Notas iniciais
Inuyasha e Cia não me pertencem (infelizmente), só escrevo histórias com eles para meu divertimento e dos possíveis leitores.A idéia dessa fic surgiu depois que eu li uma fic chamada Rebote (não me lembro o nome do autor) em que o Inuyahsa e a Kagome se encontravam 20 anos depois dela ter deixado a Sengoku Jidai para sempre. Cada um deles tinha passado por muita coisa, e nem tudo era bom. O Inu tinha deixado de ser hanyou, se casado duas vezes e perdido um filho, se tornado viúvo, a Kagome tinha vivido um tempo com o Houjo. Na minha fic eu fiz algumas coisas diferentes, eles não vão se reencontrar depois de 20 anos, e sim depois de 10. Nessa fic eles tem filhos e se separaram por causa de uma promessa que o Inuyasha fez a Kikyou. Vão se reencontrar, mas é ainda incerto se vão ficar juntos, afinal eles mudaram muito e tem muitas coisas com que se preocupar além do amor de um pelo outro. Já vou deixar avisado para quem leu a fic na qual eu me basiei que essa fic não é um plágio, eu aproveitei a idéia do reencontro depois de alguns anos e escrevi minha fic em cima disso, alguma coisa pode até estar parecida, mas muito do que coloquei são idéias pessoais minhas. Depois de ter escrito percebi que o início dela ficou parecido com uma parte da fic "Epílogo de Um Amor", postada aqui pela Juli_Chan, mas de autoria da InuKago-forever, acho que foi porque nas duas fics há a idéia da promessa do Inuyasha feita para a Kikyou. Também coloquei uma caverna, e lá também tem. Mas o desenrolar da minha fic é completamente diferente da fic citada, acho que acabamos por ter idéias parecidas, não acho que seja plágio. Todo mundo sabe que isso ocorre muito no mundo das fics. Muitas idéias que vemos em livros, filmes, novelas, séries e também em outras fics acabamos por aproveitar. Espero que não tenha enchido muito o saco de vocês com essa longa nota, mas é que eu quis deixar bem claro aqui que a minha fic não é plágio de nenhuma fic, apenas algumas idéias é que são parecidas. Recomendo que leiam a fic primeiro para depois julgar. Também recomendo a leitura das fics que eu citei, são muito boas e podem inspirar muita gente.Se acharem a fic digna de um comentário eu ficarei muito feliz.Boa leitura!Eire


Ainda há algo do amor

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So lately, been wondering

(Tarde da noite, fiquei imaginando)

Who will be there to take my place

(Quem seria aquele que tomaria o meu lugar)

When I'm gone you'll need love

(Quando me for, você vai precisar de amor)

To light the shadows on your face

(Para iluminar as sombras em seu rosto.)

(Wherever You Will Go — The Calling)

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Capítulo 1

_Kagome, por favor, eu preciso que você entenda, eu prometi isso a ela.

_Como você quer que eu entenda? Por que você prometeu uma coisa dessas a ela?

