Notas iniciais
- Girls, booa tarde! :D :D , como estão? Espero que gostem desse capítulo... É tipo, mega momentos em família rs' Boa leitura ♥

CHRISTIAN GREY

Acordo olhando confuso para os lados e lembro que estou no quarto de jogos. Anastásia está dormindo ao meu lado. Ela está toda encolhida e apoiando a cabeça no meu peito. Com cuidado enrolo-a no lençol e me levanto pegando-a em meus braços.

Saio do quarto e tranco a porta, vou em direção às escadas, mas paro ouvindo as meninas conversarem. Decido deixar Ana no nosso quarto e depois volto para ver as meninas.

Abro a porta do quarto de Safira e as duas gritam assustadas.

—O que vocês estão aprontando mocinhas? —Pergunto ascendo a luz.

—Ah, papai! Você estragou a brincadeira. —Jasmyn diz fazendo beicinho.

—São onze e cinquenta vocês deveriam estar dormindo faz muito tempo. —Digo pegando Jasmyn no colo. —Amanhã vocês tem aula.

—Eu não vou para escola amanhã! —Safira fala cruzando os braços.

—Por que não? —Pergunto confuso.

—Porque eu não quero! E você não pode me obrigar! —Ela diz aumentando o tom e sinto meu sangue ferver.

—Ok! Acabou a brincadeira. —Digo sério. —Primeiro: não aumente o tom, eu sou seu pai; segundo: você vai sim à aula, e pode parar de drama! Agora Jasmyn vá para o seu quarto e trate de dormir. —Coloco Jasmyn no chão e ela corre para fora do quarto.

—Você não pode me obrigar sabia? —Safira insiste.

—Posso sim, eu sou seu pai.

—Não! Você não é, e nunca vai ser. O meu pai, morreu! —Ela diz dando ênfase no pai.

—É assim que você pensa?

—Sim!

—Que pena, pois eu não vou cair no seu joguinho de garota mimada! —Digo sem paciência alguma. —A partir do momento que eu te adotei, eu me tornei sim, seu pai. E não, eu não pretendo substituir seu pai biológico, isso seria impossível! Mas eu sempre vou me esforçar para ser um exemplo e um bom pai para você, e isso inclui: não aceitar birras! Agora trate de dormir.

Saio do quarto e apago a luz deixando a porta entreaberta.

—Papai... —Jasmyn sussurra quando passo em frente ao seu quarto. Olho para ela que faz um movimento com o dedo para que eu me aproxime. Sento-me ao seu lado e ela acaricia meu rosto. —Me prometa algo?

—O que?

—Que mesmo que a Sassa seja difícil de lidar, e que nós aprontemos muito juntas, o senhor jamais nos deixará.

—Claro que eu prometo. —Pego-a em meus braços e a aperto.

Deus!

Como uma criança pode ser tão incrível e encantadora?

—Eu te amo papa. —Ela sussurra e meu peito chega a doer de tanta emoção.

—Eu também te amo neném.

Fico com Jasmyn mais um pouco e ela logo adormece, saio do quarto depois de ligar o abajur e deixo a porta entreaberta.

Passo no quarto de Safira de novo e vejo que ela já dormiu. Aproveito para trancar a porta do quarto de jogos e então vou ver meu outro amor.

Anastásia está dormindo serenamente, e eu tenho que confessar: não me canso de vê-la assim. É a melhor visão do mundo.

Aproximo-me e deito ao seu lado, ela me abraça no mesmo momento e solta um pequeno suspiro. Aperto-a contra meu peito e dou um beijo no topo de sua cabeça.

ANASTÁSIA STEELE

Acordo sentindo uma necessidade imensa de fazer xixi, minha bexiga chega a doer.

Levanto-me correndo e acabo acordando Christian, mas o ignoro e vou para o banheiro.

Assim que termino de usar o banheiro, e dou um passo em direção à porta, sinto um enjoo horrível e dou meia-volta correndo novamente para o vaso. Ajoelho-me e começo a vomitar. Christian entra no banheiro e abaixa ao meu lado segurando meus cabelos com cuidado.

—Você está bem? —Ele pergunta preocupado.

—Sim. Não sei. Acho que é apenas indigestão. —Digo me levantando com a sua ajuda. —Eu sabia que não me daria bem com o aspargo. —Só de dizer o nome sinto vontade de vomitar de novo.

—Ok. Nada de aspargos. —Christian fala me abraçando.

Caminho até a pia e jogo um pouco de água no rosto. Christian se aproxima e faz um coque no meu cabelo. Sorrio em agradecimento.

Começamos a ouvir gritos vindos do andar de cima e sem pensar corremos para lá.

