Ai Kakumei
4 Capítulo 3
Notas iniciais
mas bora lah, cap 3 /o/
CHAPTER 3
– Hmm... Are?? Nacchan ainda não acordou? – perguntou Nishikiori, chegando na sala e vendo que somente Taisuke estava lá.
– Vou lá chamar ela. – disse Taipii, correndo em direção ao quarto da irmã.
– Nacchan? – o garoto bateu à porta – Nacchan, não vai acordar hoje não, maninha dorminhoca? – completou, já entrando no quarto – Ei!! O.o Tá chorando?? O.o – Taisuke então abraçou a menina, que ainda chorava abaixada no canto do pequeno cômodo – O que aconteceu, hein? – perguntava o irmão, tentando demonstrar calma, o que só a fez voltar a chorar mais.
Enquanto isso, Nishikiori – já impaciente de ficar ali esperando e estranhando o fato de Taipii ainda não ter voltado – foi procurar os dois. Logo, abriu a porta do quarto da menina e a viu chorando abraçada ao irmão.
– Nee, Nacchan vamos lá tomar alguma coisa, vamos! – disse Nishikiori, levantando a menina nos braços e fazendo cócegas nela.
– Choooooootto matte yo~ Ni-Nishikiori-san!! – falou a garota entre risadas, enquanto Kazukiyo a levava para sala.
Taisuke, por sua vez, continuou no quarto da irmã; até ver um papel no chão, perto de onde Natasha estava, o abrindo e começando a ler.
– Yay... Merda!
Fujigaya então terminou a leitura e saiu de casa correndo, passando por Natasha e Nishikiori, os deixando sem entender o motivo de sua reação.
O menino foi até a casa de Kitayama, ainda não acreditando que o amigo havia realmente partido com os samurais.
Porém, chegando lá, a mãe de Hiromitsu abriu a porta e confirmou a ida do filho para a guerra, fazendo Fujigaya voltar com uma expressão triste para casa.
– Uhm... Taipii??! D-Daijoubu~?? – perguntou Natasha, assim que o viu passar pela porta, indo correndo em sua direção.
Taisuke a abraçou e começou a falar:
– Nee Nacchan, gomen!!
– Taipii??
– E-Eu n-não levei a serio o que o Hiromitsu veio me falar ontem...
– EE~? – perguntou Natasha, confusa.
– Ele veio aqui em casa ontem a noite... e me pediu pra deixar ele entrar e falar com você, mas... eu ainda estava com raiva pelo que aquele baka fez e o ignorei completamente...
– Taipii...
– Nacchan, você gosta do Kitayama?
– Uhm? Watashi? Nee, eu gosto do Kitamii como eu gosto do Taipii ^^ Por isso aniki não precisa ficar com ciúmes, nee ^^
– AA~ ??
– Taisuke daisuki~ ^^
O garoto não pode deixar de sorrir ao ouvir aquilo. Para ele, só o fato de saber que a irmã via Kitayama apenas como um amigo, já o deixava feliz.
E, enquanto isso, no clã Kawai...
Asou encontra-se muito doente e, por isso, sua filha Aliane acabara de sair de casa para procurar uma erva que sua mãe lhe pediu. Porém, por mais que a garota procurasse a planta em meio ao campo da vila, ela não conseguira encontrar. Distraída, acabou saindo do vilarejo, entrando no território do clã Nikaido.
Enquanto andava entre as árvores, pode avistar a erva. Logo, correu para apanhá-la. Contudo, acabou tropeçando nas raízes que haviam no solo e caiu, fazendo um corte em uma das pernas e machucando um pouco o braço direito.
Um grupo de samurais que estava ali perto se assustou ao ouvir o som de folhas mexendo, achando que fosse alguém do clã inimigo. Por isso, abaixaram-se para se esconder entre os arbustos.
– IITAAAAAAAAAAAIII!!!!!! – gritou Aliane, o que fez com que os samurais se acalmassem, percebendo que era uma garota que estava ali.
– Er... Daijoubu?? – perguntava Hiromitsu, aproximando-se de . Esta, por estar assustada, apenas encolheu-se e continuou quieta.
– KITAYAMA!!! – gritou seu pai – Você sabe que nos é expressamente proibido conversar com mulheres que não sejam da família!
– O.o E-esqueci disso O.o – Hiromitsu lembrou-se então da irmã de Fujigaya... Passara tanto tempo ao lado da garota que já a considerava da família. Além disso, a morte dos pais da “amiga” havia os aproximado ainda mais. Lembrou-se então de tudo que falara para ela, de tudo que passaram juntos, sentindo uma certa dor e culpa por ter ignorado uma regra tão importante para as gerações de samurais e, ao mesmo tempo, por pensar que talvez não poderá mais ver Nacchan... – Gomennasai!! HONTOU, GOMENNASAI!! – falou, fazendo reverência. Enquanto desculpava-se com seu pai, interiormente desculpava-se também com Nacchan, temendo que essa sua “falha” com os samurais prejudicasse os dois. Mas lembrou-se também do que prometera à Nacchan... De que não importa o que aconteça, ele nunca irá desistir do que sente pela garota.
