Aidentiti no kōkan

7 Problemas aparecem


Notas iniciais
Desculpa a demora galera, esse cap já ta pronto há dias, mas eu comecei a desanimar da fic então acabei por não postar, até comecei a escrever o próximo, mas nem dei muita continuidade não, vou ver se consigo terminar ele ainda hoje. Quero agradecer aos comentários, mesmo poucos é sempre bom receber algum. Espero continuar agradando vocês! ^^

A loja de Ukai-san não ficava tão longe, chegaram relativamente rápido. Akane fazia questão de andar ao lado de Shinra, não se sentia muito bem próximo aos outros dois, talvez por não estar acostumado a companhia deles. Midorya conversava com Shinra, enquanto o pequeno se divitia entre os quatro. Akane estava impressionado como o pequeno conseguia rir das brincadeiras de Shinji, conversar com Midorya e ao mesmo tempo o incluir na convera.

Shinra não poderia estar mais feliz, nunca ficou rodeado de tantas pessoas por tanto tempo. E todos pareciam apressiar sua companhia, conversavam com ele, riam com ele... Não poderia se sentir melhor! Aquele era o melhor sábado que já tinha vivido e estava doido para contar para seu irmão, por mais que ele fosse voltar a lhe alertar dos riscos sabia que ele ficava feliz quando o escutava falar que tinha amigos. Também poderia aproveitar a chance para perguntar sobre a escola, se ele já tinha arrumado companhia.

Deixou que eles entrassem para pedir enquanto esperava do lado de fora da loja, sentando-se em um canto qualquer apenas para esperar. Realmente não teria saido daquele lugar se o vulto rápido de Nishinoya não tivesse passado cortando a esquina como um jato. Não o teria visto se não estivesse olhando para aquele lado desde o início. Mas isso não seria muito estranho, afinal ele morava perto dali, o que realmente assustou Shinra foi o que se seguiu.

Por ainda estar um pouco surpreso acabou por permanecer a encarar o local por onde o líbero havia passado, e poucos segundos depois mais três garotos. Podia não saber muito bem como as coisas funcionavam em determinadas situações, mas se tinha algo que sabia muito bem e por experiencia propria era que quando uma pessoa passava correndo com mais três seguindo há uma distancia razoável não podeia ser nada agradável.

Ergueu-se do lugar em um salto, seus pés se movendo instintivamente na direção que tudo havia acontecido. Tão rapido quanto cosseguiu seguiu a situação, em uma distancia em que pudesse observar e não ser notado. Quando Nishinoya finalmente parou sua rápida corrida e os rapazes que o seguiam deteram-se alguns passos atrás do pequeno líbero, Shinra escondeu-se atrás de um muro que tinha ali perto, seus olhos afiados encarando a cena de forma atenta.

– Por que foge da gente Yuu-kun? — o mais alto dos rapazes cantarolou, não de uma forma muito agradavel, deveria acrescentar. — Agora que aquele enorme cara não anda mais com você vai ter mais tempo para ficar com a gente. Principalmente quando aquele monge não está.

– Cale a boca e me deixe em paz! Não tenho mais nada haver com você desde o fundamental! — Nishinoya obviamente estava alterado, não era raro, mas não daquele jeito. Algo parecia em sua voz, como se não estivesse confiante de que sairia da situação.

– O que isso Yuu-chan? Só queremos nos divertir um pouco com você, igual faziamos naquela época. — Nishinoya estava encorralado, não poderia continuar fugindo e eram três pessoas contra ele. Shinra fez a primeira coisa que veio em sua mente.

– Ei gente, acho que vi o Nishinoya-senpai! — Sério? Onde? — Ali! Eu acho que ouvi a voz dele! — Vamos, vamos!

– Droga, nos vemos depois Yuu-chan! — os garotos se afastaram, correndo para longe do pequeno líbero, enquanto Shinra aproveitava a chance para se aproximar.

– Noya-senpai! Tudo bem?

– Foi você que falou agora a pouco? Tem mais alguém com você?

– Fui eu sim, mas não, eu imitei todas as vozes.

– Ufa...

