Notas iniciais
Sim. Sim eu demorei. Sim eu TAMBÉM estou chateada com isso, mas o que fazer se estou cheeeeeeeeeia de trabalhos na e fora da escola? Perdão amados, mas antes tarde do que nunca, certo??? Tcharaaaaaaam!! Cheguei com capítulo noovoooooooooooo!! *---------* E cheio de suspense!! O que aconteceu com Isadora?? Enfim, boa leitura moças!! Vejo vocês nas notas finais!!

Liverpool — Inglaterra

O vento forte soprava os negros cabelos de Xiaoli enquanto esta observava o horizonte. A sua frente um casal de doutores se encurvava sobre o para-choque do carro, onde um mapa fora aberto.

–Tudo bem, nós já checamos na Alemanha, França e Suécia. – Banner recapitulou a jornada do trio – E até agora nada na Inglaterra. Eu não sei... Talvez seja melhor desistirmos. Já temos informações suficientes no dossiê para...

–Não! – bradou a chinesa, irredutível – Não podemos parar de procurar agora, Bruce. Não sabemos pelo que eles estão passando e com o depoimento deles junto as informações que coletamos... – ela fez uma breve pausa fitando outra vez o por do sol – Ele é o Capitão América! Tem ideia do que seria para esse dossiê o depoimento de um ícone da cultura americana?

–Esse ícone atualmente é considerado um dos mais perigosos terroristas da humanidade. – Elizabeth Ross achou bom relembrar a parceira – Estamos na estrada há meses e nada. Não podemos usar telefones, internet e nem nossos próprios documentos, Xiaoli. Se nem a SHIELD consegue encontrá-lo qual é a nossa chance? O capitão está se escondendo assim como nós.

–Sabemos que ele está na Europa.

–Já fomos a quatro países, quase fomos mortos três vezes, sofri... Alguns incidentes e o Rogers continua desaparecido. – retrucou Banner. – Acho que Beth tem razão nós temos provas sobre crimes de guerra e crimes contra o ser humano. Isso já causará...

–Não vai dar em nada! – exclamou a outra irritada – Vai acabar em pizza,merda. Urinar em corpos de afegãos mortos, matar inocentes aldeões daquele país pelo simples prazer de matar, metralhar do helicóptero um grupo de civis iraquianos desarmados, incluindo dois jornalistas, violentar soldadas, torturar presos... Isso é terrível para nós, mas certamente encontrarão argumentos que desmantelarão todas nossas evidencias. E ainda não conseguimos provar a ligação entre Nick Fury e o Mercado Negro da China. Muito menos a ligação de agencias de segurança americana com o narcotraficante russo. –Xiaoli interrompeu a si mesma com um grito de frustração – E pensar que estive tão próxima de desvendar o mistério de Nikolaievitch... Encontrei até mesmo um agente estadunidense que estava revoltado, todavia foi pego e provavelmente morto.

–Isso você não me disse! – Bruce ergueu uma sobrancelha – Agente dos Estados Unidos? Quando isso?

A oriental coçou os cabelos tentando achar a data certa em meio a suas memórias.

–Não sei... Uns oito, nove meses atrás antes de me juntar a vocês. O nome dele era Barton.

–Clint Barton? E você só me diz isso agora? Ele é o Gavião Arqueiro, foi meu colega em Nova Iorque. – lastimou o homem, um pouco alterado.

Aquela informação realmente motivara Bruce banner e Elizabeth Ross a prosseguirem com a busca. Bruce não era o único americano a ter que ficar escondido para sobreviver. Todos que não concordassem com o que os soberanos ordenassem viravam em questão de minutos “terríveis assassinos” ou “terroristas de marca maior”.

No país símbolo da liberdade tudo que não havia era liberdade.

Existia medo. Medo e um voraz desejo de dinheiro. Tudo que pudesse (aos olhos dos soberanos) ameaçar o império ou que se rebelasse contra o mesmo acabava assim.