Inuyasha suspirou. As palavras pareciam ter fugido. Nem ele mesmo sabia mais porque tinha prometido isso a Kikyou. Ela já havia lhe dito uma vez para ele não morrer até que ela tivesse derrotado Narak, pois a vida dele lhe pertencia. Desde o dia em que a bruxa Urasue tinha trazido Kikyou de volta como uma morta-viva, ela dizia que iria levar Inuyasha junto com ela para o inferno. Bem lá no fundo Inuyasha sabia que o seu destino estava ligado ao de Kikyou. Ele se sentia culpado pela morte dela. Tinha que protegê-la. A chance que havia ganhado de viver novamente, após ter ficado selado por 50 anos, parecia-lhe que tinha acontecido apenas para dar aos dois uma chance de consertarem aquele passado. Mas a vida às vezes nos prega peças, é irônica. A responsável por libertar Inuyasha carregava a alma de Kikyou, mas as semelhanças entre as duas eram mínimas. Principalmente entre a Kikyou surgida após o feitiço de Urasue e entre Kagome. Era visível, evidente que Kagome nutria sentimentos por Inuyasha e ele não conseguia entender como ela aceitava estar junto dele sabendo que ele pensava em outra. Pelo menos Kagome acreditava nisso, mas o que ela não sabia é que ao longo do tempo em que tinham estado juntos caçando fragmentos, Inuyasha havia começado a alimentar sentimentos por ela e se sentia culpado por isso. Partia-lhe o coração ver Kagome sofrer, mas ao mesmo tempo ele sentia que se dissesse a Kagome a verdade estaria traindo Kikyou. Não era pra ser, não era para acontecer, ele e Kagome nunca teriam uma chance juntos, eram de épocas diferentes, mundos diferentes e além disso ele se sentia comprometido com Kikyou. Principalmente depois da promessa que havia feito a ela. Era justamente por causa dessa promessa que estavam discutindo agora. Há algum tempo atrás ele e Kikyou se encontraram e ela lhe disse que assim que Narak fosse destruído ela iria purificar a jóia e o levaria junto dela. Inuyasha acabou prometendo a Kikyou que iria com ela, mesmo que fosse para o inferno. Não havia mais jeito, eles estavam ligados para sempre. O difícil seria encarar Kagome. Ele receava o dia em que teria que se despedir de Kagome e esse dia havia chegado. Dois dias atrás eles haviam finalmente derrotado Narak e a jóia estava completa. O buraco de vento de Mirok havia desaparecido. Agora a pouco eles estavam voltando para o vilarejo de Kaede, Mirok tentava animar Sango que ainda sofria com a perda do irmão. No caminho todo o monge tinha falado sobre o casamento dele e de Sango. Inuyasha não podia deixar de se sentir feliz pelos amigos. Kagome estava estranha. Provavelmente já desconfiava de alguma coisa, pois ele demonstrava estar bastante angustiado. De repente Inuyasha sentiu o cheiro de Kikyou e foi falar com ela. Já sabia o motivo, ela tinha vindo lhe avisar que no fim da tarde do dia seguinte ela estaria na casa da sua irmã para levá-lo com ela e purificar a jóia. Kikyou dizia ser a única qualificada para isso. Depois ela se separou dele, não sem antes lhe dizer para explicar bem a sua decisão para Kagome. “Diga a garota para aproveitar bem o tempo que ela ainda tem ao seu lado” – estas foram as palavras de Kikyou e agora Inuyasha estava ali, tentando explicar a Kagome o que nem ele conseguia explicar a si mesmo.

_ Por que de uma certa forma, eu sou culpado por não termos ficado juntos há 50 anos atrás. Ela morreu por minha causa.

_Inuyasha, não foi culpa sua.

_É claro que foi. Se eu tivesse sido mais esperto. Se eu tivesse confiado mais nela...

_E daí se a culpa é sua Inuyasha. O Narak não existe mais, ela finalmente foi vingada. Pode descansar em paz. Você está vivo Inuyasha. Não pode aceitar ir pro outro mundo com ela. Ainda tem tanto para viver. Eu sei que você nunca vai deixar de amá-la. Não vou pedir pra ficar comigo, mas você agora tem amigos, pessoas que realmente se importam com você. Não pode ir embora desse mundo assim. Você...você...

_Kagome, por favor, não torne as coisas mais difíceis.

Kagome tinha começado a chorar e Inuyasha não sabia o que fazer. Odiava vê-la chorando. Principalmente quando ele era o culpado. Ele tentou abraçá-la para confortá-la, mas Kagome se afastou dele e saiu correndo em direção a floresta, ignorando os chamados de Inuyasha, Mirok, Sango e Shippou que estavam ao longe esperando Inuyasha terminar a conversa com Kagome.

_Inuyasha, acho que você deveria ir atrás dela. Tem uma chuva vindo por aí. A senhorita Kagome está muito transtornada.

_É tudo culpa sua Inuyasha, a Kagome vai voltar pra casa dela por sua causa. Ela não vai mais poder atravessar o poço de volta porque a jóia não está com ela.

_ Seu pirralho idiota, ela ia voltar pra era dela de qualquer jeito mesmo. A missão dela aqui acabou.

Shippou começou a chorar. Sango foi em sua defesa.

_Calma, o Inuyasha só disse isso porque está nervoso, como sempre. Kagome vai voltar para nos ver.

