Ainda Viva
12 Capitulo 12 - My sister is a liar.
Notas iniciais
Zun Pov’s
Me pergunto o que aquela senhora de meia idade acha de mim. Afinal estamos em um cemitério e eu estou com um balão e um saquinho com confete colorido vestindo um chapeuzinho.
Mamãe está do lado de fora me esperando Eu disse que não iria demorar, e ela também não entendeu o motivo d eu estar assim (mas ela acabou nem perguntando nada).
Hoje era uma dia especial. Automaticamente fico um pouco melancólica.
Tento ignorar a senhora e continuo a andar. A minha vida acabou e renasceu nesses meses.
Não tinha nenhum túmulo. Nunca houve um enterro. Ela só foi embora. Incinerada.
Eles me disseram que eu estava muito mal, e que seria impossível eu ver isso. Acho que eles tem razão. Já tinha sido difícil eu engolir tudo isso.
Nem fiquei com as cinzas, por algum motivo eles não me deixaram, mas deixei pra lá. Com sorte alguém deve ter perdido elas e ficaram com medo de eu ficar brava
Então estou aqui de novo. No túmulo dos meus pais. Chiharu deve ter se encontrado com eles. Enquanto eu não puder falar com eles por empatia no espelho, essa é a melhor maneira de sentir eles comigo.
Dessa vez eu vim com a minha mãe adotiva. Ela está na entrada do cemitério. Fico feliz em saber que ela respeita nosso espaço pessoal e que tenha nos deixado sozinhos nesse dia especial.
Tem 3 caixas. Uma no da minha mãe, uma no do meu pai e uma no meio (Chiharu). Lá eu coloco alguns objetos importantes para nós, como fotos e cartas.
Alguns deles são mais especiais do que outros, itens raros como fotos em que estamos todos juntos, sem ninguém faltando. Papai sempre trabalhava muito, e quando ele ficava com a gente, mamãe não estava.
Agora que penso sobre isso ... Acho que talvez algo esteja meio errado.
Mas hoje é um dia especial! Pego a caixinha da Chiharu e começo a ver o que tem dentro.
O laço verde que ela diz que odiava.
Seu caderninho (item recente)
Um livro que ela tinha pegado na biblioteca e esqueceu de devolver (acho que ela não leu)
A carta de transferência do Instituto Imperial para o Zeus (e vice versa)
Um cata-vento.
E uma carte que eu fiz ontem e que vai ser um item novo.
“Chiharu é melhor irmã do mundo
Minha irmã é a mais bonita.
A mais compreensiva.
A mais gentil.
A mais engraçada.
Ela é minha heroína!
Chiharu quer que eu vá bem na escola
Ela é ótima mas ... Ela mentiu.
Ela mentiu sobre não estarmos sozinhas.
Minha irmã mentiu quando diz que está tudo bem.
Ela mentiu que não estava chorando.
Ela mentiu quando ficou internada
Ela mentiu sobre “ele” ter ido embora para sempre
Ela mentiu sobre sua felicidade
Ela mentiu ... Por minha causa
Para eu não sofrer também.
Eu te amo, Chiharu”
Hoje é um dia especial, irmã. Nós nunca celebramos isso por motivos de você não gostar e ficar irritada, mas acho que só dessa vez vou ter que fazer isso.
Guardo a carta na caixa. Amarro o balão (nem me pergunte como fiz isso) na caixa (e ela quase sai voando) e finalmente jogo confete para cima. Meus olhos já não tem nenhuma lágrima para derramar.
—Feliz aniversário, Chiharu!
Eu te amo, minha irmã.
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