Aham, é amor

11 A Annabeth fica irritada e meu vizinho é curioso


PERCY (Point of View)

Eu ainda estava na frente da casa da Annabeth, quando ela perguntou à que horas a festa iria começar e eu respondi. Eu não sei por que, mas ela quase me matou, literalmente, quando eu falei que iria começar às oito.

– COMO VOCÊ CONVIDA UMA GAROTA DEZ MINUTOS ANTES DE UMA FESTA COMEÇAR? – ela gritou. Eu apenas a encarei, confuso.

– Ahn?

– ISSO NÃO SE FAZ, PERSEU! – ela gritou novamente. Ótimo, eu adoro chamar a atenção dos vizinhos.

– Ei, calma! – falei – Eu só arrumei coragem pra te chamar agora. E não vai fazer mal algum chegarmos um pouco atrasados. – Annabeth suspirou.

– Tudo bem. Me encontre aqui daqui a trinta minutos. – ela falou, me empurrou, e fechou a porta da casa na minha cara. Beleza.

Eu não entendo o porquê dela ter se irritado. Qual é! Eu chamei ela pra festa dez minutos antes da festa começar, e daí? Eu consigo me arrumar em menos de dez minutos!

Mas será que... Não. Com certeza as garotas demoram um pouco mais que dez minutos para se arrumarem para festas. Tá bom, elas demoram bem mais que dez minutos. Talvez levem horas! Mas a festa começa daqui a dez minutos... Droga, eu sou mesmo lerdo.

Virei-me, atravessei a rua, e estava quase entrando em casa, quando escuto um velho ranzinza gargalhar, encostado no muro da casa ao lado da minha. Meu vizinho. Ótimo.

– Essas esquentadas são as melhores, não é meu rapaz?! – ele falou e gargalhou novamente. Esquentada? Ele tá dizendo que a Annabeth é esquentada? Ninguém pode falar que a Annabeth é esquentada! Se bem que ele tem razão... As esquentadas, principalmente as loiras de olhos cinza, são as melhores... Mas ninguém pode chamar a Annabeth de esquentada!

– Sabe como é né, ela só tá um pouco irritada comigo. – falei, esboçando um sorriso torto. O velho assentiu.

– Ela é sua namorada? – ele perguntou. Mas que velho curioso do caralho!

– Não. Ainda. – falei e ele gargalhou novamente.

– Isso mesmo, meu rapaz! – o velho continuou a falar e a gargalhar – Nunca desista!

Assenti e entrei em casa. Sei, meus vizinhos são os melhores.

O relógio da parede da sala dizia que ainda eram sete e cinquenta e seis. Eu suspirei, sabendo que ainda teria que esperar vinte e quatro minutos até que uma Annabeth esquentada e gostosa estivesse pronta para ir à festa da Calipso comigo.

Ah Perseu, esperar até que não é tão ruim.

Subi para meu quarto, entrei na suíte e me joguei debaixo do chuveiro. Fiquei uns dez minutos naquele banho, porque na falta do que fazer, tome banho. Depois dos tais dez minutos, deixei o banheiro, completamente pelado, já que havia esquecido de pegar uma toalha pra me enxugar.

Isso mesmo, eu molhei o chão do quarto no percurso até o guarda-roupas. Peguei uma boxer qualquer, na esperança de que ela fosse tirada mais tarde por uma certa loirinha que eu conheço, se é que me entendem. Também peguei uma bermuda e uma camiseta social, que deixava meus músculos à mostra. Isso é sexy.

Vesti-me, e joguei-me na cama. Peguei meu celular. Oito e dezessete. Faltando três minutos para encontrar a Annabeth na frente da casa dela. E eu tinha uma nova mensagem, pra variar, do Andrew.

“PERCY, CADÊ VOCÊ, CARALHO? JÁ TÁ TODO MUNDO AQUI!”

“Tô esperando uma garota se arrumar pra ir.” – respondi a mensagem rapidamente.

“Wow, vai trazer uma garota pra cá é?” – Andrew perguntou.

“Cala a boca, você já tem namorada! Presta atenção na Sophia!” – respondi e joguei o celular na cabeceira da cama.