– Ne, Noya-senpai, quem eram eles? O que estava acontecendo? — o cenho do rapaz se franziu, seus olhos desviaram-se para outro lado enquanto seus punhos se fechavam. Shinra sabia que aquilo não era fácil, todavia suspirou. — Vem, vou te comprar uma bebida e e quando se sentir melhor, se quiser, pode me contar o que está acontecendo.

– Ah?

– Apenas me siga.

Akane caminhava sozinho de volta para casa, em uma das mãos a sacola com um delicioso salgado ainda quente pendendo e balançando no mesmo ritmo de seus passos, enquanto na outra estava o celular, aceso, ainda mostrando a mensagem que tinha recebido alguns minutos atrás.

"Estou com Nishinoya-senpai, aconteceu um pequeno imprevisto e não vou poder ir pra casa com você. Deculpe."

Não sabia o que tinha acontecido com Nishinoya-senpai para fazer Shinra deixá-lo para trás, mas não gostou nada disso. Todavia apenas disse a Midorya e Shinji sobre a mensagem e pegou o salgado que seria dedicado a Shinra, disse que o deixaria na casa do garoto, que sabia a onde ficava e então se despediu, encontrando-se ali agora, sozinho e com um sentimento estranho incomodando seu peito.

Queria ter passado mais tempo com o baixinho, era agradável sua presença a seu lado e o fazia esquecer-se do que passava em casa. Suspirou, não era como se fosse ter toda a atenção do garoto o tempo inteiro, sabia disso e mesmo assim...

Talvez tivesse sido apenas uma coincidencia, ou talvez Kintaro estivesse interessado em incomodar o pequeno naquele dia, não sabia direito, apenas soube que agora estava frente a frente com o loiro, o mesmo tendo acabado de virar a esquina que o guiaria para a casa de Shinra. O rapaz poderia morar por ali? Nunca o viu andar naquela direção, talvez sempre tomasse outro caminho, mas não gostou de encontrá-lo.

– Matsumoto. — cumprimentou, encarando-o direto nos olhos.

– Tomoshi. — respondeu um pequeno sorriso debochado contornando seu rosto. — Um milagre vê-lo longe daquele baixinho. Fizeram-se tão intimos nessa semana.

– Por que não gosta do Shinra? — questionou, ignorando o comentário do companheiro. O mesmo soltou uma risada sarcastica, levando as mãos ao bolso.

– Olha, ele sabe falar com outra pessoa que não seja o baixinho irritante. O que foi? Ele te ensinou a ter coragem também? — provocou, mas Akane não mudou sua expressão. Permanecia neutro, imparcial, esperando uma resposta. Kintaro soltou um resmungo, irritado. — Ele chama muita atenção. Isso me irrita.

– Ele não faz isso por que quer.

– Esse é o problema! Pessoas como ele atraem a atenção de todos para si mesmos de forma natural, enquanto pessoas como eu precisam sempre se esforçar para ter atenção! Eu odeio pessoas como aquele garoto.

– Pare de incomodá-lo. — exigiu, sua voz, pela primeira vez em tom firme e ousado, dava uma ordem. Kintaro o encarou por alguns instantes e então sorriu.

– E quem é você para dizer isso? Seu guardião? — brincou, todavia, novamente não conseguiu retirar nanhuma reação do rapaz. — Tsc! Fique tranquilo, eu perdi aquela aposta e não farei mais brincadeiras sobre a altura dele.

– Não estou falando apenas da altura. — Akane deu um passo a frente, estufando o peito para parecer mais ameaçador. Era alguns centimetros mais alto que Kintaro e por mais que não fosse seu estilo ameaçar, naquele momento se sentia confiante o suficiente para isso. Estava estressado. — Pare de atormentá-lo por qualquer coisa.

Kintaro o encarou, de forma atenta, calculando o que deveria fazer. Ambos eram rapazes altos e astutos, eram fortes e capazes, uma briga entre os dois não sairia muito bem e Kintaro tinha a impressão que acabaria por sair perdendo. Decidiu então por recuar um pouco, erguendo as mãos em uma representação de rendição.

– Tudo bem. Mas escute o que digo Tomoshi, para o seu próprio bem. Pessoas como aquele garoto costumam ofuscar quem anda com eles. Você não se destaca muito, isso é fato, mas se continuar com aquele tampinha, pouco a pouco, a presença dele vai esmagá-lo. — Kintaro deu a volta no rapaz, deixando-o apenas com aquelas palavras.

