Ai Suru Kimi Ga Soba Ni Ireba
17 Capítulo 17
Notas iniciais
- Ei, Yuu, você já viu como o centro de Tokyo fica bonito no natal? Tem tantas luzes! Mas acho que ficaria mais bonito se eu as visse com você. – Diz Uruha com um sorriso aparentando uma criança.
- Então nós vamos Kou, ver as luzes, tem um lugar, um lugar alto em que, subindo lá, naquele morro, dá para ver todas as luzes de Tokyo, no natal, elas ficam mais bonitas ainda, e também se enxerga a torre de Tokyo de lá.
- Que incrível! Eu realmente quero ver!
Aoi no dia seguinte deixa um papel no armário de Uruha, tinha um pequeno mapa desenhado a lápis, e algo escrito embaixo:
“No dia vinte e quatro de dezembro, á meia noite, vá ao lugar do endereço, que estarei te esperando lá, só não tente ir antes desse dia, não quero que estrague a surpresa que quero lhe mostrar. Yuu”
- Yuu... Eu com certeza irei, espere por mim! – diz Uruha com um enorme sorriso.
Fim do Flashback.
- Yuu, ei, Yuu, acorda! Não durma na aula, eu sei que você é inteligente, mas não durma! – diz Uruha dando leves palmadas na cabeça de Aoi.
- Hm? Ah... Kou desculpe... Eu te deixei falando sozinho? Estou muito cansado então acabei adormecendo.
- Não se preocupe, não perdeu nada de importante, o que você fez para ficar tão cansado esses dias? Você está com certa aparência de... Fadiga.
— Ah, não é nada, só... Um pouco de trabalho demais.
- Entendo, mas ainda penso que está escondendo algo de mim, mas se é assim que você preferir, eu confio em você Yuu.
- Obrigado... Kou.
Finalmente havia chegado às férias de final de ano, apenas uma semana para o natal, para o encontro entre as luzes de Tokyo; Uruha, preocupado com Aoi que não lhe falava nada, decidiu procurar Hiroki, afinal, foi logo após sua chegada que Aoi ficou estranho daquele jeito. Até vê-lo dentro de um carro preto em frente ao colégio.
- Hiroki-san! Ei! Posso falar um minuto com você? – diz Uruha enquanto parava na janela do carro.
- Kouyou-kun... O que deseja de mim?
- Eu... Gostaria de conversar, conversar sobre o Yuu.
- Ah claro, também gostaria muito de saber sobre a sua relação com Shiroyama-sama, para terem esse tipo de intimidade, a ponto de chamá-lo apenas de “Yuu”. Venha, entre no carro para conversarmos melhor. – Hiroki abre a porta para Uruha entrar e sai, mas Aoi os vê.
- Kou... O que você está fazendo dentro do carro de Hiroki...? Desgraçado! Devolva o Kouyou, Hiroki! – Aoi grita, mas eles não ouvem.
- Chegamos, entre e sente-se ali no sofá enquanto preparo um chá, infelizmente essa casa não tem empregados por ser apenas uma casa desocupada da família Shiroyama na qual deixam para eu usar quando venho ao Japão. Enfim... Simples assim, Kouyou-kun, Shiroyama-sama voltará para Londres para administrar os negócios da família e terminará seu colegial lá.
- Voltará...? O Yuu não é japonês?
- Shiroyama-sama é inglês, apesar de sua mãe era japonesa, mas morreu quando ele tinha apenas quatro anos, desde então ele decidiu que viria para a terra natal dela e viveria aqui desde então, aprendendo japonês em apenas um mês, mas, chegou a hora dele retornar.
- Em um mês? Yuu é realmente incrível! E quando ele irá?
- Exatamente na noite de natal, dia vinte e quatro, meia-noite.
- Dia vinte e quatro á meia noite... – Uruha se lembra do que estava escrito naquele bilhete a lápis de Aoi. – Essa viagem... É muito importante para ele não é?
- Obviamente, afinal, seu futuro está envolvido nisso.
- Entendo... E quando ele voltará?
- Voltar? Quem disse que ele irá voltar? Você acha que após ele administrar as empresas da família com tantas filiais no mundo, acredita ainda que ele terá tempo para passeiozinhos ao Japão nos finais de semana? Não me faça rir.
