Ainda Há Esperança
1 Onde Tudo Começa.
Notas iniciais
^_^
Vou contar uma história um tanto quanto clichê, lembra Romeu e Julieta, devo dizer, mas se passa no futuro no ano 3600. Um romance proibido entre raças diferentes que começou mais ou menos assim:
Era noite por volta das seis horas, Odetto andava sem rumo, pois não sabia o que fazer já que havia sido prometida ao homem que sua amiga amava.
- Céus, meu dia não pode piorar. — suspirou. O que deveria fazer? Aquele casal se amava, mas... — Mas, o que?! Não tem nada que eu possa fazer. Ou será que tem...? — parou, pensou, desistiu. Voltou para casa em silencio.
Ao chegar lá tudo o que ouvia eram gritos. Não conseguia pegar todo o dialogo, mas com apenas duas falas entendeu tudo.
“Um casamento!”
“Ela com toda certeza usará branco! Será uma linda...”.
Correu para seu quarto, trancou a porta e pulou a janela. Queria sair de lá o mais rápido possível. Enquanto corria para fora sem olhar para lado algum tropeçou em algo, duro. Olhou para baixo e era... Um homem?!
“O que ele faz aqui deitado? E como ele pode ser tão... tão... Bonito...?”.
Ainda imersa em seus pensamentos Odetto não percebeu que ele havia acordado até ele reclamar de algo em suas costas.
- Mas que diab... — olhou para cima e ficou encantado com tanta beleza.
- Desculpa, eu te machuquei quando tropecei em você? — perguntou Odetto preocupada.
- Não.
- Que bom — disse com um sorriso, mas sua expressão logo mudou para uma de raiva. — Pode me dizer o que estás a fazer deitado no chão?! Tens sorte de eu não estar a usar saltos! — gritou irritada.
Surpreso ele disse — Desculpa. Chamo-me Chris 2.0, prazer em conhecer-te — ele levantou-se e estendeu a mão para cumprimenta-la. Até que percebeu que o rosto dela estava pálido, não entendeu até que ela disse depois de recuperar a compostura.
- Sou Odetto. — cumprimentou-o — Você é aparentemente um robô. É a primeira vez que conheço um robô, mas tenho a impressão de que és diferente. Posso te chamar apenas de Chris? — perguntou e ele assentiu, ouviu chamarem por seu nome. — Tenho que ir, estão me chamando. Encontre-me aqui amanhã. Estarei aguardando. Adeus. — despediu-se de Chris e correu de volta para casa, Chris também tinha de voltar para sua “casa”.
Chegando lá encontrou Akira e Lucy conversando, correu para o encontro deles e disse:
- Acho Que Estou Apaixonado!
Ficou surpreso com a reação dos amigos, e disse:
- Qual é a surpresa? Já era de se esperar que isso um dia acontecesse. — disse cabisbaixo
- Por quem? — perguntou Akira muito serio — Como ela é? Qual o nome dela?
- Bom... O nome dela é Odetto e ela parece um anjo com cabelos rosados. — Estava sonhando acordado quando se deu conta de que quase havia esquecido se de falar o mais importante. — Ela é Humana.
- Mas o que?! — disse Akira e Lucy ao mesmo tempo — Humana?!
- Sim, mas ela é diferente. Ela não gritou quando me viu. Só de preocupação. — viu o ponto de interrogação no rosto dos amigos — É que eu resolvi tirar uma soneca e ela acabou por tropeçar em mim — disse sem graça.
- Mas vocês conversaram por quanto tempo? Cinco minutos? — disse Lucy nervosa.
- Lucy está certa, vocês mal se conhecem e estamos no meio de uma guerra contra eles, como pode se apaixonar?! — disse Akira igualmente nervoso.
- Ok. — disse Chris triste — Vocês estão certos, nos mal nos conhecemos e... Ela é Humana. Duvido que vá conhecer alguém como ela. — disse como se estivesse prestes a chorar.
Lucy e Akira se olharam, não queriam ver o amigo triste. Não ele que disse que nunca iria se apaixonar por causa desta guerra. Desistiram e disseram:
- Certo. Seja livre para amar quem você quiser. Humana ou não. — disse Akira derrotado.
Chris que estava exultante abraçou os amigos. Enquanto isso no dia seguinte na casa de Odetto:
- Cara, que ódio dos meus pais! — disse Odetto irritada
- Colma Odetto, não há nada que posamos fazer. — disse Aya apesar de pensar o mesmo.
- Desta vez concordo com a Odetto. Por que nossos pais querem nos casar?! Nós nem mesmo nos amamos! — disse Takumi apesar de saber a resposta. Era por causa do dinheiro e do poder politico que as famílias tinham tudo por causa da guerra. — Se não fosse está guerra. Se estes malditos Robôs não tivessem se Rebelado!
