Ah, it's a wonderful cat life!
1 Ah, it's a wonderful cat life!
Notas iniciais
Gumi estava sentada no batente de sua janela. A gatinha humanóide mexia nos cabelos verdes, observava a cidade com uma expressão sonhadora. Ela viu algo se mexer nas moitas.
– Quem está aí? — a gatinha perguntou.
– Mas que bela gatinha nós temos aqui! Com este encantador e soberbo pelo branco. Nesta noite tão linda, gostaria de se divertir comigo?- o gato vira lata Len apareceu. Gumi revirou os olhos.
– Tu és aquele gato vira lata que todos falam? O que rouba peixes, e que assusta pombos? — a gatinha perguntou, olhando para ele.
– Meu nome é Len. Porém, podes me chamar de Len-chan! — o gatinho disse sorrindo marotamente para a gatinha. Ele tinha um sorriso charmoso.
– Meu nome é Gumi! Podes me chamar de Gumi-sama.
Os humanóides se olharam, cada um analisando o outro. Gumi era uma gata encantadora. Len achou ela bonita e charmosa. E delicada.
Len era um gato charmoso. Ele parecia ser destemido, e não parecia ter medo de nada.
– Bom, a Srta. Gumi-sama poderia vir brincar comigo? — Len perguntou a Gumi. A gatinha sentiu um arrepio.
– Não posso deixar esta casa. Lá fora é sujo, e perigoso! E aliás, sem ninguém para o proteger, Len-chan pode ser atropelado! — a gatinha argumentou.
O gatinho riu.
– O meu sonho sempre foi deixar esta cidade. Não me limito aos portões. Gosto de aventuras! Você deveria experimentar as ruas! E sabe, ao invés de conversar com a senhorita, poderia arrancar a coleira que vossa gatinha usa com os dentes.. — ele disse.
– Hunf. Sabe o preço desta coleira? — a gatinha revirou os olhos.
– Pois um gato só vive uma vez, e por isso gosto de aproveitar! É melhor ser um perambulante do que ser mantido dentro de uma casa...- ele disse apontando para a mansão.
– Sim um gato só vive uma vez! E é por isso que sou mantida nesta bela casa. — Gumi disse quase fechando a janela.
– Você também pode ser livre! Acho que é ruim comida chique de gato! Então, abra essa janela, e salte para fora! — o gato disse.
Gumi abriu a janela e olhou feio para o gato.
– Mas que teimoso o Sr. Perambulante é! Saiba que eu não sou uma senhorita burra, Len-chan. Se eu pular para aí, posso me machucar e você pode fugir como se nada tivesse acontecido! — ela disse pro humanóide.
O felino olhou pra ela sorrindo. Ele aproximou seu rosto do da felina.
– Acha que eu faria isso? — ele perguntou.
– N-Não sei! — a humanóide corou.
– Bom, preciso encontrar uns amigos, nos vemos amanhã, Gumi-sama! — Len diz, beijando a mão da gatinha.
– Não tenho muita certeza, mas, até amanhã Len-chan. — Gumi diz.
E eles se encontravam todos os dias. Um desses dias, Len levou seus amigos, Gakupo e Kaito. Ela os achou engraçados. A humanóide começou a se interessar pelo gato.
– Tem certeza que não quer ir comigo para fora da cidade? — Len tentou de novo.
– Não posso sair da casa. Aqui sou tratada bem! Eu tenho comida fresca e uma cama quentinha. E mesmo odiando água tomo um banho quente todo o dia! — a gatinha disse.
– Bom, gosto de subir nos telhados, e observar as pessoas todos os dias. Eu aproveito e tiro um cochilo sobre a luz do sol! — Len disse se deitando na grama verdinha.
– Ah, como? Não consigo dormir em um lugar que não seja a minha caminha. — Gumi falou.
