Notas iniciais
O título do capítulo já diz tudo, certo? kkkkkkkkkk O famoso Brian é o tema principal e vou deixar claro uma coisinha sobre o mesmo: Brian não tem NADA A VER com a SHIELD é apenas uma pedra no sapato de nosso querido Steve, ok? hahahaha Eu vi que estava todo mundo cabreiro com ele nos comentários, então resolvi esclarecer isso aqui. Ah e como devem ter percebido Steve está ficando confuso em relação a Isa, mas Isa está mais convicta do que nunca: Steve é seu irmão de outra mãe. Como isso vai acabar? Leia e descubra! Boa leitura pessoal!!

– Diretor Fury? – Natasha quase gritou no telefone, devido à barulheira, se afastando da multidão que se formara ao redor do carro da polícia – Diretor está me ouvindo?

–Romanoff? Que barulho é esse? – inquiriu ele com sua típica rabugísse-Encontrou a garota?

– Sim encontrei a Isadora.

– Se aproximou?

–Não, na verdade ela ainda nem me viu. –respondeu ela observando a menina ser colocada no camburão da polícia, sob protestos – Ela acabou de ser presa, estão indo para a delegacia.

–O que? Essa mulher é mais perigosa do que pensávamos – comentou ele com quem quer que estivesse próximo – O que ela fez?

–Desacato á autoridade. – respondeu Natasha usando de toda sua “russice” para não rir – E acho que foi injusto, pois eu ouvi tudo que ela disse...

–Não me importa se é justo ou não, faça o possível para mantê-la presa. – a interrompeu, impaciente

–Mas, Fury eu não posso fazer nada para manter Isadora na cadeia. Ela só estava manifestando seu pensar e pelo que soube o Brasil vive em uma democracia. – alegou

–Não me importo, apenas mantenha a garota afastada do Rogers. – ordenou novamente — Você sabe muito bem o que fazer.

Não, não sei. – pensou a ruiva

Mas, bufou e concordou com o chefe antes de encerrar a chamada.

Natasha não era lá a mulher mais justa e pura do mundo, mas tinha seus princípios mesmo que estes não fossem tão normais. Por mais que precisasse obedecer a Nick Fury não podia negar que a atitude de Isadora, por mais inconseqüente que fosse, era certa.

– Não acredito que deixei Barton na Sibéria sensível aos maiores torturados da antiga União Soviética por causa de uma mera comunista. – resmungou ela consigo mesma, sentindo um pouco de raiva de Isa.

Nada podia ser feito. Clint estava na Sibéria e ela no Brasil e precisava se aproximar da “perigosa” Isadora Wollscheid. E assim decidiu que não interferia na prisão de Isadora, afinal, pelo que escutou os pais do jovem que fora preso com ela eram advogados e logo ambos estariam livres. Com ela fora da cadeia tudo seria mais fácil. Rapidamente a mataria e todos estariam livres de outra iluminista latina.

#Isadora

–ARGH! – exclamei com ódio empurrando as grades da prisão – Vocês não podem me prender aqui! – resmunguei a um soldado próximo – Qual é, eu não o ofendi só disse a verdade, caramba!

–Quem fala o que quer ouve o que não quer, lindinha. – debochou

–E por que você está rindo? Você também tem família não tem? Nós estamos do mesmo lado, seu imbecil...

–Isa não xingue o cara, nossa situação já está ruim o suficiente. – alertou Brian, que estava sentado no chão da cela com expressão derrotada

–Isso aí, lindinha, ouça seu amigo. – o Soldado Deboche devolveu rindo – Tú tem noção de quanto você ia se foder se eu contasse que você “mim” chamou de imbecil para o delegado?

Escancarei a boca horrorizada com o palavreado chulo do policial. Que coisa mais deselegante! Que falta de compostura! E se não bastasse ele ainda usou “tu” de forma inapropriada na oração. Poucas coisas me irritam tanto quanto um “tu” na hora errada. E se não bastasse o “tu” e o linguajar a criatura ainda disse “mim chamou”. Gente, essa pessoa prestou concurso para a polícia! Como essa pessoa conseguiu passar? Para onde caminha a humanidade?