– Você sabe da punição, nee?! – falou seu pai, friamente.
– HAI! – afirmou Hiromitsu, ajoelhando-se e estendendo o punho direito fechado. Porém, quando os demais samurais do grupo aproximaram-se de Kitayama, Senga se pronunciou:
– Chotto, nee... Hiromitsu-kun... só estava tentando ajudar, não?
– ... Dessa vez passa... Mas que isso não se repita! – concluiu o Sr. Kitayama.
– Hai! – falou o jovem samurai, levantando-se.
– E Senga! Cuide dos ferimentos da menina. Depois imagino que ela já consiga partir e voltar para casa, certo? – disse novamente o pai de Kitayama.
– Hai! – respondeu Senga.
– Yuuji e Kazuhiro! Vocês dois vêm comigo para procurar alimento. Os demais procurem um lugar próximo daqui para descansar.
– HAII!! – gritaram todos em conjunto.
– Etto... Eu sei que você não pode falar comigo, mas... Pode me mostrar em qual direção fica a vila do clã Kawai? – perguntou baixo, olhando para Hiromitsu, enquanto os outros dormiam.
Hiromitsu, por sua vez, ao ouvir a garota pronunciar o nome do clã que havia destruído seu vilarejo anos atrás, ficou paralisado por alguns segundos.
“Acordando” de seu transe, Kitayama não conseguiu ficar quieto e acabou falando com a menina novamente:
– O que você quer com o Kawai?
– Ele... é meu pai...
Nesse momento, Hiromitsu não sabia mais o que falar. Estava ao lado da filha do homem que matou os pais de Nacchan, e que tentou matar ela e o irmão...
– Eu não sei onde fica a vila... É a primeira vez que saiu do território do meu clã... Gomen... – respondeu, sendo sincero.
– Uhm... Arigatou ^^ ... Mas nee O.o De onde você é então? O.o – perguntou Aliane, assustada, porém curiosa.
– Imagino que já ouviu falar da família Fujigaya, certo?
– F-Fujigaya...? – questionou , enquanto Kitayama apenas assentiu com a cabeça, deixando o silêncio permanecer durante algum tempo.
Após alguns minutos assim, ambos se pronunciaram juntos:
– Nee!
– Er... – Hiromitsu ia começar, até ouvirem sons de explosão e verem uma luz enorme vinda do outro lado da floresta, provavelmente na direção da divisa do território de Kawai e Nikaido, fato que fez o restante dos samurais acordar.
– A-acho melhor você se separar da gente agora... É perigoso pra você continuar aqui caso comece uma guerra.
– Mas... Pra onde eu vou?? O.o – perguntou Aliane, temendo que eles a abandonassem lá.
– Daijoubu, Kento vai voltar pra vila... Falou que não agüentava ficar mais tempo nesse lugar... Ele... quer desistir dessa vida de samurai... Mas bem, você pode voltar com ele...
– BAKA!! Vão me matar quando eu chegar no seu clã!! Esqueceu que sou filha do Kawai e... ele...
– Ele já tentou nos destruir várias vezes, e na ultima conseguiu matar nosso daimyo... Mas ode ficar tranqüila ninguém vai te fazer mal! Nós somos diferentes das outras famílias! Não costumamos matar nem ferir alguém só porque é de um clã inimigo! Ainda mais quando esse alguém é uma mulher e... Mesmo sendo filha do Asou, garanto que não irão te fazer mal ^^ Taisuke, nosso novo daimyo, é uma boa pessoa e totalmente incapaz de te machucar ^^
– Shikashi...
– Daijoubu! Hontou! ^^
– OOW KITAYAMA!!! O líder tá te chamando! – gritou Senga, indo para onde estava e Hiromitsu.
– Okay, já to indo e... Você vai fazer aquilo mesmo?
– Hum... Acho que vou aproveitar agora que todos estão distraídos... Depois mando uma carta por alguém explicando e me desculpando com os outros... Acho difícil eles entenderem, e sei que vou ser castigado quando voltar, mas... Eu não aguento mais isso, gomen!!
– Okay... Tudo bem, mas... pode levar a garota junto?
– Pra nossa vila? – perguntou Kento, e Kitayama apenas assentiu.
– Wakatta! Hey, hayaku!! – finalizou Senga, puxando Aliane pelo braço e indo na direção oposta à que estava os outros do grupo.
– CHOTTOOOO!!! – gritou Kitayama – Er... Pode entregar isso pra Nacchan? – completou, entregando um papel um tanto amassado, para .
– Nacchan? – disse Aliane, confusa.
– Irmã do novo daimyo ^^ – explicou Senga, dando uma piscadinha e um tapa no ombro do amigo, o que fez Hiromitsu corar.
– ... Jyaa nee!! ... Se cuidem! – finalizou o garoto, voltando pra sua cor normal.
– Você também, hein! Não vai deixar a Nacchan esperando muito! – falou Kento, já virando de costas e voltando a andar, seguido de .
Kitayama corou levemente outra vez e foi andando em direção aos samurais...
...continua...
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