Respirei fundo. Aquela poderia ser a melhor noite da minha vida. Mas eu não tentaria nada que a Annabeth não quisesse. Afinal, moramos no mesmo condomínio, e somos vizinhos. Não posso tentar pegar minha vizinha sem ela querer! Mesmo ela estando bêbada!

Espera... Será que a Annabeth bebe? Tipo, beber muito? Se ela fizer isso, melhor né? Hehehe’

Respirei fundo de novo. Levantei da cama e peguei o celular. Oito e dezenove. Hora de descer e encontrar a Annabeth.

*****

Eu saí de casa com meu celular, a chave de casa e a chave do meu Maserati Grancabrio esportivo verde escuro. Eu também tenho um vermelho, mas curto mais o verde escuro. Então, eu e a Annabeth vamos de Maserati Grancabrio verde escuro!

Cheguei na frente da casa da Annabeth e toquei a campainha. Eu já estava ficando impaciente... Muitos segundos se passaram e nada da Annabeth abrir a porta! Será que trinta minutos não foram suficien...

– Oi Percy. – a Annabeth falou e eu fiquei boquiaberto... Wow! Ela estava linda! Linda! Linda mesmo! Muito gata! Gata pra caralho! Não dá pra descrever em palavras! Os cabelos loiros dela caíam sobre seus ombros, como uma cascata, como eu gostava! Ela tinha passado um batom vermelho, bem provocante, e seus olhos cinzentos chamavam atenção.

Deuses, que garota linda! Finalmente tive a sorte de arrumar uma garota assim pra ter como vizinha!

– Não vai falar nada, Perseu? – ela perguntou, sorrindo.

– V-você tá linda. – falei. Ela sorriu mais.

– Você também não está nada mal. – ela falou – Vamos?

– Você não vai fechar a... – eu iria perguntar, mas ela me interrompeu.

– Você estava aí boquiaberto que nem viu quando eu fechei a porta. – a Annabeth falou. Eu sorri e assenti, e fiz aquele negócio que os caras românticos fazem, estendi o braço esperando ela entrelaçar o braço dela no meu.

– Então vamos. – falei, e ela sorriu, assentindo.

Andamos até a garagem da minha casa. Quando eu apertei o controle e a porta levantou, levei a Annabeth para dentro, e abri a porta do lado do passageiro do meu Maserati verde escuro para ela entrar, e ela entrou, agradecida.

Eu sei, sou muito romântico. "As mina se amarra nos romântico!" Hehehe’

Fui até o outro lado, e entrei no carro. Eu não estava conseguindo acreditar.

Ontem eu vi essa garota pela primeira vez. Hoje eu estou levando ela pra uma festa. Ah, eu estou muito feliz.

– Bonito carro. – ela falou, e eu sorri.

– Obrigado. – falei, inserindo a chave e dando partida – Então, Annabeth, você não tem namorado, ficante, ou algo do tipo né?

Olhei para ela e ela sorriu. Isso é bom sinal?

– Não Percy. – ela falou.

– Isso é bom. – eu disse, e quando percebi o que falei, senti meu rosto esquentar. O bom é que estava escuro, as luzes não estavam acesas, apenas a do painel do carro, então ela pareceu não notar.

– É bom? – ela sorriu pra mim, maliciosamente. Eu assenti. Droga.

Depois de alguns minutos de um profundo e desconfortável silêncio, eu queria puxar papo de novo. Nós já estávamos quase saindo do condomínio naquele instante.

– E aí Annabeth, por que você e sua família se mudaram para cá? – perguntei.

– Meus pais receberam uma oferta de emprego aqui em Nova York. – ela falou, suspirando – Como o emprego é quase tudo para eles, resolveram vir.

– Você não gostou da cidade? – perguntei.

– Não é isso, eu não conheço a cidade ainda. – ela respondeu.

À essa altura, já estávamos atravessando as avenidas de Nova York. Minutos depois já estaríamos na casa da Calipso, que não é muito longe do condomínio.

– Eu posso te levar pra conhecer. – falei – Se você quiser, é claro. – acrescentei rapidamente. Ela sorriu.

– Obrigada. – falou, grata.

Avançamos alguns sinais verdes, o trânsito não estava nada ruim naquela noite fria. Continuamos conversando animadamente, e quase nem notei quando chegamos na casa da Calipso.