Ia reclamar, mas ele tinha razão. Tudo que eu falasse seria usado contra mim posteriormente.

Sentei-me próximo a Brian no chão. Ele abriu um sorriso encantador.

–Bom, já que vamos ficar aqui por bastante tempo conte-me sobre você, Isa. – disse ele fitando-me.

Arfei deprimida pela minha atual situação.

– Eu? Uma fracassada que novamente caiu no conto da carochinha e acabou presa por causa de meus “amigos”.

Ele apertou minha mão, me consolando. Reprimi um sorriso quando nossas mãos se encontraram. Ele era quente...

–E cadê o cara da bateria? Ele não deveria estar preso também?

–Espero que ele esteja no inferno. Traidor! –agorei e ele soltou uma risada

–Maior vacilão! – concordou – Naquela hora que ele saiu às pressas ele deve ter visto...

–A polícia nos procurando. – completei bastante irritada – Safado, cachorro...

–Sem vergonha! – completou e nós rimos

E por um momento nossos olhos se encontraram e algo mágico aconteceu. Ficamos presos no olhar um do outro.

Sinistro! Meu poder de sedução é muuuito bom! Conquistei o garoto com meu charme e beleza interior em pouquíssimo tempo e ainda consegui instalar um clima purpurina dentro de uma cela fétida de uma delegacia mais fétida ainda. Eu sou ótima!, pensei.

Clima purpurina não ia embora de jeito nenhum, eu estava começando a ficar envergonhada quando Brian se aproximou mais de mim, abraçando-me de lado bancando o protetor.

–Vai ficar tudo bem, eu estou aqui. – disse ele beijando o alto da minha cabeça.

Ok que eu odeio ser “protegida” e que todas as vezes que Steve fez isso (salvo o caso do estuprador, porque né...) eu o mandei tomar banho e ou dei bolsadas e que acho isso de “proteger mocinha” algo supermachista, mas, gente, quem não quer ser protegida pelo Brian?

Steve de vez em quando enche o saco com isso de me manter a salvo, sabe-se lá Deus de que, e depois que quase morri, meses atrás, isso piorou. Steve me irrita de vez em quando. Agora o Brian...

–Como vamos sair daqui? – perguntei quebrando o encanto

–Daqui a pouco vão nos deixar dar um telefonema e falo com meus pais, eles são advogados. Vamos sair daqui ainda hoje, gata.

Sorri e logo fiz uma cara de pânico. Vou ter que ligar para minha mãe. PQP! Tô muito ferrada!

–Algum problema? – acho que ele se assustou com a minha cara de desespero

Neguei freneticamente com a minha cabeça.

–Não é que... Tenho que falar com a minha mãe. – resmunguei – E isso não vai ser nada bom, da última vez...

–Última vez? Você já foi presa? – se espantou

Não tive saída senão contar a história para ele que se acabou de rir.

–Caraca! – disse ele no fim rindo – Depois dessa nunca mais sair em manifestações de preto, certo?

Concordei rindo.

Como Brian tinha previsto logo os policiais nos levaram a uma sala a fim de telefonarmos para quem quiséssemos. Fiz questão que ele ligasse para os pais primeiro enquanto eu fazia um “roteiro” sobre o que dizer a Dona Elisa.

Depois que ele largou o telefone, era minha vez.

–Alô? – era a minha mãe

– Oi mãe, tudo bem? – fingi uma voz de tranqüilidade

Não deu certo, minha mãe me conhecia bem.

–Que voz é essa Isadora? –vociferou – O que ta acontecendo?

Bufei, decepcionada.

–Nossa mãe, eu em! –resmunguei – É que eu tive um probleminha e talvez eu fique sem ir para casa pelos próximos dois anos.

