Notas iniciais
Meninas, fim, esse é realmente o último capítulo, é meio repentino? Sim, pois eu falei que estenderia mais a FIC, mas eu acho que não é necessário, o Chris e Ana realmente já passam por muito, e o amor deles foi provados de todas as formas possíveis, então eu realmente acho que se estender mais, não ficará bom. Eu não sei nem como agradecer todas vocês por terem acompanhado e comentado, como já disse, amo cada comentário. Bom, eu espero que tenham gostado, e espero que gostem desse último capítulo. Obrigada por tudo. ♥

CHRISTIAN GREY

Safira dorme nos meus braços e eu fico algum tempo observando-a.

Só de pensar que ela passou por tudo isso, teve que agir como adulta esse tempo todo, e eu não estive aqui com ela.

Ah, filha, eu sinto tanto.

Levanto-me e com cuidado pego Safira me meus braços, ela aconchega-se nos meus braços e abre um pequeno sorriso fazendo meu peito se aquecer.

Saio do quarto e passo pela sala vendo Elliot com Ava nos braços, e minhas meninas dormindo no sofá, subo as escadas e vou para o quarto de Safira colocando-a sobre a cama, lhe cubro e lhe dou um beijo na testa.

—Eu te amo baby.

Apago a luz e saio do quarto deixando a porta entreaberta, mas volto e a fecho. Ela já não é uma garotinha.

Sorrio e vou ver minhas outras princesinhas.

Sento-me ao lado das meninas e fico mexendo nos cabelinhos delas.

—É bom estar de volta, não é? —Elliot pergunta e eu sorrio.

—Ótimo. Eu senti a falta delas.

—E elas sentiram sua falta. Todas, inclusive a Ana.

Olho para Elliot e solto um suspiro ao me lembrar do que Safira me disse.

—O que foi?

—A Safira me disse algo, sobre a Ana.

—As convulsões?

—Você sabia?

—Sim, a Kate e eu cuidamos dela depois disso... Ela estava mal, Chris, não sabia como agir, e você sabe como foi difícil para ela sair do vício, você era o porto-seguro dela, e você não estava mais aqui. Ela só não conseguiu ser forte com três filhas chamando pelo pai.

—Eu queria poder ter estado aqui, eu não a julgo por isso, eu me julgo, se eu tivesse aqui, lutado para provar minha inocência desde o começo, nada disso teria acontecido.

—Ei, não foi sua culpa, e nós não teríamos como provar nada, fugir foi à única solução.

—É, mas eu me sinto fraco, uma nada por ter deixado quatro mulheres sozinha, precisando de mim. Elas sofreram Elliot, e eu não estava aqui com elas. Eu já não me sentia merecedor desse amor antes, e agora eu tenho menos certeza se sou capaz de lidar com elas. São quatro mulheres incríveis, inteligentes e bonitas. Eu me sinto um nada perto delas. Não sei se sou capaz de continua assim.

—É isso que você pensa? Que só porque elas são mulheres inteligentes, bonitas, você não conseguirá lidar com elas? Isso é meio machista, e eu sei que você não é machista. E pense bem, vai ser pior deixá-las do que ficar com elas, cinco anos já foram tortura suficiente Christian, não desista agora, por mais que tudo diga que não, que todos venham contra você. Lute por elas, a final, foram elas que salvaram sua vida.

Elliot se levanta e pega Ava nos braços.

—Eu vou levá-la para casa, amanhã nos vemos e Christian, pense sobre isso.

Elliot sai levando Ava e eu continuo na sala por mais algum tempo, depois levo as meninas para o quarto e vou dormir, mas o que consigo é ficar remexendo-me sobre a cama e virando de um lado para o outro.

Pego meu celular e disco o numero de Anastásia, ela não atende e eu percebo o quão tarde é.

Merda!

Eu estou com saudade dela, e provavelmente ela está dormindo.

Fecho os olhos e respiro fundo tentando pegar no sono... É acho que agora terei sucesso.

ANASTÁSIA GREY

Chego em casa por volta das três da manhã.

Sawyer deixa minha mala na sala e se retira.

Pego a mala e sigo para o quarto onde encontro meu bebê dormindo sobre a cama todo enrolado no lençol.

Aproximo-me e tiro os sapatos e o caso, sento-me sobre suas costas e me debruço um pouco arranhando-a, beijo sua nuca e ele se arrepia.

—Hum... —Christian resmunga e eu sorrio.

—Hum. —Repito e começo a beija sua nuca.

—Ana? —Ele diz confuso e se vira rapidamente deixando-me por baixo. —O que você faz aqui?

—Eu moro aqui, sabia? —Digo rindo.

—Não foi isso que eu perguntei.

—Eu terminei mais cedo o que tinha para fazer, e estava com saudade.

—Eu também. —Ele fala antes de me beijar. —Nós temos que conversar.

—Temos? —Pergunto segurando seu rosto entre as mãos.

—Sim.

Christian se senta e me tira de seus braços colocando-me de lado.