Chegamos ao quarto de Jasmyn e vemos, ela e Safira discutindo.

—Não! —Safira grita e empurra Jasmyn que cai no chão.

—Safira! —Digo firme e ela me olha envergonhada.

Christian vai rapidamente até Jasmyn – que está chorando – e a pega no colo.

Safira olha com raiva para e ele e sai correndo do quarto, reviro os olhos e vou atrás dela.

—Não precisa vir atrás de mim. —Ela diz enquanto tenta conter um soluço.

Aproximo-me e sento ao seu lado puxando-a para os meus braços, onde ela começa a chorar e soluçar alto.

—Só para de tentar agir como adulta. —Sussurro. —Você é uma criança e deveria agir como tal, ok? Eu estou aqui para te ouvir, e se não quiser falar, eu ainda estarei aqui. Sou sua mãe, ok? E quero cuidar de você.

—Não me deixa sozinha mamãe. —Ela implora entre soluços.

—Ok, se acalma, eu estou aqui. —Sussurro. —Pode deitar, vou continuar aqui.

Safira se encolhe mais e ao invés de deitar sobre a cama, deita nos meus braços. Ela vai se acalmando aos pouquinhos e logo para de chorar.

—Melhor? —Pergunto acariciando seus cabelos.

—Sim. —Ela diz fungando.

—O que está havendo bebê?

—Eu não sei... Eu só estou com medo mamãe... Eu não quero voltar à aula amanhã. Não quero passar por tudo aquilo de novo. Eu não quero que as pessoas me menosprezem porque sou adotada.

—Tudo bem bebê, ninguém vai fazer isso se você não quiser. Não dê tanta importância para o que as pessoas dizem. Até mesmo algumas crianças falam por inveja ou despeito... Muitas delas não têm um terço da sorte que você tem. Elas são educadas assim também. Mas não dê importância para isso, aposto que você vai encontrar alguém que vai gostar muito da sua amizade. E te respeitar pela pessoa que você é.

—Você acha? —Ela pergunta encarando-me.

—Eu tenho certeza. Agora durma meu bebê. Está muito tarde... E com certeza você nem sua irmã conseguiram levantar. Hoje iremos para a cama mais cedo, ok?

—Ok mamãe. Eu te amo.

—Eu também te amo.

Safira se aconchega mais e eu começo a cantar vendo-a pegar no sono. Com cuidado ajeito-a na cama e saio do quarto.

Vejo Christian em pé no meio do quarto com Jasmyn em seu colo. Ela está abraçada a ele que canta baixinho para acalmá-la.

Mal ele sabe que ela já dormiu.

Encosto-me ao batente da porta e cruzo os braços jogando a cabeça um pouco para o lado.

E como mágica nossos olhos se encontram. Ele sorri e continua balançando Jasmyn. Aproximo-me e a pego de seus braços colocando-a sobre a cama.

—Vamos. —Sussurro puxando-o para fora do quarto.

Acabamos não conseguindo mais dormir e vamos para a cozinha tomar um chá.

Enquanto conversamos sinto algo ruim e logo meu celular começa a tocar.

Ao ver o nome de Kate e sua foto aparecerem na tela, sinto meu coração disparar.

—Amiga... —Sussurro.

—Ana. —Ela diz e sei que está chorando.

—Ah, meu Deus! O que houve? —Pergunto deixando Christian em alerta.

—O Elliot e eu sofremos um acidente. Nós estamos no hospital com a Mia e o Ethan, eles estavam conosco também.

—Como assim? O que houve?

—Um cara estava dirigindo bêbado, ele veio na nossa direção e o Elliot não conseguiu desviar. Por favor, amiga, vem ficar comigo.

—Fica calma, ok? Eu estou indo com o Christian.

—Ok... Nós estamos no hospital em que a Grace trabalha, ela e o Carrick estão conosco.

—Ok, eu chego daqui meia hora.

—Tudo bem.

—O que aconteceu? —Christian pergunta assim que desligo.

—Seus irmãos e os meus sofreram um acidente, eles estão no hospital.

—Merda! Onde?

—No que sua mãe trabalha. Você sabe onde fica?

—Sim.

—Então vamos.

—Vamos.

Arrumamos-nos rápido e pedimos que Gail tome conta das meninas.

Entramos no hospital e depois de pedirmos informação vamos para a sala de espera onde não há quase ninguém, exceto nossos irmãos, os pais de Christian, uma garotinha de cabelos loiros que deve ter cerca de oito anos e outra mulher.

Assim que Kate me vê ela corre para me abraçar.