_Vocês são muito idiotas mesmo. Sem a jóia ela provavelmente não vai conseguir atravessar o poço de novo. Pensei que vocês soubessem desde o começo que quando a nossa missão terminasse ela ia voltar para o mundo dela e nós nunca mais iríamos vê-la.

Todos abaixaram a cabeça e Shippou começou a chorar mais desesperado.

_Mas a Kagome é pra mim como se fosse a minha mãe. Se ela for embora eu vou ficar órfão de novo.

_Não você não vai Shippou. Você ainda tem a nós. Eu e o Senhor Monge. – Sango dizia isso por ela, nem tinha falado com Mirok. Olhou para ele com receio, mas o monge sorriu e pegou Shippou no colo.

_Não sei se eu e Sango podemos ser pais tão bons como os seus ou a própria Senhorita Kagome, mas adoraria ter um filho como você.

_ Obrigado Mirok.

Mirok se virou para falar com Inuyasha, mas ele não estava mais lá.

_Pra onde acha que ele foi?

_Acredito que foi tentar acertar as coisas com a Senhorita Kagome.

_Não sei o que ele pode querer acertar com ela. Se eu fosse a Kagome já teria empurrado esse cachorro idiota do precipício. Quem sabe assim ele morria e aí ele poderia ir se encontrar com a Kikyou mais rápido.

_ Sango, minha querida, as vezes você me assusta.

Ouviram um som de trovão. A chuva estava próxima.

_É melhor nó seguirmos para o vilarejo. Provavelmente Inuyasha vai nos alcançar com a senhorita Kagome. Vamos deixar os dois se acertarem.

Longe dali Inuyasha encontrou Kagome chorando sentada perto de uma árvore. Cortava-lhe o coração vê-la daquele jeito. Era tudo culpa sua. Desde o início não quis machucá-la. Não quis feri-la. Não queria ficar com uma e fazer outra sofrer. O que ele poderia fazer agora? Nada que dissesse ia mudar a decisão que tinha tomado. Ele era um homem de palavra. Bom, não era bem um homem, era um meio-youkai, mas era um homem em certos aspectos, pelo menos meio homem. Isso queria dizer que era menos macho? Claro que não. Um choramingo mais forte de Kagome retirou Inuyasha das suas divagações sobre o que ele era e quem ele era. Sem saber o que dizer a ela para fazê-la parar de chorar ele foi até perto dela e se sentou ao seu lado a abraçando. Kagome não o afastou. Chorou nos ombros dele e depois olhou para ele.

_ Isso não é justo com você Inuyasha.

_Kagome, essa é a minha decisão. Você precisa entender.

_Eu sei. Você deve estar feliz, porque vai estar com ela. A mulher que você ama. Vocês finalmente vão poder estar juntos. Só acho que vocês mereciam uma vida juntos e não a morte.

Inuyasha permaneceu em silêncio. O que poderia dizer a ela? Dizer que Kikyou não é a mulher que ele ama. Mas ele ama mesmo Kikyou? Ele a tinha amado muito. Queria muito que eles pudessem viver a vida que havia sido negada a eles. Mas e quanto a Kagome. O que ele sentia por ela? Amor? Carinho? Desejo? Amizade? Paixão? Seu coração batia acelerado perto dela, seu estômago dava nós, o cheiro dela o enlouquecia, fazia-o sentir pelo corpo sensações que nunca tinha sentido antes. Nem mesmo por Kikyou. Tudo bem, ele até tinha sentido algo parecido por ela, mas não tão forte. Era mais fácil resistir.

De repente eles sentiram gotas de chuva começarem a cair e acertá-los. A chuva tinha chegado. Precisavam de um abrigo o mais rápido possível ou estariam encharcados em poucos minutos. Inuyasha se levantou e puxou Kagome pela mão.

_Precisamos de um abrigo.

_Vamos tentar chegar ao vilarejo da vovó Kaede.

_Não vai dar tempo Kagome. Até chegarmos lá vamos nos molhar muito. Vem por aqui. Se eu não estiver enganado há uma caverna aqui perto. Podemos passar a noite lá.

