Notas iniciais
Notas da autora: Os personagens de Inuyasha não me pertence, pertencem à Rumiko Takahashi, as histórias que eu escrevo são apenas por pura diversão e para exercitar minha criatividade, sem fins lucrativos. Gostaria de agradecer à todos que leram e pedir para que por favor, deixem reviews, só assim posso saber se estão gostando ou não da fic.

Notas da autora: Os personagens de Inuyasha não me pertence, pertencem à Rumiko Takahashi, as histórias que eu escrevo são apenas por pura diversão e para exercitar minha criatividade, sem fins lucrativos. Gostaria de agradecer à todos que leram e pedir para que por favor, deixem reviews, só assim posso saber se estão gostando ou não da fic.

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“Solo espera um momento

(Só espera um momento)

Solo dime no es cierto

(Só me diz que não é certo)

Solo quédate en siléncio, cinco minutos

(Só fique em silêncio, cinco minutos)

Acariciame un momento, ven junto a mim

(Acaricia-me um momento, vem junto de mim)

Te daré el último beso, el más profundo

(Te darei o último beijo, o mais profundo)

Guardaré mis sentimientos,

(Guadarei meus sentimentos,)

Y me iré lejos de ti...”

(E irei para longe de ti...)

(Solo Quédate En Siléncio –RBD)

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Ainda há algo do amor

Capítulo 3

_Então, quer dizer que eu sou sua mulher.

_É claro que é. Hoje você se tornou minha esposa. — disse isso e deu um terno beijo na testa dela.

Kagome agradeceu Inuyasha pelas palavras abraçando-o mais forte. Sim, pelo menos naqueles momentos eles eram marido e mulher. Ficaram em silêncio, curtindo um ao outro até o dia terminar de amanhecer.

Chegaram no vilarejo quando faltava pouco para o sol se pôr. Inuyasha tinha carregado Kagome em suas costas durante todo o caminho, pois dizia que ela deveria estar cansada, já que não tinha dormido. Disse pra ela aproveitar para dormir. Ela apenas fingiu dormir. Queria aproveitar o fato de estar sendo carregada por aquele homem maravilhoso. Abraçou o bem forte e inalou o cheiro dele, que ela não queria nunca mais esquecer. Ainda sentia seu rosto vermelho de vergonha pelo que tinha acontecido entre eles, mas mesmo assim Kagome não se arrependia do que tinha feito. Ao fechar os olhos ela ainda podia se lembrar dos olhos dele no momento em que tinham se unido. Havia lágrimas. Ela também chorou. Não pela dor. Na verdade ela nem tinha sentido muita dor. Ele tinha sido tão cuidadoso, pois estava com medo de machucá-la. A queria muito, mas nunca se perdoaria se a machucasse. “Eu... Eu tenho medo de te machucar, não sei se vou conseguir me controlar. Eu nunca fiz isso antes”.Chegou até mesmo a pensar em não seguir em frente quando ela lhe disse que podia doer. “Se pode doer eu não vou continuar, não vou fazer você sofrer, não mesmo. É melhor parar por aqui”. Mas eles não pararam. Ela conseguiu tranqüilizá-lo. Também estava com medo, mas saber que não era a única a deixava mais segura. Ainda não conseguia esquecer uma frase que ele havia lhe dito no calor do momento: “Você sempre será minha e eu sempre serei teu”. Era estranho pensar nessa frase, porque neste momento eles estavam indo rumo a um destino que ia separá-los. Ele estava indo para Kikyou. Ela ia voltar para o mundo dela. Será que conseguiria amar outro? Provavelmente não como ela amava Inuyasha. Pra si mesma ela prometia que se um dia se perdesse novamente nos braços de um homem, ele não a teria de verdade, não como Inuyasha tinha tido. Não de corpo e alma. O coração dela pertencia a ele. Ele havia dito que o dele também pertencia a ela. Ela era a mulher dele, não importava o que viesse a acontecer. Mesmo se ele ficasse com Kikyou e ela com outro homem. Aquela noite ninguém poderia retirar dos dois. Amaram se para a vida inteira. Ninguém poderia se amar como os dois. Era ele quem ela gostaria de encontrar no além vida depois que adormecesse para sempre, mesmo que fosse apenas para vê-lo. Eles iriam se separar, mas dentro dos seus corações sempre se amariam.

