Ainda É Cedo
43 Operação Anna - Parte II
Notas iniciais
“–Eu a vendi. E quem a comprou foi o Fury e ele só vai devolvê-la quando nos entregarmos e entregarmos o dossiê.”
Respirações ofegantes e nervosas sucederam a frase terrível dita por Romanoff.
Isa estava quase rosnando, boquiaberta, com lágrimas descendo pelo rosto automaticamente, incapaz de expressar uma só palavra. Steve mirava a russa com um semblante quase animal e sua mão repousava sobre a arma em seu bolso. Dona Elisa retirou-se da sala na companhia das netas que sobraram, evitando que as meninas presenciassem a chacina que se aproximava.
Isa soltou um grito agudo de ódio e se jogo pra cima da monstra a arranhando, socando e gritando tão alto e tão forte que todo o México ouvia. Ninguém tentou separá-la e Natasha não tentou se defender. Todos estavam paralisados enquanto Isadora a unhava.
Após alguns minutos Clint puxou Isadora de cima dela.
–Já chega.
–Chega?- vociferou – ELA VENDEU A MINHA FILHA E VO...
Steve estava fitava o revolver em suas mãos.Romanoff se encolheu como um feto no chão, profundamente arrependida. Era tarde demais para remorso.
–Eu disse que me responsabilizava pelos atos dela. – Barton recordou a todos ali – Abaixa essa arma Capitão, ela é minha.
Ele manteve o rifle apontado, em silêncio.
–Steve não faça isso, você não é assim. – Xiaoli alertou
O alerta da chinesa irritou mais ainda a brasileira, que soltou outro rosnado.
–Pare com isso cara. – Sam tirou a arma das mãos dele, que continuaram erguidas. Estava em choque, era o pior dos pesadelos para Rogers.
–Ela é minha responsabilidade, pessoal. – o arqueiro repetiu. – Eu entreguei Anna a ela, eu entreguei a responsabilidade confiada a mim a ela. O erro foi meu, eu errei por confiar em uma puta assassina.
A ruiva se levantou, tão vermelha quanto os cabelos, e tentou se recompor.
–Eu... Eu...
–CALA A BOCA! – Domi a fuzilou com os olhos – Não quero ouvir a sua voz, sua... Sua... Argh! Nem sei do que chamar alguém tão asquerosa como você.
–Clint a responsabilidade não é sua. –Sam ponderou – A culpa é dessa coisa, vocês só é um cara bom que...
–Não. – Barton o cortou decidido – É minha responsabilidade e eu vou cuidar disso.
Ele deixou todos na sala e foi até seu quarto. Voltou com o arco nas mãos, a expressão facial implacável. Natasha arregalou os olhos ao perceber o objeto em suas mãos.
–Clint o que você vai fazer? Calma, por favor...
Ele não respondeu a acusada, apenas a puxou pelo braço para fora.
Arrastou a garota até um celeiro distante da casa e a jogou violentamente contra a palha.
Por um momento apenas o som dos grilos na vegetação ao redor foi ouvido.
–Então me trouxe aqui para me matar. – deduziu – Pois bem, faça.
O Gavião colocou a flecha em posição. Seus olhos estavam inundados, mas ele se recusava a derramar uma só lagrima por ela.
–Eu confiei em você.
Natasha soluçou, olhando para o chão.
–Todo mundo me alertou para que eu não confiasse em você, mas... Eu... Achei que você fosse humana. Sabe, eu... –era difícil dizer palavras tão duras com uma flecha apontada para a cabeça dela. – Sou mesmo um idiota...
–Não você não é um idiota! – ela protestou, levantando-se do chão e tentando chegar mais perto dele – Eu sou a idiota Clint, me perdoe!
–... Achei que você talvez me amasse. – ele continuou, ignorando tudo que ela disse e se preparando pra soltar a flecha – Você não pode amar, pois não tem coração. Talvez o frio de Volgogrado o tenha congelado.
Ele soltou a flecha.
Ela gritou por reflexo, fechando os olhos. Contudo, logo percebeu que a flecha tinha ido parar na parede. Clint nunca erra a mira; pensou. Então... Ele não quis matá-la!