Em silêncio, sentado em um meio fio, Bruce Banner começou a refletir sobre a história recente da política de sua terra natal. Durante as guerras mundiais, assustavam seu povo com o perigo japonês. Só porque os japoneses queriam ter tantas riquezas quanto eles. Mataram esse fantasma jogando uma bomba atômica desnecessária, quando a guerra na Europa já havia terminado e cobraram o custo de mais de 300 mil vidas humanas.

Depois da Segunda Guerra até a década de 1990, inventaram que os comunistas do Leste “comiam” todas as crianças brancas do mundo. Então para o combate ao comunismo valia tudo. Queimaram livros, filmes, chegaram até a condenar a morte um casal de cientistas americanos de origem judaica, pela suspeita de que poderiam ser simpatizantes da União Soviética.

E até hoje os comunistas, como a menina que estava foragida junto ao Capitão e a chinesa que viajava com ele, ainda eram considerados perigosos.

Após os seguintes fatos instalaram 803 bases militares distribuídas por todo planeta para nos vigiar, com a desculpa de ser uma estratégia de defesa.

Em 1965, provocaram e financiaram o assassinato de mais de um milhão de indonésios, pois temiam que o nacionalista Sukarno pudesse virar comunista. E até hoje está proibida qualquer literatura marxista naquele país. Mais uma vez os comunistas eram o perigo. Perigo para uma grande e ambiciosa nação capitalista.

Financiaram diversas guerras civis e atentados pelo mundo. Atacaram o Vietnã durante 11 anos, mas foram derrotados. Depois mudaram para a África. Financiaram o regime do apartheid na África do Sul. Isso até 1988!

Derrotados os principais focos de resistência popular, cuidaram então de derrotar a União Soviética jogando-a numa corrida armamentista estúpida, que retirou a maior parte do orçamento do estado e paralisou as conquistas sociais levando a derrocada do regime socialista. Pior, alguns ex-dirigentes comunistas se transformaram em bilionários capitalistas, como sempre sonharam os capitalistas dos Estados Unidos.

Em 1989, caiu o muro. A União Soviética e os comunistas pareciam (pareciam!!) haver desaparecidos. De 1990 em diante, não havendo mais comunistas, inventaram um novo “fantasma-inimigo”. Agora os inimigos são os terroristas. E eles falam Árabes e são Muçulmanos!

Em suma os terroristas são todos aqueles que tentam crescer e encostar-se à grande potência. Isadora Wollscheid e Steve Rogers eram terroristas. Banner, Ross e Chan também junto a todo mundo que não se submete a injustiças, todo aquele que não é individualista.

A ditadura perfeita terá as aparências da democracia, uma prisão sem muros na qual os prisioneiros não sonharão sequer com a fuga. Um sistema de escravatura onde, graças ao consumo e ao divertimento, os escravos terão amor a sua escravidão”, era o que costumava dizer Aldous Huxley. E ao que parece não apenas os Estados Unidos, mas, também, muitas outras ditaduras eram perfeitas assim.

Doutor Banner bufou levantando-se do meio fio.

–Xiaoli tem razão. Não podemos parar de procurar. – afirmou convicto – Se nós o encontrarmos podemos, quem sabe, voltar a Sibéria, sequestrar algum “funcionário” do Aleksey e fazê-lo confessar tudo frente uma câmera.

Beth e Chan sorriram esperançosas e seguiram viagem.

Quando a noite chegou resolveram procurar um hotel (sempre afastado e decadente!) para só no dia seguinte continuar a jornada. E tudo seguia bem até que Beth chama atenção de todos sobre algo que passava na televisão.

–Gente! Gente olha isso! – disse a moça eufórica.

O FBI acaba de cercar a casa onde Steve Rogers, o famoso ex-herói Capitão América, e seus comparsas estavam escondidos. Vale lembrar que ele, Isadora Wollscheid Villani, Samuel Wilson, o abominável ladrão do Harlem que costumava atender por Snap, junto a sua namorada Dominika Martinez e um casal de ex-agentes federais, cujos nomes ainda não foram divulgados, estão sendo acusados do assassinato triplamente qualificado de um homem no Brooklin, cinco assaltos à mão armada além dos responsáveis pelo ataque terrorista a Boston em meados do ano passado em resposta a lei de registro. – tagarelava a repórter falando excessivamente alto devido a barulheira ao seu lado. -

Bruce e os outros assistiam estupefatos.

