- Olá Manami obaasan, tudo bem?

- Oh, Yuki, você chegou, venha tenho que te mostrar algumas coisas

- Manami obaasan, eu estou com fome! — reclamava Arisa

- Vem Arisa-chan, o almoço já está pronto — fala o tio que ia ao encontro deles

- Oh Eiji ojiisan!!! — Arisa vai abraçar o tio

- Vai com ela Nino, eu vou ver o que minha tia quer

- Ok Yuki — Nino

E eles saem do campo de visão de Yuki

- Nanka atta Manami obaasan? Por que você não podia falar pelo telefone?

- Eto, Yuki, aquele rapaz é seu namorado?

- Não tia, claro que não

- Ah, yokatta! Assim as coisas ficam mais fáceis

- Como assim?

- Yuki, lembra o que o jichan falou para você antes de falecer?

- Foram várias coisas tia

- Seu avô tinha uma grande dívida com o amigo dele e te prometeu como noiva para o neto dele

- O que? Eu não me lembro disso

- Ele te disse sim, eu me lembro e você concordou, não sei se era por desespero de ver o avô morrendo ou por achar nobre a ação dele

- Ai meu Deus e agora tia?

- Bom agora o amigo do seu avô quer que você conheça o neto dele

- Hontou? Por isso você me chamou?

- Hum, um carro vem te buscar as 18h, então coma e descanse um pouco, antes do encontro

- Mas eu não quero ir!

- Yuki, você prometeu ao seu avô, não é do feitio de um Hirano quebrar promessas

- Hai, mas ele pode não gostar de mim e acabar com isso ne?

- Acho que sim, meu pai não me falou nada sobre isso

- Ok, isso ajuda um pouco

- O que você está planejando?

- Nada tia, nada

- Vamos almoçar agora então!

- Hai!

Em Tokyo

- Jun, aqui! — Sho chamava pelo amigo

- Sho-chan, que lugarzinho difícil!

- Ah, mas a comida daqui é boa ne Aiba-chan

- Hum, é sim, você vai gostar Jun, vai até te animar

- Espero que sim, porque tá difícil hein

- Mas nada como um almoço entre amigos ne

- Cadê a sua amiga Aiba-chan? Ela não ia vir?

- Ela está no banheiro, deve estar voltando

- Hum, já pediram os pratos?

- Já, pedi o que eu mais gostei de comer aqui — Aiba animado

- Ok — nesse momento a menina chega

- Ai, porque banheiro de mulher é sempre tão cheio?

- Porque vocês mulheres vão sempre em conjunto

- Mentira Sho-chan, eu não faço isso

- Porque você é diferente ne Nana

- Hum — responde a garota

- Yamaguchi-san? — Jun

- Você conhece a Nana, Jun?

- Ela é minha vizinha Aiba-chan, descobri hoje

- Sou ka? Então você se mudou para o mesmo apartamento do Jun

- Acho que sim ne — Nana

- Por que você não me disse que era amiga do Aiba e do Nino?

- Achei meio desnecessário

- Hum, mas que bom que você é amiga deles, porque assim não preciso me preocupar com a mídia ne, você sabe como é a nossa vida

- Sei sim, já passei por cada coisa por ser amiga de infância do Kazu e do Masa

- Imagino, mas vamos almoçar então? — Sho

- Hai! — Aiba

Nesse momento toca o celular de Jun

- Não vai atender? — Nana vendo Jun encerrar a chamada

- Não, quero esquecer un pouco da vida e só curtir o momento com os meus amigos

- Mas e se for alguma emergência?

- Ai eles vão me ligar de novo daqui a pouco — toca novamente o celular

- Deve ser algo importante, é melhor atender ne — Nana

- Hum, me deem licença

- Ok, vai lá — Sho

- Moshi moshi, Jun desu

- Jun obochama, o senhor estará livre as 18h?

- Não sei, mas creio que sim, o que aconteceu Suzuki-san?

- O seu avô quer que vá jantar com ele

- Acho que não vai dar Susuki-san, não estou muito bem para ir jantar com ele, por favor peça lhe desculpa

- Obochama, é um assunto sério que ele tem a tratar com você, melhor não recusar

- Hai, wakarimashita

- Um carro passará na sua casa as 18h

- Hai, jaa ne

- Hum, tenha um bom dia Jun obochama

Depois do almoço em Osaka

- Vou dar uma volta no parque ok?

- Hum, mas não volte tarde hein Yuki, você sabe dos seu compromissos — falava a tia com os olhos fixos em Yuki

- Hai!

- Vou com você, posso? — Nino

- Hum, mas não estou com cabeça para conversar

- Tudo bem, só quero passar mais tempo com você

- Ok, vamos então

E os dois saem da casa

- O que foi que aconteceu? Você parece meio abatida depois da conversa que teve com a sua tia

- Nada, não quero conversar sobre isso

- Pode falar Yuki, sou seu amigo não sou?

