Ainda Me Amarás Amanhã?
26 O Reencontro --
Notas iniciais
CHRISTIAN GREY
Espero até que Paul tenha ido embora com as meninas e abro a porta do carro.
Puta que pariu!
Sinto meu coração parar, bater novamente e parar de novo.
Minha respiração fica falha e não sei se isso é real.
Anastásia está deitada no banco de trás do carro, e pelo visto eles a doparam.
Fico parado por alguns segundos a observando.
Seu semblante está mais maduro e um pouco cansado. Ela tem mais traços de mulher, mas ainda sim aquele mesmo jeitinho de anjo.
Seu corpo ainda parece o mesmo, exceto pelos seios um pouco maiores, e as curvas mais definidas.
Deus!
Ela está incrível!
Meu celular começa a tocar e eu atendo rapidamente.
—Ela está linda, não está? —Safira diz do outro lado. —Ela vai adorar te ver.
—Sassa...
—Papai você precisa chegar à Seattle com ela. Vocês estão sozinhos agora. Nós vamos nos encontrar no tribunal na quarta as cinco. Esteja lá, ouviu?
—Como assim?
—Esteja lá. Dê um jeito, e não deixe ninguém te pegar. Eu estou ansiosa para te ver... E o rabinho de cavalo ridículo que tanto falaram.
—Está bem. —Digo rindo. —Filha, papai te ama.
—Eu também te amo papai, não me decepcione.
Desligo o celular e entro no carro ligando-o.
Talvez minha coisinha demore a acordar, então lá vamos nós.
***
Já são duas da manhã e nós estamos na estrada para Seattle, Anastásia ainda está dormindo e eu realmente me pergunto quão, cansada ela deveria estar.
—Hum... —Ouço um pequeno gemido e meu coração dispara.
Encosto o carro e vejo pelo espelho Anastásia se sentar no banco olhando confusa para os lados.
Seu cabelo está um pouco despenteado caindo sobre seu rosto e seus olhos estão um pouco inchados.
Que visão linda.
—Quem... Quem é você? —Ela pergunta.
Ao ouvir sua voz meu coração dispara e eu não consigo responder, então abro a porta do carro e desço esperando ela faça o mesmo, e ela o faz.
Aqui está ela. Parada na minha frente boquiaberta e com lágrimas nos olhos, e eu devo estar do mesmo jeito, porque a visão dela é a mais incrível que eu tive em cinco anos.
Anastásia cai de joelhos no chão e começa a chorar, abaixo-me em sua frente e a puxo para os meus braços. Ela envolve s braços ao redor da minha cintura e começa a chorar alto e soluçar.
—Ah, Deus! —Exclamo. —Me desculpe, por favor.
—Não me deixe Christian, eu não sei viver sem você. Sabe como foi horrível não te ter?
Seguro seu rosto entre minhas mãos e puxo seus lábios de encontro aos meus.
Automaticamente suas mãos vão para os meus cabelos e eu percebo como senti falta disso.
Seu beijo me aquece e me enlouquece ao mesmo tempo.
Nós línguas em uma dança quente e sensual faz todo meu corpo se acender ao toque dela.
Deus!
Como eu senti falta desse toque, dos seus lábios, do seu corpo.
O ar falta e nós nos separamos ofegantes.
—Que... Que rabinho de cavalo ridículo. —Ela diz ofegante e eu gargalho.
—Estava esperando que você o cortasse. —Digo rindo.
—É um trabalho sujo, mas acho que posso fazer isso.
Puxo-a novamente e começo a beijá-la, e percebo que é só com seu toque e beijos que eu me sinto completo.
Anastásia percorre as mãos pelo meu corpo e as coloca por debaixo da minha camisa arranhando minhas costas.
—Deus! —Digo empurrando-a. — Você quer me matar?
—Eu preciso de você. —Ela sussurra e volta a me beijar fazendo-me ficar mais excitado.
—Eu sei baby, eu também, mas não aqui. Nós temos que chegar a Seattle, para as nossas filhas.
—Christian...
—Eu já sei... Nós tivemos outra filha, e ela é incrível.
—Você a conheceu?
—Sim, e ela parece você, mas vamos deixar isso de lado, vamos antes que alguém nos veja.
—Ok.
Levanto-me e ajuda Ana a levantar, mas antes que entremos no carro, a puxo para um abraço apertado e outro beijo.