–QUÊ??????QUÊ ISSO?

–Calma, se der sorte são seis meses. – amenizei tentando tornar o momento divertido

Fail!

– Isadora você foi presa? – questionou quase que afirmando

–Aham. – foi à única coisa que consegui dizer, engolindo em seco

– Isadora você se meteu com esse negocio de política de novo?

–Aham.

–Isadora... VOCÊ É DOIDA? QUER ME MATAR DO CORAÇÃO SUA MOCRÉIA! – gritou completamente histérica- Ai meu pai eterno! MIGUEEEEEEEL!

Minha mãe gritava tanto que ouvi todo o dialogo entre ela e meu pai:

–A sua filha foi presa de novo. – rugiu ela, enfatizando o “sua” – Tá vendo o que dá politizar a garota?

–O que? O que houve?

–Não sei vou perguntar para ela...

–Isadora o que foi dessa vez? Matou a presidente?

Eu ri.

–Infelizmente não. – respondi rindo e contei o acontecido – Olha o Brian ligou para os pais dele que são advogados e eles estão vindo resolver nossa situação. Só liguei mesmo para você não se preocupar caso eu não volte para casa hoje. –ponderei – Se tudo der certo...

–Brian? Quem é Brian? – me interrompeu

–Um amigo meu...

–Ô garota isso aqui não é orelhão não, já acabou o tempo desliga isso aí. – reclamou um policial mal-encarado

Rolei os olhos afogando a vontade de mandar o cidadão pastar.

–Mãe preciso desligar! Tchau

– Não, espera aí... Que delegacia você está?

–Estou na...

PI PI PI... O cavalo fardado arrancou o telefone da minha mão.

–Ou!

– Leva ela pra cela! – disse ele ignorando minha expressão furiosa.

E voltamos nós para a sarjeta. Já passara das onze da noite e era provável que eu veria o sol nascer quadrado no dia seguinte. Eu mereço!

–Ô Brian – puxei assunto – Vem cá, você foi legal comigo na UERJ e legal agora chamando seus pais, mas de onde você veio? O que estava fazendo na minha faculdade? Nunca te vi lá antes...

Ele soltou uma risada melodiosa. Na verdade nem sei se tinha melodia ou se eram os sinos que eu ouvia quando estava com ele... Bobeiras de uma pessoa apaixonada. Sinos? Que coisa mais cafona.

Mas era o que eu ouvia.

–Eu faço biologia marinha na Unicamp, estava ali de passagem. Tinha ido prestigiar um amigo que faz jornalismo e ia palestrar depois de você. – contou ele de forma absurdamente sedutora, sorrindo de canto, erguendo uma sobrancelha vez ou outra...

Tudo bem, o cara era bom na arte da conquista. Fingi que não estava percebendo o flerte e o ignorei ficando de pé. Muahaha Vou bancar a difícil.

Joguei o cabelo para o lado, como quem não quer nada, e fiz cara de esnobe.

–Amigo ou Amiga? – questionei de costas para ele.

–Isso... – encurralou-me contra uma das paredes, sussurrando no meu ouvido – Isso importa para você?

Nota de falecimento: Acabo de morrer por infarto do miocárdio. Sussurro ao pé do ouvido vindo de um gato de olhos verdes é pra matar qualquer uma.

Senti-me esvaecer por um minuto, mas logo voltei a si empurrando o peito dele para longe. Que loucura! Eu, Isa, Isinha, flertando dentro da cadeia! Há que ponto cheguei, meu Deus!

–Desculpa, não entendi sua pergunta. – retruquei

Ele soltou uma risadinha.

–E nem eu a sua, amor. E a propósito, foi um amigo.

Mordi os lábios. Ia retrucar, mas um soldado veio nos comunicar que os advogados tinham chegado.

