Notas iniciais
Meninas , que tal um capítulo surpresa durante a noite? Rs' Boa leitura rs' ♥

CHRISTIAN GREY

DIA SEGUINTE...

—Christian acorda! —Phoebe grita me acordando.

—O que foi pequena? —Pergunto me aproximando dela.

—Eu não quero ficar mais aqui. Eu estou com saudade da mamãe.

—Ei bebê. Venha aqui. —Falo pegando-a no colo. —Onde sua mãe está agora?

—Nova Iorque. —Jasmyn sussurra. —Ela está em uma confecção...

—Uau. Mas se você quer sua mamãe, por que decidiu ir atrás de seu pai? Aposto que ela não sabe disso.

—Não... Ela não sabe, ela acha que eu estou na casa da minha avó.

—Por que você e suas irmãs decidiram procurar por ele?

—A mamãe não sabe disso... Mas nós a vemos chorando.

—Chorando? —Pergunto confuso e sinto um aperto. —Por que ela chora?

—Porque ela ama o papai, e sente falta dele.

Olho para Phoebe e uma ideia maluca passa pela minha cabeça.

Será que...

Não, não pode ser... Mas esses olhos cinza azulado. O cabelo loiro acobreado.

Deus! Por favor, diga que não!

A Phoebe é minha filha?

—Phoebe, qual o nome da sua mãe? —Pergunto.

Phoebe morde o lábio e isso me faz ter uma certeza maior.

—Eu estou com sono agora. —Phoebe fala da mesma maneira que Ana falava para fugir de um assunto.

—Não minta para mim! O nome da sua mãe? —Digo firme e abaixa o olhar.

—Eu não preciso te falar! —Ela diz saindo do meu colo. —Por que você quer saber? Acha que sou sua filha, Christian?

—Sim!

—Mas eu não sou! —Ela diz brava. —Pelo que eu saiba você só tem duas filhas, e as abandonou quando fugiu por ter matado alguém.

—Eu não matei ninguém! —digo bravo.

—É mesmo? E por que estava no corredor da morte? Vai dizer que era por ter feito algo bom?

—Eu não vou discutir com você! Volte a dormir.

—Eu volto! Mas porque prefiro dormir do quê ficar discutindo com uma cabeça dura igual você.

—Olha quem fala! —Fala enquanto volto á poltrona e Phoebe se cobre.

Ficamos em silêncio por cerca de cinco minutos, até que...

—Me desculpe! —Falamos ao mesmo tempo. —Tudo bem.

Dizemos e rimos.

Levanto-me e caminho até a cama sentando ao lado de Phoebe.

—Eu sinto muito. É que você me lembra muito a minha mulher... E as minhas filhas. Eu estou sendo acusado injustamente por algo que não fiz. E acabei tendo de abandoná-las para a segurança delas, mas eu sinto muita falta delas.

—Eu entendo... Sinto muito pelo que aconteceu, e se te serve de consolo, eu acredito em você.

—Acredita?

—Sim. Caso contrário não estaria te ajudando.

—Faz sentindo. —Sorrio.

—Christian... Você acha que meu pai vai ficar feliz quando me ver...? Sabe... Ele não me conhece ainda, e eu tenho medo que ele não goste de mim.

—Ele seria louco, qualquer homem seria muito sortudo por ter uma filha tão inteligente e bonita como você.

—você acha?

—Eu tenho certeza, querida. —Dou um beijo em sua testa e ela sorri. —Durma baby, nós temos que sair cedo amanhã.

—Ok. —Ela diz sorrindo.

Phoebe dorme rápido, e eu acabo passando o resto da noite acordado observando-a.

Será mesmo que ela não é minha filha? Ela tem tantos traços de Ana... Mas pode ser só loucura.

Espero que não, eu adoraria que ela fosse minha filha.

HORAS MAIS TARDE...

—Que horas são? —Phoebe pergunta.

—Seis. —Digo olhando meu relógio de pulso.

—Você tem meia hora.

—Meia hora? Para que?

—Hã... Fazer a barba, dar um jeito na sua juba e tomar um banho, você está fedendo. —A sua sinceridade me assusta, mas me faz rir. —Nós temos que encontrar alguém às seis e meia no parque.

—Ok, eu vou ser breve.

Vou até o banheiro e encontro uma navalha, roupas já separada e tesoura.

Tomo um banho e faço a barba, prefiro apenas lavar os cabelos e prendê-los com um elástico... Eu prezo muito meus cabelos para cortar sem ajuda de um profissional.

Troco-me e coloco óculos escuros.

Quando saio do banheiro encontro Phoebe usando uma calça jeans pretas, regata preta e jaqueta de couro preta e botas... Pretas.

—Você é o que? Uma pequena espiã?

—Quase isso. —Ela sorri.

—Ok... Então vamos?

—Vamos.

Saímos do hotel e pegamos um taxi, penso em ir a pé, mas Phoebe garante que é seguro.

Nós chegamos a um parque onde várias pessoas e crianças andam distraídas, ou fogem dos pais, ou enlouquecem os mesmos.

—É seguro? —Pergunto e Phoebe gargalha.