Entramos no carro e eu vejo uma nova rota chegar ao GPS.
Um celular começa a tocar e Anastásia começa a procurar e o acha embaixo do banco, ela coloca no suporte e atende uma chama de vídeo.
—Mamãe! —Safira, Jasmyn e Phoebe gritam do outro lado.
—Oi monstrinhas. —Ana diz rindo.
—Vocês já se beijaram? —Phoebe pergunta e Ana ruboriza enquanto eu gargalho.
—Não seja indiscreta. —Ela diz.
—Eu não estou sendo. —Phoebe fala rindo.
—Vocês receberam a rota para hotel? —Safira pergunta.
—Sim. —Digo.
—Ótimo. Não esqueçam, vocês tem que estar em Seattle quarta às cinco. —Safira diz.
—Ok... —Digo e fico bobo pela sua beleza.
—O que foi? —Safira pergunta.
—Nada... É que você está linda. —Digo e ela ruboriza.
—Vocês sabem o quanto estão encrencadas, não é? —Ana pergunta.
—O que? —Jasmyn grita. —Encrencadas? Nós salvamos o papai, e você fala que nós estamos encrencadas? Sabe como foi difícil tirá-lo de um presídio?
—Temos uma confissão. —Ana fala semicerrando os olhos. —Um mês sem celular, querida.
—Hã! —Jasmyn grita batendo com a mão na testa. —Que injustiça.
—Vocês nem viram a injustiça ainda. —Digo. —Porque agora eu também darei castigos para vocês agora que estou de volta. E vocês me conhecem bem.
—Você é doido homem? —Safira grita. —Sabe como foi difícil armar todo esse plano? Eu juntei vocês.
—Outra confissão. —Falo rindo. —Depois veremos isso.
—Vocês estão vindo para casa? —Phoebe pergunta.
—Sim, mas nós vamos descansar em um hotel primeiro. —Ana diz paciente.
—Espero que vocês descansem apenas. —Safira fala e Anastásia ruboriza.
Ah, esse rubor *--*.
—Nós temos que ir agora. —Ana diz. —Eu amo vocês meninas, mais que tudo.
—Nós também amamos você. —As três dizem juntas. —Amamos você também papai.
—E eu amo vocês. —sorrio.
—Tchau!
Ana desliga o celular e continua sorrindo.
—Elas são incríveis. —Digo sorrindo.
—São mesmo. —Ana diz.
—Somos pais de sortes. —Digo.
—É. Somos... —Anastásia sussurra distante.
—Baby, eu estou aqui agora.
—Eu sei. —Ela diz e deixa um soluço escapar. —Foi tão difícil, Christian. Você não estava lá, e... E-eu, e... Eu não sabia como agir na maioria das vezes, e...
Freio o carro rapidamente e a puxo para os meus braços onde ela chora.
—Me perdoa. —Sussurro. —Por favor. Eu nunca mais vou ficar longe de você, eu juro.
—Eu te amo! —Ela diz segurando meu rosto e começa a me beijar enquanto passa as mãos pelos meus cabelos.
—Eu também te amo baby, mais que tudo.
—Eu preciso de você. Agora. —Anastásia fala enquanto beija meu pescoço e eu sinto meu membro latejar. —Parece que mais alguém está feliz em me ver.
—Você pode esperar chegar ao hotel? —Pergunto tentando ter controle.
—Não! —Ela fala arrancando a camisa por cima da cabeça. —Eu fique cinco anos sem você! Vai me recusar?
—Ah, foda-se! —Digo e começo a beijá-la.
Percorro minhas mãos pelas suas pernas enquanto ela bagunça meus cabelos.
Minha respiração fica ofegante, mas não consigo separar meus lábios dos seus, é tanta saudade que não dá vontade de soltá-la, mas é preciso, pois o ar é preciso.
Anastásia sorri ofegante e encosta a testa na minha, então vamos, nos acalmando um pouco.
Com cuidado tiro sua saia por cima de seus braços e começo a beijar sua pele pálida. Aquela pele macia que me faz enlouquecer e que sempre se arrepia sobre meu toque.
—Eu preciso abaixar minha calça. —Digo e Ana gargalha, ela se levanta um pouco me dando espaço e rapidamente abaixo minha calça e a cueca liberando meu amiguinho. —Assim está melhor.