- Takumi, eu não concordo com a maneira agíamos com eles. Eles apesar de serem feitos de Aço ou Metal tem sentimentos. — disse Odetto que se lembrou de algo. Pediu para Takumi deixar ela e Aya a sós e quando ele saiu ela disse:
- Conheci um Robô muito fofo chamado Chris 2.0 ou Chris como preferir. — disse exultante — Acho que me apaixonei!
- Que demais! Por um Robô ainda por cima! — disse Aya surpresa e feliz ao mesmo tempo.
- Sim, ele é diferente, de alguma maneira ele é... Vivo... Está quase na hora de nos encontrarmos novamente.
- Sob a luz do luar os dois a se beijar. — brincou Aya.
- Há, há, há Aya muito divertido. — disse Odetto sarcasticamente apesar de ter corado.
Chegando a noite Odetto e Chris saíram escondidos de suas casas e foram se encontrar.
De longe Odetto pode ver Chris e gritou — Chris! Aqui! — ele estava igualmente feliz, como Odetto.
- Oi Odetto. Estás muito bonita está noite. — disse ele meio envergonhado.
- O-Obrigada. — disse ela igualmente envergonhado. — Tenho algo a te dizer...
- Eu também... — disse Chris.
- Koishiteru! — disseram os dois ao mesmo tempo, quando perceberam os dois coraram.
- Eu gosto de você Chris... — disse Odetto quase que em um sussurro.
- Eu também gosto de você Odetto... — disse Chris em um murmuro.
Eles deram as mãos e começaram a passear por volta do lago. Olharam o reflexo da Lua pelo lago, e imersos nesta paisagem os dois se beijaram. Foi um beijo curto, mas muito apaixonado. Voltaram a caminhar em silencio até que bateu meia-noite. Era hora deles se despedirem, queriam ficar juntos para sempre, mesmo que fosse impossível.
- Está na hora... — disse Odetto triste. — Queria que o tempo parasse.
- Eu também. Amanhã trarei meus amigos para conhecê-los. Eles são muito legais.
- Então tá. Até amanhã. — disse Odetto. Deram um breve beijo de adeus e desapareceram no meio da noite. Ambos nunca haviam dormido tão bem em tanto tempo.
- Akira, Lucy. Tenho boas novas! — disse Chris que havia acordado bem cedo para contar sobre a noite passada.
- O que foi que aconteceu para você nos acordar tão cedo? — disse Akira meio sonolento.
- Levantem-se! São boas noticias!
- E quais são as boas noticias? — disse Lucy também sonolenta.
- Eu e a Odetto estamos namorando! — disse exultante.
- Nani?! — Lucy e Akira disseram ao mesmo tempo.
- Ah... E eu disse que hoje a noite levaria vocês para conhecerem ela.
- Nani?! — disseram novamente ao mesmo tempo.
- É que eu queria muito que vocês a conhecessem e vissem como ela é uma boa pessoa. Mas se vocês no quiserem. Tudo bem... — disse triste saindo lentamente do quarto.
- Gome ne. Nós vamos conhece-la — disse Lucy irritada.
- Bom, eu quero conhece-la. Vives a dizer o quanto ele é Linda e quero saber se ela merece o meu amigo. — disse Akira mais serio que o normal.
- Hai!
Lucy estava estranhamente quita “Ela deve estar a planear alguma coisa...“ pensou Akira enquanto era abraçado pelo amigo.
Na casa de Odetto:
- tto! Odetto! — Aya gritou tão alto que fez que todos olhassem para elas.
- Que foi Aya? — perguntou Odetto extremamente sorridente.
- Vem Comigo. — Aya levou Odetto para sua sala particular. — Então... Você e o Chris se beijaram, né? — Odetto que estava bebendo chá cuspi-o tudo. — Eu acertei!?
- Shh...! Fale baixo. As pessoas te ouvir! Está sala não é Aprova de Som! — disse Odetto. — Sim você acertou... Nós estamos namorando e hoje ele me apresentar os amigos dele. — disse corada. Até que se apercebeu das horas. — Droga! Vou me atrasar! Conto os detalhes amanhã.
No ponto de encontro estava Chris, Akira e Lucy. “Cara por pouco que não me atraso...” Oh! Lá estão eles.
- Ah! Odetto aqui! — gritou Chris sorridente.
Quando Akira a viu uma primeira vez ficou encantado. Ela era realmente linda.
Chris sussurrou para Akira:
- Eu não disse?
- Ela é... Realmente... Muito Linda! — Lucy estava com uma mão no bolso enquanto olhava para baixo. Todos se perguntaram “O que ela está planejando?”.
Continua...
Fale com o autor