Ainda Há Algo do Amor
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Obrigada pelos comentários e não deixem de comentar nesse capítulo também.
Desculpem por essa "big" nota.
Boa leitura.
Eire.
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I lose my way and it’s not too long before you point it out(Eu perco meu caminho e não leva muito até você mencionar isso)
I cannot cry because I know that’s weakness in your eyes(Eu não posso chorar porque eu sei que isso é fraqueza nos seus olhos)
I’m forced to fake a smile, a laugh, every day of my life(Eu sou forçada a fingir um sorriso, uma risada, todos os dias da minha vida)
My heart can’t possibly break when it wasn’t even whole to start with(Meu coração não pode quebrar quando não estava igualmente inteiro para começar)
Because of you I never stray too far from the sidewalk(Por sua causa eu nunca ando muito longe da calçada)
Because of you I learned to play on the safe side so I’ don’t get hurt(Por sua causa eu aprendi a jogar do lado seguro, assim eu não me machuco)
Because of you I find it hard to trust not only me, but everyone around me(Por sua causa eu acho difícil confiar não só em mim, mas em todos à minha volta)
Because of you I am afraid (Por sua causa eu tenho medo)
I watched you die, I heard you cry every night in your sleep, I was so young(Eu assisti você morrer, eu ouvi você chorar toda noite no seu sono, eu era tão jovem)
You should have known better than to lean on me(Você deveria saber mais e, não simplesmente contar com o meu apoio)
You never thought of anyone else, you just saw your pain(Você nunca pensou nos outros, você só viu sua dor)
And now I cry in the middle of the night for the same damm thing.
(E agora eu choro no meio da noite pela mesma coisa)
Because of You – Kelly Clarkson*************************************************************************
Ainda há algo do amor
Capítulo 10Ele parecia se preocupar muito com a menina, e também com Shippou. “Quem diria? Acho que Yukito e Yume iriam adorá-lo. Ele teria sido um pai maravilhoso! Será que teria sido um bom pai para os nossos filhos? Ele parece estar tão pensativo, acho que é por causa do que eu disse, eu devia ter ficado de boca fechada, vou deixá-lo preocupado agora. Não há nada que possamos fazer, eu não posso obrigá-lo a voltar comigo pra minha era, eu não posso obrigá-lo a abandonar a filha, nem faria isso. Por outro lado, acho que não dá pra ficar aqui, não acho que as crianças fossem se acostumar aqui. E além do mais eu nem ao menos sei se ele ainda sente de verdade alguma coisa por mim, se me ama. Eu só sei que descobri que o amo tanto, tanto. Oh! Meu Deus, o que eu vou fazer?”
O almoço transcorreu tranqüilo. Tirando o fato de Shippou estar maior e comendo com eles também estavam Hikari e Kohaku, parecia até que eles tinham voltado para a época em que comiam juntos, quando caçavam fragmentos. Kagome sorria, mas por dentro ela estava se corroendo, pensando no que faria, no que Inuyasha faria, se arrependimento matasse, ela provavelmente estaria morta. Definitivamente ela não deveria ter contado para ele que tinham tido filhos. Do que adiantou? Ele já tinha que se preocupar com Hikari, que ela tinha certeza, se não fosse tratada logo, ficaria realmente cega. Por que ela teve que colocar mais problemas na cabeça dele? Ele iria querer conhecer os filhos. Mas como faria isso? Kagome percebeu que ele também estava bastante pensativo. Eles precisavam conversar, mas como fariam isso com todos ali? O assunto era por demais delicado e pessoal para que eles discutissem na frente dos outros, mesmo que fossem seus amigos. Houve um momento em que ela pensou que Inuyasha queria dizer algo a ela, mas Sango a chamou para uma conversa.
_Você está pensativa demais Kagome. O que houve? Não está feliz por nos ver de novo?
_É claro que estou. Estou contente por ver que a Vovó Kaede ainda tem bastante saúde, que Shippou está se tornando um rapazinho, que você e Mirok estão felizes, que Inuyasha teve uma filha com Kikyou...
_É nele que você estava pensando, não é?
_Em termos. É que é tudo tão complicado, não sei como explicar a você.
_Eu sei que você era apaixonada por ele.
_Ainda sou. Muito mais do que antes... Sango, você acha que ele e Kikyou foram felizes?
_Bem, eu me lembro que o Mirok dizia que ele lhe contava que sentia falta de você, que eles estavam vivendo aquilo que tinham sonhado, mas ele não se sentia bem, pois não conseguia te esquecer. Não sei se era verdade. No início eu evitava falar com ele ou com Kikyou. Não vou mentir pra você, sentia raiva deles por causa de você. Mas foi Kikyou quem me ajudou quando perdi o meu primeiro filho.
_Sango, eu sinto muito. Eu não sabia que você tinha tido outro filho.
_Eu fiquei grávida assim que me casei com Mirok, mas perdi a criança quando estava de seis meses, a Kikyou me ajudou, mesmo já estando grávida da Hikari. Não posso dizer que nos tornamos amigas depois disso, mas pelo menos passamos a nos falar. Ela me disse uma vez, que Inuyasha era às vezes distante dela, muitas vezes até quando...estavam juntos...você sabe...