Uma correria se iniciou e a repórter saiu apressada. A câmera começou a balançar e os ruídos dos tiros se iniciaram. Os três telespectadores sentaram-se no pequeno sofá, aflitos.

–Acaba de começar uma intensa troca de tiros entre os ocupantes da casa e a polícia. Senhorita Carter! Senhorita Carter! – ela começou a gritar o nome da agente que se aproximou.- Poderia nos explicar melhor o que...

–Sem tempo para isso. Entrevistas só mais tarde. – Sharon a cortou empurrando o câmera-men

–Por favor, agente! Por favor! Só uma palavrinha! – implorou a repórter se esgoelando para ser ouvida em meio aos estrondos. – Apenas nos informe sobre essa movimentação...

–Fugiram! Dois deles fugiram de carro, mas ainda não sabemos quem. – gritou a loira de volta correndo em direção ao carro.

–Sou Emma Johnson diretamente de Dublin na Irlanda. Voltamos a qualquer momento com mais notícias.

Silencio desesperador na sala de TV da humilde pousada. Beth desligou a televisão ainda atônita com as novas informações.

–É...acho que devemos ir para Dublin. – Xiaoli cogitou

–Não. Tá louca? – grunhiu Banner – A essa altura todas as entradas e saídas da Irlanda estão sob vigia. Seriamos pegos em questão de minutos.

–Já era, gente. –lamentou a outra – Eles estão absolutamente cercados, não vão conseguir escapar. Acho melhor ficarmos aqui na Inglaterra até as coisas se acalmarem e depois voltar para a América.

–Beth!- exclamou o homem surpreso com a volubilidade da namorada – Há poucas horas você era a única a achar que...

–Há poucas horas eu não sabia que a SHIELD tinha fechado o cerco contra eles. – completou – É melhor ficarmos. O que acha Xiaoli?

A chinesa ergueu uma sobrancelha tentando encontrar uma maneira de ajustar a situação.

–Acho que devemos arrumar um lugar próximo as barcas que chegam da Irlanda. Não tem outro caminho, a Irlanda é uma ilha, se eles conseguirem fugir vão acabar em território inglês e se eles entrarem aqui, nós os encontramos.

Bruce mordeu os lábios.

–O problema de ficar na fronteira é que todo mundo passa por ali. E se ela já estiver vigiada?

Chan deu de ombros.

–Não tem jeito, doutor, vamos ter que correr o risco.

–Então vamos logo. – Elizabeth os apressou – Vamos sair daqui enquanto é noite. Amanhã cedo quando aparecerem já estaremos acomodados.

–Mas, é aquela coisa... Ou vai dar muito certo ou vai tudo por água abaixo. – ele ressaltou – E sinceramente é bom que dê certo.

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Gaborone — Botswana

#Steve

Juro pra vocês que pensei que nessa altura do campeonato (com 90 e tantos anos, uma grande guerra nas costas e prestes a ser pai de três meninas!) nada mais fosse me surpreender. Nem a África. Mas, a África me surpreendeu.

Pobreza existe em todo lugar do mundo, isso é fato, e também não é mistério para ninguém que a África é onde este mal é encontrado de modo mais abundante. Contudo nada que eu ou Clint tenhamos passado até hoje nos preparou para o que vimos.

Caminhões carregados de homens armados com facas sujas de sangue e armas imensas passando em alta velocidade, epidemias, uma miséria e seca inimagináveis, crianças sendo devoradas vivas por urubus e em meio a tanta pobreza um Lamborghini cruza a rua. Uma desigualdade social inacreditável. Isso quando carros luxuosos não passavam por cima dos corpos esqueléticos – que não dava para ver se estava vivo ou não e riam. Parecia que tínhamos chegado ao inferno, sem brincadeira.