Infelizmente passamos a noite na prisão, o que não foi de todo ruim já que a delegacia era pequena e Brian e eu estávamos na mesma cela. No dia seguinte saiu nosso Habeas-Corpus e finalmente estávamos livres. Eu nem tanto, já que agora eram dois processos correndo contra a minha pessoa. Outra coisa ruim é que eu não poderia sair do país até o mês que vem e se saísse não poderia ficar ausente por mais que trinta dias.

Brian havia pedido meu número de telefone e depois de muito charminho eu acabei por liberar. O que mais me chocou foi que no dia seguinte ele ligou meeeesmo, o que é raríssimo tratando-se de rapazes. O “te ligo amanhã” geralmente quer dizer “um dia quem sabe eu te ligo”, mas para o Brian era amanhã mesmo.

Ficamos uma semana falando pelo telefone, resolvi esperar para marcar um encontro. E foi nessa semana que conheci Natália, moça ruiva e bonita que tinha entrado em minha turma de publicidade.

–Ôla! – disse ela com um sotaque carregadíssimo.

O sotaque não era de quem falava inglês, analisando pelo de Steve, era algo mais rústico... Alemão talvez.

–Oi! – exclamei cabreira, já que desde minha prisão pouca gente falava comigo. Acho que era medo.

–Você é a moça que foi presa, certo? – disse em tom brincalhão.

–Ai, por favor, não fique com medo de mim. –implorei – Isso foi muito injusto eu não deveria ter sido presa...

–Oh não! – exclamou – Eu sei que não, eu vi sua apresentação. Foi bem legal.

–Viu?

–Sim... Bom, desculpe esqueci-me de me apresentar. Sou Natália Romanova estou fazendo intercambio aqui no Brasil. – apresentou-se

Sorriu largamente.

–Ah seja muito bem vinda! – saudei – De onde você é? Alemanha? Croácia...

–Rússia! – disse ela com certo orgulho, apesar de manter-se séria

–Que massa! Adoro a Rússia! Eu vivo discutindo com um amigo meu americano sobre como a Rússia é superior ao país dele. – eu disse rindo e por um momento senti saudade do gnomo... Tanto tempo sem contato.

–Amigo americano? – se interessou sabe-se lá por que.

–Vish você também não gosta deles?

Ela sorriu de forma estranha. Estranha porque não foi bem um sorriso, ela era esquisita e séria. O “riso” dela parecia um tique nervoso onde uma sobrancelha se levantava e sua boca curvava quase que microscopicamente para o lado.

–Também? Como assim, quer dizer que você não gosta?

Fiquei cabreira. Eita assunto estranho...

– Você gosta?

Ela ficou pensativa por um tempo e respondeu um “Não” rápido e inseguro. Ficamos cerca de uma hora conversando sobre isso enquanto ela me entrevistava sobre Steve. No começo achei estranho, mas depois deixei para lá. Vai ver é coisa de russo, certo? Ficar perguntando para pessoas o que eles acham dos Estados Unidos e se gostam de americanos.

Mesmo ela sendo muito suspeita, ficamos colegas. Ela era inteligente, falava até latim. Latim! Não é o máximo?

E foi depois de uma conversa com ela que resolvi sair com Brian. Matei aula, já que ele morava no Rio e eu em Angra era o jeito de nos vermos, me produzi toda e lá fomos nós.

Brian não era tãão lorde quanto Steve (acho que é impossível ser lorde tanto quanto ele!), mas era lorde o suficiente para pagar pipoca e entrada do cinema. Entramos na sala, sentamos lado a lado e começou aquele clima. Aquele clima olha-não-olha, conversa-não-conversa, beija-não-beija e ficou nisso até que por obra do destino meu celular caiu no chão e foi aquele clichê que eu acho UÓ em filmes, mas que é ótimo quando acontece de verdade. Isto é, ambos abaixamos para pegar o dito cujo, nos olhares se encontraram e... Tan tan tan tan!!

Beijo! E que beijo! E que gato! E que tudo! Nem vi mais o filme. Nos beijamos mais, uma, duas, três vezes nos beijamos durante o filme todo, entre mordiscadas na orelha e frases fofas ao pé do ouvido.