—Muito melhor Sr. Grey. —Ela diz sorrindo e puxa a calcinha para baixo montando em cima de mim.
Anastásia começa a se mover de forma lenta e enlouquecedora.
Isso vai muito mais do que sexo, vai além de tudo. É a conexão que somente ela me faz ter com o amor.
Seus toques são como um balsamo, seus beijos são como a cura, sua voz é como o cantar dos anjos, e estar com ela é como estar no melhor lugar do mundo.
Ana segura meu pescoço de forma delicada e apoia a testa no meu ombro.
Pego seu ritmo e começo a mover os quadris também. Seguro sua cintura e vou me envolvendo em seus movimentos.
—Eu te amo. —Ela sussurra antes de chegar ao clímax.
—E eu amo você. —Digo e logo chego ao clímax.
Ficamos por alguns minutos assim, apenas sentindo e contemplando a presença um do outro.
—Nós temos mesmo que nos separar? —Ana pergunta manhosa.
—Até chegar ao hotel sim, depois você é minha. —Digo tirando-a do meu colo e ela senta em seu banco começando a se trocar.
Arrumo minha calça e meu sinto e ligo o carro enquanto Anastásia veste suas roupas.
—Você... Não... —Começo a pergunta, mas não termino com medo da resposta.
—Não. —Ela ri. —Eu não fiquei com outro homem. Isso seria traição Sr. Grey, sou casada com você, lembra?
—Lembro. —Sorrio enquanto encaro minha aliança me meu dedo.
—Eu senti tanto sua falta. —Ela diz acariciando minha nuca.
—E eu senti a sua, baby, foi difícil ficar longe de você todos esses anos, mas era para a sua proteção e das meninas. Eu não poderia arriscar chegar perto, eles poderiam me pegar ou fazer mal para vocês.
—Eu sei. —Anastásia sussurra cansada e se encolhe no banco deixando algumas lágrimas cair.
—Ei, não chorei mais, nós iremos estar juntos agora.
—Eu te amo, sabia?
—Eu também te amo baby.
—É bom ouvir isso... —Ela sussurra e olha para a janela. —Sabe... Aquilo que aconteceu, eu...
—você não me traiu eu sei, aquele maldito te ameaçou.
—Como você sabe?
—A Safira me contou!
—Você falou com ela?
—Sim! —Sorrio. —E com a Jasmyn, mas isso não importa. Eu também sabia que aquilo não era verdade. Eu só estava cego demais para desconfiar de você. Eu te amo muito, baby, e o fato de pensar que você possa estar, eu tenha estado, com outro homem, acaba comigo. Isso seria minha pior tortura. Eu não sei viver sem você.
—Eu não poderia estar com outro homem, só você me faz completa, Christian. É com você que eu quero estar até os fins dos meus dias.
Sorrio e apoio a mão em seu joelho dando uma leve apertada.
Chegamos ao hotel por volta das três da manhã, como Ana está dormindo eu tenho que carregá-la até o quarto que já está reservado para nós. Entro no quarto e deixo Anastásia dormindo e decido tomar um banho rápido. Fico cerca de meia hora no banheiro, e quando volto ao quarto tenho uma bela visão.
Ana está de pé em frente à janela observando o luar. Ela está descalça e veste apenas minha camisa. A luz da lua é a única a iluminar o quarto e resplandece nos olhos dessa mulher incrível.
Aproximo-me e abraço-a pela cintura.
Sinto quando um sorriso se forma em seu rosto.
Eu a conheço tão bem, mesmo com cinco anos de distancia.
Ela continua a mesma. Delicada em cada gesto, em cada olhar e sorriso.
Acho que me apaixonei pelo fato de que ela deixa até as coisas mais terríveis, uma forma linda e delicada.
Essa garota é sem dúvidas um anjo. Meu anjo.
Beijo seu pescoço, e ela apoia seus braços sobre os meus.
—Que visão linda Sra. Grey. —Digo cheirando seu pescoço.
—É tão bom ouvir sua voz, sabia? Acordar no meio da noite e ver você aqui sabendo que não é um sonho.
—Digo o mesmo. —Sorrio e lhe beijo de forma calma. —Posso te pedir algo?
—Sim.
—Você pode, por favor, cortar esse rabinho de cavalo ridículo?
Anastásia me olha e começa a rir.
—Será um prazer Sr. Grey, mas eu quero tirar algumas fotos antes, só para poder, te zuar por isso daqui alguns anos.