_Quando faziam amor?
_É.
_Eu disse a ele antes de ir embora que ele tinha a obrigação de fazê-la feliz e ele não fez isso. Não acredito
_Kagome você pediu a ele que a fizesse feliz!?
_Sim. Eu sei que você pode nunca ter entendido Sango, mas eu sempre procurei me colocar no lugar da Kikyou. Tudo o que ela queria era ser feliz ao lado do homem que ela amava e também fazê-lo feliz. Não consigo entender uma coisa. Se eles não estavam felizes, como então foram ter uma filha?
_Aconteceu Kagome. Ela escondeu dele a gravidez por três meses, quando desmaiou um dia, não pode mais esconder, todos já estavam desconfiados.
_Inuyasha me disse que ela o liberou pra ir atrás de mim, mas ele não o fez porque já sabia que ela estava grávida, mas fingiu não saber de nada. Mas depois disso ela engravidou de novo. Ele disse que ela morreu no parto do segundo filho deles. Eu ainda não consigo entender.
_Eu estava lá Kagome, vi todo o sofrimento pelo qual ela passou e tenho que te dizer que quando Inuyasha foi falar com ela, após termos tirado a criança morta de dentro dela, quando ela estava sangrando e não sabíamos o que fazer e ela nos pediu pra despedir-se dele, pois sabia que não iria sobreviver, o jeito como ele ficou, o que falou, era como se realmente a amasse. Ele chorou muito. Chegou a pensar em ir embora daqui, deixando Hikari, e não sei se ele estava pensando em ir atrás de você. Kagome, eu me lembro como ele ficou. Eles estavam muito felizes com aquele bebê. Depois do nascimento da Hikari todos nós percebemos que a relação dos dois estava diferente, demonstravam carinho na frente de outras pessoas, estavam sempre rindo e Kikyou nunca mais me disse que sentia Inuyasha distante, pelo contrário um dia ela me disse que ele estava cada dia sendo mais carinhoso com ela. Logo ela engravidou de novo e me lembro que Inuyasha era só felicidade. É claro que quando tocávamos no seu nome ele sempre ficava com uma expressão nostálgica e dizia que esperava que você pudesse ter encontrado alguém capaz de te fazer feliz. No enterro dela, ele parecia estar muito desesperado Kagome. Qualquer um diria que ele amava muito Kikyou.
_E ele amava Sango, ou nunca teria ficado com ela, nunca. O problema, é que, você pode achar estranho, mas acho que ele amava a nós duas. Não sei se ele ainda me ama, mas eu ainda o amo, mesmo depois de ouvir você me disser isso tudo. Só sinto não poder ficar com ele.
_Você acha que ele não te ama mais, mas bastava olhar para ele com mais atenção hoje. O jeito como ele te olhava. Ele te ama Kagome.
_Mas não acho que tenhamos como ficar juntos. Eu queria muito poder ficar aqui, com ele, com vocês, mas eu não posso, minha família, meus alunos, meus filhos dependem de mim. Outra coisa, meus filhos também não se acostumariam aqui, isso se eles conseguissem passar o poço. Não acho que o Inuyasha vá querer deixar este mundo para ir viver comigo no meu. É um mundo diferente Sango, ele já achava maluco naquela época, imagine agora.
_E ele nunca deixaria Hikari aqui.
_E eu nunca pediria a ele para fazer algo assim. Eu não saberia viver longe dos meus filhos e por isso sei que seria uma insanidade pedir isso a ele. Além do mais eu nunca me importaria em ajudá-lo a criar Hikari, acho que devo isso à Kikyou. E eu não faria isso por obrigação Sango, eu realmente gostei dessa menina.
_Os filhos que você teve, são dele, não são?
_Sim. Como você soube?
_Quando você disse que o tal homem com quem você morou não era pai delas eu logo pensei no Inuyasha, eu sei que vocês parecem nunca ter tido nada enquanto estávamos em nossa missão, mas, na véspera do dia em que você foi embora, vocês dois passaram a noite separados de nós. Mirok fez algum comentário a respeito disso, mas achei que ele estivesse fantasiando demais, como sempre. Mas hoje quando a ouvir falar dos seus filhos eu me lembrei disso e tudo parece ter começado a fazer sentido. Não entendo é como vocês dois deixaram algo assim acontecer e depois se separaram. Ele inclusive se casou com outra. Você sabia que ele ia ficar com ela e mesmo assim se entregou a ele. Por que?
_Eu pensava que ele fosse ir para o inferno com ela, que fosse morrer com ela. Eu queria me sentir amada por ele pelo menos uma vez, sabia que nós não teríamos a vida toda para ficarmos juntos e então achei que deveríamos viver todo o nosso amor naquela noite e não me arrependo de ter pedido a ele para me fazer mulher. Nunca me arrependi, nem mesmo depois de saber que ele ia ficar com ela nesse mundo. Sango, a noite em que passei com Inuyasha foi a noite mais feliz da minha vida. Houjo, o homem com quem vivi, nunca me conseguiu tocar como Inuyasha, nunca fez com que eu me entregasse por inteira como Inuyasha. Se eu pudesse voltar àquela noite Sango, faria tudo de novo, não só por causa do que ele me fez sentir naquela noite, mas também por causa de Yukito e Yume, que são o motivo da minha vida.