Ah e retiro o que eu disse! Brian é tão lorde quanto o Steve. Tão lorde e tão lindo quanto, com a vantagem de que Brian diferente de Steve não era meu irmão e não era estadunidense! Dois pontos para o Brian, que desde aquele dia era o meu mais novo e lindíssimo namorado.

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#Steve

Um mês sem falar com Isadora. Mandei cartas, mas ela não respondeu. Mandei e-mails, mas ela não leu. Será que ela está me dando um gelo pelo tempo em que fiquei meio aéreo a tudo e só pensava na Sharon? Ah Sharon...

O que dizer? Não sei o que tem de errado comigo. Passei quase dois meses só pensando na Sharon, andando com a Sharon... Beijando a Sharon e sabendo que o certo era ficar com a Sharon. E então de um dia para o outro fiquei cansado. Cansando tipo enjoado. Que horror! Como se pode enjoar de uma pessoa? Tadinha! Ah é coisa da minha cabeça isso... Preciso falar com Isa sobre isso. Dela eu não enjôo.

– OOOOIE!! – gritou ela assim que apareceu na tela do meu computador – Que saudade que estou de você!

Dei o meu melhor sorriso e recebi o mesmo de Isa.

– Onde você esteve durante todo esse mês? Liguei para sua casa umas trezentas vezes e sua mãe disse que você não estava. Ah e ela disse que você foi presa. – danei a falar – O que houve? Eu disse para você ter cuidado, Isadora.

Ela rolou os olhos e voltou a sorrir.

–Me desculpa, é que aconteceram tantas coisas esse mês. – disse ela suspirando – Fui presa injustamente pela segunda vez.

–Fala sério. Como foi isso?

–Tô falando! –exclamou enrolando a ponta de seus cabelos cor de chocolate- O governador e uns “amigos” me chamaram para cantar uma música não muito legal para ele. Uma forma de criticá-lo já que ele queria instalar um programa ridículo que aprovava todo mundo.

Eu ri, imaginando a cena. Fazer bagunça é tão a cara dela.

–Aí me deixaram na mão e eu fiquei com o microfone sozinha, pagando o maior mico, no palco. – continuou – Mas, foi aí que ele apareceu.

–Ele quem? – quis saber meio

E então Isa se levantou da cadeira, foi até a porta e um rapaz que deveria ter a mesma idade que eu (segundo meus novos documentos) apareceu junto dela na câmera. Franzi o cenho não querendo acreditar no que eu tinha entendido. Fiquei quieto esperando ela dizer quem era aquele que eu já não suportava.

–Steve este é Brian meu namorado. Brian este é Steve, meu melhor amigo. – nos apresentou supercontente.

Continuei em silêncio digerindo as novas informações. Brian? Ela disse Brian?

Instantaneamente flashes de meu primeiro encontro com Sharon tomaram minha cabeça junto de Isa dizendo “Preciso ir encontrar o Brian” e depois lembrei dela me dizendo que o Brian não existia, no hospital.

Ela mentiu? Por quê?

O filho de uma égua ao lado dela sorria.

–E aí Steve? – disse ele antes de Isa beijá-lo avassaladoramente.

Fala sério! Qual é a necessidade deu presenciar os dois se beijando? Disfarcei e sorri.

–Olá... Brian. Pensei que você não existisse. – eu disse sem expressão facial.

Isa gargalhou.

–Não é um barato, Steve?

– Por que a graça? – quis saber o “Brian”

–É que eu estava ajudando o Steve a se acertar com atual namorada dele, aí um dia eu disse que teria que deixar os dois a sós porque teria que encontrar o Brian. – disse rindo – E então, meses depois, nos encontramos.

Eles gargalhavam como se isso fosse à coisa mais divertida do universo. Não tem nada de engraçado nisso. Ela é MINHA amiga, não a paixão dele. Esse cara não tem jeito de boa gente... Isa merece coisa melhor.