Kagome assentiu com a cabeça e seguiu Inuyasha. Ela confiava nele mais do que em qualquer outra pessoa. Se ele dizia que tinha uma caverna por ali, é porque tinha uma caverna por ali. Estariam abrigados da chuva e poderiam passar a sua última noite juntos. Não que ela imaginasse que alguma coisa fosse acontecer entre eles. Ele amava Kikyou, Kagome era para ele apenas uma amiga. Era impossível ele sentir algo mais por ela. Mesmo assim, ao pensar que só iam estar os dois ela corou e agradeceu pela noite, que havia chegado há pouco tempo, ter escondido esse detalhe de Inuyasha.

A caverna ficava num lugar bem escondido, na base de um monte, a entrada estava escondida pela vegetação. Provavelmente poucas pessoas sabiam que ali havia uma caverna. Era um bom lugar para se esconder. Ao chegarem na entrada Inuyasha entrou primeiro, farejou o ar e o chão rapidamente e puxou Kagome para dentro do lugar. Ao chegarem lá dentro ele procurou fazer uma fogueira com alguns gravetos secos que havia encontrado no chão da entrada da caverna. Demorou um pouco para ele conseguir produzir fogo. Ele tentou o método do atrito várias vezes até que Kagome o lembrou que no dia anterior ele havia guardado no bolso do seu kimono uma caixa de fósforos, objeto que Kagome havia apresentado a ele e que sempre tornava a tarefa de conseguir fogo mais fácil.

Depois que Inuyasha acendeu a fogueira Kagome se sentou perto dela. Inuyasha a seguiu. Tinha na face uma certa preocupação.

_Kagome, você não está muito molhada? Seria bom se você pudesse trocar essa roupa.

_E eu vestiria que roupa? – Kagome estava vermelha dos pés a cabeça.

_Posso emprestar meu haori.

_Se minha roupas estão molhadas, então seu haori também está.

_Bem, ele não me parece tão molhado.

_Minhas roupas também não. Olhe só, a chuva parece ter engrossado.- Kagome olhava para fora da caverna onde podia ver que a chuva havia realmente engrossado. Um temporal estava começando. — Se tivéssemos pegado essa chuva estaríamos encharcados, mas nós pegamos apenas um chuvisco. Acho que você está apenas procurando motivos pra me fazer tirar a roupa.

_Ei, quem você pensa que eu sou? Mirok? Só estou preocupado com você. Não quero que pegue uma gripe.

_Calma, não precisa ficar tão bravo. Eu só estava brincando. Não acredito que você levou isso a sério.

Kagome ria e Inuyasha sentiu aquela calma e tranqüilidade que ele sempre sentia ao ver o sorriso dela. Subitamente ele sentiu um aperto no peito. “Esta é provavelmente a última vez que a vejo sorrindo”.A angústia havia novamente voltado. Kagome percebeu, queria saber o que estava se passando pela cabeça dele. Por que ele parecia tão triste se logo ele e Kikyou estariam juntos?

_Inuyasha, o que há com você? Parece tão triste. Tão preocupado. Não está certo sobre a decisão que tomou.

_Feh. Não há nada de errado comigo. Nada vai me fazer voltar atrás. Eu tenho palavra. Prometi e vou cumprir. Deixe de se preocupar comigo. É melhor você dormir. Precisa descansar.

_Mas, Inuyasha..

_Eu estou bem Kagome. Durma.

Kagome percebeu que não adiantaria argumentar. Chegou mais perto de Inuyasha e encostou a cabeça nos ombros dele.

_Posso dormir assim?

_Claro.

A mão de Inuyasha foi até a cintura de Kagome e ela sentiu um rubor subir lhe ao rosto. Ele sussurrou no ouvido dela o que a fez se arrepiar.

_Boa noite, princesa Kagome.

_Boa noite.

Duas horas depois Kagome acordou com um som que ela nunca pensou que fosse ouvir. Inuyasha estava chorando abraçado a ela. Por que? Ele não queria ir com Kikyou. Queria viver? O que estava acontecendo com ele? Ela nunca pensou que o veria chorando daquele jeito. Precisava fazer alguma coisa. Mas o quê? Resolveu falar com ele.

_Inuyasha, o que houve? Por que está chorando desse jeito? Está me deixando angustiada.