—Eu conversei com a Safira hoje. —Ele diz.

—É mesmo? Que bom que conversaram. Ela precisava disso.

—Ela me contou que você usou drogas, Anastásia.

Encaro Christian, sem entender muito bem aonde ele quer chegar.

—Por que você não me contou?

—Christian, eu passei por muitas coisas nesses cinco anos, e eu não preciso ficar te contando tudo, eu quero esquecer essa merda toda.

Levanto-me e prendo meu cabelo em um coque enquanto caminho para fora do quarto.

Entro na cozinha e abro a geladeira pegando uma garrafa de vinho, sirvo-me de uma taça e começo a beber.

—Ana... Por favor, eu só quero entender. —Christian diz entrando na cozinha.

—Não tem nada para entender! Você foi embora, eu fiquei cinco anos sozinha! Lindando com a imprensa, com o crescimento das nossas filhas, no nascimento da Phoe você não estava ao meu lado! Eu não tinha forças! E você sabia desde o começo! Eu ia dormir todas as noites com vontade de não acordar! Então, Christian, eu realmente quero esquecer isso!

—Baby.

—Não, Christian já chega! —Viro todo o vinho de uma vez na minha boca e respiro fundo. —Não vamos falar sobre isso, foram cinco anos, nada vai mudar! Você não teve culpa, eu também não.

Passo por Christian e saio da cozinha indo em direção à sala, sento-me no sofá e me encolho olhando para o nada.

Christian se aproxima e senta ao meu lado.

—Você sabe que eu te amo, não é mesmo?

—Eu sei Chris, e eu também te amo. Eu só estou cansada, ok?

—Vem aqui bebê.

Aproximo-me dele e me aconchego em seus braços enquanto contorno sua mandíbula com a minha unha.

—Nada vai nos separar... Não mais, ok?

—Ok. —Sussurro cansada. —Eu só não quero mais ter que passar por essas coisas de novo. Foi difícil ficar esse tempo sem você. Eu pensei que não fosse aguentar, mas com você ao meu lado eu sinto que posso fazer isso. Você me dá forças Christian.

—Me desculpe. —Ele sussurra enquanto cheira meu pescoço. —Eu quero estar mais presente... Mas eu estou tão confuso.

—Confuso?

—Sim. Olha só a mulher incrível que você se tornou. A empresa cresceu tanto em suas mãos. E olha só as meninas, a cada elas estão mais espertas. Às vezes acho que eu não sou bom o suficiente para vocês... Tenho medo que por minha causa algo acontece a vocês, e que eu não posso fazer nada para mudar isso.

—Chris... Você é incrível, sabia? Desde o começo. Você foi um ótimo amante... Namorado. Amigo, e o que você fez por mim não tem preço. Eu nunca teria me tornado essa mulher se não fosse você o homem segurando a minha mão, e quanto as nossas filhas, Deus! Aquelas meninas te amam, elas consideram você um super-herói, você sabe disso. Nada vai nos abalar se estiver segurando firme a mão um do outro.

Seguro sua mão entrelaçando nossos dedos e ele me puxa para um beijo.

—Eu te amo baby.

—E eu te amo Sr. Grey. —Christian me aperta e ficamos assim por alguns minutos.

—Sabe de uma coisa?

—O que?

—Eu acho que nós deveríamos casar.

—Hã? —Empurro-o um pouco e lhe encaro. —Casar? Mas nós somos casados.

—Casar na igreja, baby.

—Sério? —Sorrio.

—Claro que sim Sra. Grey, vai ser incrível casar pela segunda vez com a mulher mais linda do mundo.

—Eu te amo. —Beijo-o de forma carinhosa. —Promete estar comigo todos os dias? Até o fim?

—Até o fim Sra. Grey.

TWO YEARS LATER...

CHRISTIAN GREY

—Papai! Olha. —Safira tenta falar.

—Não. —Digo bravo e saio andando.

Safira vem gargalhando atrás de mim e se joga nos braços de Ana que está sentada no prado.

—Não consegui. —Ela diz rindo.

—Ah, amor. —Anastásia fala fazendo beicinho.

—Não! —Digo firme. —Eu já disse.

—Ele está assim porque não é um bom pai.

—O que? —Digo bravo. —Só porque eu não quero deixar minha filhinha estudar fora?

—Eu não sou sua filhinha! —Safira fala semicerrando os olhos. —Eu já tenho 16 anos sabia?

—E daí? Eu já tive que aceitar seu namoro com aquele tal de Henry, aquele sujeitinho.

—Ei, você gosta dele! —Ana defende. —E ele é um garoto educado.

—Não importa! Minha filha não vai para outro estado, sozinha.

—Grr! —Safira bufa.

Ela me olha e começa a rir enquanto vem para os meus braços.

—Sabe que eu te amo, não é?

—Eu também te amo.

—Uma hora eu vou ter que crescer papai.

—Espero que isso demore. —Falo apertando-a.

—Ai. —Ana fala colocando a mão sobre a barriga. —Alguém acordou.