—Ei, o que houve bebê? —Pergunto segurando seu rosto e vejo pequenos cortes no supercílio e lábio inferior.

Ela não consegue falar nada e apenas volta a chorar.

Elliot e Ethan se aproximam com Mia. Eles também têm pequenos ferimentos pelos rostos e alguns arranhões em outras partes do corpo.

—O que aconteceu? —Christian pergunta.

—Nós saímos durante a noite para uma balada. —Explica Ethan. —Ficamos lá por algum tempo... Muito tempo. E quando estávamos voltando havia um carro vindo à contra mão.

—Infelizmente eu não consegui desviar. —Diz Elliot com um olhar perdido. —Havia um casal dentro do carro... O homem estava bêbedo, a mulher não, mas ambos sem cinto de segurança.

—Ela estava dormindo atrás do carro. —Mia diz olhando a garotinha. —Foi à única que sobreviveu.

—O que? —Pergunto incrédula. —Ah, Deus! —Fala passando a mão pelo rosto.

—Vocês conseguiram falar com algum parente? —Christian pergunta.

—Não... —Ethan sussurra. —Ela só tinha a mãe, o homem era padrasto dela... A mulher que está com ela é conselheira tutelar, e vai encaminhá-la para um abrigo até acharem um lar para ela.

Vejo a menina com um olhar perdido e aquilo acaba comigo.

—A Kate foi à única que ficou acordada na hora. —Elliot diz puxando-a para seus braços. —Nós estávamos com cinto, mas acabamos desacordados pelo impacto. O outro carro estava vazando gasolina.

—E a Kate conseguiu tirar a menina antes que ele explodisse. —Mia fala e eu entendo o estado de choque da minha amiga.

—Ah, Deus! —Exclamo.

—Ela ficou chamando pela mãe dela... —Kate fala entre soluços. —Eu não pude fazer nada... Agora ela está sozinha por imprudência dos próprios pais.

—Ei baby, calma. —Elliot fala abraçando-a. — Ela vai ficar bem.

—Não. Ela vai estar sozinha Elliot, você não entende.

—Amiga calma. —Digo abraçando-a.

Depois de algum tempo Kate se acalma, mas pega no sono.

Ficamos esperando algumas horas para ver o que vai ser decidido.

Logo a conselheira avisa-nos que o abrigo de Seattle aceitou receber a menina, e a choradeira de Kate recomeça.

—Kate! —Elliot diz passando as mãos pelo cabelo e agora eu vejo um pouco de Christian. Ele segura o braço de Kate e a puxa de canto.

Os dois conversam por alguns minutos e eu fico observando a menina.

Ela é incrivelmente linda. Tem a pele um pouco bronzeada, cabelos loiros e olhos azuis.

A menina está sentada ao lado sentada ao lado da conselheira com as mãos sobre as coxas e a cabeça baixa. Ela não chorou um minuto se quer, e nem disse nada.

Kate me chama de canto e eu estranho... Ela não está mais chorando.

—O que houve? —Sussurro.

—O Elliot sugeriu que adotássemos a menina. —Ela diz parecendo estar apavorada.

—O que? —Quase grito, mas abaixo o tom.

—Eu não sei se isso vale a pena, Ana. Eu não sei ser mãe. —Ela diz confusa.

—Katherine para! —Exclamo. —Você tem 24 anos, é uma garota incrível. Lembra como nos tornamos melhores amigas?

—Sim. —Ela diz sorrindo. —Eu era sua babá.

—Sim. E uma babá incrível. Se bem que ainda é.

—Boba. Mas agora é diferente... Nós sabemos que eu não posso engravidar... É uma menina.

—Sim, eu percebi... Mas se você não quiser fazer isso, outra pessoa fará. É sua escolha. Não se influencie pelo momento... Apenas ouça seu coração, ele lhe dirá o que é certo. Ok?

—Ok. —Ela diz me abraçando. —Obrigada. Eu te amo meu bebê.

—Eu também te amo babá. —Digo sorrindo.

Volto para perto da nossa família e eu vou para os braços de Christian.

Kate me olha como se criasse coragem para algo... E pelo seu olhar sei o que ela escolheu. Ela se aproxima da menina e abaixa em sua frente segurando suas mãos. A menina olha para ela enquanto ouve atentamente suas palavras. A pequena dá um sorriso mínimo para ela e balança a cabeça em concordância, depois abraça Kate e pela primeira vez a vejo chorar.

Elliot se aproxima e abaixa ao lado das duas.

—Parece que teremos uma nova integrante na família Grey. —Christian sussurra no meu ouvido.

—Acho que sim. —Digo sorrindo.

Notas finais
Então amores, gostaram?