Akane ficou parado por alguns minutos antes de retomar sua caminhada. Não entendia muito bem o que Kintaro tentou lhe dizer, mas não se importava também, não gostava de pessoas como ele que sempre precisavam menospresar as outras para conseguirem se sobressair. Shinra realmente tinha uma presença esmagadora, parecia ser bem maior do que aparentava, igualmente Hinata-senpai e Nishinoya-senpai, que muitas vezes, em quadra, mostravam tudo o que eram capazes de fazer. Mas aquele sorriso... Shinra tinha um jeito que o atraia.

Quando se viu frente a frente com a entrada da casa de Shinra hesitou um pouco em apertar a campainha. Tudo bem mesmo em aparecer assim de repente? Shinra não estava, não sabia quando ele chegava e não conhecia ninguém de sua casa. Bom, não era como se fosse entrar, apenas deixaria o salgado e iria embora.

O som da campainha soou pela casa e em poucos instantes alguém já se encontrava de frente para ele, a porta aberta. Os olhos verdes, tais como os de Shinra, rosto delicado e palido, corpo magro, cabelos negros... Era a imagem viva de Shinra.

– Hum... quem é? — perguntou, a voz ligeiramente mais grossa que a de seu pequeno companheiro. Também reparou que seus cabelos eram um pouco maiores, mas se não fosse por esses dois pequenos detalhes juraria que era Shinra que estava a sua frente.

– An... Poderia entregar isso para Shinra para mim? — ergueu a sacola que tinha em mãos um pouco constrangido. O rapaz a sua frente a segurou, ainda sem entender muito bem o que acontecia, seus olhos verdes iam desde a sacola até seu rosto. Não esperou que algum coisa fosse dita, fez uma brave reverencia e se retirou, encaminhando-se para sua casa.

Shinra havia se sentado em um banco qualquer de uma praça qualquer da cidade, Nishinoya a seu lado, ambos com uma latinha de refrigerante na mão. De novo, não queria ser intrometido, mas era um pessimo habito seu sempre se meter nos assuntos alheios, deveria parar antes que um dia levesse um soco por isso. Fato que era um milagre não ter levado ainda, não por esse motivo pelo menos.

Brincou com a latinha que tinha em mãos, tamborilando seus dedos nela enquanto tentava se distrair. Nishinoya havia tomado tudo em um só gole, jogando a latinha em uma lixeira próxima. Não parecia muito contente, seu cenho ainda permanecia franzido, seus olhos encarando qualquer lugar do jardim da praça onde estavam.

– Foi por causa do vôlei? — questionou de repente. Tá, estava morrendo de curiosidade e o silencio de seu senpai não ajudava muito.

– Hum? Ah, não! Aquilo era... outra coisa...

– Hum...

– Acho que... Não entenderia. Nem eu entendo muito bem.

– Acho que entendo melhor do que você imagina. — sussurrou, distraindo-se com os movimentos das folhas das árvores a seu redor. — Eles chegam de repente em um dia, você apenas os conhece de vista e por boatos; eles te mandam ficar quieto, falam que você os está incomodando, para parar de agir assim, mas você não sabe do que eles estão falando; Você vive seus dias sem mudar seu jeito de ser, age normalmente, chega até mesmo a esquecer que um dia eles te abordaram. Até que um dia eles chegam novamente, dizem que eles avisaram e você não escutou, te encurralam entre seis ou cinco pessoas e aí... Você tenta escapar, mas são muitos; Você tenta se defender, mas não consegue. Fica em desespero, não sabe o que fazer, até que param. Aquilo era só a demonstração do que se seguiria.

– Sakurano-san? — a voz de seu senpai o despertou. Havia mergulhado em lembranças, não esperava ter falado tanto.

– Ah... Desculpa! Viajei um pouco aqui.

– Tudo bem, mas sabe não esperava que você tivesse passado por algo assim. — Shinra o encarou um pouco confuso e Nishinoya sorriu. — Sabe, você é sempre tão animado, gentil... Acho que ninguém espera que você tenha passado por coisas dificeis.

