Notas iniciais
Admito que me empolguei pra fazer esse cap, talvez porque não tenha muito dos personagens verdadeiros de Haikyuu, mas a confusão já vai começar no próximo, com o jogo se aproximando. Espero que aproveitem ^w^

Bocejou no mesmo instante que sentou-se na mesa da sala para comer o café da manhã que sua mãe havia preparado. A semana havia passado relativamente rápido, os treinos com Akane seguiam um ritmo acelerado, naquele mesmo sábado haviam programado uma corrida pela cidade e depois se encontrariam com Shinji e Midorya para um treino de levantamentos, recepções, cortes e bloqueios. Apenas os calouros. Chegou a tentar chamar Kin-chan, mas ele se recusou, disse que ficaria melhor de sua própria maneira e sem a ajuda de Shinra. Bom, não era como se o pequeno se importasse muito.

Mas não eram apenas o treino e os jogos que se acumulava na cabeça daquele pequeno jogador de vôlei. Ele percebeu, de alguma forma bem leve e rápida, uma certa proximidade de Kageyama e Hinata, um ar diferente rodeava os dois, um ar que não poderia dizer que eram simples companheiros ou amigos. Mas... Bom não era uma fervente apreciador de "yaois", nem chegava a pensar sobre sua própria sexualidade. O único que se importava era o vôlei e o que poderia fazer para melhorar.

Desde pequena nunca teve muitos amigos, nunca observou muita as pessoas e nem ao menos queria observá-las no lugar onde cresceu todos aqueles anos. Tinha péssimas experiências com aquele lugar para querer dizer que não queria se tornar parte dele. Mas ali, naquela escola, naquela cidade e naquele país, sentia algo diferente, e já tinha avançado muito. Shinji e Akane eram seus amigos, Hinata-senpai, Nishinoya-senpai e Tanaka-senpais eram legais com ela e sua alegria de cada dia apenas aumentava. E talvez por esta relação que estava passando a ter, essa ligação que estava formando, começou a perceber detalhes que antes nunca notaria.

Mas era frustrante! Estar ali, observando, encarando tudo se desenrolar de forma tão lenta e insignificante sem poder fazer nada ou se quer entender o que acontecia! Não queria se intrometer na vida de seus senpais, mas se percebia algo errado sempre tinha de se intrometer, era o tipo de pessoa que era.

Enfim, a questão era que Kageyama e Hinata, apesar de serem dois meninos, pareciam ter, ou sentir a necessidade de ter, um relacionamento mais intimo do que amizade. Talvez nem mesmo os dois percebessem, eles não pareciam ser pessoas que se importavam com esse tipo de coisa, eram lerdos e extremamente focados no vôlei. Talvez, como ela, eram desligados para assuntos que não se tratassem do esporte. Mas, como nunca tinha pensado em nada parecido, agora se perguntava se meninos realmente poderiam ficar juntos.

Por si mesma não via problema, se eles queriam, tudo bem! Mas não era apenas nesse detalhe que estava pensando. Do pouco que sabia, pelas insistências de sua mãe sobre o assunto, para que um relacionamento desse realmente certo, precisariam, não exatamente da aceitação, mas da falta de atenção das pessoas envolta. Não acreditava que para a galera do vôlei fosse um problema, mas e quem era de fora? Como veriam isso? Como pensariam? O que fariam? Seria realmente um problema?

Droga! O problema nem era seu e essas questões ficavam perturbando sua cabeça! Encarou sua mãe, que cantarolava indo de um lado para o outro, desde a cozinha até a sala onde estavam. Seu irmão sentou-se a seu lado, já começando sua refeição, apesar de perceber que seus olhos pareciam cansados. Será que foi uma semana muito difícil para ele? Ah bem, primeiro procuraria opiniões diferentes sobre o assunto que rondava sua cabeça.

– Ne, mãe! — chamou depois de uns minutos de batalha interna. Tentou usar o tom mais casual possível, não era como se o assunto realmente lhe interessasse, apenas estava curiosa. Não teria problema nenhum em perguntar, não é? — O que acha de dois garotos se gostarem? Tipo, mais que amigos?