Fitou-o com uma mistura de sentimentos. Alívio, surpresa, gratidão.
–Foi um alerta. – sussurrou o homem, olhando a paisagem, de costas para ela.
–Desculpe. –implorou. Talvez o único perdão sincero dito em toda sua vida. – Ela... Anna. Nós... Vamos conseguir trazê-la de volta...
–NÓS? – enfatizou rindo — Nós? Então “nós” vamos trazer a Ann de volta? Por mim eu te mandava embora neste momento, para nunca mais ter de olhar para essa sua cara demoníaca. Entretanto, acho que todos sabemos que você sairia daqui e iria direto para um destes cafetões poderosos e nos detonaria, certo?
Nat fez uma careta de dor. Estava pisando no calo dela.
–Eu jamais faria isso.
Barton gargalhou.
–Aham. Eu achei que você jamais venderia um bebê, e, bem, você vendeu.
–Isso não vai mais se repetir. Prometo, só quero um voto de con...
–Confiança? –interrompeu-a perplexo – Era essa palavra que ia dizer? Natasha você jamais repetirá um ato destes, porque eu vou estar do seu lado impedindo que se aproxime de uma criança. É por isso que não mando você embora agora. Não confio em você. Você é um perigo para a sociedade. É egoísta, hipócrita, sonsa, falsa...
–SE SOU ISSO TUDO PORQUE NÃO ME MATA AGORA? HEIN? – berrou com as mãos no cabelo – VAMOS BARTON! Você já fez isso antes, já matou uma mulher, já matou uma russa. Faça. Acabe logo comigo – abriu os braços, fechou os olhos e esperou a flecha que ceifaria sua vida.
Porém, esta flecha nunca chegou.
O agente a mirava com um olhar pesaroso.
–Não te mato porque não conseguiria viver sem você, Natasha. – confessou, largando o arco no chão. – Se eu a quisesse morta te deixaria nas mãos do Rogers e da Wollscheid. Se eu a quisesse morta tinha deixado você morrer no dia que te conheci.
Romanoff abriu os olhos, assombrada com a resposta.
–Eu ainda vou pagar essa divida que tenho com você. –afirmou comovida.
Clint chutou o monte de palha a sua frente, frustrado.
–Não é uma dívida porra. – resmungou – Eu amo você sua idiota.
A garota arregalou os olhos.
–Ah Clint... Amor é coi...
–Foda-se se é coisa de criança. – completou – O amor é uma bactéria, isso sim. Um protozoário, sei lá, que gruda em você e te faz cometer loucuras.
–Loucuras?
–Sim, loucuras como não te matar neste momento.
Natasha Romanoff não é o tipo de pessoa que sabe expressar sentimentos positivos, por isso manteve-se em silêncio por um bom tempo.
–O que vai fazer comigo afinal? – resolveu mudar de assunto. – Mesmo que não me mate, os outros ainda querem minha cabeça.
– Você vai ficar neste celeiro amarrada, até eles se acalmarem.
–O QUE? – protestou – NO CELEIRO? COM AS VACAS?
O arqueiro nem se deu ao trabalho de responder. Apenas pegou quatro algemas e prendeu seus braços e pernas.
–Pra quê tudo isso? – suspirou.
–Todos nós sabemos que você sairia fácil de uma algema, querida. – debochou – E sabemos que sozinho ninguém consegue se safar de quatro.
Uma algema prendia seu braço esquerdo a um tronco. A outra seu braço direito a outro e o mesmo com as pernas.
–Tenha uma boa noite. – desejou antes de sair do local.
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#Isadora
Eu tremia dos pés a cabeça, chorando muito e baixo para não acordar Flora e Olívia que dormiam no quarto dos fundos. Minha mãe tentava me acalmar, mas o “vai ficar tudo bem” dela só me fazia chorar mais. Eu sou uma péssima mãe! Eu sou uma péssima pessoa! Como eu fui deixar isso acontecer? Onde minha Anna está? O que está passando?
As piores coisas passavam pela minha cabeça. Steve não conseguia nem se tranquilizar, quanto mais a mim. Não tem como se acalmar numa situação dessas.