—Mais que coisinha danada você, hein?
Ana solta uma gargalhada enquanto acende a luz e vai pegar o celular.
—Será que tem tesouras por aqui? —Ela pergunta distraidamente.
—Acho que deve ter alguma na mochila.
Caminho até a mochila e a abro encontrando dinheiro, roupas, entre outras coisas.
Avisto uma tesoura e quando pego vejo um bilhetinho grudado.
“Achei que fosse querer tirar esse rabinho ridículo, mas tome cuidado. S. G”.
—Suas filhas tem um senso de humor incrível. —Digo e Ana ri.
—Tem mesmo. —Ana mexe na bolsa e pega um DVD. —O que é isso?
—Não sei.
Anastásia caminha até a TV e coloca o DVD no aparelho. Aproximo-me dela e sentamos na pontinha da cama.
Primeiros às imagens são pretas, mas logo aparece algo desfocado e vai ganhando foco mostrando Safira a Jasmyn há alguns anos.
—Está gravando? — Jasmyn pergunta.
—Sim. —Safira diz. —Onde está a mamãe?
—Dormindo. —Responde Jasmyn com um sorriso sapeca.
—Vamos!
As duas saem correndo pela casa com a câmera balançando as imagens.
—Shii... —Jasmyn sussurra colocando o dedinho sobre a boca.
Elas entram no quarto, onde Anastásia dorme na cama com um bebezinho ao lado.
—Olha só... A Phoebe está dormindo. —Safira diz, mas logo Phoebe abre os imensos olhos cinza. —Olá Phoebe. Fale ‘oi’ para o papai.
As cenas seguintes são variadas, mas todas elas têm imagens do crescimento das três meninas e algumas de Anastásia distraída.
Olho para Ana e a vejo com lágrimas nos olhos, passo meu braço ao redor de sues ombros e lhe dou um beijo.
—Nós temos filhas incríveis. —Sussurro depois que o vídeo acaba.
—É sim. —Ana diz sorrindo e enxuga as lágrimas com o indicador, ela me olha e sorri. —Acho que ainda temos um trabalho.
—Claro. —Sorrio e me levanto. Estendo minha mão para ela. —Sra. Grey.
—Obrigada Sr. Grey. —Anastásia fala se levantando.
Ana pega a tesoura e me lança um olhar indecifrável. Ela segura minha mão e me conduz até o banheiro fazendo-me sentar sobre a tampa do vaso.
—Preparado Sr. Grey?
—Sempre Sra. Grey.
Ela sorri e pega um pente na pia, uma piranha, separa o cabelo em mexas e começa a cortar. Primeiro até o ombro, depois vai acertando ao tamanho normal.
Aproveito para observar cada gesto e movimento seu.
Ela é tão linda. A mesma, mesmo depois de cinco anos.
—Já terminou? —Pergunto sorrindo.
—Hã... Acho que sim, mas se eu fosse você pediria o divorcio agora.
—O que?
Levanto-me rapidamente e vou até o espelho enquanto Anastásia gargalha.
Felizmente minha mulher é ótima em tudo que faz, e meu cabelo ficou bom... Na verdade, ótimo.
—Até que dá para disfarçar. —Digo arqueando a sobrancelha.
—Ficou ótimo! Rum! —Ana diz fazendo beicinho e eu gargalho.
—Ficou mesmo, obrigada Sra. Grey. —Abraço-a e lhe dou um beijo. —Quer descansar agora?
—Hã... Será que nós podemos sair?
—Acho que sim. —sussurro. —Mas são quase cinco da manhã.
—Melhor ainda. —Ela sorri. —Vamos nos trocar.
—Ok.
Voltamos ao quarto e pega as roupas dentro da mochila, e todas são pretas, calças pretas, regatas, jaquetas e botas.
—O que aquela menina tem com preto? —Digo rindo.
—Você deve saber, foi você quem apoiou o quarto roxo e preto. —Ana fala. —Ela o mantém da mesma forma.
—Sério?
—Sim. Ela me disse que só faria a reforma quando você chegasse a nossa casa.
—Ela é incrível.
—É, e acho que a melhor coisa que fizemos foi adotar aquelas meninas. —Ana diz sorrindo enquanto amarra as botas. —Vamos?
—Aonde nós vamos?
—Fugir. —Ela diz sorrindo.
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