Shippou correu ao encontro deles ao vê-los no horizonte. Pulou direto para o ombro de Inuyasha para contar a Kagome a novidade sobre quem seriam os seus novos pais. O pequeno kitsune inalou o cheiro de Kagome e percebeu que havia um pouco do cheiro de Inuyasha nela, apesar de ser uma criança ainda, ele sabia que quando uma mulher trás um cheiro de homem junto dela é porque aconteceu algo entre eles. Sempre sentia o cheiro do pai em sua mãe. Se podia sentir o cheiro de Inuyasha em Kagome era porque, provavelmente os dois tinham se acertado. Isso significava que ele ainda podia alimentar esperanças de ser adotado por eles. Mas o que Inuyasha faria com a sacerdotisa que o esperava na cabana de Kaede?

_Kagome, por que vocês demoraram a voltar?

_Isso é da sua conta pirralho?

_Inuyasha, não fale assim com o Shippou. Ele só estava preocupado. Nós tivemos que nos abrigar da tempestade de ontem à noite.

_Mas vocês se abrigaram num lugar tão longe assim? Já faz muito tempo que a chuva passou. Daqui a pouco vai anoitecer de novo.

_Nós estávamos conversando, aproveitando que esse é o último dia que tínhamos para ficarmos juntos. Kagome vai ter que voltar para a era dela.

Doía tanto nele ter que dizer isso. Também doía nela ter que ouvir. Ambos ficaram com expressões tristes no rosto e Shippou percebeu que teria que se conformar em ser filho do monge Mirok e da exterminadora Sango.

_Kagome, sabe o que a Sango e o Mirok me disseram ontem?

_O quê Shippou?

_Que vão ser meus pais agora.

_Isso é muito bom. Eles vão ser ótimos pais para você.

_Como pode dizer isso Kagome? Aquele monge pervertido vai ser um mau exemplo para o Shippou.

_Sango não vai deixar isso acontecer. Tenho certeza de que ela vai ser uma boa mãe.

_Eu queria que você fosse minha mãe.

_Oh, Shippou, eu sinto muito. Adoraria ter um filho como você, mas o seu lugar é aqui. Não posso levar você comigo.

_Tudo bem. Eu entendo.

Inuyasha sentiu o cheiro de Kikyou. Já estavam no vilarejo e ele ainda carregava Kagome nas costas. Todos no lugar olhavam para os dois. Era fácil imaginar o que tinha acontecido entre eles. Tinham passado a noite longe dali, separados dos outros, voltavam da floresta, juntos. Ele a carregava. Qualquer um que não fosse muito besta poderia adivinhar que algo havia acontecido entre eles. Ignorando os olhares acusadores Inuyasha seguiu pela vila até a cabana de Kaede. Na porta estavam Mirok e Sango. Shippou desceu do seu ombro e foi até o colo do monge. Kaede saiu de dentro e se dirigiu para perto deles. Kagome desceu de suas costas e ele se sentiu sozinho, incompleto. Queria poder abraçá-la. Sentir seu corpo. Seu cheiro, mas o cheiro que vinha de dentro da cabana lhe dizia que a hora havia chegado. Não foi preciso nem que Kaede lhe dissesse que a irmã o esperava lá dentro. Ele já sabia. Foi para lá sem olhar nos olhos de ninguém. Pediu pra que ninguém os incomodassem. Não queria nenhum intrometido ouvindo a conversa dos dois.

Lá dentro Kikyou o esperava com a face calma. Tinha um sorriso no rosto. Um sorriso que era muito raro nela. Não podia negar que ela ainda era linda. Sentia-se mais dividido que nunca, mesmo depois do que tinha ocorrido entre ele e Kagome. Ela fez sinal para que ele se sentasse perto dela.

_Você estava com ela, não é mesmo?

_Kikyou, eu..eu...tinha que me despedir dela.

_Posso sentir que está com a jóia. Pode me entregá-la.

_Eu preciso me despedir dos outros primeiro, antes de...antes de...ir com você.

_Inuyasha, sempre me perguntei se, assim como eu, você gostaria que nunca tivéssemos sido separados. Sempre me perguntei se você estaria disposto a viver comigo uma vida e não uma morte.

_Se houvesse um jeito Kikyou. Mas você está morta. Nossos sonhos foram destruídos no dia em que o Narak armou aquela cilada.