Durante todo o trajeto até encontrar Phil fui refletindo sobre como eu reclamo da minha vida injustamente. Tenho bons amigos, uma namorada linda, espero três filhas e... Estou reclamando? Apesar dos pesares nunca passamos fome ou ficamos sem ter onde morar. Ser considerando um criminoso injustamente e ser caçado por meses a fio não é nada perto do que estas pessoas estão passando. Sinceramente estes meses que passei com Isa fugindo pelo mundo foram os mais felizes da minha vida. Senti como se vivesse em família, não só eu e ela, mas todos os outros também.

Em um campo aberto e cercado por barracas de camping avistamos a van de Coulson. Clint, ao meu lado, fitava as magérrimas pessoas, que nos olhavam curiosas, com o semblante assombrado.

–Capitão! – Phil gritou meio nervoso a me ver – O que- que você tá fazendo aqui? Como conseguiu sair da Irlanda?

Arregalei os olhos em pânico... Como ele sabe que eu estava na Irlanda?

–Como você sabe que estamos na Irlanda? – questionei em coro com Barton

–Ai não!

Ai não o que? O que houve? O que você está sabendo? – me desesperei por completo

–A SHIELD... – o solidário sujeito hesitou ao perceber o grande numero de gente ao nosso redor – Sigam-me!

Obedecemos ao homem e adentramos em seu “escritório móvel”. Estava tudo exatamente igual ao da ultima vez que entrei em tal estabelecimento, inclusive este era ocupado pelas mesmas pessoas.

–Pera aí, Coulson, agora diz por que você sabe que estamos onde estamos? – foi à vez do Gavião se alterar

Phil engoliu em seco comprimindo um lábio no outro como quem se prepara para contar uma notícia terrível a alguém.

–É... Puxa vida como vou contar...

–Não enrola porra! – berrou Clint dando um soco na mesa

–Ok, Ok eu conto. – ele respirou fundo – A SHIELD está vigiando vocês há uns quatro meses e nesse tempo estão planejando um ataque surpresa.

–Vi-Vigiando?

Ele concordou.

–E-Então eles sabem sobre Isadora? Das meninas? – me afligi

–Meninas? Que meninas?

–Os bebês. – esclareceu Clint – Eles sabem sobre os bebês, sobre a gravidez da Isa?

Phil cuspiu seu cappuccino de susto.

–Grávida? Ela tá grávida?

–Sim e preciso saber se a SHIELD sabe disso. – respondi

–Não, eu acho que não. Se soubessem eu saberia... Eu acho. – refletiu Coulson – Mas, espera aí você disse bebês, no plural?

–Aham. – afirmou Clint – São mocinhas.

–Gêmeas?

–Tri.

–Tri? Tri o que? – estranhou.

–Trigêmeas, agente Coulson. – ele fez a mesma cara de pânico que eu fiz quando ouvi essa frase pela primeira vez – Anna, Flora e Olívia. São idênticas, lindas demais.

–Papai babão! – zombou-me Clint – Enfim, foi sobre elas que viemos falar. Precisamos de um lugar seguro para Isadora dar a luz... Temos medo que a SHIELD apareça de supetão.

O sujeito franziu o cenho, ficando em silêncio.

–Phil?

–Querem uma dica de amigo?

–Sim. – respondi vacilante – É isso que vim buscar aqui em Botswana. Uma maneira de tirar minha família da faixa de Gaza.

–A dica é: Saiam daqui imediatamente e voltei para a Irlanda.

–Como? – Barton se engasgou

–A SHIELD está desconfiada de mim. Quando descobriram a localização de vocês trataram de me mandar pra cá, para que eu ficasse afastado. E o negócio é que estou aqui a tempo demais, ou seja, nesse exato momento eles podem ter invadido a casa. Desculpem-me, não tive como avisar a tempo e eles me mandaram pra...