A vaquinha oriental se ajoelhou na minha frente com olhar de compaixão. Fiquei tentava a dar-lhe uma joelhada, contudo sei que só pioraria a situação.
–Sinto muito pela Anna. – murmurou – Só quero que saiba que pode contar comigo para o que der e vier, ok?
–Especialmente para distrair o Steve, certo? – alfinetei – Estarei contando com sua colaboração, pode deixar.
Minha mãe arregalou os olhos, surpresa com minha acidez. A chinesa se afastou um pouco atordoada.
–Por que fez isso? – minha mãe sussurrou em meus ouvidos
–Eu sei o que estou fazendo. – me limitei a esta frase. Não estava a fim de explicar que eles estavam aos beijos hoje mais cedo. Alias nem se eu quisesse poderia explicar algo que ainda não entendi.
Ficamos em silêncio por mais um tempo até que Olívia acordou e minha mãe foi vê-la, pois eu ainda não estava preparada para ver só duas delas, sabendo que uma poderia estar morta.
–Então vamos nos entregar? – lamentou Dominika no que me pareceu uma pergunta retórica. Obvio que iríamos.
Wilson respondeu mesmo assim.
–Isso me cheira a armação. Quem nos garante que se nos entregarmos eles entregaram a Anna? E alias, se estaremos presos, vai entregar pra quem?
–Bebês devem ficar com as mães prisioneiras até os seis meses, data que serão entregues a adoção. Isadora vai ficar numa cela especial. – Chan explicou
–E quem garante que eles vão seguir a lei? – Sam ressaltou – Não somos prisioneiros comuns, somos traidores do sistema internacional. Vamos acabar em Guantánamo ou coisa do gênero.
Steve permaneceu em silêncio fitando o vazio. Vez ou outra olhava em minha direção, mas eu o repelia.
–Quer dizer então que não temos nenhuma garantia que as minhas filhas saíram com vida disso tudo? – me esforcei pra dizer o mais terrível dos fatos.
–Não. – Steve contrastou – Só precisamos sair daqui o mais rápido possível, antes que se repita o que aconteceu em Dublin.
–É... Já pensei nisso. – concordou Domi – Eles devem ter seguido aquela vagabunda até aqui, no mínimo estão próximos.
Passei a mão no rosto tentando restabelecer as forças e me pus de pé.
–Certo, chega de chorar. Precisamos agir e tirar A.J das mãos daquele calhorda.
–O que sugere? – Capitão deu de ombros.
–Você já disse tudo, temos que meter o pé daqui antes que arrombem tudo e a gente perca a Flora e a Olívia também. E precisamos de um lugar seguro para alguém ficar com elas quando nós nos entregarmos.
–Não vamos nos entregar! – bradou
–Vamos sim. Ou quer arriscar a vida da sua filha? – o enfrentei, com a voz repleta de amargura – Vamos ter que sacrificar uma parte do...
O barulho da porta da sala se abrindo cortou meu discurso. Era Clint.
Nossas atenções se voltaram ao mesmo.
–Matou? – Beth, que até então bebia um chá na tentativa de se acalmar, resolveu se manifestar – O que fez com ela?
–Não a matei, Beth.
– O QUE? – um coral de vozes indignadas o atingiu como um raio
–Como assim não matou aquela desgraçada? – Rogers se revoltou
Barton soltou uma risada falsa.
–Ah qual é! Até você Capitão? Não era você que dias atrás estava por aí pregando que “todos merecem uma segunda chance” e criticando a Isa por ter matado a Sharon? O que foi?
–Não misture as coisas, Barton. – se defendeu – É diferente.
–Diferente por quê? – rebateu enfezado – Carter matou o pai dela, quase matou a todos nós, é responsável por varias missões bárbara no Oriente Médio e você ficou todo sentido porque a sua namorada a matou. E agora quer reclamar por que não matei a Romanoff? Santa hipocrisia! Qual seria a diferença, hein Capitão? Ambas são putas, ambas tentaram destruir a sua família. A única diferença é que ainda precisamos da Natasha.
–Não precisamos da Natasha. – retruquei – Quero ela longe daqui.
–Acontece que querer não é poder. E ela é mais segura por perto do que longe.
