Ainda Me Amarás Amanhã?
14 De Volta à Seattle
Notas iniciais
SEMANAS DEPOIS...
ANASTÁSIA STEELE
Estamos todos no aeroporto nos despedindo dos meus pais e avós.
Ethan decidiu vir conosco para Seattle, e eu tenho uma leve impressão de que Mia tem algo a ver com isso.
Aproximo-me de meus pais e abraço eles apertado.
—Prometa que virá nos visitar? —Mamãe fala toda emotiva.
—Claro que sim mamãe. —Sorrio abraçando-a.
Abraço meu pai e depois meus avós, todos se despedem deles também e nós vamos para o avião.
Sento-me ao lado de Christian e as meninas ao meu lado, e os outros vão se dividindo pelo jatinho.
Mia e Ethan são os últimos a entrar, por isso ficam nos bancos dos fundos, e quando eles passam, Kate e eu trocamos um olhar malicioso e começamos a rir.
Já estamos há algum tempo no avião. Grace e Carrick estão em uma leitura compartilhada, e bem, todos nós estamos ouvindo Shakespeare.
Kate me dá um olhar malicioso e se levanta eu me levanto e vou atrás dela até os últimos bancos, e lá encontramos Mia e Ethan dormindo abraçadinhos.
—Eu sabia! —Gritamos juntas e os dois acordam assustados e logo ruborizando.
—O que temos aqui Sr. Ethan Steele? —Pergunto rindo. —Mais um casal?
—Mais um casal. —Eles sussurram se olhando e eu comemoro com Kate.
Nós voltamos ao nosso lugar rindo muito e ficamos implicando com os dois por mais um tempo, mas ai Christian se cansa de me ouvir falando tanto – eu acho – e me agarra puxando-me para um beijo enquanto Jasmyn e Safira fazem cara de nojo.
—Isso é constrangedor. —Safira fala colocando o rosto entre as mãos. —Não façam isso de novo. A menos, não na nossa frente.
Damos risada e depois nos separamos. Ou não... Deito no colo de Christian e fico arranhando-o com a unha do queixo até o cós da calça. Ele começa a ficar excitado e eu dou risada.
Passo a unha no seu queixo e vou descendo até a parte em que mostra seu peito na gola V da camisa.
Christian segura minha mão e eu dou um solavanco pelo susto.
—Pare com isso, ou vou te levar para o quarto. —Ele sussurra ameaçadoramente em meu ouvido e eu gargalho.
Mais algumas horas e nós finalmente pousamos em Seattle.
Taylor abre a porta e nós ouvimos o barulho dos paparazzi e jornalistas que nos aguardam.
—Preparados? —Elliot pergunta rindo.
Ele se abaixa e pega Jasmyn no colo cobrindo-a com uma jaqueta. Ethan pega Safira e a cobre com uma outra jaqueta.
—Por que tudo isso? —Pergunto curiosa.
—É preciso. —Christian diz me abraçando. Ele tira seu casaco e cobre meu rosto.
Quando saímos do avião eu posso ver um pouco da claridade dos flashs por causa das câmeras. Rapidamente chegamos até o carro e Christian abre a porta, entro e vejo que as meninas já estão aqui. Christian fecha a porta e dá a volta entrando no banco do motorista.
Quando entramos na garagem subterrânea do Escala, ainda se pode ouvir a aglomeração do lado de fora.
Desde que Christian anunciou nosso casamento e a adoção das meninas, eles tem tentado descobrir qualquer coisa sobre nós, e claro que meu marido tem ficado louco com isso.
Já dentro do apartamento nos deparamos com a Sra. Jones e mais alguns seguranças que eu não conheço.
Gail nos leva até o quarto que foi feito para as meninas... Na verdade... Dois quartos.
—Uau... —Safira diz olhando o quarto todo em tom de roxo e preto. —É perfeito.
—Que bom que gostou. —Christian diz sorrindo. —Precisa de ajuda para desfazer as malas?
—Não. —Ela diz sorrindo.
—E você Myn. —falo pegando-a no colo. —Quer conhecer seu quarto?
—Sim. —Ela diz sem muita convicção.
Caminhamos para o quarto ao lado e quando abro a porta me deparo com um quarto superfofo todo decorado em branco e rosa claro. O queixo de Jasmyn cai e ela fica sem dizer nenhuma palavra, então me agarra e começa chorar com a cabeça na curva do meu pescoço.
—Gostou bebê? —Pergunto e ela apenas balança a cabeça.
—Ah, meu Deus. Venha aqui bebê. —Christian fala pegando-a no colo enquanto a enche de beijinhos. —Não precisa chorar.
—Eu estou chorando porque estou feliz. Sei que é só um quarto, mas ele é na sua casa, e significa que vamos mesmo estar juntos.