- Então... Eu nunca mais verei o Yuu? – diz Uruha com um rosto de espanto.
- Hm, provavelmente.
- Ah... – diz Uruha falhando sua voz, seus olhos estavam começando a se encher de lágrimas ao pensar que nunca mais veria o rosto de Aoi, ouvir sua voz, e muito menos poder tocá-lo. Sua xícara de chá começara a balançar levemente, sua mão tremia um pouco, devido Uruha segurar suas lágrimas.
- Não se sinta triste, você poderá arranjar outra pessoa para brincar com você, se quiser, posso brincar com você daqui pra frente já que Shiroyama-sama não estará mais aqui... – diz Hiroki com um malicioso sorriso quando se aproximava de Uruha. – Não... Não por favor, Hiroki-san... Yuu! Yuu! – diz Uruha com a voz fraquejada e sem pensar começa a gritar chamando Aoi.
- Não adianta chamar, como eu disse isso é algo como uma chácara, abandonada digamos assim...
Quando a porta é escancarada com uma incrível força, a ponto de bater na parede e fazer um imenso barulho, junto do barulho alguém grita: KOUYOU!
Era Aoi, o único de que sabia a localização daquele lugar sem ser seu pai, era ele e Hiroki, afinal era o lugar de descanso do pai de Aoi, por isso não contara a localização, mas por não utilizar mais, emprestou para Hiroki a usar durante suas estadias no Japão.
- Yuu! Você... Você veio Yuu. – diz Uruha agora chorando por não poder mais conter suas lágrimas.
- Desgraçado, sai de cima dele. – diz Aoi dando um soco em Hiroki, fazendo-o cair no outro sofá. — É claro que eu vim seu idiota, você acha que se eu te visse falando com esse aí eu não sairia correndo com toda a força que eu tivesse e não tivesse atrás? – diz Aoi com as bochechas começando a ficar levemente avermelhadas.
- Yuu, Yuu, o meu Yuu. – diz Uruha agarrando Aoi nos joelhos enquanto chorava, no qual estava de pé ao lado do sofá onde Uruha se encontrava caído.
- Eu disse que não era para se envolver com ele, Kou...
- Mas, mas eu... Eu estava preocupado e... Eu só queria poder te ver, te tocar e ouvir sua voz quantas vezes eu quisesse e...
- E você pode fazer isso, quantas vezes quiser, idiota. – diz Aoi ajoelhando-se na frente do sofá e levemente beija Uruha.
- Yuu, Hiroki-san me contou tudo sobre você ter que voltar e... Eu sei que é importante pra você voltar para Londres, Hiroki-san disse que nunca mais eu iria poder vê-lo, mas... Quando você for, não se esqueça de mim, é a única coisa que peço, mesmo que nunca mais nos vemos, pelo menos no natal, me mande um cartão-postal. – diz Uruha enxugando suas lágrimas com as mangas da camiseta e com um sorriso um pouco forçado para Aoi que o olhava com um rosto preocupado.
- Do que você está falando, Kou? Eu não vou a lugar algum, nem que me matem e levem meu cadáver, eu voltaria para assombrá-los e me deixar ficar aqui, voltar para Londres? Isso nunca foi importante para mim e nunca planejei voltar para lá, pensei que você soubesse, mas, a coisa mais importante para mim, sempre foi você Kou.
Aoi pega Uruha no colo e começa a subir as escadas.
- Yuu... O que você...
- Fica quieto aí.
- Tu... Tudo bem...
Aoi abre a porta de um quarto, senta Uruha na cama e tira sua camisa.
- Você não queria se separar de mim certo?
- Ah... Erm... Sim...
- Se é assim, não vou deixar você se separar de mim, nem um pouquinho. – diz Aoi com um sorriso malicioso.
- Não vai voltar para Londres é? Avisarei seu pai sobre isso Shiroyama-sama, você voltará, mesmo que desmaiado, mas irá, se divirta enquanto pode com seu frágil cordeirinho. – diz Hiroki abrindo os olhos no qual fingia estar desmaiado no sofá.
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