Sua mãe parou abruptamente perto da porta da cozinha, seu irmão engasgou ao seu lado e um silencio assustador tomou conta do lugar. A pergunta tinha sido tão ruim? Era um assunto tão delicado assim? Os olhos de sua mãe voltaram-se para ela, de forma assustada e preocupada. Tinha falado algo tão ruim assim?

– Não esta gostando de ninguém, está? — questionou sua mãe e por um instante sentiu um calafrio percorrer seu corpo.

– Mas é claro que não! — gritou desconcertada. Sua mãe não estaria pensando que estava gostando de outra garota, estava? Poxa, só porque perguntava algo assim não significa que era relacionado a si mesma! — Eu apenas tive curiosidade! Não é como se tivesse algo haver comigo!

– Ufa... Ah, bem. Não creio que seja certo, minha filha.

– Por que? Tipo, se os dois se gostam não devia ser algo tão natural quanto um cara gostando de uma garota?

– Bom, não. Não acha que existem dois tipos de sexo exatamente para que se encaixe de forma perfeita? Tipo duas peças de quebra cabeça? Se as duas peças são iguais, não tem como se encaixar, certo?

– Bem... É. Mas não estamos falando de duas peças que foram feitas para isso. Não podemos controlar nossos sentimentos, você mesma me disse isso uma vez. Teria tanto problema assim?

– Não é que tenha problema, minha filha. É mais como algo que não é natural. São poucos os lugares que veem isso como algo comum, eu pelo menos não gosto.

Então isso queria dizer que mesmo se Kageyama-senpai e Hinata-senpai realmente sentissem algo a mais um pelo outro eles não poderiam ficar junto? Só por que foi decidido que não era natural? Isso não fazia muito sentido em sua cabeça. Essa história de quebra-cabeças, natural e não natural, encaixar e não encaixar... Tudo era muito complicado! Talvez não devesse mais pensar nisso.

Deu de ombros, decidida em esquecer o assunto por um tempo e comeu o que tinha a frente. Tinha pouco tempo e logo teria que encontrar Akane para poderem treinar e, por mais que não reparasse muito, estava ansiosa. A presença do rapaz lhe caia bem e ele tentava arduamente seguir seu ritmo. Ele não a mandava calar a boca ou tentava escapar de sua presença, não parecia incomodado ou nada do tipo, ele gostava de tê-la por perto, gostava de estar com ela e não parecia se forçar a isso. Estava feliz, extremamente feliz, por ter finalmente encontrado alguém que realmente queria ser seu amigo. Era tão bom!

– Estou saindo! — gritou assim que colocou seus sapatos e correu porta a fora. A casa ficou em silencio logo em seguida, Shinra estava sentado no sofá vendo TV enquanto sua mãe retirava a mesa. Foi depois de alguns segundos da partida da pequena que ela se aproximou do filho, um ar de preocupação a rodeava.

– Shinra, sua irmã não está gostando de nenhuma garota, está? — o rapaz engasgou novamente, voltando-se para sua mãe de forma assustada.

– Mãe! Hina não é esse tipo de pessoa! — exclamou o rapaz, não entendendo porque estava tão alterado. Talvez porque sua mãe pensava demasiadamente nesse assunto, por mais que Hina sempre mostrasse interesse por apenas um coisa: vôlei. Todavia, pelo jeito diferente e masculino da garota ser, sua mãe sempre suspeitava e talvez nunca deixaria de suspeitar.

– É bom mesmo. Não quero nenhum de meus dois filhos com esse problema. — Shinra suspirou, não compreendendo bem porque sua mãe era tão paranoica com esse assunto. E daí que gostassem de alguém do mesmo sexo? O principal papel dos pais não era ajudar e apoiar nesses momentos? Bom, não tinham muito apoio para o que queria naquela casa, então talvez não fosse muita surpresa que sua mãe sempre estivesse de olho em Hina. — Aquela pergunta quase me mata do coração. Não estou preparada para isso!

– Mãe... — o garoto suspirou, deixando sua mãe com suas próprias preocupações. Mal sabia ela que Hina estava metida em algo que poderia ser bem pior do que um simples "gostar de uma garota".