- Kazu eu falei que não estou com cabeça para conversar

- Ok, vamos só andar então. Olha Yuki, tem um cachorrinho ali, será que ele está perdido? — Nino vai em direção do bicho e o pega no colo

- Sei lá Kazu, vê se ele tem uma coleira

- Não tem, acho que foi abandonado, coitadinho

- Ah, vou para aquele lado tá? — Yuki

- Como você é bonitinho ne — Nino brincando com o cão

- Acho que ele não escutou, ai como ele fica fofinho assim, que kawaii

- Vou te chamar de chibi, porque você é pequenino

- Kazu, eu tô indo tá?

- Calma aí, vamos chibi, a Yuki está nos chamando

- Você vai ficar com o cachorro?

- Por que? Não posso?

- Não é isso, é que não faz o seu feitio

- Hum, mas ele é tão bonitinho ne

- É sim, faz lembrar você

- Hum? Eu tenho cara de animal é?

- Claro que não Kazu, você é bonitinho e fofinho, igual a ele

- Ah — Nino fica feliz por ela pensar assin sobre ele

- Você vai me contar sobre a sua infância?

- O que você quer saber?

- Não sei, vamos ver, que escola você estudou?

- Hum, no Sakuranbo gakuen

- Aquela escola feminina famosa?

- É, e você?

- Eu estudei no St. Agnes

- Hum, não conheço, eu acho

- Você é riquinha então ne, estudou na melhor escola femina de Tokyo

- Claro que não, fui bolsista, minha família não tinha dinheira para pagar, mas tinha amigos que nos ajudavam

- Sou ka?

- Hum, meu avô tinha um amigo que nos ajudou muito para que eu estudasse lá

- Que legal ne

- Hum, sou eternamente grata a ele

- Mas se você estudava lá quer dizer que você era metidinha

- Claro que não, eu era normal, conversava com todo mundo

- Sei sei...

- Sério, eu era a que sempre ajudava nos eventos e não tinha medo de ficar fazendo o trabalho pesado

- Hum, bem a sua cara mesmo

- E você, como era? Aposto que era popular

- Pior aue não hein, por gostar de games, eu era o otaku da sala e as meninas não se aproximavam muito de mim

- Sério? E agora elas babam por você ne

- É verdade, por isso não gosto muito de ser famoso, as pessoas te julgam pela aparência em vez do caráter

- Hum, mas as coisas funcionam assim ne, também não gosto desse tipo de coisa

- Me fale desde quando você é fan do Arashi?

- Hum, acho que foi quando eu assisti um dorama seu, na verdade eu e meu pai

- Hontou? Qual?

- Namidawo fuite, você se lembra?

- Hum, me lembro sim, não achei que você assistia doramas

- Eu gosto de assistir doramas, porque assim eu me lembro do meu pai

- Hum, que legal, vocês ainda assitem doramas juntos?

- Não, meu pai morreu num acidente de carro, a alguns anos atráz

- Gomen, eu não sabia

- Tudo bem Kazu — Yuki derrama uma lágrima, Nino vendo isso institivamente a abraça, Yuki não se move e começa a chorar nos braços dele

- Porque tudo de ruim tem que acontecer comigo, primeiro o Jun termina comigo, depois essa notícia que vou ter que casar com um desconhecido — fala Yuki não aguentando mais guardar aquilo para si

- Vai ficar tudo bem Yuki, fique calma — Nino a abraçava com mais força

- Arigatou Kazu, por estar aqui comigo

- Você sabe que sempre estarei do seu lado

- Hontoni arigatou — Yuki ainda chorando

- Você fica linda mesmo chorando sabia?

- Para com isso Kazu, que vergonha — Yuki dava um sorriso

- Mas assim sorrindo você fica ainda mais bonita

- Para Kazu! Vou ficar mais vermelha do que já estou

- Tudo bem, só eu estou olhando mesmo

- Não sei o que você quis dizer com isso, mas para!

- Ok, ok, quer conversar sobre seus problemas?

- Tudo bem eu falar?

- Hum, eu te escuto, assim você sentirá melhor ne

- Acho que sim

- Então pode falar! Yuki conta para Nino como foi o término do namoro com Jun e fala sobre o casamento arranjado que seu avô tinha feito para ela, ele escuta tudo com a maior paciência, mas no fundo não se sentia bem em escutar o quanto ela amava Jun e sobre esse possível casamento, Nino queria Yuki só para ele, mas sabia que isso era quase impossível, pelo menos naquele momento

- Arigatou Kazu por ter me escutado

- Não precisa agradecer, quando precisar é só chamar

- Claro que preciso agradecer, não é nada legal escutar os problemas dos outros

- Quando os problemas são seus Yuki, eu sinto que é meu problema também

- Ai, com você falando assim, me sinto amada

- Mas é claro! Eu já disse o que eu sinto por você

- Kazu, você se portando assim, acho que vou acabar me apaixonando mesmo hein

- É esse o intuito — Nino fala baixo

- O que você disse? — Yuki com seu rosto na fente de Nino, encarando-o, Nino percebendo aquilo, dá um beijo na testa de Yuki e vai para a casa da tia dela, deixando a menina sem reação

- Vai ficar aí? Você não tem que se arrumar para encontrar com o seu futuro marido? — Nino com um sorriso malicioso

- Hum, já estou indo — fala Yuki recuperando sua consciência