Inuyasha olhou para ela perplexo. Não imaginava que ela fosse acordar e vê-lo daquele jeito. Nunca havia se sentido tão vulnerável. Foi como se tivesse sido apanhado fazendo algo errado.

_Eu...só estou triste porque...porque eu não vou vê-la nunca mais. Olhe Kagome, você precisa me prometer que assim que voltar para o seu mundo você vai encontrar um homem melhor do que eu pra você. Um homem de verdade. Alguém que mereça o seu amor mais do que eu. Por favor, me prometa isso.

_Inuyasha...eu...não posso te prometer uma coisa dessas. Não poderia amar outro. Eu amo você.

_É a primeira vez que me diz essas palavras, mas eu já sabia.

Kagome se tocou que tinha se declarado para ele. Ele tinha razão ela nunca tinha confessado seus sentimentos assim, dessa forma direta. Ficou meio perdida por um tempo, mas depois recuperou a compostura.

_Se você sabe o que sinto por você então por que está me pedindo para amar outra pessoa?

_Porque eu não mereço o seu amor. Vou me sentir melhor se souber que você conseguiu me esquecer e encontrou alguém que realmente pode te fazer feliz. Durante muito tempo eu morri de raiva de todo cara que se aproximava de você, homem ou youkai. Agora eu sei que você só vai ser feliz com outra pessoa, por mais que doa em mim te ver com outro.

_Dói em você me ver com outro? Vai se sentir melhor se me ver feliz com outro? Não estou entendendo você Inuyasha, está sendo ambíguo demais. Ou você fica feliz ou não. Já sei vai se sentir menos culpado por não me amar se eu tiver outra pessoa. É isso? Vai poder ficar mais feliz no outro mundo se não pesar em você a culpa da minha infelicidade?

_Como acha que vou poder ficar feliz no outro mundo, se... se vou deixar a mulher que eu amo de verdade...

_A mulher que ama de verdade? Quem você ama de verdade? A Kikyou vai estar com você.

_Eu a amei muito naquela época. Queira muito ter vivido uma vida ao lado dela. Tido filhos com ela, mas o destino não quis. Não acho justo o que aconteceu conosco, principalmente com ela, que perdeu a vida. Você tem razão em dizer que nós deveríamos viver uma vida juntos, e se houvesse um jeito de poder dar isso a ela, eu faria, mesmo não a amando mais como eu a amava no passado. Se isso acontecesse eu não iria para o mundo dos mortos com ela, mas mesmo assim ficaria longe de você e seria melhor pra todo mundo se você tivesse alguém que a amasse muito. Que pudesse te fazer feliz. Não imagina como eu o invejaria.

_Por que preocupa a você ficar longe de mim? Por que você sentiria inveja do homem que estivesse comigo? Eu não consigo entender. Por que você está dizendo isso?

Kagome encarava Inuyasha, olhava bem nos olhos dele. Ele podia ver pelo brilho no olhar que logo começariam a cair lágrimas daqueles olhos. Ele não pode mais resistir. Puxou o queixo dela para cima e tocou os lábios dela com os seus. Kagome estremeceu com o ato. Não conseguia entender mais nada. Agora ele a estava beijando. O que queria com isso? Mas pra quê se preocupar com isso? Finalmente estava acontecendo algo que ela tinha sonhado tanto, torcido tanto para acontecer. Por que não aproveitar? Ela fechou os olhos e se rendeu ao beijo. Inuyasha percebeu que ela havia relaxado e soltou o queixo dela, deslizando uma das mãos para a cintura dela e a outra pra a nuca tocando os cabelos dela. Kagome envolveu as costas dele com seus braços no momento em que sentiu a língua dele tocar a sua. Soltou um pequeno gemido. O beijo dele era tão bom, tão bom que poderia durar a vida toda. O mundo podia parar que ela não estava nem aí. Morreria feliz perdida naqueles lábios. Inuyasha não se sentia diferente. Quando o beijo terminou depois de alguns minutos, ou teria sido meia hora? Talvez tenha sido por várias horas. Bem, depois que o beijo terminou Inuyasha olhou intensamente para Kagome e disse as palavras que ele tinha lutado tanto para não deixar escapar e que ela tinha esperado tanto para ouvir.

_Kagome, eu te amo.

CONTINUA...