—É um parque Sr. Grey. —Ela diz rindo e mais uma vez tento me lembrar com quem ela tanto parece.

Phoebe abre a porta do taxi e sai correndo.

Oh, merda!

Pago o motorista e corro atrás dela, mas paro quando vejo Sawyer e uma menina de uns quatorze anos lourinha.

Phoebe corre para os braços de Sawyer e eu sinto uma pontinha de ciúmes, mas não entendo por que.

A menina loira fica me encarando com certa tenacidade no olhar e eu imagino quem ela seja.

—Sawyer. —Digo cumprimentando-o.

—Sr. Grey. —Ele diz enquanto coloca Phoebe no chão e me dá um aperto de mão.

—Olá Ava. —Digo e ela sorri.

—Pensei que não me reconhecia tio Christian. —Ava fala sorrindo e me abraça.

—Você está enorme. —Falo levantando-a.

—E você não mudou nada... Exceto esse rabinho de cavalo ridículo. —Ela diz e Phoebe gargalha.

—Ok... Eu posso sobreviver com isso. —Digo com o ego ferido.

—Aqui. —Ava me entrega uma mochila e um celular. —Você tem que atender uma ligação as nove, não recuse. Sua rota está no GPS. Aquele é seu carro. —Viro-me e vejo um R8 branco parado.

—Não vai chamar muita atenção?

—Dãr! Claro que não, você acha que eles procurariam um fugitivo em um carro assim? Nós estamos falando da CIA, eles vão procurar você em esconderijos, não em carros de luxo.

—Ok... —Digo surpreso. —Você tem razão.

—Vai. Está na nossa hora.

—Está bem. —Digo. —Vamos Phoebe.

—Ok. —Phoebe diz sorrindo e aquilo me deixa bobo e confuso ao mesmo tempo.

Ela segura minha mão e eu me sinto mais bobo ainda... Será mesmo que ela não é minha filha?

Phoebe aperta minha mão me trazendo à tona novamente, e então nós seguimos para o carro.

O GPS nos manda para vários lugares diferentes, mas percebo que estamos apenas circulando.

O celular começa a tocar e eu pego para atender, mas Phoebe tira da minha mão e o coloca no suporte de Bluetooth.

—Alô. —Sussurro quando atendo e um silêncio se estende.

—Christian... —A voz de Mia do outro lado faz meu coração se encher. —Ah, maninho!

—Oi princesa. —Digo sorrindo. —Você também está metida nisso?

—Mas é claro que sim. —Ela diz e ouço alguém falar de fundo.

—Quem está ai?

—Muitas pessoas... Inclusive a mandante de tudo. —Mia diz rindo.

—Estou interessado em saber que armou tudo isso.

—Você ficaria surpreso. —Mia diz. —A mandante quer falar com você.

—Ok. —Digo rindo. —Passe para ela.

—Christian Grey. —Uma voz feminina, não tão adulta, nem tão menina, diz do outro lado.

—Quem é? —Pergunto curioso.

—Oi Safira. —Phoebe diz sorrindo e meu coração quase salta do meu peito.

—Oi Phoe. —Safira diz.

—Safira... —Sussurro.

—Oi papai... Senti sua falta.

—Deus! Você armou tudo isso? —Pergunto incrédulo.

—Mas é claro! Quem mais poderia? —Ela diz.

—Deus, mas como?

—Simples... Eu descobri toda a verdade... Até sobre o José, e imagino que você saiba que ele também obrigou a mamãe a forjar aquela traição.

—É, eu sei. —Digo com arrependimento eminente. —Mas por que me disseram que a Phoebe poderia me ajudar?

—Hã... —Safira cogita. —Porque o homem que causou tudo isso causou danos ao pai dela também, e ela nos ajudou a descobrir tudo. Foi ela quem encontrou partes das provas.

—Sei... —sussurro em desconfiança.

—Ótimo!

—Como você descobriu o resto?

—Depois eu explico. —Ela diz. —Tem dois carros te seguindo.

—Como você sabe?

—Eu estou te rastreando. —Safira diz como se fosse obvio. —Eles são homens do tio Taylor.

—Já vi que estou lidando com profissionais.

—Sim, está. —Ela diz rindo. —Tem uma casa, numero cinquenta, portões cinza, a garagem vai estar aperta. Pode entrar, você tem instruções te aguardando lá. Até logo.

—Safira...

—Eu sei, você me ama, eu também te amo papai, chegue logo.

—Ok. Pode deixar.

Avisto a casa e entro nela rapidamente.

Encontro os avós de Ana dentro da casa e quase explodo em uma gargalhada.

—Até vocês? —Pergunto.

—Mas é claro que sim. —Vovó Louis diz me puxando para um abraço.

—Achou que nós iríamos ficar de fora? —vovô Mart diz apertando minha mão e depois me abraça.

—Bisa... —Diz uma menina enquanto desce as escadas, mas para encarando-me boquiaberta. —Esse rabinho de cavalo está ridículo!

—Myn? —Digo incrédulo.

Como ela está grande!

—Oi papai. —Ela diz e meus olhos marejam.