—Como se o Teddy dormisse. —Safira diz rindo.

—É verdade, ele nunca dorme. —Ana fala.

—Mamãe! —Jasmyn diz enquanto vem pisando firme em nossa direção. —Eu estou muito! Muito irritada.

—O que foi meu amor? —Ana pergunta chamando-a para seus braços. —O que te deixou tão irritada.

—Eu não acho o colar que a vovó me deu! E a Phoe estragou meu batom de novo.

—Que briga boba por causa de batom. —Falo encolhendo os ombros.

—O que? —Anastásia, Safira e Jasmyn falam juntas.

—Você sabe como aquele batom é importante? —Jasmyn diz indignada e Ana gargalha. —Homens!

—Homens. —Ana repete abraçando-a.

—A menos você e a Phoe ainda abominam garotos. —Falo aliviado.

—Papai! —Phoebe fala enquanto corre em minha direção. —Arrumei um namorado.

—O que? —Grito empurrando Safira do meu colo e ela gargalha. —Você fez o que Phoebe Grey?

—Hã... —Ela morde o lábio e dá alguns passos para trás. —Eu... Arrumei um namorado.

—Acho bom você começar a correr.

ANASTÁSIA GREY

Phoebe solta um gritinho e sai correndo enquanto Christian se levanta e corre atrás delas.

Deus!

Como as coisas são incríveis. Há oito anos eu era apenas alguém perdida, suja e manchada pelo pecado, e hoje... Hoje eu tenho tudo que mais sonhei nada vida. Um homem incrível que me ama e sempre procura me entender. Filhas incríveis, e um bebê a bordo.

Sabe, eu quero poder entender um terço da sua misericórdia. Queria entender esse amor tão desconhecido que faz o nosso coração bater mais forte.

Eu não diria que sou merecedora, pois nunca fui, mas o Senhor sim merece todo o amor, e o meu coração, e o meu amor, são Teus!

Eu não mereci, eu era apenas aquela menina suja pelo pecado, mas teu amor me refez, e me refaz a cada dia. Eu perdi tudo, e o Senhor me deu em dobro. Hoje, as palavras não me fazem perder o chão, e quando as circunstâncias dizem-me para parar, eu sei que terei pessoas apoiando-me a ir além.

O amor é assim, não é?

Quando um está fraco o outro dá forças?

Bom... Se não for, eu não vivo o amor.

Mas acho que não tem definição para tudo que eu passei.

Eu vivo mais que o amor. Eu vivo a alegria, vivo a esperança. Vivo a fé. A força.

Acho que o amor, ainda será desconhecido quando eu morrer, e uma vida inteira não será, levada para compreendê-lo, apenas senti-lo e vivê-lo.

CHRISTIAN GREY

Eu não imaginei que fosse capaz de amar.

Nunca pensei que seria alguém além daquele homem de oito anos atrás. Mas hoje eu sou. Eu sou completo.

Tenho uma mulher incrível que me apoia e me da força a cada manhã. Tenho filhas lindas e logo saberei como é ser pai de um menino.

Sabe. Eu nunca fui muito de acreditar em Deus, mas algumas pessoas nos fazem ter Fé em tudo... E Anastásia tem sido assim. Ela me fez acreditar nas coisas mais impossíveis, e amar de uma forma que só ela sabe.

Deus, não seria algo impossível, afinal, ele coloca pessoas certas nas nossas vidas. Assim eu penso sobre Ana. Ele a colocou na minha vida. Em um momento que eu desacreditei, Deus me fez acreditar outra vez. Ele colocou mulheres incríveis no meu caminho, e elas me fazem ter fé e esperança a cada novo amanhecer.

Minhas filhas que sempre enxergam pontos diferentes. Elas dão um toque mágico a tudo. E Ana... Deus! Eu não tenho o que falar dessa mulher. Desde que ela entrou na minha vida, ela fez coisas mágicas. Fez-me viver momentos que eu nunca vivi. Fez com que eu brincasse como menino, e me fez ver o lado da vida em que as coisas são lindas e cheias de amor.

No fim... Tudo girou e parou em apenas um lugar: “No grande Amor de Deus”.

Nós não somos, e nunca seremos merecedores do que temos, mesmo que façamos tudo certo, ainda teremos erros, mas no fim o amor é isso, certas vezes ele não é dado a quem merece, ele é dado as pessoas menos merecedoras possíveis.

Acho que esse é mais um dos mistérios do amor, mas sabe de uma coisa? Não quero levar minha vida inteira tentando entender o amor, eu quero é senti-lo e vivê-lo.

Sorrio e me aproximo das minhas três mulheres abraçando-as, olho para a porta e vejo nossa família se aproximar fazendo meu coração bater mais feliz.

Deus!

Eu nunca vou me cansar dessa visão.

Notas finais
Fim...♥ História nova!!! Corre lá: https://fanfiction.com.br/historia/686630/Os_Cinquenta_Ritmos_Do_Amor/
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!