“Ele disse que iria dar dodge sempre que caísse no time comigo, porém o que ele queria dar era outra coisa...”

Sempre fui odiado pelos outros, e às vezes, perseguido. Nunca tive muitos amigos, e nem muitas relações que “passassem” disso. Como criador de conteúdo, me tornei uma figura pública, e às vezes, coisas que eu falava alcançavam várias pessoas, e claro, algumas delas interpretavam errado.

Um dos meus “haters” é um jogador bem famoso de League of Legends, já participou do mundial e foi campeão brasileiro. Um dia, enquanto jogava com um de seus ex-companheiros de time, proferiu as seguintes palavras: “Quando eu vejo o Matta no meu time, eu dou dodge”.

Não lembro a razão de todo esse ódio que ele tinha contra mim, ao ponto de não aguentar uma partida de 40 minutos comigo. Sempre falei algumas coisas “ácidas” em público, mas apenas algumas pessoas perceberam que tudo o que eu falava (ou quase tudo) era sarcasmo, humor, e às vezes, desabafos, admito. Porém, se 10 pessoas me compreendiam, outras 90 ficaram assim, me odiando, sem ao menos tentar me conhecer de verdade.

Um dia, tudo isso mudou.

Fui convidado para um evento, vários jogadores e companheiros de trabalho estariam presentes. Uma das atividades seria um pequeno torneio em duplas; a diferença é que seríamos colocados em salas escuras, e assim não poderíamos saber quem estava do nosso lado. Ainda que relutante, fui. Chegando lá, me dirigi para a sala escura, mas conforme me aproximava, logo pude sentir um pouco de ̶t̶e̶s̶ã̶o̶ tensão emanando do lugar.

Ao me sentar na frente do computador que eu iria utilizar, comecei a escutar uma respiração, baixa e calma, só aí me dei conta de que já havia alguém ali. Esperei por alguns instantes para que meu parceiro falasse algo, porém, a única resposta que obtive foi o silêncio. Tomei um pouco de coragem e disse:

— Eu jogo de Singed, Tryndamere, Aatrox e Quinn. Qual você acha que seria bom para a partida? – perguntei.

— Vou pickar Rek’sai, se você pegar Trynda poderemos ganhar vantagem com nosso engage. – respondeu meu companheiro.

A partida logo começou, confesso que jogar com alguém que eu não sabia nem quem era me deixou bastante nervoso, mas ainda assim, conseguimos jogar bem, parecia que encaixávamos bastante. Porém, uma hora fui pego fora de posição e acabei morrendo.

— Ai Raiot! – gritei.

Meu companheiro logo soltou o mouse e o teclado por um tempo e perguntou:

— Matta? – aparentemente ele tinha acabado de perceber que era eu, meu bordão denunciou.

— Minerva? – também reconheci a voz do meu parceiro. – Quem diria que seria você, não imaginei que iríamos cair no mesmo grupo.

— Também não percebi você antes, — disse ele, voltando a prestar atenção no jogo – digamos que de você, eu esperava alguém mais... babaca.

Nessa hora, a partida foi pausada, um dos jogadores do time inimigo estava sofrendo de uma “toilet issue”. Minerva começou a suspirar, senti sua respiração mais forte dessa vez. Após alguns segundos, ele disse:

— Não quero deixar um clima ruim aqui, então já estou pedindo desculpas por qualquer coisa que eu tenha te falado no passado. Nunca imaginaria que por trás daquela pessoa que “farpava” todo mundo, tinha alguém tão educado e cooperativo, respeito isso.

— Também me desculpe se deixei alguma interpretação errada, falo muitas coisas, mas a grande maioria é apenas sarcasmo, é assim que entretenho o meu público. – respondi.

Ao tentar me ajeitar na cadeira, acabei me atrapalhando e caí por cima do Minerva, o joelho dele ficou levemente dobrado, e começou a encostar em um certo lugar do meu corpo. Senti um calafrio subindo pela minha coluna, a respiração dele estava batendo no meu rosto, e apesar de querer me levantar, parecia que meu corpo não queria.

— Sabe, Matta – disse ele – Gato você é. Também é mais magro do que eu imaginava.

Senti como se alguém tivesse tocado no meu ponto fraco, e sem perder tempo, meu parceiro falou novamente:

— Você é como o Trynda?

— Como assim? – perguntei, o calafrio ficando cada vez mais forte.

— Seu braço direito é mais forte que o esquerdo? – ao terminar de falar, ele segurou minha mão e começou a leva-la para dentro de sua calça, logo eu estava sentindo o seu membro entre meus dedos, cada vez mais duro. Não consegui resistir e comecei a brincar com aquilo. Ao mesmo tempo em que eu estava confuso e constrangido, também estava gostando, e era isso que importava.

— Precisamos parar com isso, alguém pode nos ver. – falei.

— Não se preocupa, Mattinha, deixa eu te agradar também. – ele se sentou ao meu lado e começou a abrir o zíper da minha calça. Logo estava usando a boca e língua para me dar prazer, não consegui mais me segurar, e pus minha mão por cima da cabeça dele, pressionando cada vez mais, até que eu percebi o que estava acontecendo. Aquele calor que descia da minha barriga até a ponta do meu....

— Para com isso, – pedi – vou sujar você.

— Me suja então, – respondeu ele – deixa eu sentir o seu gosto “meio roxo”.

Tentei segurar os gemidos, mas admito que deixei escapar um pouco, ele engoliu todos os meus pecúlios, e logo depois me beijou. Incrivelmente, não senti nojo, a única coisa que senti foi prazer.

Tomamos um susto ao escutar um aviso de que a partida iria reiniciar, prontamente me arrumei como pude e voltei para o meu lugar no computador.

— Nunca mais vamos fazer isso, ok? – disse pra ele.

— Ah, Mattinha – ele olhou pra mim com um olhar malicioso – Você acha mesmo que já acabou? Trate de ganhar esse jogo, quero dar muitas coisas pra você ainda hoje nas próximas partidas, e não estou falando de dar dodge. Uma dica, assim como a Rek’sai, eu também gosto de entrar em “buracos”.

Ao terminarem os jogos, saímos da sala, o Minerva estava com o cabelo todo bagunçado. Tentei fingir que nada aconteceu lá dentro, mas o que eu não imaginava era que um Rioter, ruivo e barbudo me observava ao longe, enquanto pensava:

“O que está escondendo aí, fofo?”

Continua... (talvez)

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.