–Tudo bem, não precisa se desculpar. –ponderei – E... Você está certo vou voltar pra Pale e ,quem sabe, eu consiga tirar você desse lugar terrível.

–AH não se incomode com isso, Capitão. Este foi com certeza o melhor lugar para que já fui mandado em missão.

Clint riu da frase sem sentido.

–Você só pode estar brincando. –gracejou o arqueiro – Melhor lugar? Qual é Coulson, isso é uma miséria sem fim! É seca, é morte, é guerra civil, criancinhas aidéticas com uma pança enorme de verme... Deus me livre de ficar em um lugar desses. Ah e boa lembrança! Por que diabos a SHIELD te mandou pra cá, isto é, com qual desculpa?

– Eles mandaram meus homens zelarem pela segurança dos botsuaneses, devido ao aumento do índice de violências...

–Mas, eu pesquisei e descobri que encontraram um grande reservatório de gás natural aqui em Garabone. – Skye apareceu completando a frase do colega- E então, adivinhem, continente africano é rico em minerais, ouro, diamantes, petróleo e outros recursos naturais que deviam potenciar o desenvolvimento, só que são aproveitados por outras potências mundiais, que no caso somos nós. E sabe o que nossa presença muda aqui?

Neguei com a cabeça sentindo muita vergonha de ser americano.

–Nossa presença aqui gera mais conflitos com os “coronéis” do lugar e isso gera mais lucro para as indústrias de armas e mais miséria para a população. Entretanto, estamos conseguindo viver no meio disso tudo.

–O que estão fazendo? – se interessou Barton – Tipo, por essas pessoas... Não acho que estejam roubando o ouro delas, certo?

Ele, obviamente, negou. Skye sentou-se ao seu lado.

–Claro que não. Estamos realmente ajudando essas pessoas, mas fica difícil para nós cinco ajudarmos milhões de pessoas.

–Aqui perto tem uma tenda dos médicos sem fronteiras que é uma ONG fantástica. – continuou a menina – Resolvemos então ajudar eles para que eles ajudem as pessoas. Por enquanto está funcionando.

–E quanto à reserva de gás? – relembrei-os do problema

–Isso não é com a gente. – disse Skye

–A extração é mais com o pessoal da ONU e o exército que vem pra cá para “ajudar”, contudo... Bem, você deve imaginar o que eles vêm fazer aqui.

–Certo. Coulson, mas não acha que pode ter alguém que realmente vem ajudar essas pessoas? – inquiriu Clint perturbado com a ideia de alguém roubar uma gente tão sofrida.

O careca negou com a cabeça.

–Da ONU ninguém que eu conheça. Sinceramente desde quando cheguei aqui, há três meses, as únicas pessoas que eu vi realmente ajudarem alguém foram das organizações não governamentais. Contudo, estes não possuem muitos recursos... Vivem de doações e a coisa fica complicada.

Fiquei em silêncio por um minuto digerindo as últimas informações. Sinto que preciso fazer algo logo sobre essas coisas que estão acontecendo. O tempo não parou só porque a Isa engravidou, mas nós paramos.

Erro nosso. As coisas continuam acontecendo.

–E a Xiaoli? Sabe de novas informações?

–Ela esteve aqui há um ano, foi o que a SHIELD descobriu e o que eu consegui arrancar do sistema computacional. – fofocou a morena – E ela estava em busca de provas de que 87% das ações humanitárias na região da África não estavam acontecendo. Se conseguiu eu já não sei. Bom, vou deixar vocês sozinhos.

Assim que Skye saiu, Clint se levantou.

–É melhor voltarmos, Rogers. Estou com um mal pressentimento sobre...

–GENTE! – a sujeita espevitada voltou a sala, assustada, com um celular na mão – PHIL LIGA A TV!

–O que houve?

–Liguem a TV! Rápido está em todos os canais.

Em velocidade assombrosa o televisor foi ligado e realmente estava em todos os canais a seguinte manchete:

“Encontrado esconderijo do ex-herói Capitão América e sua corja, em Pale, Irlanda.”