Hina, agora em seu papel de Shinra, se encontrou com Akane bem no local onde haviam marcado: na esquina da rua da casa de Shinra. Todavia o pequeno se assustou. Sabia bem que tinha chegado até mesmo um pouco antes da hora marcada, mas o rapaz parecia estar esperando já há algum tempo por sua chegada. Ele estava sentado no passeio, suas pernas alongadas provavelmente estavam incomodadas por permanecer naquela posição.

– Desculpe, te fiz esperar muito? — perguntou, um pequeno sorriso aparecendo em seu rosto. O enorme rapaz negou com a cabeça e se ergueu, talvez por esse movimento ou algum deslize do companheiro, Shinra conseguiu vislumbrar uma enorme região vermelha em seu rosto, bem na face que permanecia escondida pela posição em que estava. — Minha nossa! O que é isso no seu rosto?!

A exclamação surpreendeu o rapaz, que prontamente colocou uma mão no local e virou o rosto um pouco para tentar esconder o hematoma. Não era nada sério, seu rosto estava apenas vermelho e ligeiramente inchado, logo passaria e não sobraria nem um rastro que algum dia havia levado um tapa. Foi apenas um pequeno descuido, sua mãe dormia na sala, provavelmente depois de beber demais no dia anterior e quando foi sair tropeçou em alguma coisa que estava jogada ao chão. O mínimo barulho foi aumentado pela ressaca da mulher, que se ergueu igual a uma fera.

– N-nada...- resmungou. De todos que poderiam descobrir sobre aquilo o baixinho era o que menos queria. Eram problemas que sentia vergonha, que sentia medo de ser encarado ou tratado de forma diferente por causa disso. Não queria ver pena naqueles olhos verdes, não direcionados a ele.

– O que aconteceu?! Quem te fez isso?! — insistiu o pequeno, verdadeiramente preocupado. Shinra não tinha muitos amigos, mas era o tipo de pessoa que quando fazia um defendia com unhas e dentes, não importava de quem fosse. Akane recuou um pouco.

– N-não foi ninguém. Eu apenas cai, sério. — Shinra não acreditava, sabia que aquele tipo de hematoma não era feito com uma queda, mas um golpe bem dado no rosto. Já havia levado alguns, sabia a diferença. Todavia, ao ver a hesitação e inquietação de seu companheiro, decidiu não questionar mais, não seria bom ficar insistindo em algo que ele não queria dizer.

– Se está acontecendo alguma coisa, não duvide em me falar. Somos amigos, afinal e eu quero te ajudar. — confessou para em seguida começar a leve corrida. Akane não era de falar, e Shinra não o forçaria a isso, como havia afirmado antes eram uma dupla interessante do jeito que eram. Mas não queria que ele segurasse seus problemas para si mesmo, queria ajudá-lo. — Bem, vamos fazer uma corrida pela cidade, de tempos em tempos vou aumentar o ritmo. Quando der a hora, vamos nos encontrar com Shinji-san e Midorya-san.

– Só não aumente muito o ritmo, eu não vou conseguir te acompanhar se for rápido de mais.

– Hai hai.

Shinra não era um instrutor técnico com experiência e estudo, mas havia treinado sozinho por bastante tempo e havia aperfeiçoado pouco a pouco seu modo de treino. Achou que talvez fosse servir para Akane também, já que a única intenção que tinham era a de acelerar o ritmo do enorme rapaz e não algo mais complicado.

Em meio a corrida procurou puxar algum assunto, apenas para descontrair. Antes fazia as corridas com musica, mas como agora que tinha companhia pensou que não seria educado, iria parecer que estava ignorando o rapaz. Apesar de Akane ser um cara calado, ainda existiam muitas coisas que não sabiam um sobre o outro, sua convivência, apesar de contínua e diária, tão próxima quanto tinham com qualquer outra pessoa, ainda era pequena, de escassa uma semana. Precisavam conversar muito ainda.

Shinra ainda podia saber muito sobre Akane e vice-versa, mas existiriam algumas coisas que nunca saberiam um sobre o outro. Shinra se perguntava o que o maior pensaria se descobrisse seu segredo, como se sentiria e quais seriam suas reações. Surpresa com certeza sentiria, mas ficaria com raiva? Chateado? Aceitaria? Contaria para os outros? Era bem provável que a amizade deles acabaria, que ele ficaria com raiva, que nunca mais acreditasse em nada do que dissesse ou fizesse.

