Ainda Bem.

1 Capítulo Único.


Notas iniciais
Oie gente :)
Dedico essa one a eu mesma por nenhum motivo especial :|
Esse ep. pra mim é como aquele em que a Sofia senta na mesa do Grissom. Eu sempre penso a mesma coisa: Tudo o que a Sara precisa é de um abraço *_*
Ah, pensei na fic qnd ouvi ' Ainda Bem- Vanessa da Mata'
(daí o nominho)

Um caso difícil!


Especialmente para ela que se deixa envolver pelas pessoas que não pode salvar. Queria conseguir ser como os outros, menos emotiva, mais individual e menos coletiva em relação ao sofrimento alheio. Por mais que tentasse ver as coisas apenas pelo lado de fora, como manda a politica do laboratório, ela simplesmente não conseguia.


Podia ouvir nitidamente os gritos das vitimas, os pedidos de socorro que emanavam de suas gargantas antes de terem a vida cruelmente roubada por um homem sem coração.


Homem esse que ela segurou a mão, ofereceu-lhe ajuda. Como pôde não perceber que ele estava do lado mal da história? Ele tinha um olhar louco. Qualquer um que olhasse naqueles olhos sentiria medo, mas tudo o que ela sentiu foi pena.


Mas esse sentimento de piedade persistiu até a página dois. Logo descobriu que ele era o autor de tamanha crueldade. E então a raiva tomou conta de sua mente. Tendo o trabalho que têm, deveria estar acostumada a pessoas odiosas, não encontra nada diferente disso em seus turnos. Mas como uma criança que espera pelo papai na noite de natal ela sempre acredita que um dia será diferente, um dia encontrará alguém que valha a pena oferecer ajuda e que não tente ataca-la como forma de agradecimento.


Um dia as coisas simplesmente chegam pra você.


Não importa o quão duro você lute para que elas aconteçam, quando for a hora elas apenas acontecem.


E Grissom era a prova disso!


____


Não conteve as lágrimas ao ver o noticiário na TV, naquele momento se deu conta de que ela era apenas uma espectadora com uma maleta engenhosa nas mãos. Fez o que podia ser feito mas não sentia a sensação de dever cumprimido. Queria fazer mais, mas infelizmente já era tarde. Em seu trabalho é sempre o que acontece, ela só chega depois da tragédia feita. Esse é o espírito da coisa.


Fechou os olhos ao sentir o toque macio em seu rosto.


Ele sempre estava pronto para secar suas lágrimas. Sempre estava ao seu lado nas noites difíceis e turbulentas. Era ele quem a segurava quando ela estava prestes a cair.


Sempre Grissom.


Desligou a TV e guiou-a para fora do prédio. Queria abraça-la e dizer que estava tudo bem, que ele estava ao seu lado, mas por ora teve que contentar-se com o simples gesto de acariciar-lhe as costas.


Não sabia ele mas para Sara o simples já era muito quando feito com afeto.


Logo que abriu a porta de sua casa seu amigo peludo recebeu-lhes com grande alegria, abanava o rabo e choramingava pedindo atenção. Mesmo com todo aquele porte ele ainda era um criança, queria sentir-se amado a todo momento e Sara tratava-o de uma forma tão doce que estava deixando-o mal acostumado.


– Menos amigão! — Grissom repreendeu Hank quando ele pulou em Sara.


– Deixa Griss... — abaixou-se para afagar a cabeça do cão- ele só quer dizer que sentiu nossa falta... olha como ele parece alegre.


Recebeu latidos e algumas lambidas no joelho em troca da defesa. Não deixava que sua tristeza fosse notada pelo cão. Assim como ela, Hank era bastante sensível e uma vez em que a viu chorando chegou a ficar sem comer. Talvez essa semelhança fosse a causa de tanta afinidade entre eles.


– Vem cá amigão. — chamou Hank com um assobio — Também sentimos saudades garoto...


Depois de dar atenção ao cachorro Grissom o prendeu na área de serviço, ele sempre ficava muito eufórico quando os dois chegavam juntos.


Sara sentou-se no sofá da sala. O cômodo estava com pouca claridade sendo iluminado apenas por um abajur. Lembrou-se de como antes, em seu apartamento, ela sempre mantinha todas as luzes acesas. Dava a impressão de que ela não estava sozinha. Mas agora não se importava em ficar no escuro, sabia que ele estava ao seu lado para sempre e mesmo quando Grissom não estava presente algumas luzes permaneciam apagadas.


– Como eu posso ser tão estúpida Griss? — Perguntou quando ele se juntou a ela no sofá.


– Não diga isso Sara, você não é estúpida. Puxou-a fazendo ela apoiar a cabeça em seu peito e lhe deu um beijou no cabelo.


