honesto Félix, como qualquer outro... Se bem que não precisava usar shortinho colado e flor no cabelo...” Niko levantou um pouco a voz, pois não conseguiu evitar o ciúme que nem ele sabia explicar, ou sabia...

“Eu sei que é honesto Niko. E, eu não tenho vergonha — exceto pela flor no cabelo — mas a verdade é que, é um trabalho muito duro Niko, para no fim das contas não dá pra comprar nem um pedaço de carne – DE SEGUNDA.” Félix enfatizou com o dedo indicador num tom que driblava entre brincalhão e injustiçado. Mas sua postura mudou novamente baixando a cabeça. “E, depois tem a Márcia. Aquela criatura já tá com os paralamas mais que amassados.” Ele riu de leve com o comentário. “Ela não aguentará aquela vida por muito mais tempo, e eu não quero vê-la doente.” Concluiu.

“A Márcia?” Niko enrugou a testa claramente sem entender o que a Márcia tinha a ver com a tal mesada.

“É, pois recebendo esta ‘mesada’ eu posso dividir com ela o que eu receber, assim, ela pode abandonar esta vida de vender HotDog na 25 de março. Quem sabe ela não monta um restaurante de comida à quilo ou faz alguma outra coisa, algo menos pesado, não é?” Félix falou esperançoso.

“Nossa! Que lindo Félix.” Niko ficou emocionado com as palavras do amigo, e seu peito transbordava de alegria por saber que não havia se enganado. Félix era mesmo um homem bom. Niko novamente o olhava admirado, não só com esta demonstração de amor ao próximo, mas por todo o conjunto da obra, ele pensou no quanto ele o ajudara, com seus Filhos, agora a pouco com a Amarilys e mais uma vez não seus pensamentos foram interrompidos com o barulho que vinha do quarto das crianças. Ele então olhos pra trás e depois no relógio. Já era tarde e ele precisava liberar a Adriana, além do mais a algazarra não iria demorar a virar pesadelo de choro quando o sono batesse nos pequenos.

“Félix, me dá licença, preciso colocar as crianças pra dormir. Vou pedir a Adriana pra te fazer um café antes dela se recolher também.” Niko se levantou e dirigiu-se ao corredor que dava para os quartos, mas antes de sumir corredor a fora olhou pra trás e viu que Félix também o olhava do sofá. Ele alargou o sorriso.

“Não demoro.” Niko disse piscando.

Notas finais
Então gente, na novela não mostra o quanto Félix se abriu para o Niko antes deste descobrir sobre o HotDog, mas como ele escondia sua condição financeira, e era difícil falar de todo o resto sem chegar ali, eu conclui que Félix nunca tinha se aberto com Niko antes então... voilá... temos Felix começando a se mostrar, ou será que é Niko que tá começando a escalar o muro que Félix construiu ao redor de si mesmo. Outra coisa que tentei mostrar, é que Niko ainda tem sentimentos conflitantes em relação ao Félix. Agradeço de coração os comentários, e podem falar, mesmo se não estiver legal. rsrs