Claro, se estava tão nervoso em continuar com o plano podia muito bem inverter seus papeis com seu irmão e voltar a ter uma vida sem mentiras, mas... Nunca esteve tão feliz! Se deixasse tudo para trás agora... agora que tinha amigos, que tinha uma vaga como titular, que tinha jogos, um time... Se arrependeria para sempre! Todavia se continuasse, mais apegado ficaria e mais difícil seria se tivesse que destrocar. Era por isso que faria o máximo possível para permanecer com o segredo, o levaria para o tumulo se fosse preciso!

– Shinra-san! — a voz ligeiramente elevada de seu companheiro o surpreendeu. Chegou a tropeçar um pouco em sua corrida quando a escutou de forma tão abrupta. — Tudo bem?

– Hum... Hai. Por que não estaria?

– De repente você parou de falar. Pensei que tinha acontecido alguma coisa.

– Não é nada, apenas estava pensando em umas coisinhas.

– O que? — Akane não era curioso, pelo contrário, evitava o máximo possível fazer perguntas ou se quer pensar nelas. Todavia gostava de ouvir Shinra falar, era estranho, mas o pequeno sempre vinha com assuntos interessantes, as vezes costumava fazer reflexões sozinho, colocando perguntas e possíveis respostas. Shinra podia parecer o tipo de garoto que não se dava bem na escola e só sabia fazer esportes, mas em suas conversas, ou monólogos, ele vem demonstrando ser bastante inteligente.

– Ah bem... Tem muito o que pensar. Como vai ser o jogo de quarta, como vou tirar nota boa nas provas sendo que não vou entender nada do que está escrito nela, como faço minha mãe parar de achar que gosto de pessoas do mesmo sexo que eu...

– Espera, sua mãe acha que você é gay? — Akane não conseguiu evitar soltar uma risada com o que escutou. Shinra não poderia culpá-lo, isso realmente era engraçado, mas que podia fazer? Era a verdade.

– Bem... é. Pelo meu jeito ela sempre acha que tem algo de errado comigo.

– E com seu irmão?

– Ah, com ele é mais tranquilo. Como ele sempre tira notas muito altas e não costuma sair de casa e gosta de passar despercebido minha mãe acaba não implicando muito com ele. Mas nosso pai acha que ele devia praticar mais esportes, isso chamaria mais a atenção das garotas.

– Então você tem problema com sua mãe e seu irmão com seu pai?

– É, mas acho que não ajudei muito quando perguntei se garotos poderiam gostar um do outro mais do que como amigos.

– E por que você perguntou algo assim? Está gostando de algum garoto?

– Não! Por que todo mundo acha que quando se faz uma pergunta tem que estar relacionado a pessoa que perguntou?! — o rosto de Shinra estava vermelho, era bem provável que não gostava desse tipo de assunto, principalmente quando se voltava para si mesmo. Mesmo assim Akane teve uma pitada de interesse. Será que a única paixão do garoto era o vôlei ou caberia mais alguma coisa naquele coração? — Você não acha que tem um sentimento a mais entre Kageyama e Hinata-senpai? Mais do que apenas amizade?

– Bom, eles realmente andam muito juntos.

– Eu percebi isso há pouco tempo, mas acho que aqueles dois tem algo que nem mesmo eles conhecem. Talvez seja a minha imaginação, mas eu nunca pensei sobre coisas desse tipo então me deu curiosidade de perguntar opiniões diferentes. Eu sei que pro meu irmão tanto faz com quem outra pessoa fica, mas minha mãe parece não aceitar muito bem.

– Bom, é bem normal alguém não aceitar esse tipo de coisa.

– Você acha?

– Você morou nos Estados Unidos, certo? Nunca viu nada desse tipo?

– Eles acham ruim por qualquer motivo! Você é latino, eles acham ruim! Você é oriental, eles acham ruim! Você é inteligente, ruim! Você é preto, ruim! Tudo é ruim! E como não gostava de estar lá acabava não prestando atenção em muita coisa. — Shinra fez bico, mostrando que realmente não gostava de conversar sobre aquele assunto. Akane sorriu, o baixinho era cheio das expressões. — Mas bem, já não deveríamos ir nos encontrar com os outros, não acha?