_Acho que posso entendê-la. Você vai contar a ele que é o pai?
_Eu já contei, mas não sei se fiz certo. Se ele não puder ir ao meu mundo vê-los, só vou fazê-lo sofrer, sabendo que tem mais dois filhos que ele nunca vai poder ver. Eu devia ter ficado de boca fechada, mas quando ele me disse que tinha ficado com Kikyou porque ela esperava um filho dele eu não resisti. Acabei contando a verdade.
_E ele? O que ele disse?
_Não disse nada, no momento seguinte Mirok chegou para nos convidar e viemos para cá, não sem antes termos tido uma pequena discussão. Quando Mirok me perguntou como eu havia me machucado, Inuyasha disse que eu “não tinha nada que ter voltado”. Eu o observei durante o almoço e ele parecia muito pensativo.
_Acho que vocês dois precisam ter uma conversa a sós.
_Não sei se vai adiantar de muita coisa, e eu tenho que ir embora ainda hoje, tenho aulas para dar amanhã, hoje mesmo eu tinha aulas e já perdi porque estou aqui, minha família deve estar preocupada, preciso voltar.
_Kagome, acho que você precisa falar com ele antes de ir embora ou então depois o poço se fecha e vocês nunca mais vão poder se falar novamente. Está na hora de vocês dois acertarem isso tudo que deixaram para trás.
_Mas já é muito tarde Sango, olhe lá fora, logo o sol vai se pôr, eu não posso ficar aqui por mais tempo.
_Não vou deixar que vá embora sem antes ter falado com ele, nem que eu tenha que trancar vocês dois sozinhos em algum lugar. Se você quiser, eu vou até lá fora e o chamo para entrar aqui, fico lá fora enquanto vocês conversam aqui.
_Eu não sei Sango. Não sei se vai adiantar de alguma coisa.
As duas ouviram barulho de passos e de repente viram Inuyasha entrar pela porta.
_Sango, eu queria lhe pedir uma coisa.
_Sim, se eu puder.
_Posso deixar Hikari aqui por algumas horas? Ela esta lá fora brincando com Shippou e Kohaku. Só quero que olhe ela.
_Tudo bem, mas por que está me pedindo isso? Por acaso você vai sair?
_Tenho que resolver algumas coisas e também pensei que Kagome fosse gostar de olhar o pôr-do-sol de nossa era mais uma vez.
Sango piscou para a amiga e Kagome ficou sem ação. Inuyasha foi até ela e lhe estendeu a mão para ajudá-la a se levantar.
_Inuyasha, eu estava exatamente dizendo a Sango que preciso voltar para minha casa, devem estar todos preocupados comigo. Eu preciso ir embora.
_Vai negar um pedido meu antes de ir embora? Só quero levá-la para ver o pôr-do-sol. Precisamos ter aquela nossa conversa particular, e não quero que intrometidos se metam no meio.
Inuyasha olhou para Kagome. Tinha um sorriso maroto nos lábios, ela não sabia o que fazer, sabia que os dois precisavam conversar, mas ela tinha medo.Olhou mais uma vez para ele, o sorriso era o mesmo que ele demonstrava às vezes para ela. Naquele momento ela não estava se sentido como a mulher de 25 anos que era, a mestre em História da Sengoku Jidai, professora do Colégio Yamato, mãe de dois filhos, mas sim a simples colegial de 15 anos, Kagome, que vivia morrendo de medo de não passar de ano, que às vezes parecia meio avoada, pois ficava pensando em um monte de bobagens, como imaginar Sango e Mirok se casando numa igreja cristã de sua era, que vivia suspirando por causa de um certo meio-youkai, o qual era na maioria das vezes grosso com ela, mas que sabia ser doce e gentil. O olhar de Inuyasha transmitia a ela toda a segurança de que precisava, lá no fundo do seu inconsciente a menina Kagome deu as mãos para a mulher Kagome e juntas aceitaram a mão estendida do meio-youkai.
De mãos dadas com Kagome, Inuyasha saiu da cabana, olhou para onde Hikari estava e achou melhor não ir até lá, ou então a menina poderia querer ir com eles. Sango saiu de dentro da casa e foi se sentar perto de onde Mirok e Kaede estavam. Ambos olharam para ela com olhares inquisidores, ambos queriam saber para onde Inuyasha e Kagome estavam indo de mãos dadas.
_Vamos deixar os dois conversarem sozinhos.
Ao longe Inuyasha seguia com Kagome sem dizer nenhuma palavra, estavam andando devagar por causa do pé de Kagome e também por causa do ferimento que ela tinha na outra perna. Ele parou de repente e olhou para o céu.
_Se não nos apressarmos o sol irá se por. Vamos ter que ir mais rápido. Importa-se eu carregar você nas minhas costas?
_Não, mas pra onde você quer me levar?
_Você vai ver, princesa.
Continua...
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