–Ele estava diante dos meu olhos e eu não fiz nada, ao invés disso ofereci ajuda. — Tinha a voz falhada pelo choro.


–Foi um gesto muito bonito, vindo de você não me surpreende.


– Eu sempre tenho que me envolver um pouco mais... e sempre acabo com cara de boba. — Secou as lágrimas com um pouco de raiva. — Eu já deveria ter aprendido a ser indiferente.


– Você não consegue ser indiferente com as pessoas querida, seu coração é grande de mais pra isso. — Deslizou a mão por toda a extensão dos braços dela entrelaçando seus dedos. — E é isso o que te faz ser você. Esse é o seu jeito, foi por ele que eu me apaixonei e não quero que você mude.


Disse de uma forma tão suave que ele mesmo se surpreendeu. Nunca imaginou que pudesse ser tão doce, as palavras saíram de forma tão espontânea que soou da maneira mais verdadeira possível.


Sara aconchegou-se mais a ele sentindo o cheiro bom que Grissom tem. E deixou as lágrimas descerem livremente por seu rosto. Sentir os braços dele em volta de sua cintura, o som das batidas do coração entrando em seu ouvido, a respiração calma... ele é seu porto seguro. É pra onde ela corre quando as coisas não estão bem, ou, quando estão ótimas. É a ele que recorre em todos os momentos.


Depois de um tempo as lágrimas secaram.


– Como se sente?


– Um pouco cansada... — Se ajeitou para conseguir ver o rosto dele. — Griss, você sempre cuida de mim... Obrigada.


Beijou ele de leve nos lábios.


– Eu cuido do que é meu... e você é minha. — Abraçou Sara beijando seu pescoço. — Só minha.


– Só sua. — Fazia um esforço muito grande pra não voltar a chorar novamente.


– vem comigo. — Sara olhou sem entender. — Você precisa descansar.


Levantou-se e estendeu a mão pra ela que olhava ainda meio confusa.


– Vou cuidar de você.


Sara apertou um pouco os olhos por causa da mudança de claridade quando chegaram no andar de cima.


Quando passaram pelo quarto, Grissom que estava sempre a frente parou e virou-se para Sara retirando a jaqueta que ela vestia. Foi até a porta do cômodo e jogou a peça em cima da cama, fez o mesmo com a jaqueta que usava.


Segurou Sara pela mão novamente e seguiram caminho até o banheiro.


– Grissom, o quê está fazendo?


– Cuidando da minha namorada? — Arqueou a sobrancelha e tateou a parede até encontrar o interruptor. Acendeu a luz e adentraram o cômodo.


Grissom puxou Sara para sí. Se fosse humanamente possível seus corpos se fundiriam de tão próximos que estavam. Olho com olho. Nariz com nariz.


– Se importa?


Grissom subia a blusa de Sara lentamente aproveitando para tocar a pele macia dela por de baixo do tecido.


Sara apenas balançou a cabeça negativamente e encostou sua testa na dele. Em seguida levantou os braços para que a peça fosse retirada com maior facilidade.


Depois do serviço feito foi a vez da calça que ela vestia ser retirada.


Ele foi descendo a mão pela cintura dela até alcançar a peça, depois desprendeu o zíper. Suas mãos descansaram no quadril de Sara por alguns segundos antes de puxar o Jeans pra baixo. Ela terminou o serviço de tira-lo por completo.


Grissom foi até o balcão da pia e pegou um palito para prender o cabelo dela.


Posicionou-se atrás de Sara e prendeu seu cabelo de um jeito desabilidoso. Uma mexa de cabelo ficou solta moldando com perfeição o rosto da morena.


– Você é tão linda. — Se refletiam no espelho que tinha a mesma largura do balcão.


Sara trajava apenas suas peças intimas. Grissom tinha as mãos depositadas no quadril dela enquanto inalava o cheiro bom de seu pescoço.


Foi subindo as mãos preguiçosamente até serem barradas pelo sutiã que ela usava. Desprendeu o feixe e abaixou as alças uma por uma até que com um leve movimento dos braços de Sara a peça foi ao chão.


Ficou admirando o corpo esguio da morena através do espelho.


Ela tinha os seios perfeitos. A pele macia. Suas medidas eram simétricas. As pernas compridas se encaixavam tão bem em volta de sua cintura quando faziam amor. As mãos de dedos longos eram tão suaves quando lhe acariciava.


Seus olhos ficavam ainda mais intensos quando ela acordava pela manhã e seu cabelo emaranhado cobrindo todo o travesseiro lhe deixava com a sensação de que ele ainda estava dormindo e sonhando com um anjo adormecido em sua cama.


A forma como o corpo dela correspondia aos seus estímulos era incrível.


Sara é seu paraíso aqui na terra.