“Três mulheres ficaram feridas, entre elas uma agente do estado. Steve Rogers não foi encontrado e todos os ocupantes da residência fugiram, ainda que gravemente feridos. O governo da Irlanda junto aos Estados Unidos da América juntaram suas forças para encontrá-los. Segundo o Agente George Tarleton a busca não será difícil, já que o veículo em que os delinquentes fugiram foi encontrado há sete quilômetros do sítio e muitos deles estão feridos. Na casa foram encontradas nove bombas caseiras, setenta bananas de dinamite e trinta quilos de cocaína. Agente Tarleton afirma que esta grande quantidade de entorpecentes pode ligar Wollscheid, Romanoff – outra ex-agente do governo -, entre outros, ao grande terrorista e narcotraficante russo Aleksey Nikolaievitch. ”

Cai sentado a cadeira completamente pálido. Meu Deus! Meu Deus isso não acaba nunca?

–FILHOS DA PUTA! – berrou Clint possesso de raiva – Filhos da puta! Anda temos que ir embora daqui. Natasha pode estar ferida.

–Natasha? – me indignei – A Isadora pode estar ferida e se ela estiver ferida toda a minha família corre perigo. Deu pra entender a gravidade da situação? – continuei minha declaração indignada já seguindo o caminho do jato

Clint não rebateu minhas palavras, apenas voo em direção a cabine da aeronave.

O segui em passos largos.

–Desculpe não poder ajudar em nada. E parabéns pelas meninas... Vocês tem muita sorte. – solidarizou-se Phil – E azar também por que... Pelo amor de Deus tudo dá errado com vocês.

–Eu sei. Não precisa se preocupar.

Ele fez que sim com a cabeça e agente Ward e Skye vieram até nós com algo nas mãos.

–Ei Capitão toma isso aqui. – entregou-me um saco preto – Tem armas e celulares descartáveis. Só telefonem para nós se for caso de vida ou morte.

–Sempre é caso de vida ou morte.

Eles riram.

–Tudo bem... Agora vão... Rápido! Boa sorte!

–Obrigado!

Seguimos às quatro horas e meia de viagens no mais profundo e desesperador silêncio. Clint conseguia estar mais apavorado que eu. E eu estava muito apavorado. Só não estava pior porque não ouvi nada na TV sobre uma “grávida ferida” ou sobre “uma delas está grávida”. Isso me deixa um pouco mais confortável com a ideia de que Isa, A.J, Lili e Florinha estejam bem.

–Onde vamos começar a procurar? – Clint perguntou com a voz vacilante assim que entramos no país chave.

– Pouse no meio de uma floresta relativamente distante do sítio. –ordenei e ele já começou um lugar seguro – Eu... Não sei vamos ao hospital de Dublin, se estão feridos, podem ter ido até lá por causa da doutora Nina.

O gavião soltou um rosnado disfarçado de risada.

–Hospital de Dublin? Vai tomar no cú, Steve! Estão sendo caçados pela porra do governo e vão pra porra do hospital do governo?

Rolei os olhos.

–Se tiver uma ideia melhor... Pode falar. Só acho que talvez a médica tenha...

–Vamos ao hospital, mas não vamos achá-la. Saiba disso. – ele me cortou, preocupado.

Tudo bem que Clint tinha razão, mas olhem nossa situação. Onde mais poderíamos procurá-los? O avião tivemos que abandonar, agora tudo que tínhamos eram trocados, armas e celulares descartáveis para cursar um caminho perigoso. Hospital era a única possibilidade que víamos pela frente. Talvez alguém tenha conseguido fugir com um disfarce e entrado no hospital para ser atendido. Talvez Isa tenha passado mal... Não! Quê isso, isso não!

Após uma hora correndo chegamos ao hospital. Cabeça baixa, óculos escuros, casaco de capuz, tentando evitar contato com quem quer que fosse que pudesse dizer “ei olhem são os terroristas!”.

–Boa tarde o senhor poderia chamar a Dra. McCarthy? – cumprimentei a recepcionista olhando para o chão.