Enxugo meus olhos marejados enquanto Christian abraça Jasmyn, ele a coloca no chão e ela entra no quarto pisando no tapete felpudo na cor rosa bebê. Jasmyn toca as coisas com cuidado como se fosse um sonho... E na verdade parece. O quarto parece de boneca e ela parece uma boneca, então foi tudo ideal.
—Tatá! —Jasmyn fala vendo sua porquinha na gaiola e corre para pegá-la.
Deixamos as meninas em seus quartos e descemos as escadas para ir ao nosso quarto.
Jogo-me sobre a cama sentindo o cansaço me dominar, e por incrível que parece adormeço em segundos.
CHRISTIAN GREY
Fico vendo Anastásia pegar no sono em segundos e acabo rindo com isso, ela realmente estava cansada, ultimamente tem feito tudo pelas meninas, que dão um trabalho imenso.
Aproximo-me de Ana e lhe dou um beijo suave na testa. Levanto-me e vou tomar um banho. Depois do banho coloco minha cueca e uma calça de moletom e vou para o meu escritório por o trabalho em dia.
Fico por horas no escritório, e só para por volta das dez da noite, que é quando ouço as meninas passarem correndo na frente da porta.
Deus! Como o dia passou rápido.
Finalizo o trabalho rapidinho e desligo o Mac saindo do escritório. Vejo dois furacões de cabelos castanhos passarem correndo e irem para a sala de jantar, vou atrás das meninas e vejo Anastásia sentada enquanto toma uma taça de vinho com uma opera de fundo.
Uau!
A visão é linda... Mas confesso que o olhar dela está me assustando um pouco.
Aproximo-me e tomo a taça de sua mão e me sento ao seu lado.
—Bebendo essa hora? —Pergunto e ela abre um sorriso me tranquilizando. —Você está bem?
—Sim Sr. Grey. —Ela diz sorrindo e depois ataca meus lábios.
Posso sentir o gosto do vinho em seus lábios gélidos.
Solto um suspiro e tenho vontade de tomá-la aqui e agora, mas lembro de que nossas filhas estão aqui.
Puxo Anastásia para os meus braços e ela logo se aconchega enfiando o rosto na curva do meu pescoço.
—O que há? —Pergunto sentindo ela tensa.
—Amanhã voltamos à vida normal. —Ela diz melancólica.
—É, acho que sim. —Sorrio.
—Vai ser estranho. Passamos o último mês, quase grudados, não nos soltávamos para nada. Eu me acostumei a isso.
—Eu também baby, mas ainda será assim, eu apenas passarei algumas horas no trabalho.
—Eu sei disso, mas ainda sim será estranho... Nós teremos que colocar as meninas em uma escola também.
—A Ross já providenciou isso. Com descrição, amanhã elas começam.
—No mesmo colégio?
—Sim.
—Que bom. Eu preciso começar a trabalhar também.
—O que? —Seguro seus ombros para encarar seus olhos. —Por que você quer trabalhar?
—Porque sim! Eu não vou ficar o dia todo aqui, Christian, dependendo de você para tudo.
—Mas eu quero que você dependa de mim. E eu já ganho dinheiro o suficiente.
—É, eu percebi. —Anastásia me solta e sai do meu colo indo para a sala onde estão as meninas.
Fico parado encostado no batente vendo-a dar um beijinho no arranhão que Jasmyn acabou de fazer.
—Melhor? —Ana pergunta e Jasmyn sorri abraçando-a. — Está na hora de irem para a cama.
—Eu vou chegar primeiro! —Safira fala correndo em direção à escada e Jasmyn vai atrás.
—Não corram nas escadas, meninas! —Digo firme e elas param de correr soltando risinhos.
Anastásia se levanta e bufa passando por mim.
O que ela tem?
Vou atrás dela e seguro seu braço parando-a.
—O que foi Anastásia? Por que você está tão estressada?
—Isso tudo me estressa! —Ela diz gesticulando com as mãos. —Christian tudo que eu sou acostumada não faz parte disso. Entende? Eu sou uma garota simples, do interior. E você é Christian Grey. Eu não vou conseguir me acostumar a isso tudo.
—Baby... —Sussurro. —Eu não me importo com essas coisas. Mas foi o que eu conquistei com o passar dos anos. Isso faz de mim quem eu sou, e agora é tudo seu também.
—Não Christian, é seu.
—Nós somos casados, então é seu.
—Isso é patético. —Ana diz puxando seu braço. —Eu não vou me acostumar a isso, e vou sim começar a trabalhar, não vou ficar presa aqui o dia inteiro só porque você quer Christian. É loucura.
Anastásia me da às costas deixando-me louco, ela segura o vestido longo subindo as escadas correndo.
Encontro-a na porta do quarto de Safira.
—Jasmyn, para o seu quarto. Anda.
Jasmyn sai correndo e vai para o seu quarto pulando na cama.