_Estive pensando e acho que há esperança para nós. E é sobre isso que quero conversar com você. Não há algo que eu queira mais do que viver uma vida com você. Ser sua esposa. Dar-lhe filhos. Mas não sei se é isso que você quer. Eu posso pedir a jóia para me reviver e...

_Mas você usaria a alma de quem? Sabe que a alma da Kagome é a sua alma. Se usar a jóia para isso essa alma vai ter que deixar o corpo da Kagome e ela vai morrer. Não quero isso Kikyou. Prometi ir com você. Viveria com você, mas não as custas da vida da Kagome.

_Eu não quero viver as custas do sacrifício da vida de ninguém, muito menos dela. Se eu usar a jóia depois que ela tiver voltado para o tempo dela, depois que o poço estiver lacrado para sempre vai ser como se minha alma nunca tivesse reencarnado. Vamos poder finalmente viver a vida que tínhamos sonhado. A jóia vai deixar de existir. Não vou ter mais que protegê-la. Vou poder ser uma mulher livre. Ter uma família...com você.

_E você vai querer se casar com um meio-youkai. Queria que eu me tornasse humano daquela vez. Foi por causa disso que isso tudo aconteceu.

_Eu fui uma tola em lhe pedir isso, mas era a única forma de fazer a jóia desaparecer para sempre. Só assim eu estaria liberta da minha função de sacerdotisa e poderia ficar com você. Nunca disse que não queria viver com você como meio-youkai. Eu te amo Inuyasha, pelo que você é. E só queria poder viver com você. Quero muito viver novamente. Experimentar coisas que eu não pude antes. Mas se não for do seu lado, não faz sentido. Você prometeu ir para o inferno comigo, por que não pode viver comigo?

Inuyasha notou que Kikyou tinha lágrimas nos olhos e procurava esconder isso dele. Ainda sentia um forte sentimento por ela. Pensou em Kagome. Será que ela entenderia se ele revolvesse viver com Kikyou? Que canalha ele era. Falava de Mirok, mas ele era muito pior. Não tinha prometido uma vida a Kagome, ela o tinha aceitado por uma noite, mas mesmo assim ele se sentia como uma canalha, mulherengo e todos os xingamentos possíveis. Kikyou o amava, tinha decidido acompanhar o destino dele 50 anos atrás. Ela podia ter usado a jóia para se manter viva, mas não quis. Morreu o acompanhando. Agora ela tinha a chance de viver a vida que tinha sonhado ao lado dele. Como ele poderia lhe negar isso? Ela provavelmente não aceitaria usar a jóia para voltar a viver se não o tivesse do lado dela. Inuyasha estava diante da decisão mais difícil da sua vida. Se não aceitasse viver com ela estaria quebrando uma promessa. E será que ele e Kagome dariam certo? A noite passada havia sido maravilhosa, mas como seria uma vida inteira? Será que ele conseguiria viver naquele tempo maluco dela? Será que ela aceitaria desistir de tudo o que ela tinha do outro lado do poço só para ficar com ele? O destino estava novamente aprontando pra cima dos dois. O amor deles era impossível. Kikyou era a mulher certa para ele, pertencia ao seu mundo, a sua era. As coisas seriam mais fáceis com ela. O difícil seria dizer a Kagome.

_É isso mesmo que você quer Kikyou, viver comigo? Sabe como tratam mulheres de youkais, meio-youkais e afins.

_Eu não me importo com o que os outros vão pensar, quero apenas estar com você.

Inuyasha se levantou e virou de costas para Kikyou, ela se levantou, esperava a resposta dele. Ele suspirou e respondeu.

_Se é isso mesmo o que quer, então...então...eu vou viver com você.

_Inuyasha, eu fico tão feliz com isso.

Ela o abraçou e ele retribuiu. Ficaram assim por alguns minutos até que ela se afastou um pouco, ficou nas pontas dos pés e tocou os lábios dele num beijo. Inuyasha não a repeliu. Aceitou o beijo retribuindo de uma forma carinhosa. Ao se separarem ela lhe disse algo que o fez se sentir mal.

_Você precisa falar com ela.

_Eu vou fazer isso.