–Sim. Qual o nome do senhor?

–Joshua Williams.

Ela soltou uma exclamação (que quase me fez ter um ataque do coração!!) e entrou na sala da doutora. Só falta o nome falso já estar nas bocas de Matilde!

Depois de uma eternidade ela voltou.

–Dra. Nina pediu que o senhor entre... Seu amigo também. – adicionou apontando para Barton.

Entrei no consultório rezando para que Isadora estivesse lá. A médica sorriu assim que entrei.

–Ainda bem que chegou Capitão Rogers. –saudou-me

Ui! Já era! Já era tudo.

Fiquei tão aflito que abri a boca e nenhum som saiu. Clint praguejou alto.

–Sempre desconfiei de vocês. –analisou em tom quase sinistro – Sempre estranhos monossilábicos... E com um rosto... Conhecido.

–Olha nós não somos isso que a...

–Eu sei, fique calmo. – cortou-me sorrindo. Respirei aliviado — E vou ajudar vocês. Na verdade já estou ajudando.

–E a troca de que vai ser legal com a gente? – desconfiou o outro vingador com um tom de voz quase agressivo.

–Pelo simples motivo que desde que sempre os apoiei desde que aquele vídeo foi lançado no You tube. E também porque o que vocês estão fazendo é algo incrível e corajoso. E claro, porque eu não deixaria os pais das primeiras trigêmeas monozigóticas dos últimos trinta anos da Irlanda morrerem, mesmo que heroicamente. – retrucou a doutora que definitivamente era ótima. Sorri aliviado – Vocês são pessoas fantásticas e quero ajudá-las no que puder.

Até bebi um copo d’água de tanto alivio que eu estava.

–Onde ela está? – perguntei – Ela está aqui?Ela está bem?

Nina coçou as sobrancelhas.

–Na verdade... Não. Nem ela e nem aquela outra moça ruiva.

–MOÇA RUIVA? – Clint teve uma sincope — Natasha? Onde ela está? Quero falar com ela! Natasha! Nat?Nat?

Do que me importa aquela sujeita ranzinza? Eu quero saber da Isa! Clint continuou seu faniquito.

–SHIIIII! – a médica pediu silêncio – Não estão aqui estão do outro lado da cidade em uma clínica particular de um amigo meu. Em segurança. Se acalmem para que possamos ir até eles.

O gavião histérico abaixou o faxo na hora.

Sorrateiramente seguimos até o carro da médica e embora tudo parecesse bem, eu ainda estava desconfiado das intenções da médica. Sei lá... Saber quem somos e acreditar na gente? E se Clint estiver certo? E se tiver sido uma grande armadilha entrar nesse carro com esta mulher que mal conhecemos?

E se a SHIELD a tiver comprado? E se estivermos sendo levados para a boca do leão? Em contraponto e se ela for uma boa pessoa?

Dúvidas tomaram minha cabeça, contudo a esperança de encontrar Isadora fez com que eu entrasse no carro.

Rumo ao bem ou ao mal, o carro atravessava Dublin... Em silêncio.

Notas finais
Eita gente!! Será que essa Nina é confiável? Será que ela está REALMENTE levando esses dois para onde suas amadas estão?? Será Isa uma das feridas que a TV noticiou?? Onde será que foram levar? Vale lembrar que o carro quebrou no meio da estrada, ou seja, tiveram que fugir a pé e com uma gestante de múltiplos em trabalho de parto... Será que conseguiram chegar a tempo? E o Phil gente? A SHIELD está na cola dele... Será que não tem um caguete no meio dele não?? Hum.... Muitas dúvidas! E a Xiaoli está esperando o pessoal na Inglaterra, mas eles vão ter que esperar a Isa e as bebês poderem seguir viagem... Vish... Será que vão dar no pé e esquecer deles? AI Ai Ai! E agora pessoas?? Gostaram?? Aguardo comentários em? Capítulo agora só na quarta de cinza porque vou viajar!! Beijossssssssss Bom feriado!!