– Sabe Gumi-sama, esse seu jeito arrumadinho é encantador. Eu acho que estou começando a gostar de você! — o gatinho disse.
– Hum, parece que senhor Len-chan está sendo sincero. Mas e-eu s-sinto m-muito, não será capaz de conquistar meu coração. — Gumi disse corando. Uma parte dela sabia que não era verdade. O felino já tinha conquistado seu coração.
– Ah. — o gatinho disse deitando a cabeça no batente.
– Len-chan? Está tudo bem? — a gatinha perguntou.
– Sabe que meu sonho sempre foi sair desta cidade. Poder correr, e ver as luzes da aurora boreal ao norte com meus próprios olhos. Se Gumi-sama estivesse comigo, seria maravilhoso. — o gatinho disse.
– Meu modo de vida não pode ser mudado tão facilmente. E seria difícil para mim abandonar a vida boa que aqui levo. Aliás, seria triste para mim abandonar a dona que com tanto carinho me adotou! — a gatinha falou.
– Já que não é possível, eu vou indo. Se vemos por aí, Gumi-sama! — o gatinho disse indo embora.
– J-Já está indo? Por favor, fique mais um pouco. Pelo menos, prometa-me que estará aqui amanhã! — Gumi disse puxando a mão de Len.
O gatinho corou um pouco e olhou para a de cabelos verdes.
– Estarei. Prometo. — ele disse. Chegou perto da gatinha e tascou-lhe um beijo. A gatinha arrepiou-se e aprofundou o beijo mais ainda. Amava aquele vira-lata, por mais idiota que ele fosse.
Depois que eles se soltaram, se olharam e sorriram.
– Vou ficar o esperando. — a gatinha disse. Len sorriu e deu um tchauzinho para ela. Gumi suspirou e retribuiu.
Ela se encostou no batente da janela, e olhou para o dia bonito que estava fazendo. Ela sorriu. Esperava encontrar Len amanhã, mais do que esperava o horário de comer.
A humanóide quase não dormiu na noite. Ela só pensava em rever aquele gatinho charmoso em que ela tanto pensava. Será que ele iria vir amanhã?
Ela esperou até o dia seguinte...
–-----------------------------x--------------------------------
O dia seguinte passou. E nenhum sinal de Len-chan. Ela esperou e esperou.
Gumi estava se preparando para dormir quando viu um par de olhos brilhantes no escuro. A gatinha voltou-se para a janela, e deu um sorrisinho.
– Gumi-sama...eu voltei. — O gatinho de cabelos loiros disse.
– Sabia que você não me deixaria! — Gumi disse.
– Agora, posso ter um abraço? — o gatinho perguntou.
Gumi pulou o batente da janela, e abraçou o gatinho com todas as suas forças. Len retribuiu. A dona de Gumi, Rin, observava tudo da janela de cima. Ela sorria ao ver que Gumi estava amando.
– Eu te amo, Len-chan! — Gumi disse.
– Eu também te amo, Gumi-sama! — Len falou.
Os dois se beijaram. Vira-lata e gata de raça. Gumi e Len. A dama e o vagabundo. Mesmo sendo tão diferentes, as suas diferenças os atraíram.
Ainda sim, Gumi não saiu da casa onde vivia. Todos os dias, Len ia ver a humanóide, que esperava no batente da janela. Kagamine Rin, a dona de Gumi, só observava. Ela sorria, e conversava com Gumi feliz.
Len até entrava na casa de Gumi. Recebia cuidados, comia e depois saía com Gumi. Ela resolveu se aventurar com Len (depois de conversar com Rin. E depois ela voltaria para casa.) .
Eles se entendem bem, não brigam tanto...
Mas se ouvir dois miados finos durante a noite, pode apostar que são Gumi e Len brigando por conta de um peixe que Len roubou.
Rin só ria da janela de seu quarto.
– Ah, como é maravilhosa a vida de gato! – ela dizia sorrindo.
Fale com o autor