Anastásia entra no quarto e a cobre e eu vou cobrir Safira.
—Boa noite, querida. —Digo dando um beijo em sua testa.
—Boa noite Christian. —Ela fala sorrindo.
—Você sabe que pode me chamar de pai.
—Eu sei. —Ela sorri e se vira para o lado.
Sorrio e saio do quarto para ir dar um beijo em Jasmyn. Anastásia passa por mim e quase me derruba.
Oh, bichinha brava!
Aproximo-me de Jasmyn e lhe beijo na testa.
—Boa noite bebê.
—Boa noite papai. —Ela fala abraçando seu ursinho.
Ascendo o abajur e saio do quarto deixando a porta entreaberta.
Cruzo os braços e encaro minha mulher arqueando uma sobrancelha.
Anastásia levanta a mão e encosta a pontinha do polegar na boca.
—Não começa. Ou não termina, eu estou com sono e vou dormir.
Caminho até ela e a puxo para os meus braços reivindicando sua boca.
Encosto-a na parede e Ana passa as pernas ao redor da minha cintura deixando uma parte da sua perna exposta pela fenda do vestido.
—Eu te amo. —Sussurro contra seus lábios. —Não vamos brigar por besteiras. Resolvemos isso depois.
—Ok. —Ela sussurra e eu a levo para o quarto.
Coloco-a sobre a cama e vou enchendo-a de beijos e carícias.
Abaixo as alças de seu vestido e logo tenho seu corpo exposto para mim. Cubro-o com beijos e carícias e percebo que só aqui é que me sinto completo.
NA MANHÃ SEGUINTE...
ANASTÁSIA STEELE
—Baby, acorde. —Sussurro mordendo o lóbulo da orelha de Christian que está todo agarrado em mim.
—Hum... —Ele murmura. —Que horas são?
—Quase sete. —Digo acariciando seus cabelos.
Christian abre os olhos e se espreguiça depois me ataca com um beijo.
—Bom dia Sra. Grey.
—Bom dia Sr. Grey.
Christian se levanta completamente nu e me oferece um sorrisinho lindo, ele vai em direção ao banheiro e eu decido ir preparar as meninas para a aula.
Entro no quarto de Jasmyn e vejo sua cama vazia, vou até o quarto de Safira e encontro as duas dormindo no meio dos ursinhos de pelúcia. Aproximo-me e beijo o nariz de Safira, ela sorri e logo abre olhinhos que brilham a me ver.
—Bom dia estrelinha. —Sorrio.
—Bom dia mamãe.
Sinto meu coração explodir de alegria e fico boquiaberta.
—Hã... Me descul...
—Eu amei. —Confesso. —Amo quando vocês me chamam de mãe.
Safira sorri e me abraça apertado.
—Eu te amo mamãe. —Ela confessa.
—Eu também te amo. —Sussurro.
Solto minha pequena e acaricia seu rosto, ela coloca a mão por cima da minha e com a mão livre acaricia meu rosto.
Beijo sua mão e a solto para acorda Jasmyn, ela sorri quando a beijo e sorri amplamente quando vê que sou eu.
—Preparadas para o primeiro dia de aula? —Pergunto ajudando-as a levantar.
—Não. —Jasmyn fala.
—Por que não?
—Porque eu descobri que não gosto de acordar cedo. —Ela fala e eu começo a rir.
—Ok, hoje você pode ir dormir mais cedo então, agora já para o banho.
—Nós podemos tomar banho juntas? —Jasmyn pergunta.
—Claro. —Falo sorrindo. —Eu vou separar o uniforme. Andem.
As duas correm para o banheiro soltando risinhos e eu começo a separar o uniforme delas.
Depois de tirá-las do banho, ajudá-las a se vestir, fazer tranças nos cabelos e mais algumas coisas, as duas finalmente estão prontas, elas saem correndo do quarto e pelos gritinhos e risos sei que encontraram Christian no caminho.
Dou uma organizada nas coisas e saio do quarto indo tomar café.
Christian e as meninas estão sentados em frente à bancada enquanto Gail serve o café. Dou um beijo em Christian sentindo o cheirinho de gel de banho e me sento ao seu lado.
Ajudo Safira a comer para não se sujar e Christian ajuda Jasmyn.
Depois do café os três se despedem e saem. Ofereço-me para ajudar Gail, mas ela diz que dá conta... Na verdade ela quase me expulsou da cozinha, então eu decidi ir dar uma volta pela casa... É o que me resta.
Gail me fala onde fica a biblioteca, então eu fico enfurnada por lá algumas horas, mas acabo me entediando e saio para conhecer o resto do apartamento.
Encontro uma porta no andar de cima da qual ainda não tinha notada, penso que ela está trancada, mas quando empurro a porta o cheiro de couro invade meu nariz.
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