Jasmyn sorri e vem correndo me abraçar.

Caio de joelhos no chão com ela ainda em meus braços e não consigo conter as malditas lágrimas.

—Eu te amo papai! Não vá mais embora, por favor. —Jasmyn fala enquanto me aperta.

—Me desculpe, por favor. —Imploro.

—Você está terminantemente proibido de sair de perto da nossa família outra vez.

—Claro. —Sorrio. —Mas eu preciso provar que sou inocente.

—Nós já temos todas as provas. —Jasmyn fala como se fosse simples.

—E o que nós estamos esperando? —Pergunto.

—Hã... —Jasmyn começa a falar, mas é interrompida por Ryan que entra correndo.

—Olá Sr. Grey, minichefe, os caras do Rodriguez nos localizaram. —Ryan diz ofegante.

—É nós esperávamos por isso. —Jasmyn diz com deboche. —Bisa você sabe o que fazer. Ryan a mochila.

Ryan sai da sala e volta, segundos depois trazendo uma mochila e me entrega.

—Outra mochila? —Digo confuso.

—Sim, você tem outro pacote... Deixe a Phoebe na ponte com o Sr. Brito. —Jasmyn fala sorrindo.

—Com ele?

—Sim, ele vai levar a Phoebe para o esconderijo e te entregar o pacote, agora vá rápido.

—Ok. —Digo abraçando-a mais uma vez. —Papai te ama muito, mais que tudo.

—Eu também te amo papai. —Jasmyn fala e olha de forma preocupada para Phoebe.

Pego Phoebe no colo e nós saímos pelos fundos da casa em um A3 preto.

Ficamos circulando com o carro até a noite cair, e é só agora que o endereço chega ao GPS.

Enquanto estamos a caminho eu começo a ligar mais alguns pontos na minha cabeça e isso me faz frear com tudo acordando Phoebe que estava dormindo.

—Ai. —Phoebe diz enquanto começa a chorar. —Por que você freou?

—Você é minha filha Phoebe? —Pergunto encarando-a.

—Christian... —Ela sussurra mordendo o lábio e agora tenho mais certeza. Ela é a cópia da Anastásia. Não podem dizer ao contrário. —Nós já conversamos sobre isso.

—Não minta! —Digo firme. —Você disse que estava indo encontrar suas irmãs para provar a inocência do seu pai. E você conhecia bem cada um que nós encontramos inclusive a Jasmyn e a Safira. Você morde o lábio com a Ana quando está nervosa, desvia o olhar e treme o queixo quando está mentindo, e...

—Sim! —Ela grita me interrompendo. —Eu sou sua filha, Christian! A filha que ficou cinco anos sem você, a filha que nunca ouviu um ‘eu te amo’, ou recebeu um abraço seu. A filha que sempre chama pelo pai quando está dormindo e a mãe nunca sabe onde ele está!

—ah, meu Deus! —Digo passando as mãos pelos cabelos. —Por que você não me contou antes?

—Porque eu queria ficar esse tempo ao seu lado... E queria te conhecer, Christian, saber se você era como a mamãe dizia... E sabe? —Ela diz com os olhinhos marejados. —Você é muito mais legal. Eu te amo papai.

Não resisto e desafivelo seu cinto puxando-a para os meus braços.

Fico parado por minutos com ela assim.

Deus! Eu tenho uma filha! E ela é linda.

—Nós precisamos ir. —Phoebe fala voltando ao seu banco.

—Ok. —Digo respirando fundo, ainda, incrédulo e Phoebe sorri.

—Vamos embora papai fugitivo.

—Ei! —Digo lançando-lhe um olhar de reprovação.

—Vamos. Você tem um pacote para pegar.

Ligo o carro novamente e em poucos minutos chegamos ao nosso destino.

Vejo um carro preto estacionado na ponte, logo Paul e Mel descem do carro e vem me cumprimentar.

—Como você está? —Paul pergunta.

—Tentando sobreviver. —Digo forçando o riso.

—Que rabinho de cavalo ridículo. —Mel fala e eu gargalho.

—É. Todos gostaram. —Digo abraçando-a. — Eu não sei nem como agradecer vocês.

—Nós somos seus amigos, Christian. —Diz Paul. — Mas os agradecimentos podem ficar para depois. Você tem que ir agora.

Viro-me e vejo Phoebe descer do carro, ela me olha e sorri de forma fraca.

—Nós vamos cuidar dela. —Mel diz segurando minha mão.

Balanço a cabeça antes de olhar para ela novamente.

Deus!

Como eu posso amá-la sem nem conhecê-la direito?

Abaixo-me e faço um gesto chamando Phoebe, ela sorri e vem correndo me abraçar.

—Eu te amo bebê. —Digo em seu ouvido.

—Mesmo? —Ela fala me empurrando e vejo a incredulidade estampar seus olhos.

—Mesmo. —Digo sorrindo. —Nos vemos em casa baixinha.

—Nos vemos em casa. —Ela repete sorrindo.

Solto Phoebe e caminho até o carro.

Vemos ver que pacote é esse...

Notas finais
Alguém deduz que pacote é esse, ou 'quem' é esse pacote