–Vai me desculpar, Clint, mas ela é como um Pit Bull que já atacou os próprios donos. –opinou Ross – Ela precisa ser sacrificada pelo bem de todos nós.
–Concordo! – exclamou Domi – Uma pessoa que vende um bebê pra um terrorista não pode continuar viva.
–Certo, então nós vamos embora. – decretou Clint.
–Pelo amor de Deus, Clint! Pelo amor de Deus! – resmunguei – Não acredito nisso, não agora que precisamos estar juntos.
–Terei o maior prazer em ajudar vocês, só peço que a mantenha viva.
–Por que essa coisa com essa mulher, cara? – Sam se irritou – Poxa vida!
–Eu amo ela, entendam isso, por favor. Algum de vocês, homens, mataria elas? – apontou para nós – Mesmo que elas matassem alguém? – indireta pra mim, só pode. Sou a única com a fixa suja.
Ninguém o respondeu.
–Onde ela está? – Steve suspirou
–Algemada no celeiro e vai ficar lá até vocês se acalmarem.
Bufei injuriada.
–A gente tem que sair daqui o mais rápido possível. – repeti.
Todos concordaram, mas Beth parecia incomodada.
–E o Bruce? Vamos nos entregar e... E ele?
Steve suspirou exausto. São muitas responsabilidades para poucas pessoas.
–-Eu tenho um plano. – anunciou – Xiaoli tire desses dossiês apenas os fatos mais importantes, incluindo o depoimento de Clint, e os entregue a Beth. Beth e Dona Elisa ficaram com as crianças em lugar seguro, que ainda vou encontrar, enquanto nós nos entregamos com o dossiê.
Concordei com a cabeça.
–Bom plano, acontece que vão sentir falta de quem não foi. E isso pode implicar na caça delas e na não entrega de Anna. – analisei
–Put’s! – bradou Sam com as mãos no rosto – Fudeu.
–Não, não fudeu não! – Dominika redarguia com um sorriso – Há uma saída, mas vamos ter que ser bem convincentes.
–O que? – Rogers quis saber
–Temos que forjar a morte de quem ficou.
–Como isso? – Elizabeth quis saber
–Podemos incendiar essa casa antes de sairmos. – propôs Xiaoli
–É uma boa ideia, mas vamos precisar de corpos. Até que o DNA comprove que não são quem queremos que achem que são, já ganhamos tempo de... Não sei, de fazer alguma coisa. — adicionei
–E como vamos conseguir corpos? Está querendo matar mais gente? – Steve alfinetou
Mordi os lábios para não falar o que não devia.
–IML. – respondi tranquilamente como se eu não o tivesse escutado – Vamos roubar dois corpos de mulheres e dois de bebês para substituir Flora, Olívia, Beth e minha mãe.
–Isso é imoral. – sussurrou Xiaoli alto o suficiente para que eu ouvisse e me irritasse – A família dos corpos...
Chinesa maldita!
–Tudo bem então, Chan. Não vamos fazer isso e vamos deixar a minha filha morrer. Tá bom pra você? – minha voz saiu mais neurótica do que eu queria – Eu acho que ia ser ótimo pra você, não é mesmo? Eu já estou fora da jogada mesmo e com as meninas mortas você não vai precisar dividir a atenção do Steve com ninguém. Melhor ainda! Vai poder consolá-lo da tragédia que ceifou sua família.
–ISADORA! –gritou domingo
Xiaoli corou até a alma. Um silêncio desconfortável se instalou no ambiente, porem fiz questão de não ligar.
–Ela tem razão. – Steve quebrou o silêncio.
–Sobre a Xiaoli te consolar quando todos morrerem ou sobre roubar corpos do necrotério? – Sam, sem noção, reforçou o clima desagradável. Não resisti uma risada. Eu quero que todos saibam que eu vi aquilo horas atrás.
Dominika chutou a canela dele. O Capitão rolou os olhos.
–Espera, onde estão Phil e companhia? – mudou estrategicamente o assunto. – Não os vejo desde que a coisa chegou.
–Eles estão fazendo a guarda da chácara. – informei – Mas, claro que você não sabe disso. Estava ocupado demais vendo estrelas...