Horas depois ele estava acompanhando Kagome até o poço, tinham tido uma longa conversa. Ele ainda não estava certo de que ela tinha entendido. Ele não conseguia olhar nos olhos dela. Sentia-se culpado. Também sentiria culpa se tivesse optado por ela e não por Kikyou. Sango, em solidariedade à amiga havia discutido com ele. Ele sabia que ela tinha razão em muitas coisas que dizia sobre ele. Kagome tinha se despedido de todos com lágrimas nos olhos. Ela e Kikyou haviam se falado na despedida, ele não tinha conseguido ouvir sobre o que conversavam, mas as duas se abraçaram antes dela ir embora. Ela queria ir para o poço sozinha, mas ele fez questão de acompanhá-la até lá.

_Kagome, você compreende porque estou tomando essa decisão?

_É claro que eu compreendo. Ela já sofreu muito Inuyasha, merece uma vida ao seu lado. Já tive minha chance de amá-lo. E foi muito bom. Não posso tirar isso dela. Ela merece ser feliz. Vou torcer por vocês dois. Não vai ser fácil deixar de sentir isso por você como me pediu. Ainda quer que eu te prometa que vou amar outro?

_Não consigo imaginar você nos braços de outro, mas não posso impedi-la, quem sou eu pra exigir algo assim, quando vou me casar com outra, mesmo amando você!?

_Mas você não deixou de amá-la.

_Eu não sei.

_Só acha que me ama mais do que ela porque nós passamos uma noite juntos. — Kagome não olhava para Inuyasha, mas para o horizonte — Provavelmente se tivesse tido uma noite com ela também, estaria mais dividido ainda. Homens são homens em qualquer lugar do mundo. Não resistem a um rabo de saia, não pode me dizer que vai dormir com ela contra a sua vontade. Você vai perceber, depois de alguns anos juntos, depois que os seus filhos vierem, que ela é a mulher certa pra ser a sua companheira, não eu. Fui sua mulher por uma noite e nunca vou me esquecer disso, nunca vou deixar de amá-lo, mesmo que eu encontre alguém pra ser meu companheiro, ele nunca vai me ter como você teve. Não estou dizendo que não vou me entregar a ele, você vai perceber que é muitas vezes difícil resistir aos apelos do corpo. Mas esse homem nunca vai ter meu coração por inteiro. – ela olhou para Inuyasha procurando mirá-lo diretamente nos olhos — Porque ele pertence a você, Inuyasha. E sempre vou carregar você dentro de mim, no meu coração. Nunca vou me esquecer de você.

Inuyasha olhou para ela, bem nos olhos dela, pegou a mão da garota e a colocou entre as suas, apertando-a contra o seu peito.

_Eu vou pensar em você todos os dias da minha vida. É uma promessa.

_Por favor, Inuyasha, você não pode me prometer isso, tem que fazer a vida de Kikyou valer a pena. Tem que fazê-la feliz.

_Eu posso fazê-la feliz, mas como eu já te disse antes, secretamente no meu coração eu ainda vou te amar.

Inuyasha e Kagome se abraçaram. Ela queria acreditar na promessa dele, mas sabia que dali a algum tempo ela apenas seria uma lembrança para ele. Inuyasha por sua vez sentia-se balançado na sua decisão. Sua mente dizia que era a decisão mais acertada, mas por que seu coração estava tão apertado? Não pôde resistir a Kagome. Deu-lhe um último beijo. Um ardente beijo de despedida. Queria tanto poder amá-la novamente, mas isso só tornaria as coisas mais difíceis. Ela separou-se dele com lágrimas por todo o rosto.

_Acho que vou viver minha vida. Boa sorte pra você, meu Inuyasha.

_Pra você também, minha princesa.

Ele a ajudou a subir na borda do poço segurando-a na mão. Kagome saltou sem nem olhar para trás, sofreria menos.

Inuyasha ficou ali olhando para o poço, com o coração batendo lentamente. Tinha lágrimas nos olhos. “Tudo acabou. Como posso explicar ao meu coração? Seja feliz minha Kagome. Queria que tivéssemos nos conhecido em outra ocasião. Então eu poderia te fazer feliz”.

Longe dali Kikyou conversava com uma alma, um espírito, que a acompanhava há algum tempo. A sacerdotisa Midoriko.

_Você precisa entender que, provavelmente você e ele não vão ter muito tempo juntos. Essa é a maldição da jóia.

_Quanto tempo?

_Não sei. Um ano. Dois. 10 anos. Não sei, mas provavelmente você não vai envelhecer junto dele. Talvez vá até mesmo antes de sua irmã.

_Um dia em que eu pudesse estar com ele já faria valer a pena. Vou amá-lo pelo tempo que ficarmos juntos.

Continua...