– Tudo bem.

O treino com Shinji e Midorya seria num espaço aberto na área da escola, Shinji tinha uma bola e a levaria para treinar. Não estavam muito distantes e naquele ritmo chegariam em pouco tempo. Akane tinha descoberto algo novo e interessante sobre seu pequeno companheiro: assuntos amorosos não eram de seu agrado. Aparentemente o baixinho só conseguia pensar em vôlei, mas era interessante como ele via as coisas. Tão simples, para ele nada era extremamente complicado, apenas deveria fazer o que gostava e pronto. Um pensamento bonitinho, mas infantil de mais para seu gosto. Akane queria ter essa mentalidade, mas não pensava que conseguiria. Para ele as coisas se desenvolviam de forma mais complicada.

Akane era um garoto com muitos problemas, privado de fazer muitas das coisas que gostaria de fazer. Diferente de Shinra que era ousado para simplesmente ir e fazer, Akane se acanhava e se privava, preferia ficar quieto a arriscar. Para ele nada era tão fácil, nada era tão simples. Invejava Shinra por ter uma vida tão fácil e feliz. Seu único problema parecia a diferença de ideias entre ele e a mãe, fora isso não parecia ter muitos problemas.

Era um polo bem oposto ao de Shinra, isso não cabia duvidas. Tanto quando chegaram ao campo e Shinra cumprimentou os outros dois novatos, como quando começaram a treinar. Shinra era... Como poderia descrever? Um garoto que brilhava mais do que os outros. Sua luz chegava a ser tão forte que muitos o empurravam. Sua luz não combinava com pessoas que tentavam brilhar sozinhas ou que não queria ser "iluminadas". Todavia Akane não tinha luz, ele era apagado, um garoto sem vontades acima do normal, sem sonhos para o futuro ou uma esperança para escapar do que já vivia. A luz de Shinra foi apenas um modo dele conseguir ver um pouco do caminho que tinha a frente. Por isso mantinha o rapaz perto.

Shinra o ajudava muito, no treino procurava a melhor maneira de aconselhá-lo, mesmo tendo tão pouca técnica. Shinji, também era outro com sua própria luz, mas era tão flexível quanto seus reflexos e por isso aceitava Shinra com facilidade. Ambos juntos parecia que tudo se ofuscava. Midorya tinha uma luz muito fraca, mas parecia gostar de acompanhar os outros dois, não se destacava, mas evoluía. Akane... Em sua visão ele não era nada mais que um ponto a mais naquele lugar, só aparecendo por causa da luz de seus companheiros.

– Akane-kun, algum problema? — haviam sentado por um momento depois de mais de duas horas praticando. Shinra sentou a seu lado, encarando-o com atenção, os olhos verdes em um misto de emoções. Negou com a cabeça, indicando que não tinha nada acontecendo.

– Vamos Tomoshi! Anime-se! Se não vou ficar com ciúme do Shin-chan por ter toda sua atenção! — brincou Shinji, passando um braço por seu ombro. Shinji tinha esse pequeno problema de intimidade de mais, até suas brincadeiras extrapolavam um pouco. Não incomodava completamente Akane, mas ainda assim Shinji agia próximo de mais a ele. — Escute bem, Shinra é meu! Não ouse roubá-lo!

– Shinji-san, deixe ele em paz!

– Tudo pelo meu Shin-chan! — Shinji parecia não saber a hora de parar de brincar. — Ne, soube pelos senpais que o treinador tem um loja perto da escola, querem ir lá fazer um lanche?

Não era tão ruim ter a luz de Shinra a seu lado, mas Shinji era um caso a parte... Não sabia qual a diferença, Akane nunca tinha tido um amigo para dizer exatamente, mas por enquanto, só acompanharia Shinra para onde ele o chamasse, pois queria continuar sendo amigo dele.

Notas finais
Dois caps em um dia, to indo muito bem ^w^. O próximo cap provavelmente chega rápido também, com a grande participação do meu personagem favorito de Haikyuu, o grande Nishinoya!! Amo aquele baixinho *-*. Bye bye!!