–Chega Isadora! – Rogers perdeu a paciência – O que você quer com isso?
–Eu? Nada ué. – modo sonsa ligado – Não entendi porque esse nervosismo.
–Eu já te pedi desculpas, Isa, de coração. – até a voz dessa sujeita me aborrece.
–Não tô entendendo porque tanto drama.
–Gente o que tá acontecendo aqui? – esqueci que o resto do pessoal não sabia do acontecido.
–Nada. – nós três respondemos juntos.
–Enfim, chame sua mãe que vamos...
–Vamos pra onde? –Skye entrou perguntando junto ao resto do pessoal.
Passamos a meia hora seguinte explicando a Phil e companhia todo o problema com Natasha e o perigo eminente que nos encontrávamos.
–Que cachorra! – Skye não conteve o nojo – Como assim, gente? Vender a criança?
–Já passamos da fase do ódio há duas horas. – Barton informou. Embora ele reconhecesse que Natasha era cachorra, era visível seu desconforto quando outros assim diziam. – Temos que ir atrás dos corpos logo.
–Perdão, corpos? – Phil quase se engasgou com o copo d’água – Como assim corpos?
Mais um tempo dedicado a explicar o plano. No fim ficou decidido que a meia noite, Ward, Sam e Phil raptariam os cadáveres e assim que chegassem tocaríamos fogo e fugiríamos. No meio tempo em que os rapazes foram até o necrotério, Clint ficou com um cão de guarda no celeiro de Natasha enquanto o resto de nós discutia as chances de dar zebra.
–E o Bruce? – Ross batia sempre nessa tecla.
–Não podemos fazer muita coisa, Srta. Ross, lamento. – disse Steve. – Se tudo der certo, e neste caso dar certo é dar errado, vamos acabar no mesmo lugar que ele: alguma prisão sinistra da SHIELD.
Ela segurou o choro.
–E o que eu e essa menina vamos fazer com esse tal dossiê? E se eles matarem vocês? Minha nossa senhoras das filhas malucas! – clamou minha mãe. – Tá vendo o que dá querer mudar o mundo, Isadora? Viu só? Tanto que eu avisei.
–Tarde demais para isso, mãe. – suspirei – Não me arrependo de ter abraçado essa causa, que para o seu governo não é “mudar o mundo”, é fazer justiça. Se eu não lutar pela sociedade que quero, tenho que aguentar o que vier.
–Muitas vidas foram perdidas e isso pode não dar certo. – observou Rogers – Não sei se valeu a pena.
–Toda guerra exige sacrifício, soldado. – afirmei – Por causa dessas mortes que isso vai ter que dar certo. Ou morreram para nada e por nada.
Ninguém se opôs ao que eu disse. É uma jornada dura, mas é uma jornada necessária. E agora mais do que nunca eu preciso me focar nisso e controlar meu emocional que não vai muito bem. A primeira coisa a fazer é esquecer e parar de implicar com Steve.
Deixe-o ser feliz com essa chinesa ou com quem quer que seja! Já deu! Chega, página virada! ; disse para mim mesma em silêncio.
Ah se fosse assim tão fácil!
–Tenho um bom lugar para esconder quem fica. – a voz de Mae tirou-me dos meus pensamentos.
–Onde? – Steve se interessou
–Aqui mesmo no México. No deserto de Sonora.
–Isso é na divisa com os Estados Unidos... Acho arriscado. – Skye estava cabreira. Eu também.
–É um túnel subterrâneo, só eu e Coulson conhecemos. Fomos nós que criamos em... Um tempo atrás. – fez mistério.
Sem muitas opções foi o que fizemos. Tocamos fogo na casa e nos cadáveres.
Clint foi no banco de trás com Natasha que além das algemas foi cuidadosamente amordaçada a pedido de minha mãe que não quis ouvir a voz dela. Steve e eu fomos ao lado com as bebês. Só a presença dela ali me dava ânsia de vomito. Seguimos viagem em silêncio, todos tensos e com medo do que encontraríamos pelo caminho. Mas, não tinha jeito. Bruce estava preso, talvez sendo torturado e nós teríamos que nos entregar.
E rezar para que o esconderijo de Melinda fosse realmente seguro.
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