– Posso dizer o mesmo de você Noya-senpai. Mas o que fazia antes deles aparecerem?

– Fui vizitar o Asahi-san. Ele trabalha perto de onde moro.

– Asahi-san?

– Ah, você não o conhece né? Ele era nosso antigo as. Acho que você teria gostado de conhecê-lo. Ele é um cara alto e forte, vê-lo jogando é incrivel! Passa qualquer bloqueio com aquela força! Mesmo assim a personalidade dele é meio insegura e bem timida.

– Você gosta muito dele, não é Noya-senpai?

– Bem... igual ao Ryuu ele é um grande amigo meu... — murmurou o rapaz, um sorriso constrangido surgindo em seu rosto enquanto corava.

– Uh... — pensou um pouco, não seria mal fazer essa pergunta para Nishinoya... Talvez a opinião dele fosse diferente da de sua mãe. — Ne, Noya-senpai. Acha que garotos podem ficar juntos?

– Por que? Esta gostando do Tomoshi? — Shinra engasgou.

– O que?! Por que acha isso?!

– Bom vocês estão sempre juntos, e você me fez essa pergunta, então pensei que estivesse rolando algo igual ao Kageyama e ao Hinata.

– Aqueles dois realmente tem alguma coisa?

– Todo mundo nota, acho que apenas eles não se deram conta.

– Ah... Mas não, não estou gostando do Akane-kun. Apenas fiquei curioso e queria saber a opinião de outras pessoas. Eu penso que não teria problema, mas Akane me disse que muitas pessoas não concordam com isso.

– Bem... Eu não vejo problema, tanto que vou acabar empurrando Kageyama e Hinata para se decidirem logo.

– Seria legal, você empurra o Kageyama-senpai e eu o Hinata-senpai aí "puf", Kiss! — exclamou Shinra divertido imaginando a cena e tentando representá-la com as mãos. Nishinoya riu.

A conversa seguiu seu curso, indo e vindo de assuntos triviais, desde a escola, colegas, vôlei... Até o momento que esqueceram completamente o motivo pelo qual estavam ali a principio. Nishinoya acabou por acompanhar Shinra até sua casa, estava sem nada pra fazer e continuar a conversar com o rapaz não faria mal algum.

– Quem era aquele que estava na porta com você? — ouviu seu irmão perguntar, logo depois de ter se despedido de Nishinoya-senpai e fechado a porta. Sua mãe estava na cozinha fazendo o jantar enquanto seu irmão via TV na sala. O assunto havia chamado a atenção da primeira, que prontamente se aproximou. — Seu namorado?

– Baka! Era meu senpai! — repreendeu.

– Não significa que não seja. — continuou seu irmão, mudando de canal sem muito interesse. — Falando nisso, seu outro namorado deixou alguma coisa pra você aqui.

– Hun? Quem?

– Um garoto alto, de cabelo escuro e olhos azuis, não falou muito. Apenas entregou a sacola e saiu.

– Ah, deve ter sido o Akane-kun... Arg! Me esqueci completamente do salgado, tenho que agradecê-lo depois por ter trago pra mim. — sentou-se ao lado de seu irmão, o salgado em mãos pronto para ser devorado.

– Namorado? Está namorando Hina? — sua mãe apareceu de repente na sala, um sorriso contente em seu rosto.

– Não mãe, eram apenas meus amigos. — resmungou, revirando os olhos enquanto levava o salgado a boca. Questinava-se porque todas essas pessoas tinham a mania de só pensar em relacionamentos amorosos. A vida poderia ser bem mais divertida se não pensassem tanto em com quem iam ficar e passassem a pensar mais no que iam fazer.

– Você teve sorte. — resmungou seu irmão assim que sua mãe saiu novamente. — Imagina o que teria acontecido se fosse nossa mãe a atender a porta!

– Só precisava fingir que era eu.

– Hina... Ele sabia que eu não era você.

Notas finais
Bom, eu não sei como ficou esse, sinceramente eu não gostei, queria ter puxado um pouco mais da parte do Noshinoya, mas bem... Logo vou começar a escrever sobre os jogos, temos três amistosos né? Bem. espero que o cap tenha ficado do agrado! bjss