Depois do que pareceu uma eternidade, “Brian” se despediu e me deixou sozinho com ela.

–Ele não é lindo? –derreteu-se

–Não costumo achar homens bonitos. – respondi sério

–Credo Steve, que mau-humor! Está tão sério quanto minha amiga russa. – resmungou

–Desde quando você tem amiga russa?

–Desde mês passado.

–Me desculpe não saber. É que você anda muito ocupada com o Brian e esqueceu-se de mim. – me queixei, furioso – Eu não gostei desse cara.

–Ah em poupe! Quando você começou o namoro com Sharon também me esqueceu por um bom tempo e eu não fiz esse showzinho. –rebateu – E porque não gostou dele?

–Ele não é bom o suficiente para você. E eu nunca me esqueci de você. – reclamei um pouco exaltado

–E quem seria bom o suficiente para mim? – quis saber ela nervosa

Fitei-a por um minuto. Ela era tão linda, tão suave. Não era do nível de um mero Brian.

Não sabia o que responder, estava zangado.

–Ele não é. Ele não te conhece e é...

–É o que? – cortou-me – Você nunca o viu pessoalmente não pode julgá-lo. Deixe de bobeira!

Respirei fundo e resolvi mudar de assunto.

–Será que podemos falar de outra coisa que não seja o seu namorado?

–Sim, quero saber da sua namorada. Como vocês vão?

–Mal.

–Por quê? – se preocupou – Vocês fazem um casal tão lindo... O que houve com a sua loirinha?

–Ela não é minha loirinha, ta legal? – rosnei agressivo e ela se assustou – Eu nem gosto de loiras. – completei abaixando o tom.

Ela apenas ergueu as sobrancelhas.

Isadora estava me irritando com essa mania de querer me casar com Sharon, com Stacy ou qualquer outra. Que inferno! Por que ela não vai se atracar com aquele idiota e me deixa em paz?

–Mês que vem faz um ano desde que nos conhecemos. – eu disse após minha raiva diminuir

Ela concordou com a cabeça.

–E também é o mês do seu aniversario. –completou

Sorri. Nonagésima quarta velhinha a ser apagada.

–Vou receber uma licença de duas semanas pelo meu aniversário e gostaria que estivesse aqui comigo. – pedi docilmente.

–Por que não vem para cá?

–Porque é também independência do meu país

–Não tenho condições financeiras, Steve. Sinto muito.

–Se eu convidei, eu pago. – respondi sorrindo- Façamos como eu fiz quando fui para o Brasil, fique em minha casa.

Ela sorriu largamente.

–Sério? Poxa eu ia adorar e acho que minha mãe ia ficar feliz. Ela está com medo que eu apronte de novo.

Soltei uma risada alta. Ia ser bom ter ela ao meu lado.

– Então está fechado? Vai ficar no Brooklin comigo?

Isa balançou a cabeça em positiva.

–Mande as passagens que dia primeiro de julho estarei embarcando para Nova York. – se empolgou

–Ah e vamos ver uma partida de futebol americano – ela ia reclamar, mas fui mais rápido – É meu aniversário, meu país e eu dou as ordens.

Ela botou a língua para fora, fez uma careta, mas acabou concordando.

Sem Brian para atrapalhar ou Sharon para dar atenção, este seria o melhor aniversario da minha vida.

Notas finais
É isso aí pessoal, Isadora se enrabichou para o lado do Brian, que aparentemente é o cara da música "Esse Cara Sou Eu" do Roberto Carlos kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. E agora Isa está indo para os Estados Unidos, alguém mande a CIA ficar atenta pode acontecer um ataque terrorista!! Ah e a Natália? O que acharam? E o Clint? Será que ele ainda está vivo na Sibéria? Não percam os próximos capítulos!!!! E não deixem de comentar, ook? Mil beijinhos vejo vocês nos comentários