Saiu de seus devaneios quando percebeu ela corar. Sempre ficava sem jeito quando ele a olhava por muito tempo. O mesmo acontecia quando era o contrário.


Ainda atrás dela Grissom começou despir-se. Retirou a camisa primeiro e logo em seguida livrou-se da calça.


Sara o observava a todo tempo através do espelho.


Foi de modo involuntário que ela segurou Grissom pelas mãos fazendo com que ele a abraçasse. A quentura de seus corpos tornaram-se uma só. Ambos fecharam os olhos para aproveitar ao máximo o contato.


Em momentos como esse sentem-se abençoados por Deus.


– Você é a melhor coisa que eu tenho, sabe disso ? — Disse com os olhos ainda fechados.


– Eu gosto quando você diz. — Abriu os olhos e sorriu pra ele através do espelho.


Foram até box e retiraram a ultima peça que os cobriam. Grissom ligou o chuveiro e verificou a temperatura da água. Sara gostava da água gelada mas já estava bem tarde pra isso. Chamou a atenção dela várias vezes quando a via sair do banho batendo queixo. Ela dizia que era pra ele esquenta-la ao invés de puxar sua orelha, e ele obedecia sem pestanejar.


Entraram em baixo da água fria e finalmente seus lábios selaram um beijo. Suas línguas não tinham pressa em se separar. Beijavam-se como se tivessem todo o tempo do mundo a favor deles. Como se as horas fossem meros minutos de um relógio atrasado.


Sara tinha a barriga acariciada por Grissom de modo muito sutil enquanto ele lhe beijava o ombro e passava a esponja por toda a extensão de seu braço, costas e busto.


Ele estava fazendo um esforço muito grande para não toma-la nos braços e mostrar o quanto ele a desejava. Seu sangue fervia só de pensar em como a noite passada era pra ter sido só dele. Só ela e ele. Que era pra ele estar dentro dela, sentindo seus movimentos ritmados, suas respirações em mesma sintonia. Seus corpos suados queimando de prazer.


Mas ele precisava aplacar seu desejo. Adiar mais uma vez.


Maldito trabalho que lhes toma todo o tempo!


– Griss?


– Uhm. — Disse próximo ao ouvido dela.


– Ainda bem que você vive comigo — virou-se para encara-lo — , eu fico pensando como seria essa vida sem você assim tão perto de mim.


– E como seria? — Sara tomou a esponja de sua mão e começou a esfrega-lo no peito. Agora era vez dele ser ensaboado.


– Sei lá... acho que não tão boa como agora. — Levou a mão dele até seu rosto e beijou de leve as costas da mão.


– Eu sei como seria minha vida se não tivesse você comigo. Seria sem vida.


Sara puxou Grissom pra mais perto e beijou-lhe suavemente nos lábios. Depois colou seus corpos em um abraço afetuoso.


– Eu te amo tanto Gil. — Suspirou como se tirasse o peso de uma tonelada dos ombros.


– Idem Sara. Você me pegou de jeito. — Segurou o rosto dela entre suas mãos a olhando nos olhos. — E não quero que você chore toda vez que eu disser isso. — Beijou os olhos de Sara tentando parar as lágrimas que se misturavam com as gotas de água.


– Assim salga o beijo.


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Naquela noite Sara descobriu que os episódios ruins de nossas vidas nem sempre são de todo mal. Por mais dura que a vida seja tudo tem o significado reduzido quando estamos ao lado de quem amamos. Quando sentimos o amor em um simples sorriso que nos é dado, absolutamente tudo cai no esquecimento.


Deitada naquela cama e abraçada a Grissom, tinha certeza de que não havia outro lugar no mundo onde queria estar se não sendo aninhada por ele em seus braços.


– Gil, entre tantos anos e lugares você não acha sorte a nossa nos encontrarmos? — Tinha a voz pesada. Estava sendo vencida pelo cansaço. — Pelo menos a minha em encontrar você.


– Sorte a minha Sara... acredite. — Suspirou — Acho que todas as coisas boas dessa vida Deus fez pensando em você. E depois, sem pensar em nada fez a minha vida e te deu.


Ela sequer ouviu o inicio da frase, mas tudo bem, logo ao acordar ela veria ele ao seu lado. Sentiria sua respiração em seu pescoço. Os braços contornando sua cintura. Palavras são importantes mas o que saltam aos olhos são os gestos.

Notas finais
E esse final quem conhece se lembrou, " Te devoro - Djavam"
OU... Meninas super poderosas :)
Brincadeira.
Aquela parte em que a Sara diz que tinha um encontro e o Gil fala que "talvez ele não pôde ir" ( mais ou menos isso ) , não é muito fofo ?
Desse jeito meu coração GSR derrete. E ainda tem aquele final... perfeito!!!!
Bjoos lindas.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!